Falácias argumentativas no debate sobre o défice – série
15 Julho, 2012
Falácias argumentativas no debate sobre o défice: Défice não aditivo
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Falácias argumentativas no debate sobre o défice II: Despesa multiplicadora de receita
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Falácias argumentativas no debate sobre o défice III:Baixar o défice cortando em parcelas irrelevantes e Microgestão das parcelas irrelevantes
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Falácias argumentativas no debate sobre o défice IV: Crescimento do endividado
6 comentários
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Nao insista JM. Já sabemos que a sua soluçao é cortar salarios e mais desemprego.
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É óbvio que deficit e divida são faces da mesma moeda . E a divida é imposto adiado . A ser verdadeira a Lei de Wagner (crescimento irreversível da despesa publica) e com as limitações sugeridas pela Curva de Laffer , a partir de um certo nivel de endividamento (70% ?) entramos na quadratura do circulo !…
A existir uma descida das receitas decorrente de uma descida da despesa , aquela é menos acentuada , pelo que o resultado é positivo.
Com endividamento não há crescimento . “Consome o tempo precioso no banco a reformar letras” . Talvez a tese de doutoramento de Cavaco Silva : “A divida e o crescimento económico” nos possa ajudar Vejam lá , s.v.p. … Contradições (?) da macroeconomia : por vezes o aumento da despesa diminui a receita (agrava o deficit) ; outras vezes a diminuição da despesa aumenta a receita (diminui o deficit) . Outras vezes a diminuição da taxa do imposto aumenta a receita do imposto . Foi o que aconteceu com Reagan , e aconteceria com a receita do IVA da restauração se a taxa descesse de 23% para 19% .
Impostos ? Não há um que PPC não tenha aumentado . E quem te avisa , bem te quer … Não penses em mais impostos … Como prova de competência (até agora inexistente) , em vez de procurar “todos os tostões dos mais fracos” , deveria usar tal esforço na eliminação dos desperdícios dos poderes central e local . Grãozinho a grãzinho , enche a galinha o papinho . Não faria nada mal a politica salazarenta do mealheiro … E umas visitas à Suiça (e não à Merkel…) não lhe fariam nada mal .
Certo que é dificil acabar com as ”parcerias” : o Presidente da Câmara que emprega toda a familia ; a Ministra que emprega a familia do “amante” ; o Governante(e um PR?) que é sócio de uma sociedade fornecedora do Estado ; Um Governante que vai para Presidente do Conselho de Administração de uma empresa com a qual enquanto Ministro fez contratos leoninos com o Estado ; já para não falar das parcerias maçónicas que transformam uma “pseudo” Universidade numa verdadeira “feira da ladra” …
Mas Despesas versus Endividamento é sinónimo de “bola de neve” .
Andamos a enganar–nos uns aos outros . Temos o que merecemos ?
N.B. Nem tudo o que é legal é moral honesta (non sunt est semper quod licet) .
Porta arrombada , novas trancas . Lei errada . Altera-se a lei .Há sempre uns que ficam a rir … Isto não é Governo . É desgoverno .
Vivemos com os êrros , os lapsos , as omissões, as mentiras , as incompetências disfarçadas de erradas previsões , enfim , com a sem-vergonha de um desgoverno .
É óbvio que não concordo nem com cortes de SALÁRIOS (não há inflação que o justifique) nem com mais DESEMPREGO . dixit
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Não cresce não, só cresce o número dos que não faz nada. Ou talvez façam por isso os deixam entrar.
Volta de brasileiros para casa enxuga economia em Portugal(Folha de S. Paulo)15/07/2012
LUISA BELCHIOR
ENVIADA ESPECIAL A ERICEIRA (PORTUGAL)
A garrafa de cachaça quase cheia denuncia: faltam clientes brasileiros no Bar do Armando, no centro de Ericeira, em Portugal.A pequena cidade a 50 km de Lisboa é um dos redutos de imigrantes do Brasil. Com a crise na Europa, porém, retornaram ao país, secando a economia de cidades inteiras.
Nos povoados da Costa da Caparica, onde a baixa de brasileiros foi maior, supermercados vendem até 60% menos, pequenos shoppings foram abandonados, restaurantes ficaram vazios e 40% de agências imobiliárias pararam de funcionar. Com menos contribuições, a prefeitura teve que cortar vencimentos de funcionários.
“Os brasileiros eram consumidores diários. Com certeza afetou bastante nossa economia”, diz à Folha o prefeito das vilas da Costa da Caparica, Antonio Neves. Lá, o número de brasileiros chegou a 4.000, de uma população total de 13 mil. No primeiro trimestre de 2012,porém, restavam apenas 1.500. A chegada de brasileiros a essas cidades, há cerca de uma década, reconfigurou e diversificou suas economias, baseadas na agricultura e no turismo interno de verão.
“O brasileiro aqui enchia o carrinho no supermercado”, afirma o prefeito de Ericeira, António Manuel Mansura.
O setor das agências imobiliárias, pelo levantamento das prefeituras, foi o mais afetado até agora. As que não fecharam as portas tiveram que baixar o preço dos aluguéis.
A agente imobiliária Marilda Cardoso diz que negocia hoje por € 100 (R$ 250) mensais o aluguel de apartamentos que menos de um ano atrás valia € 400 (R$ 1.000). “Meu celular não parava de tocar”, conta a agente, também brasileira.
Entre os que, como ela, ficaram em Portugal, 35% têm a intenção de voltar em algum momento ao Brasil, segundo um estudo do Instituto Universitário de Lisboa.”Há uns meses, ainda veio uma construtora espanhola aqui e recrutou todos os desempregados para trabalhar em uma obra da Copa de 2014 em São Paulo. Foi todo mundo”, conta Armando Morgado, proprietário do bar que leva o seu nome em Ericeira. Ali, a crise se mede pela bebida: ele vendia 20 barris de chope por dia em 2006. Hoje, mal chega a dois barris.
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Um realizador de cinema diz que convocou 49 000 pessoas para se manifestarem contra o Relvas, hoje.
3 000 dizem que vão.
Hoje é 2ª feira. Dia de trabalho?
Estou para ver quantos lá vão estar.
Esta gente não tem nada que fazer, ou não querem fazer nada e ter um governo que lhes dê de comer à borla?
Ou há uma epidemia de histerismo?
Alguém me sabe responder a estas perguntas:
– Para se ser ministro de um qualquer governo, é obrigatório ter-se uma licenciatura?
– O Sócrates foi demitido pelos eleitores por ter corrompido e afundado a sociedade portuguesa mais do que já estava ou por ter tirado um curso ao Domingo?
– Há alguma lei que proiba certas pessoas de serem ministros?
– Então o Relvas é assim uma pessoa tão importante, que dele dependa a solução para a crise?
– Então os que exigem a demissão do Relvas são assim tão defensores do Passos Coelho e do governo que não o querem no governo para não prejudicar o seu trabalho no combate à crise em que os anteriores governos e principalmente o do Sócrates nos colocaram?
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Eu continuo a perguntar: quando é que o fisco ataca o grande capital — gente que tem grandes fortunas sem produzir nada; empresários que, mesmo gerando riqueza, a recolhem para benefício próprio e sem fazer a distribuição pelos diversos grupos e níveis de assalariados; os muitos presidentes — sem esquecer o presidente da república e outros do topo da hierarquia –, administradores, directores com proventos elevadíssimos no sector público onde a necessidade e produção é nula; a acumulação escandalosa de benesses de todo o tipo incluindo reformas?
Bem, também no sector privado haverá muito a fiscalizar, todavia sem se obter a excentricidade do que é vigente noo serviços públicos.
Quando é que se põe ordem e decência nesta situação que passa de longe o desvario ou sequer o aceitável?
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“Este multiplicador de 2 implicaria que se aumentássemos a despesa em 1% seria possível aumentar o PIB em 2%. Se aumentássemos a despesa em 2% seria possível aumentar o PIB em 4%…”
Isto assumindo uma relação linear entre despesa e PIB. o que dada a complexidade do sistema é uma hipótese muito fraca. E muito mais realista assumir uma relação não linear e aí a conversa já é outra.
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