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O país já começou a desistir. Vamos ser como a Grécia

19 Outubro, 2012
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Hoje, no Público, defendi que as nossas elites parecem estar a perder a cabeça e a compostura, pois já repetem o choradinho que a Grécia fazia antes de ser obrigada a um segundo resgate:

Passei a semana a ler e ouvir resmas de comentadores e todos os economistas, os do regime e os outros. A escutar o que diziam os manifestantes que as televisões entrevistaram. A ver como, de repente, uma mensagem no Facebook do Presidente da República transformou em cavaquistas os deputados da esquerda parlamentar e os editorialistas de pena leve. A pasmar com as diatribes de senhores e senhoras de cabelos brancos e responsabilidades passadas, porventura esquecidas. A olhar incrédulo para a pose de indignação de alguns deputados da maioria. A tentar adivinhar onde estão os cortes na despesa de que todos falam e que ninguém identifica. A perceber como muitos, nas nossas elites, lhes puxa o pé para a chinela, mal percebem que, desta vez, também lhes tocou uma parte séria dos cortes. Foi deprimente. Está a ser deprimente.
Constatei uma unanimidade fácil: são todos contra o Orçamento do Estado. Não surpreende: é um orçamento de quem está encurralado. E também estão todos indignados com o aumento de impostos. Na verdade, quem pode ser a favor deste saque fiscal? Eu também sou contra, eu também consigo antecipar mais um novo corte no consumo interno e mais dificuldades para as empresas que vivem do mercado doméstico. Nem preciso de perder tempo a fazer contas ao modelo econométrico que relaciona austeridade com recessão: o aumento anunciado da carga fiscal será sempre mau para a economia e será sempre muito difícil de reverter.
Constatei, a seguir, uma dificuldade. Ninguém disse como se podia fazer de outra forma e, ao mesmo tempo, cumprir o memorando de entendimento com a troika. Nem sequer os que, como Paulo Portas, querem estar ao mesmo tempo com o Governo e contra o Governo. O melhor que se consegue é encontrar quem admita que sem outro entendimento com a troika restam poucas alternativas ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças. São os que defendem que se deve renegociar esse entendimento. É uma posição mais honesta, mas não nos resolve o problema deste Orçamento. E talvez não resolva mesmo problema nenhum.
A actual situação política é paradoxal. Uma maioria que, ideologicamente, é contrária ao aumento dos impostos, promove um crescimento da carga fiscal que a esquerda nunca se atreveu a fazer. Partidos que vivem para ganhar eleições optam por políticas que estão a destruir todas as suas esperanças eleitorais. Não parece fazer sentido. Mais: até há poucas semanas Passos Coelho era descrito como um ideólogo ultraliberal que queria reduzir o Estado ao mínimo; agora é acusado de não cortar o suficiente nos gastos públicos. Também não parece fazer sentido. O que se passa?
É bom não esquecermos a nossa circunstância. Primeiro que tudo, que Portugal não tem liberdade para fazer as suas escolhas orçamentais. Não tem hoje, porque está sob tutela da troika. E pode nunca voltar a ter, se os projectos de “integração europeia” que estão a ser discutidos forem para a frente. Portugal não tem a liberdade de escolher o défice público que entender ou de acumular dívidas, como fez nas últimas décadas, pois ninguém as financia.
Mas a nossa circunstância não é apenas a troika. A nossa circunstância é também uma dívida pública que vai ultrapassar os 120% do PIB, uma fasquia a partir da qual se considera que é insustentável. A nossa circunstância é uma dívida externa líquida igualmente acima de 120%. Estas duas dívidas “gémeas” comprometem o nosso futuro e condicionam as nossas escolhas. Quer as paguemos, como estamos a fazer, quer as não paguemos, situação que seria ainda mais imprevisível e catastrófica. Finalmente, temos uma economia pouco competitiva que aguardou demasiado tempo por reformas estruturais. Se também nos lembrarmos que temos uma população envelhecida (na Europa só a Bulgária, a Grécia, a Itália e a Alemanha têm populações mais envelhecidas) e que isso é um peso para o regime de pensões e para o sistema de Saúde, então temos a dimensão aproximada do poço imenso em que estamos enfiados.
É muito conveniente esquecer estas realidades e defender um rápido regresso ao crescimento induzido pelo consumo e pela dívida. Ora esse tempo passou em Portugal e passou na Europa, mesmo na Europa do Norte. Para sairmos do poço, não basta “negociar com a troika”, tal como não basta reduzir o défice público: é preciso mudar tudo ou quase tudo, e isso é muitíssimo doloroso.
Aquilo que alguns defendem que a troika nos daria, se lhe fizéssemos voz grossa – mais tempo, que até já deu, e mais dinheiro, o que implicaria um segundo resgate -, não resolveria nada e talvez nem sequer aliviasse a dor. O que a Grécia começou a fazer há dois anos foi precisamente isso: a dizer que a receita não funcionava e que queria mais tempo e mais dinheiro. Teve mais tempo, mais dinheiro e até um perdão da dívida, e está como está. Pedir ao Governo português para fazer o mesmo que fez o Governo de Papandreou – e é isso que, na prática, muitos estão a pedir – é o caminho certo e seguro para o abismo.
A única hipótese que Portugal tem de conseguir melhores condições é não fingir que faz sem fazer (a táctica de Sócrates que exasperou os líderes europeus, um caminho muito bem reconstituído no recente livro Resgatados) e não arrastar os pés à grega, sempre a resmungar que “não funciona, não funciona”. Provavelmente é isso que o Governo espera alcançar com este Orçamento, não sei. Mas também não será suficiente.
O que estes últimos dois anos mostram sem margens para dúvidas é que Portugal, a economia portuguesa, não sustenta o Estado que temos. Sobre isso até já há muita gente de acordo. O problema é saber o que fazer com um monstro que não tem só peso a mais por estar gordo, tem peso a mais porque assumiu demasiadas responsabilidades e obrigações.
Aqui chegamos ao debate que ninguém quer fazer. Uma coisa é diminuir o custo das PPP e pagar menos às fundações: tem de ser feito, mas alivia pouco as contas do Estado. Tal como aliviaram pouco outros gestos com valor simbólico, como diminuir o número de deputados. Outra coisa é rever as funções nucleares do Estado, onde algo ainda se poderá fazer nas funções de soberania (Forças Armadas, polícias) e há imenso a fazer no que toca a diminuir os serviços ligados à burocracia pública, induzida por miríades de leis que regulamentam tudo o que mexe e atrapalham a economia. É fundamental e o actual Governo pouco fez nesta frente. Demasiado pouco.
Mesmo assim, quando esse trabalho estivesse acabado, teríamos racionalizado um quarto da despesa pública. Os outros três quartos vêm das funções sociais. Do que se gasta em Educação, Saúde e Segurança Social. Ou seja, sem rever o nosso Estado social não podemos suportá-lo com o nível de impostos que estamos disponíveis para pagar, sobretudo se pensarmos que a sociedade está envelhecida e a economia há mais de uma década que estagnou. E repensar o nosso Estado social é equacionar outros modelos menos “públicos” do que o actual. Era isso que este Governo dito “liberal” deveria ter já começado a fazer, mas é isso que os indignados do IRS nem sequer imaginam possível. Basta pensar no seguinte: como pagar em 2020 um SNS que custava 5,3 mil milhões de euros em 2000 e já saltara para 9,8 mil milhões em 2010?
Portugal, se quiser ter futuro, terá de conseguir diminuir a sua dívida com o acordo negociado dos credores, terá de estar num espaço monetário menos germânico do que o do actual euro, terá de devolver à sociedade civil muitas das funções do seu Estado social e terá de ter uma cidadania e uma economia menos protegidas, logo mais habituadas a viver com riscos e a lutar pela competitividade. É isto que temos de discutir a sério, pois os excessos fiscais de 2013 só são superáveis com outro Estado e outra moeda. Tudo o resto serão paliativos, aspirinas que apenas mascaram a nossa velha doença. Mas tem sido apenas de aspirinas, paliativos e gongóricas indignações que vivemos por estes dias. Ou de puras ilusões, de teimosas recusas em encarar a dimensão do buraco em que estamos e as novas realidades de um mundo a que a Europa não está a saber adaptar-se.

54 comentários leave one →
  1. ccz's avatar
    19 Outubro, 2012 21:05

    Emigre para o Norte durante uma semana.

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  2. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    19 Outubro, 2012 21:10

    Ou para o Sul.
    Vai dar ao mesmo.

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  3. Pedro M's avatar
    Pedro M permalink
    19 Outubro, 2012 21:16

    O memorando diz: 2/3 despesa, 1/3 receita.
    O governo faz um OE com 1/5 despesa e 4/5 receita (que nunca vai existir, ainda por cima…).
    O primeiro a desrespeitar o memorando foi o próprio governo!
    Vígaros, é o que são.
    Um OE que destroi um país é sempre um péssimo orçamento, pior do que não ter nenhum e passar a viver de duodécimos.
    Quero ver o que vai acontecer à tripla Gaspar, Coelho e Relvas quando para o ano o déficit fôr superior ao deste ano (não cumprido, portanto), a recessão fôr superior a -5%, o desemprego ultrapassar os 20% e a dívida galgar alegremente para os quase 150% do PIB.
    Quem vai pedir o próximo resgate, que por este andar vai ser certinho?
    (Comecem na letra “A” e acabem na “Z” (autoridades, entidades, observatórios, etc etc) que têm muito por onde cortar).

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  4. Bolota's avatar
    19 Outubro, 2012 21:18

    Mas para Marte é diferente.
    jmf, tenha vergonha e emigre para Marte. Depois e fazer tudoooooooooooooo para chegarmos aqui, Marte é o seu destino.

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  5. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    19 Outubro, 2012 21:26

    O memorando diz que o ajuste tem de ser feito 2/3 do lado da despesa, e 1/3 do lado da receita. Mas o memorando dura tres anos, vai até ao verão de 2014, e ainda só vamos a meio.

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  6. Pedro M's avatar
    Pedro M permalink
    19 Outubro, 2012 21:26

    Aliás com aquela intervenção do Coelho a anunciar a TSU, toda a gente viu e sentiu que estamos no caminho da Grécia com um anito e meio de atraso, só que com uns palhaços a fazer de governantes e a fingir que são bons alunos.
    Estes coirões que nos governam, para tanta teimosia, têm uma agenda paralela não declarada para Portugal que passa, entre outros, por nos pôr miseráveis à força no mais curto espaço de tempo.
    Isso perfigura alta traição que antigamente era punida com morte desonrosa.

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  7. CA's avatar
    19 Outubro, 2012 21:27

    Cortar dois salários aos funcionários parecia fácil. Agora que os outros ficam sem um salário já pensam duas vezes.

    O caminho para a Grécia começou há um ano, com um governo que em vez de liderar se dedicou a assediar. Primeiro os funcionários. Agora todos.

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  8. albarran's avatar
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    19 Outubro, 2012 21:36

    Bem, desta vez, apesar da habitual acidez de estilo, agora em criticas a tudo o que mexe (em relação aos comentadores do orçamento e se calhar a menos óbvia á MFLeite); tenho de concordar com o que escreve
    Subscrevo e já mencionei o mesmo, com menos jeito e menos palavras; esperava-se de PPC uma redefinição do papel do Estado, afinal passou ano e meio e estamos a andar para trás… Então se atentamos no discurso incoerente de Seguro apercebemo-nos que esta Realidade que cita… “teimosas recusas em encarar a dimensão do buraco em que estamos e as novas realidades de um mundo a que a Europa não está a saber adaptar-se” ainda é mais pungente. Portugal tem futuro?

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  9. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    19 Outubro, 2012 21:39

    A C da Silveira,porque o seu optimismo em relação ao governo? Não acha que se o governo quisesse mudar de politicas, nãon tinha feito á mais tempo? Os senhores ás vezes parecem socialistas

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  10. ohoh's avatar
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    19 Outubro, 2012 21:40

    AC, sem as receitas da concessão da ANA, como é que o amigo pensa que vamos atingir metas?

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  11. JDGF's avatar
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    19 Outubro, 2012 21:48

    Pois é! Um País que não tem (ou perdeu a) liberdade para fazer escolhas não pode ter um Governo. O erro está aí.
    As coisas deveriam de ser mais límpidas e transparentes. Se estivessemos declaradamente sob ocupação estrangeira (e não submetidos àquela vacuidade designada por ‘auxílio externo’) as coisas seriam bem diferentes.
    Passos Coelho seria uma espécie de duque de Olivares, Paulo Portas um Miguel de Vasconcelos e os ‘indignados’ réplicas do ‘Manuelinho de Évora’…

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  12. jose's avatar
    jose permalink
    19 Outubro, 2012 21:50

    Uma análise incómoda, preocupante, mas lúcida da situação crítica em que nos encontramos. Situação, que infelizmente a maioria dos Portugueses – uns por ignotância, outros por quererem manter até ao máximo as mordomias, que “ganharram” com os “direitos adquiridos nos loucos anos” – julga que se resolve “empurrando com a barriga” ou “enfiando a cabeça na areia”, porque “CONSTITUIÇÃO DIXIT”: ALGUÉM TERÁ QUE APARECER PARA PAGAR A FATURA.Esperem, mas esperem já deitados, porque será mais fácil o enterro….
    PS: Repararam como até o Prof. Medina Carreira, já mudou o seu discurso, quando com as novas taxas de IRS, lhe “mexem no bolso”, reduzindo a sua pensão dourada, para a qual como funcionário público/político, pagou/contribuiu pouco, muito pouco, quando comparado com o que paga/contribui um trabalhador por conta de outrém, que são a maioria de todos nós. Que, apesar do que pagamos, já não receberemos o que ele e muitos como ele – das gerações agora com os 70 e 80 anos – recebem e não querem abdicar, mas têm verbo fácil, quando se trata de apontar soluções aos sacrifícios que os “outros” devem suportar.

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  13. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    19 Outubro, 2012 21:51

    A Pusilanimidade é a característica mais concreta deste governo. O que se passa com as câmaras e juntas de freguesia é por demais sintomático. Até os gregos fizeram melhor. Não basta crer, é preciso ter coragem para fazer o que tarda em ser feito. Ou então é dar lugar a quem seja capaz de pegar o corno, ou os cornos de caras. De cernelha não dá que o bicho (monstro) é gordo demais e não se abarca com os braços.
    Não há praticamente um aspecto do país que não esteja contaminado. São anos demais, cobardia a mais, vigarice a mais, impunidade a mais, ignorância que chegue. De todos os lados.
    A peça de jmf1957 é certeira. Cuidado, a história não se repete, aguardemos os próximos capítulos.

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  14. fredo's avatar
    fredo permalink
    19 Outubro, 2012 22:02

    O caminho para a Grécia começou há um ano, com um governo que em vez de liderar se dedicou a assediar. Primeiro os funcionários. Agora todos.
    CA

    É engraçado, como todos se esquecem dos reformados.
    Os reformados que nunca foram funcionários e descontaram mais de 34% de tudo o que ganharam até aos 65 anos, para receberem 60% da média do que receberam.
    E não é “agora todos”.
    Porque funcionários e reformados, continuam a descontar mais 1 salário, e mais 2 ou ainda mais, os que estão acima dos 1350 euros.

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  15. Sérgio André's avatar
    Sérgio André permalink
    19 Outubro, 2012 22:04

    Entretanto, os criminosos que governaram e levaram Portugal a bancarrota, andam todos em liberdade! A velhada maçonica e o falido do grupo Bildeberg andam aflitibhos! Porque lhe mexeram na “carteira”, ou, porque temem que seja publicada a divida dos Açores, das Autarquias, no fundo, que seja publicada a bancarrota portuguesa? Tendo em conta que o F.M.I. e a Troika, entraram em Portugal, em Outubro de 2010 para calcularem o valor da divida portuguesa! Sera, que essa divida é superior a da Grécia?

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  16. JEM's avatar
    JEM permalink
    19 Outubro, 2012 22:12

    Em portugal há 1 professor por cada 9 alunos. A média europeia é de 15. Muitos países do norte da Europa têm um ratio de 1 para 20.
    Como é que o Estado pode poupar sem pôr em causa o serviço público?
    Que tal, utilizando o exemplo em cima, evoluir este ratio para a média europeia pondo os professores a trabalhar 40 horas por semana (em vez de 35), aumentado o nr de alunos por turma (que vários estudos apontam como variável pouco relevante para o sucesso escolar) e reduzir a carga burocrática dos professores. Estas medidas implicarão uma redução dos professores no activo, como é evidente, mas pode-se desde logo reduzir a contratação de 8 mil professores por ano.

    Este é só um exemplo. Há muitas áreas no Estado onde é possível ser bem mais eficiente, isto é, continuar a prestar serviço público utilizando menos recursos.

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  17. ai_ai's avatar
    ai_ai permalink
    19 Outubro, 2012 22:32

    Um dia o Passos Coelho contratou um trabalhador e colocou-o a abrir rasgos na terra. Deu-lhe um horário de trabalho das 8:00 as 17:00 horas. Certo dia Passos Coelho observando o trabalho do seu colaborador, achou que podia ser melhor aproveitado. Sugeriu-lhe então o seguinte: – Ó amigo, já que você tem 2 mãos, com uma mão você cava e com a outra vai regando. Olhe e já agora começa a vir das 7:00 as 18:00 horas. No outro dia, Passos Coelho olhou outra vez para o seu colaborador e achou-o ainda pouco produtivo. Então sugeriu-lhe: – Já que você alem das mãos tem também uma boca, podia enche-la de sementes e enquanto com uma mão cava e com a outra rega podia cuspir as sementes. Já agora começa a trabalhar às 6.00 e termina às 19:00 horas. Noutro dia Passos Coelho começou a pensar que o seu colaborador deveria trabalhar enquanto houvesse luz de dia. Portanto sugeriu-lhe que o seu trabalho passasse a ser das 5:00 até às 22:00 horas. E assim foi. Um dia quando o pobre trabalhador voltava a casa do trabalho, deparou com a sua mulher com outro homem na cama. O homem, chorou, chorou, chorou vezes sem conta até que a mulher e o amante desesperados com aquela situação, tentaram consola-lo, perguntando-lhe porque chorava ele assim tanto. Ao que ele respondeu: – Se o Passos Coelho descobre agora que eu tenho 2 cornos, coloca-me lá umas lanternas e põe-me a trabalhar a noite toda.

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    • jose's avatar
      jose permalink
      22 Outubro, 2012 14:01

      Que” ai_ ai” de comentário!!!. Seria era bom para si e todos os Portugueses, que o Primeiro Ministro destes país, seja ele o Passos Coelho ou Jesus Cristo, tivesse a capacidade de, de uma vez por todas,passar a mensagem, que sem trabalho e produtividade, não há riqueza para distribuir. E, para isso, bastaria, que cada um de nós trabalhasse com afinco e seriedade, as 40 horas de trabalho/semana, que nos pagam para trabalhar. E, neste desejo, já estou a contar, que o Tribunal Constitucional, sugestionado por uma mensagem de Facebook do “Alto Dignatário”, lavrará a douta decisão, em que por uma questão de equidade, os Funcionários Públicos, passam igualmente a trabalhar 8 horas por cada dia útil de trabalho de 2ª a 6ª feira, deixando de poder justificar ausências com artigos 4º’s e quejandos.

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      • politologo's avatar
        politologo permalink
        22 Outubro, 2012 14:42

        … o JOSÉ tem razão mas o Ai Ai merece uma medalha … Como um bom alentejano, rir não faz mal …

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      • jose's avatar
        jose permalink
        22 Outubro, 2012 15:25

        Por indiscriminadamente nos últimos 38 anos , nos termos rido de coisas sérias, a propósito e a despropósito, é que chegamos ao estado, de ESTADO em que estamos!

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  18. PorOutroLado.com's avatar
    19 Outubro, 2012 22:37

    Against All Odds
    Vivemos em Portugal e na Europa um período de grande instabilidade, incerteza e conflito quanto ao rumo a seguir. O endividamento irresponsável que sustentou as políticas e os governos nos ultimos doze anos, conduziu-nos a este ponto e apresenta agora a sua enorme factura. Infelizmente, embora o desmando e desgoverno tenha sido de alguns, nesta democracia imperfeita e ineficiente,a factura está a ser paga por (quase) todos. Digo quase todos porque infelizmente o governo tem sido totalmente incapaz em comunicar:
    a) o valor e as condições de pagamento da factura,
    b) a distribuição por quem paga ou não paga, porquê e até quando,
    c) as alternativas que possam existir.
    O que, a juntar à:
    a) impunidade de quem tão mal geriu os dinheiros públicos durante tantos anos e com tantos casos e indicios de existência de fraude e/ou corrupção,
    b) manutenção de sinais exteriores de gastos excessivos de quem exerce ou exerceu cargos publicos, quando o “povo aperta o cinto” ,
    conduz naturalmente a que o povo se divorcie deste desígnio e se revolte perante os sacrifícios que parecem excessivos, injustos, desiguais, impraticáveis.
    Neste enquadramento, seria de esperar que toda a classe política tivesse o minimo de sentido de responsabilidade e de senso, para que neste periodo tão dificil e tão duro, contribuisse para que todos possamos sair desta crise o melhor e o mais depressa possivel. Mas não, a nossa classe política parece ainda não ter entendido que aos olhos de uma boa parte do povo todos foram responsáveis por termos chegado aonde chegamos: por acção directa, por conivência ou por inacção.
    Construímos um país que produz menos do que o que gasta, e que por isso para poder continuar a viver precisa de empréstimos, que só chegam mediante as condições de pagamento impostas pelos credores.
    O modelo para cumprimento dessas condições que nos foram impostas, tem vindo a ser apresentado pelo governo, com as conhecidas reacções negativas de todos os quadrantes políticos a começar pelos “ex-qualquer coisa” dos partidos do governo. Mas se a discordância com a apresentação de alternativas concretas seria positiva, a discordância por tática política numa altura destas é da maior das irresponsabilidades que a História saberá registar. Como poderá o povo sem os dados e a informação necessárias tomar a melhor posição perante estas circunstâncias, se oposição , ex-governantes, politicos, comentadores, jornalistas, parecem incapazes de o fazer, com a apresentação de alternativas concretas e consistentes que permitam a equação perfeita e impossivel que todos parecem prometer: cumprir as metas dos credores, baixando a despesa do Estado, reduzindo a receita de impostos, e promovendo o crescimento e o emprego.
    Estaremos longe de podermos estar convencidos de que o orçamento proposto é ” a unica via possivel”, quer pela total falta de explicações por parte de quem as deveria ter dado oportunamente, quer pelas inconsistências e criticas mais assertivas que algumas individualidades ou instituições mais crediveis têm objectivamente apresentado.
    Restam-nos duas esperanças cada vez mais remotas e improváveis:
    a) Que deputados, governantes, e demais agentes das forças dominantes deste país dêm sinais de que o senso e o bem comum se irão sobrepor aos egos e interesses próprios e corporativos.
    b) Que a Alemanha de uma vez por todas seja capaz de assumir o leme da Europa como Europeista convicta e assumida.
    Esperanças possiveis, mesmo “against all odds”.

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  19. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    19 Outubro, 2012 22:55

    “Primeiro que tudo, que Portugal não tem liberdade para fazer as suas escolhas orçamentais.”
    .
    Não?! como Não?
    Esta pérola mostra o que vai na cabeça da nomenklatura.
    É claro que pode.
    A não ser que a definição “escolhas orçamentais” agora queira dizer liberdade para ainda mais défice e ainda mais dívida.
    .
    Só a expressão “não tem liberdade para fazer as suas escolhas orçamentais.” mostra o buraco mental da elite.

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  20. pctpmrpp's avatar
    pctpmrpp permalink
    19 Outubro, 2012 23:49

    E se nacionalizar-mos as empresas. E se o dinheiro dos ricaços que está no banco passar para o estado. Temos é que acabar com os capitalistas e os fascistas.

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    • jose's avatar
      jose permalink
      20 Outubro, 2012 00:22

      Essa fórmula não resultou na ex URSS e nas suas Repúblicas Satélites e, para amostra ainda temos o que se passa em CUBA e na Coreia do Norte. Porque não vais pastar para lá ?

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  21. LMTV's avatar
    LMTV permalink
    20 Outubro, 2012 00:10

    Ainda nao consegui perceber, depois de ler o texto, o porquê de um titulo tao incendiario. Teria sido para chamar a atençao e levar as pessoas a comentar ou para contribuir para o aumento do medo e da confusao? Honestamente começo por lhe dizer que acho que ha gente a mais a falar do que nao sabe armado em economista, politico e comentador. Dos mais novos aos mais velhos intervenientes na cena politica e ccomunicacional portuguesa, poucos sao os que de facto deveriam ter direito a falar pois na grande maioria das vezes so dizem asneiras da boca para fora. Quanto ao restante texto, apraz-me saber que esta em sintonia com o Governo, muito do que aponta ou esta a ser feito ou esta previsto pois se viu atentamente percebeu que este OE é mais do que aumento de impostos. Sao novas leis, novos ordenamentos, nova agenda para o crescimento e emprego e como bem sabe, nada disso foi feito na Grecia e dai as diferenças. É a preparaçao para um Estado diferente, um Estado que redefine as suas competencias e areas de actuaçao. Quem esta informado sabe que muito tinha que ser feito antes de chegarmos a este ponto, antes de operarmos averdadeira mudança porque este pais estava em estado de sitio. Fomos literalmente sitiados pelo socialismo e a unica postura responsavel é pedir a aprovaçao da Lei do Enriquecimento Ilicito e a consequente revisao da CRP pois é este instrumento quem nos emperra. Lembremo-nos que se os senhores juizes do TC nao tivessem olhado para a sua situaçao particular e nao tivessem chumbado o corte dos subsidios, a carga fiscal para 2013 nao seria tao pesado. De louvar será em vez de nos comparamos à Grecia e tentarmos à força repetir o que la se passou, nos organizemos e exigámos a responsabilizaçao de quem nos colocou nesta situaçao. Unirmo-nos e lutarmos para com dignidade sair desta situaçao, a terceira desde o 25 de Abril o que por si só deveria demonstrar que o socialismo nao é soluçao para este pais e somos obrigados a perceber que nao somos um pais rico, nao podemos ter mais carros e telemoveis por habitante que os ditos paises ricos e temos que ter um Estado operacional, que tem as suas funçoes bem delimitadas e que é gestor da Coisa Publica e nao patrao da maioria da populaçao. Se o conseguirmos vamos cumprir os objectivos e reforçar a nossa imagem e crediblidade interna e externa.

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  22. Maria da Fonte's avatar
    20 Outubro, 2012 00:34

    Portugal é um país “faz de conta”, uma forma de ser que não é, uma imagem, ou seja, «que se afirma pelo que não é como se fosse». Quando alguém leva a sério a governação rapidamente gozam, desfazem, ridicularizam…Tal como acontece numa roda de amigos em que todos se vangloriam da sua imagem e de repente aparece alguém a falar de si a sério. Todos riem dele e fazem-no sentir-se ridículo. É esse modo de ser doentio a que assistimos neste dias face a um Orçamento que interessa a uns quantos não levar a sério. E tudo se ridiculariza como ainda hoje à noite Luís Delgado fez na SIC Notícias. Que triste papel o destes comentadores que não respeitam os governantes enquanto tais e os expõem à chacota. Que triste papel o da SIC, Expresso etc com campanhas difamadoras, sem nunca apresentar em nenhum destes pseudo-debates o direito ao contraditório a que todos temos direito para formar opinião.

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  23. O meu nome é António's avatar
    O meu nome é António permalink
    20 Outubro, 2012 01:11

    O país já começou a desistir. Vamos ser como a Grécia

    Este título está errado.
    A frase correcta é:
    O país já é como a Grécia. Alguns já estão a perceber, outros deixaram de disfarçar.
    E a finalidade desta política nem sequer é escondida: “Para regressarmos aos mercados, com taxas de juro decentes”.
    Para continuarmos a endividar-nos a taxas mais baixas.
    Para podermos continuar a viver com dinheiro emprestado.
    É preciso pagar a dívida, para nos podermos endividar mais.
    Boa política.
    E o que é importante é não criar uma crise política.
    Porque esta política é uma boa política e não pode sofrer crises.

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  24. tric's avatar
    tric permalink
    20 Outubro, 2012 02:18

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  25. piscoiso's avatar
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    20 Outubro, 2012 07:03

    .
    Agora chama-lhe nomes!
    .

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  26. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Outubro, 2012 09:12

    Se alguém já começou a desistir do País foi este governo. Pelo menos há 18 meses que tentam um experimentalismo social que tem por finalidade ajustar contas com a democracia, a liberdade e o melhor que o estado social tem, em Portugal e na Europa.

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  27. Wall Streeter's avatar
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    20 Outubro, 2012 09:25

    Mas ainda há quem queira fazer de conta que Portugal não precisa de um 2º resgate?!…

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  28. politologo's avatar
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    20 Outubro, 2012 10:06

    Eis a SOLUÇÃO ?
    O Gaspacho de Coelho já muito fede …
    Relvas
    Não privatização da RTP
    Privatização da EDP e TAP
    IVA da restauração
    TSU
    IMI
    CDS
    Crescimento irreversível da Despesa Publica
    e agora :
    TAXAS de IRS :
    Rendimento Colectável
    1º escalão até 7.000,00 14,5% —–
    2º escalão até 20.000,00 28,5% (+ 14%)
    3º escalão até 40.000,00 37 % (+ 8,5%)
    4º escalão até 80.000,00 45 % (+ 8%)
    5º escalão > 80.000,00 48 % (+ 3%)
    Ainda uma TAXA de 4% e uma SOBRETAXA de 2,5% !…
    A Constituição da Republica dispõe UMA taxa para o IRS e não esta
    dispersão de taxas e sobretaxas , sem prejuizo , como é óbvio , da existência de um conjunto de taxas progressivas , o que inconstitucionalmente também não se verifica !… . Pretende-se dizer
    numa simples interpretação literal que para caso concreto apenas exista uma unica taxa seja a do respectivo escalão e não esta acompanhada de mais uma ou duas taxas . Parece que do ponto de vista literal(e não só ?)estamos perante alguns vicios de inconstitucionalidade.
    Sempre se dirá que esta dispersão tem origem em “gente” que não é
    “séria” . Não é credível . Estão de má fé !… O terrorismo fiscal no seu melhor !… É uma ardilosa forma de enganar o contribuinte , qual “aldrabão de feira” , pois constitui uma enganosa forma de anestesia
    fiscal . O contribuinte português que em geral padece de iliteracia numérica , não está em condições de avaliar as taxas reais que lhe estão a ser impostas de forma tão pouco clara e isto acresce como reforço das
    inconstitucionalidades já suscitadas . Vicio formal ? Tenhamos presente o recente Acordão do S.T.A. sobre as informalidades dos avisos de cobrança do IMI , julgados assim ineficazes .
    Também a redução de escalões de 8 para 5 , onde dentro de cada escalão vigora o principio da proporcionalidade , esta redução diminui a progressividade do IRS . No limite , a taxa única!…Os dois primeiros escalões (87% dos contribuintes com ¾ da pressão fiscal total , aliás onde se situam os que menos hipótese têm de evasão ou elisão fiscais) são fortemente afectados fiscalmente , respectivamente , com as taxas de 18,5% e 32,5% , o que também viola o principio da progressividade do IRS .A partir do 3º escalão a pressão fiscal é atenuada !…
    Cerca de 3% dos contribuintes estão nos 4º e 5º escalões !…
    O IRS assim legislado está inquinado pelo vicio de inconstitucionalidade
    quer pela proporcionalidade negativa quer pela supracitada redução de escalões . Viola ainda o principio da igualdade por discriminar os escalões inferiores .Viola o principio da progressividade . E assim é para o Prof. Jorge Miranda e outros , e até segundo a Associação de Juizes que informalmente já se pronunciou , viola ainda o “principio da confiança dos portugueses no Sistema Fiscal” e o “principio da capacidade contributiva” , tudo com total desrespeito pela Jurisprudência do Tribunal Constitucional .
    A quase totalidade dos contribuintes contidos nos 1º e 2º escalões são taxados com elevada pressão fiscal . Os restantes contribuintes estão distribuidos por três escalões com taxas de progressividade atenuadamente decrescentes ,respectivamente , 41% , 49% e 54,5% , conforme gráfico anexo Gráfico do Imposto (Coeficientes angulares marginais decrescentes)
    ………………………………………………………………………………………………..
    Ainda , quanto ao subsidio de férias , como rendimento de uma pessoa singular , “in casu” , o funcionário publico e o pensionista , a sua tributação de forma autonoma com uma taxa de 100% – verdadeiro confisco – viola o principio da igualdade (equidade face ao trabalhador do sector privado) ; viola ainda os principios da unicidade e da progressividade do IRS , consignados no artigo 104º da Constituição da Republica Portuguesa e ainda a Jurisprudência do Tribunal Constitucional . DURA LEX SED LEX …
    Em suma , mais um aborto , neste caso , juridico. Todos à custa do condenado Contribuinte !…
    NÃO TEMOS MEDO DOS MERCADOS , ELES QUE PAGUEM A CRISE”
    E ninguém há-de morrer de fome num País com mais ovelhas que Gente e mais canas de pesca que telemóveis” .
    (OLAFUR GRIMSSON – Presidente da ISLÂNDIA)
    E deixa o aviso :
    Não será encerrada nenhuma Escola , um Infantário ou um Hospital para pagamento das “ aventuras e cowboiadas” da Banca e da Bolsa” .
    N.B. E quando se insulta os mercados o resultado é 4 anos após a crise ,
    é o País que mais está a crescer na Europa , tendo o Desemprego caido e 14% para 5% e a Divida Externa desceu apenas para 30% do PIB !…

    “Insultar os mercados prejudica a Economia Nacional” .
    (ANIBAL CAVACO SILVA – Presidente de Portugal)
    E deixa o aviso:
    Os mercados externos têm que ser respeitados na certeza de que se alguém insultar os mercados internacionais (?) vai haver prejuizo para a Economia Nacional .
    “Deus nos livre de termos um Presidente da Republica que não mede as palavras que diz” .
    (castigat ridendo mores)
    E quando não se insulta os mercados , o resultado é estarmos na sub-cave da bancarrota ….
    “Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.” – Henry Ford
    A OPINIÃO do saudoso ERNANI LOPES sobre os “brilhantes tugas” :
    FACILITISMO
    VULGARIDADE
    MOLEZA
    GOLPADA
    VIDEIRISMO
    IGNORÂNCIA
    MANDRIICE
    ALDRABICE
    Não passamos de uns petulantes sabichões … ou ignorantes , como dizia Ernani Lopes ?
    QUERER é PODER … mas PODER é SABER …e já esquecemos o que o nosso PASSADO tinha de BOM .
    Reaprendam , eis a QUESTÃO … procurem ENGENHO e ARTE …(mas não com aldrabões e merceeiros…)
    P.S.
    Facilitismo ? (Despedir é fácil/Organizar-Racionalizar é dificil)
    Golpada ? -Criação de Riqueza(Emprego/investimento-necessário estabilidades fiscal e politica)
    Com outra SOLUÇÃO teremos um POVO em vias de EXTINÇÃO !!!

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  29. lucklucky's avatar
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    20 Outubro, 2012 13:07

    “experimentalismo social”
    Hahaha um esquerdista a falar de experimentalismo social quando ele está na Constituição . É preciso lata.
    .
    A Constituição obriga ao social lismo: Mais Estado e quando rebentam com o cartão de crédito, este Governo como o PCP faria transforma o défice em impostos.
    Mais Estado>Mais poder para a política>Mais corrupção e dependência>Menos liberdade.
    .
    Para o experimentalismo social só pode existir uma educação e escola para endoutrinar as crianças pelo Kremlin da 5 de Outubro. Uma Educação de casino ideológico ,obrigar a colocar todos os ovos no mesmo cesto.

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  30. Esmeralda's avatar
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    20 Outubro, 2012 14:52

    Ainda espero que não venhamos a ser como a Grécia, embora já tenha tido mais certezas! Mas admiro-me como as pessoas se deixam manipular! Esta greve dos portos é de uma enorme “ajuda” para todos nós!Grandes patriotas! As pessoas acharão que se tudo isto rebentar, se cair o Governo, terão no dia seguinte os subsídios de Natal e de férias, impostos reduzidos, aumento de salários, ou que voltam a viver como há uns anos? E eu que julgava que o Povo não era parvo!

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    • desiludido's avatar
      desiludido permalink
      20 Outubro, 2012 17:06

      EUREKA !!!
      Os três verdadeiros problemas lusitanos estão justificados com três dados cientificos : 1º – A Lei de Wagner
      do crescimento das Despesas Publicas ; 2º – A Curva de Laffer das Receitas Publicas ; e 3º – A Lei de La Palisse relativa à Incompetência Lusitana(Governo incluido…) !!!
      P.S. “ESMERALDA”
      Deve ter duvidas para ter a obrigação de procurar as certezas …
      Sabe qual é a força da Propaganda Politica ? Sabe qual é a ignorância dos “médias” ? Conhece a iliteracia do Povo ? Apenas considera as greves dos portos(bem estes não são para brincar.Não voltavam a cara a Salazar…) ! E as outras ? E não fala do papel amorfo de Cavaco ? Ou altera(m) a Constituição ou aplica tudo o que ela contem .O nosso problema começou no umbigo de Cavaco …
      Adenda
      Quer certezas . Faça as contas . São simples . Quanto devemos ? Capital? Juros ? Qual é a produção anual de
      riqueza ? Quantos anos levamos a pagar isto ? Quantos anos tem ? Não se preocupe . Isto já não lhe diz respeito .
      N.B.
      Empréstimos são impostos adiados !!!

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  31. JCA's avatar
    JCA permalink
    20 Outubro, 2012 15:07

    .
    Pedra preciosa, a greve dos não sei quantos é igual à greve dos que não querem baixar os impostos. Venha o Diabo e escolha. Estão bem uns para os outros. Dialeticas circulares, giram e giram e giram mas não saiem do mesmo sitio. É o que parece, ambas incapazes de sairem para outro sitio.
    .

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  32. eirinhas's avatar
    20 Outubro, 2012 15:31

    Pela conversa , JMF não vê volta a dar.O ideal seria acabar com os velhos,as FA,as Polícias,a saúde e por aí fora.Mas,depois,logo se apressa a dizer ou a insinuar que cortar nos deputados,nos agora chamados especialistas,nas fundações,na água engarrafada na Assembleia,nos carros,nas secretárias,etc.etc.nada resolveria porque são minudências!Quer dizer que esse ditado de grão a grão enche a galinha o papo é conversa de velhos do restelo.Quer ainda dizer,o Passos Coelho na campanha sabia que o Estado tinha de ,imediatamente,ir para o programa dos pesos pesados.Esse mesmo Estado,com a sua chegada ao poder,emagreceu,como por milagre, sem fazer um mínimo de esforço,isto é,uma boa ginástica! Emagrecer por emagrecer, que sejam,primeiro, os funcionários públicos e alguns aposentados,porque as excepções são o alfa e ómega deste governo (que pezaroso que o Portas ficou com a abençoada decisão do TC) e,logo a seguir,como não podia deixar de ser,porque não chegou,vieram os trabalhadores do privado.Já que Deus não nos acode,que nos valha um burro aos coices.Perdoem-me a linguagem que o tempo não está para graças.

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  33. BorNot2B's avatar
    20 Outubro, 2012 17:58

    “Passei a semana a ler e ouvir resmas de comentadores e todos os economistas, os do regime e os outros.”

    A solidão intelectual é um fardo pesado só contrabalançado pela convicção de se ser único na razão… Enfim, auto estima elevada faz muito bem à saúde, apesar de alguma modéstia e humildade recomendarem reflexões mais profundas. Afinal porque é que toda a gente está “contra”. Serão todos “palermas”?!

    Por outro lado, entrando no “panorama catastrófico” apresentado, que apenas encontra equilíbrio para as contas do estado quando este se remeta a uma função securitária, é importante referir que esta não é uma solução económica; é essencialmente radicalismo ideológico assente no primado absoluto do interesse e “liberdade” individual, sendo ainda, e sobretudo, a defesa subtil dos grandes interesses económicos sem escrúpulos a quem as “facilidades” da globalização e agilidade tecnológica vieram permitir um “alcance estratégico” de inesperadas oportunidades: nomeadamente subalternizar as soberanias face ao capital sem pátria. Convém assinalar que esta percepção não é um “juízo de esquerda”, antes pretendendo afirmar os perigos que o excesso de “rédea solta” dos interesses económicos podem representar para a evolução humana traduzida em qualidade de vida sustentável, equilíbrio, equidade e justiça.
    Quanto à “falácia” persistente da inexistência de alternativas, convém frisar que uma das críticas ao OE2013 é ele ser irrealista e insustentável, ou seja, mesmo contendo sacrifícios (sendo um deles o de eventualmente ferir de morte a economia…) não garantir que atinja o valor “sexy” do défice pretendido e entretanto acordado com a “troica” (após “falhanço” do OE2012…). Ser alternativa para alguma coisa passa pelo pressuposto de que “a coisa” original funciona. Não parece ser o caso. Ainda no âmbito da “retórica” dos defensores do governo quando pedem alternativas, há um dado mais a considerar: alternativas para quê? E alternativas para serem executadas por quem? Da mesma maneira que um bom filme precisa guião e actores, governar não se limita a seguir apenas o argumento (ou o OE, ou uma folha de cálculo qualquer…) É também um trabalho para bons “actores”, os que empolgam, que motivam, que convencem e criam esperança. Os que fazem o argumento acontecer, mas que não “chateiam” o público…
    Infelizmente o “nosso filme” tem um casting péssimo… Assim, qualquer alternativa apenas poderia resultar com outros actores.

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  34. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Outubro, 2012 18:03

    lucklucky, Posted 20 Outubro, 2012 at 13:07
    e não é só experimentalismo social, é também fascismo e nem precisa de passar por “endoutrinar as crianças pelo Kremlin da 5 de Outubro”… basta uma besta abrir a boca:
    http://economia.publico.pt/Noticia/saida-de-van-zeller-pode-levar-a-atraso-na-venda-dos-estaleiros-de-viana-do-castelo-1568136

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  35. Bolota's avatar
    20 Outubro, 2012 20:02

    Esmeralda
    Vamos parar á situaçõa da Grecia queira você ou não queira…mesmo que o povão aceite tudo sem reagir. Um exemplo??? Dou-lhe 2, a fragilidade da coligação e o não papel do Presidente da Republica.

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  36. Wall Streeter's avatar
    Wall Streeter permalink
    21 Outubro, 2012 08:17

    2º RESGATE como horizonte próximo…
    Brevemente em 2013 num boteco perto de si!…

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  37. politologo's avatar
    politologo permalink
    21 Outubro, 2012 10:34

    Não é inconstitucional alterar os escalões mas sim a forma como foi feita . PPC mata a classe média com enterro adiado pelo cangalheiro e enterra já os pobres . Segue a cartilha de Cavaco . “O melhor é deixá-los morrer ” !… Note-se que a partir de 80 mil euros se aplica uma taxa proporcional (e não progressiva) quando assistimos a escandalosas reformas de 170 mil euros !… Portugal no seu melhor !!!

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  38. David Almeida's avatar
    David Almeida permalink
    21 Outubro, 2012 17:28

    E o que dirá aquela menina a quem o Passos mentiu quando lhe disse que nunca cortaria o décimo terceiro mês ao pai? E o que dirão todos os outros portugueses a quem o Passos mentiu por diversas vezes? E o que dirão do Portas que ainda em Agosto escreveu que não podia haver mais aumentos de impostos?
    Este país está ser (des) governado por mentirosos!… e quando assim é não merecem ser governantes. Fora com os mentirosos…

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  39. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Outubro, 2012 21:31

    Luís FA,
    .
    Cristo estava certo e foi apesar disso posto para a morte pela mesma multidão que preferiu Barrabás.
    .
    E mais vale estar certo, mesmo se só. Apenas os bois e as cavalgaduras se associam em manadas.

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  40. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Outubro, 2012 21:33

    David Almeida,
    .
    E o que dirá o resto da sociedade quando um funcionário público acha que a sua função é indispensável e que todos seriam avaliados em Muito Bom, não fossem as misérrimas quotas?

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  41. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Outubro, 2012 21:40

    Portela Menos Um,
    .
    Se alguém já começou a desistir do País foi este governo. Pelo menos há 18 meses que tentam um experimentalismo social que tem por finalidade ajustar contas com a democracia, a liberdade e o melhor que o estado social tem, em Portugal e na Europa.
    .
    Consta-me, dizem-me, vemos, ouvimos e lemos, e não podemos ignorar que um certo resgate foi pedido pelo Socialíssimo José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, depois de a governação do José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa (deve ser a mesma pessoa) nos ter levado à beira da indigência.
    .
    Diga-me lá, Portela, quanto do que sofremos hoje se deva a um tal José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que assinava muitas vezes o seu nome no Diário da República nos dias daquele pedido de socorro?

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  42. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Outubro, 2012 21:47

    Bolota,
    .
    Sim, claro!, se estivesse no poder o socialista Hollande, oops, Seguro, não haveria austeridade nem aumento de impostos. Nem PEC1, PEC2, PEC3 e PEC(n +1, n &belong; N)
    .
    E se estivesse o PCP no poder, haveria pão para todos, música de intervenção e as delícias da Terra, como estavam ao dispor na União Soviética, para onde acorriam os povos oprimidos da Terra, os portugueses, os americanos e os ingleses.
    .
    E se estivesse o BE, então, (bom, eu estava lixado, pois sou heterossexual) nada faltava. Até aumentava os subsídios dos funcionários públicos de dois para três. Negava-se a dívida, ora essa!, havia sempre patos para nos emprestar mais e mais!
    .
    Realmente o seu pseudónimo diz muito do que lhe vai na cabeça. (não resisti 😉 )

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  43. Aladdin Sane's avatar
    Aladdin Sane permalink
    21 Outubro, 2012 22:22

    Francisco Colaço,

    com tantos e tão variados cataclismos nas cabeças daqueles a quem respondeu, temos de estar gratos por eles ainda terem acesso à Internet para nos deleitarem com os “delírios futurologistas” de quem está em negação. Os amanhãs já não cantam; antes rangerão os dentes.

    “Off-topic”: quem precisa da Teté quando há a Teresa Guilherme?

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  44. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    21 Outubro, 2012 22:40

    FColaço,
    a minha resposta complementa-se aqui: Posted 20 Outubro, 2012 at 18:03
    Aladdin Sane,
    está com ideias de acabar com a net a quem não concorda consigo?

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  45. Aladdin Sane's avatar
    Aladdin Sane permalink
    21 Outubro, 2012 23:34

    Deturpar, conjecturar, vitimizar-se. “Mamã, estou aqui!”

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  46. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    22 Outubro, 2012 00:00

    bem me parecia, mas vai ser difícil!

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  47. JCA's avatar
    JCA permalink
    22 Outubro, 2012 15:43

    .
    Culaço, situemos-nos,
    .
    o Funcionário Publico do quadro, ou como xoriço a recibo verde, houve alguma cara que os admitiu, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil….
    .
    Quando vem a fatura é claro toca a fugir com o rabo à seringa.
    .
    1ª boca de ignorantes,
    .
    pela boca dos medrosos em FP publica, então os FP do quadro já no baronato hão-de admitir os contratados a recibo verde sem direitos de cidadania iguais aos deles ?
    .
    2ª boca de ignorantes~
    .
    ainda pelas boca de chanchos na FP, netão vamos ser inimigos da cara que nos admitiu, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil ‘ ?
    .
    3ªe não boca
    .
    mas que ‘evacuação intestinal é esta’ em que os do ‘quadro’ se viram contra ‘os jovens a recibo verde’, mas todos IGUAIS em CIDDANIA TUGA, quando a ‘viagem para os nunca futuro’ é entre os ‘visionários inteletuais sem oculos que nunca perceberam nada desta merda mas arranjram um poleiro para cagar postas de pescada, audis, mercedes etc e tudo à borliu ou tax free no tal e resto’ para ocultar (este verbo é da moda)
    .
    o tão simples que foram isto “alguma cara que os admitiu, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil….”
    .
    e agora não quere aparecer e mete os ‘putos no recreio à porrada’ os FP’s que são e os disseram que eram mais ou menos quando for preciso mandam-se para o campo de concentração do desemprego.
    .
    A minha consciencia fala assim, embora eu por qualidades pessoais de nascença à sorte, nunca me arrimei a FP,
    ,
    nem a mais ou menos quando for preciso mandam-se para o campo de concentração do desemprego,
    .
    e sempre quiz estar tão longe dos os que os admitiram, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil….
    .
    É a vida, cada um ganha-a como julga que é bom para si individualmente. O que está longe de estarcerto mesmo para eles proprios.
    .
    A coisa está a rodar bem.
    .

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  48. JCA's avatar
    JCA permalink
    22 Outubro, 2012 15:44

    .
    Situemos-nos, Colaço
    .
    o Funcionário Publico do quadro, ou como xoriço a recibo verde, houve alguma cara que os admitiu, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil….
    .
    Quando vem a fatura é claro toca a fugir com o rabo à seringa.
    .
    1ª boca de ignorantes,
    .
    pela boca dos medrosos em FP publica, então os FP do quadro já no baronato hão-de admitir os contratados a recibo verde sem direitos de cidadania iguais aos deles ?
    .
    2ª boca de ignorantes~
    .
    ainda pelas boca de chanchos na FP, netão vamos ser inimigos da cara que nos admitiu, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil ‘ ?
    .
    3ªe não boca
    .
    mas que ‘evacuação intestinal é esta’ em que os do ‘quadro’ se viram contra ‘os jovens a recibo verde’, mas todos IGUAIS em CIDDANIA TUGA, quando a ‘viagem para os nunca futuro’ é entre os ‘visionários inteletuais sem oculos que nunca perceberam nada desta merda mas arranjram um poleiro para cagar postas de pescada, audis, mercedes etc e tudo à borliu ou tax free no tal e resto’ para ocultar (este verbo é da moda)
    .
    o tão simples que foram isto “alguma cara que os admitiu, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil….”
    .
    e agora não quere aparecer e mete os ‘putos no recreio à porrada’ os FP’s que são e os disseram que eram mais ou menos quando for preciso mandam-se para o campo de concentração do desemprego.
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    A minha consciencia fala assim, embora eu por qualidades pessoais de nascença à sorte, nunca me arrimei a FP,
    ,
    nem a mais ou menos quando for preciso mandam-se para o campo de concentração do desemprego,
    .
    e sempre quiz estar tão longe dos os que os admitiram, não interessa se queria votos ou se andava a voar na coca ou se simplesmente era um grande otário que se convenceu que era politico e disse ao papá já ‘mando no partido’ sou quase um churchil….
    .
    É a vida, cada um ganha-a como julga que é bom para si individualmente. O que está longe de estarcerto mesmo para eles proprios.
    .
    A coisa está a rodar bem.
    .

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