Imposto sobre as Transacções Financeiras
26 Setembro, 2012
Foi recentemente proposto pela CGTP e pôs excitadíssimos todos aqueles que adoram canalizar dinheiro (dos outros) para o Estado. Ao que parece, o governo denota abertura para sobrecarregar mais os privados, numa aparente e deplorável cedência à rua e ao berreiro mediático.
Mas até nem acharia mal que o governo criasse esta taxa. Desde que, em contrapartida, isentasse as mais-valias sobre valores mobiliários, uma tributação estúpida, complexa, passível de fugas e que pouco rende. Infelizmente, parece que a voracidade pela receita vai em crescendo.
25 comentários
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quevão para França que lá levam com 75%. E é se quiser senão dizem-lhe que têm sempre as portas abertas. E não consta que a economia francesa (ainda) esteja a definhar, além de que há substituição da população, coisa que cá não há pq não há nasciementos suficientes.
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era o que faltava se não pagassem, ou continuassem a não pagar, impostos pelas transacções. e não é preciso ser-se de “esquerda” para se defender esse imposto.
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e a SIBS, coitadinha, com margens negativas nas transações dos cartões? tudo cedência à rua e ao berreiro mediático…
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4 propostas 4
CGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA
Receita fiscal adicional (milhões de euros)
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Criação de uma taxa de 0,25 sobre as transacções financeiras
2.038,9
Criação de um novo escalão na taxa de IRC
1.099,0
Tributação adicional dos dividendos
1.665,7
Combate à Fraude e Evasão Fiscal
1.162,9
Total
5.966,5
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Na inter não acreditam no Menino Jesus, mas acreditam no Pai Natal. Esta medida tem o mesmo efeito que os 75% do Hollande: quando for cobrar eles já lá não estão, e o fisco acaba por perder aquilo que cobrava antes.
Olhamos para as 4 propostas 4, que a inter apresentou e ficamos a perceber melhor porque é que o comunismo foi à falencia!
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já não estão lá? Vão transaccionar para França?
Ou largam os cargos cá, como dizia o da cgd que se pisgava se lhe aumentavam os impostos (pisgava-se para servir cafés na alemanha?). É que lá não têm cargos como cá.
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” taxa de 0,25″
isso é alguma coisa? 0,25% !
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mas eles, os banqueiros que se queixam sempre, cobram 30 % ao mês pelo crédito do cartão! E o bes tira 11 euros (indecente roubalheira!) cada vez que a conta à ordem vai a zeros.
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ou seja: o Bes cobra a mensalidade se por acaso na altura em que a cobra a conta à ordem tiver zero o Bes acrescenta à mensalidade que cobra pela manutenção da conta mais 11 euros! E esta gente queixa-se da taxa de 0,25% pelas transacções!
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Com estes comunas de pantufas a Tugalandia vai continuar a afundar. Ou se deixa o capital a rédea solta e acaba-se com toda a tributação sobre capital numa de dumping fiscal ou então confisca-se tudo na base da baioneta. Agora taxas e taxinhas com a nação de pernas abertas só vai dar mais desgraça ainda.
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Aparece sempre um voluntário para defender a ladroagem e o instalado «PODER DO DINHEIRO» neste país…
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Luís:
E és tu membro do Partido Social Democrata! Social Democrata! Porquê?
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Arnaldo,
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Porque é o único com génese liberal e onde ainda há lugar para liberais. E no fundo, no fundo, Sá Carneiro era um liberal, sabias?
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Ir buscar dinheiro onde ele abunda, parece boa medida.
Vão levar na bunda.
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O Obama e o Clinton também são liberais.
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“The NHS will always be there for everyone, free-of-charge. That will never change.”
http://www.libdems.org.uk/health.aspx
Isto é ser liberal. Em Inglaterra, é claro. É o que os liberais pensam. Nos blogs, em Portugal, é diferente. Eu sei.
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LR,
penso que lhe escapa o conceito integral de liberalismo.
Sá Carneiro era muito mais um liberal das ideias e dos costumes, do que um liberal estritamente económico, como há muitos para aí.
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João Miranda, onde andas tu agora?
Que pensas tu disto? Estás tão caladinho?
Aguarda-se opinião liberal de João Miranda a este post.
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“A concepção liberal do Estado, mantinha-o distinto e, tanto quanto possível,
afastado da sociedade, concebida como conjunto de indivíduos, àquele
competindo assegurar os meios de livre desenvolvimento destes, feito por eles
próprios, sem recurso ao aparelho governamental.
Para preservar essa separação, ao dispor da sociedade-indivíduos, foram
colocados os meios próprios de contenção dos poderes do Estado, mero garante
da harmonização da liberdade de cada um com a liberdade de todos.
Mas, a partir do desenvolvimento da ideia de igualdade, depressa se reconhece
que o Estado se não pode desinteressar dos problemas da vida dos indivíduos em
sociedade.
Assim o impôs o valor essencial da liberdade, que sem a igualdade se torna
aristocrático privilégio de uns quantos: a separação entre o Estado e sociedade
conduzia ao esquecimento da maior parte dos homens entregues a si mesmo
dentro de uma sociedade em que a liberdade a todos era garantida, mas só servia
a uma minoria que tinha os meios económicos – e sociais – indispensáveis ao seu
uso.
Indissociavelmente ligado o Estado liberal às fórmulas económicas do
capitalismo, as grandes crises deste são as primeiras a chamar a intervenção do
Estado na sociedade, cujos problemas começa a tomar a seu cargo. Desenvolvese, simultaneamente, a necessidade de uma maior justiça social e é já ao Estado
interventor que se exige também a segurança social e o acesso aos bens da
cultura, para progressiva realização da igualdade que a sociedade civil fora, por si,
incapaz de proporcionar.
Dilui-se a separação entre a sociedade e o Estado, galga este a distância que o
liberalismo prudentemente entre eles mantinha, e o político abeira-se da
sociedade civil, toma nas mãos os seus problemas, cuida solícito da sua
organização, torna-se seu mentor e dispenseiro dos bens indispensáveis à vida
moderna.
Eis o Estado social, fruto das novas relações entre a sociedade e o poder político,
em que aquela se entrega a este, e ele se orienta e determina pelas necessidades
dela.
Qualquer Estado moderno é inevitavelmente um Estado social, pois a nenhum
poder politicamente organizado é hoje possível deixar de conformar-se com as
realidades sociais e tomar a seu cargo a satisfação das necessidades colectivas.
Mas na integração da sociedade e do poder político gera-se uma inevitável
tendência de domínio e de absorção. ”
(Francisco Sá Carneiro, Assembleia Nacional, Textos, Volume 1, Instituto Sá Carneiro)
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Por princípio, tenho alguns problemas em aceitar tributação sobre capital, não porque seja imerecido (longr disso) mas porque é facílimo deslocaliza-lo e, assim, o prejuízo torna-se maior que o proveito.
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Agora, numa época em que se pretendeu diminuir o SMN, acho bem que se ataque tudo, se não por uma questão económica pelo menos por uma questão de decência.
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Uma taxa sobre transações financeiras deveria começar por um valor mais baixo, da ordem dos 0,1%.
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Esse valor não tem impacto sobre investimentos mais permanentes e pode ter como efeito reduzir a especulação exagerada.
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Eu achava bem uma taxa sobre transacções financeiras, desde que o IMI desaparecesse. Se é para a engorda do estado entao que fique lá como está.
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O IMI é o imposto mais macabro, indecente e injusto que pode haver.
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Rb
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É curioso que tantos concluam ser fácil haver fuga de capitais na Europa (dentro da União Europeia) e ninguém retire conclusões sobre alterações fundamentais, urgentes, que se impoem na UE.
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Quanto às mais valias mobiliários, caro LR, o governo só tem que colocar taxas que estejam em linha com o que se passa noutras praças concorrentes. Mais nada. Talvez um bocadinho menos para atrair uns capitaizecos. Mas em linha.
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Como em linha deviam estar os impostos directos com os que se praticam em paises que concorrem connosco na atração de investimento.
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Mas, enfim, Portugal NAO tem governo há muitas decadas. Quem é que quer saber disto?
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Rb
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LR,
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Falta taxar o ar que se respira, como, sei lá, criar uma taxa de combustão de CO_2 nos produtos petrolíferos. Podia-se chamar essa taxa, mascarada de imposto, Imposto sobre Produtos do Petróleo e aplicar-se até a produtos como o biodiesel, o gás metano dos flatos dos traseiros das vacas e dos ditos da boca dos socialistas.
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Acho que com essa taxa podia-se, com um bocadinho de imaginação, ir buscar mais que metade do valor da gasolina e do gasóleo, e impedir os carros a diesel de se locomoverem a biodiesel. Que é neutro de carbono, mas isso para pouco conta, porque, para efeitos fiscais, a sua fórmula passa a ser produto do petróleo.
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Proponho também uma taxa sobre as gotas de chuva. Será uma taxa pois, como sabemos pelas manifestações de agricultores, é o governo de Portugal que manda ou deixa de mandar a chuva. Essa taxa pode incidir sobre um valor subjectivo da propriedade horizontal, vertical ou ondulada, sabe-se lá como se chega a esse valor, e as finanças podem aumentá-lo conforme lhes der jeito. Pode ser cobrado pelas câmaras municipais, que muita água metem neste país,e ser cobrado aquando da transacção da propriedade e anualmente.
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Ainda proponho uma taxa sobre a propaganda do Estado. A boa propaganda estatal é uma absequência de todo e qualquer crescimento. Proponho que haja uma taxa da palavra ministerial, cobrada na factura de electricidade, igualmente a consumidores domésticos, cafés, negócios diversos, vacarias, cemitérios, máquinas industriais e antenas de telefone celular. Até as vacas e os mortos poderão assim beneficiar das palavras do Ministro da Oposoção e da isenção pura do departamento de rádio-emissão. Proponho uma taxa de desinformação também sobre a Internet, pois são pessoas que não estão a ver a propaganda do Estado Passado, e por isso devem ser duplamente tributadas.
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