Mistérios da fé
17 Outubro, 2012
As reacções de espanto à expressão “enorme investimento” usada por Vítor Gaspar a propósito daquilo que Portugal gastou com os seus estudos é reveladora da crença instalada nesta radiosa pátria acerca do gratuito. Há de facto quem acredite que aquilo que a constituição diz ser gratuito é mesmo gratuito.
14 comentários
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Não falta pouco para começarem a usar expressões do tipo “esforço de proporções bíblicas”; “inimigo feroz” ou “inimigos imundos”; “gula e impureza”. Gaspar, se quiseres, podes purificar-me.
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Nem a Constituição diz isso nem a generalidade das pessoas o pensa.
O problema é que estamos a perceber que o investimento na educação foi parecido ao das autoestradas, pois tanto dinheiro gasto serviu para produzir tão pouco.
Basta pensar nos doutoramentos do ministro e do primo para o demonstrar. Ainda se fosse em filosofia, mas em economia e finanças! Quem é que terá colocado as bolas brancas?
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Algúm de vos que me pudera emprestar um manual de instruçoes para entender a estes modernos sofistas. Agradeceria.
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“Europa não é solução e sem Europa não há solução” para Portugal “- António Barreto
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Ler mais: http://expresso.sapo.pt/europa-nao-e-solucao-e-sem-europa-nao-ha-solucao-para-portugal-antonio-barreto=f760723#ixzz29XdYSMWz
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Gaspar a roçar o populismo bacoco.
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Lá está, é um erro Portugal gastar tanto dinheiro com doutoramentos inuteis como o do Gaspar.
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Quem quer doutoramentos e mestrados que os pague !
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De facto, investimento tão grande, tão enorme que se licenciou numa privada. E mais investimento tão enorme que não foram os seus impostos ou os dos pais que lhe pagaram mestrado e doutoramento. De facto, enormíssimo investimento.
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Burro carregado de livros.
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Blondewithaphd;
…
Esta é era que era a historia de dois primos que estudaram em universidades diferentes (pública/privada) ;
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-O primeiro no Instituto Superior de Economia e Gestão
-Enquanto que o segundo o fez pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa em 1988.
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E a esta pequena historia sumeramse as pequenas historias e vidas de outros tantos primos que aceitaram que os seus estudos estavam completament validados e homologados pelo sistema europeu ISSO.
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Esta historia ainda nao poder ter um ponto final…porque ainda nao terminou. Está fazendose dia a dia e suma -sumando mais e mais capitulos…
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No caso do Gaspar, má despesa pública!
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O ministro mostrava respeito pelo dinheiro que foi gasto (atente no verbo, pois não considero um investimento) se se demitisse.
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Isto é uma tática inteligente de Vitor Gaspar, ele quer demonstrar que realmente Portugal não deve investir na educação, para ter mais como ele, mais vale fechar o ensino superior (só é pena que ele se tenha formado no privado).
Peço desculpa a todos os portugueses competentes e inteligentes que fizeram a sua formação académica em Portugal, como eu. Peço desculpa por esta visão redutora da qualidade do ensino.
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Alguns comentários que se vêem por aí atiram abaixo qualquer ser com inteligência. Viver lado a lado com tamanhos idiotas é um desafio diário…
Talvez o gaspar não precisasse de se doutorar, mas é uma sorte que seja ele hoje o Ministro das Finanças e não um emplastro tipo Teixeira, Sousa Franco ou Pina Moura.
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O Ministro Gaspar mostrou o cuidado que os alunos devem ter no desenvolvimento da sua aprendizagem dado que não há almoços grátis.Somos nós todos que pagamos a factura e o seu desleixo.Quando olho para certos universitários e os vejo com cara de avós ,fico deveras revoltado com a lassidão daqueles que tinham o dever de os pôr no olho da rua quando deixam de render,porque andam só lá para criar mau ambiente.
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Eu também entendo que as pessoas de bem, que tenham condições para desempenhar cargos públicos, devem disponibilizar-se para isso, até como forma de compensar o Estado, se for o caso, pelas despesas que fez com a sua educação, com a sua saúde, etc. Dito por outras palavras, penso que os mais válidos devem estar disponíveis para prestar serviço público durante algum tempo.
No caso em apreço, parece-me que o Gaspar não deveria ter usado o termo “enorme investimento”, que, a meu ver, denuncia presunção, parecendo-me que ele quis também dizer que é um técnico altamente qualificado, o que, em boca própria, acho feio.
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