Falácias argumentativas no debate sobre o défice IV
Crescimento do endividado
Esta é a ideia básica do hollandismo até à vitória nas eleições legislativas francesas: a solução para a crise é o crescimento. Se aeconomia crescer equilibramos o orçamento e pagamos a dívida.
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O problema desta ideia é que o crescimento resulta da acumulação do capital. Uma economia endividada tem que desviar poupança para pagar dívidas. Não pode desviar poupança para acumular capital. Para alem disso, se o próprio Estado estiver no limiar da falência por excesso de endividamento, ninguém se dispõe a investir uma vez que há uma elevada probabilidade de os impostos e as acções arbitrárias do Estado venham a aumentar no futuro. Curiosamente, são os que mais falam em crescimento que mais falam em medidas de perseguição aos investidores e de destruição da estabilidade macroeconómica (default à dívida externa, saída do euro). Portanto, se um país atingiu um determinado limiar de endividamento é certo e seguro que não vai crescer até o endividamento ser reduzido para níveis mais aceitáveis.

João Miranda,
Usar o senso comum numa discussão com os “esturricadores do dinheiro dos outros” não leva a lado nenhum. É que, sendo que todos acreditamos que as soluções que defendemos para os problemas são as mais correctas (senão não as defendiamos), os “esturricadores do dinheiro dos outros” julgam mesmo que têm o direito (divino?) de decidir pelos outros como o seu dinheiro (o dos outros) deve ser investido/gasto/esturricado.
Aliás, nem recorrer aos factos e/ou aos números dá qualquer resultado. Os “esturricadores do dinheiro dos outros” estão sempre certos porque estão sempre certos e se os resultados das suas políticas são os opostos aos que anteviam isso só pode dever-se a:
1. não se ter ido suficientemente longe (conclusão: é necessário esturricar mais dinheiro dos outros),
2. a factores que não se dominam (conclusão: o Estado tem que se passar a ter mais poderes) e/ou
3. à conspiração internacional neo-liberal (conclusão: os neo-liberais têm que ser afastados dos centros de decisão, se necessário pela força das armas – legítima se usada pelos “verdadeiros representantes da vontade popular”, “escolhidos” pelo “povo” em “assembleias populares” com algumas dezenas/centenas de participantes e não em eleições “burguesas” com milhões de votantes).
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Mas este e blog e aquele Blasfemias do antigo?. Aqueles que erao todo um preventivo contra a bovinidade?
E quando foi que no Blasfemias deixaramse de ocupar e falar destes senhores…Estes senhores os modelos number-one de fazer crecimento e supercrescimente no sobrecusto de qualquer divida…
Ver para crer.
E deixar pasar os anos para poder contar. E que há cada troca de uns que prometiam o ouro e o mouro …para dar na mesma.
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http://www.cuandopasa.com/index.php?v=v21544i
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PS. Desta vez cambiei a página que resolve segundo a segundo ir contando e sumando a dívida americana. Há tantas páginas por ai e incomprensivelmente todas terminam apavorados com o montante da dívida.
Dívida externa de Portugal?. Verdadeiramente peanuts…em comparaçao com a dívida dos IUESEIS…
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