Coisas que fascinam
1) Durante meses prometem violência. Apelam para a revolta. Garantem que vai ser pior que a Grécia.
2) Quando a violência chega e meia dúzia de manifestantes passa à prática os apelos de bispos eméritos e militares aposentados os desejosos da revolta declaram que não têm nada a ver com ela.
3) Este não ter nada a ver com a violência é uma expressão que em Portugal se traduz por estar ao lado de quem a pratica, gritar os mesmos slogans mas não levantar um dedinho para que essa violência termine. Terão medo que se vire contra eles? Afinal se os violentos eram tão poucos e os não violentos tantos porque não fizeram nada estes últimos para acabar com aquilo? Ou a sua não violência só lhes permite assistir à violência exercida sobre os outros? Enfim seja como for em qualquer situação de risco é de fugir deste grupo dos “eu estive lá ao lado dos violentos, estava contra o que eles faziam mas lá fiquei na mesma sem lhes dizer nada” porque ainda são são assustadores na sua refinada hipocrisia que os violentos
4) Horas depois concluem que afinal toda aquele insurgência foi obra de provocadores e infiltrados. Ora aí estava mais uma razão para os terem impedido de durante duas horas agredirem a polícia. Pegavam-lhes pelos bracinhos e levavam-nos à esquadra mais próxima. Ficavam logo em casa.
5) Nenhum dos detidos esteve envolvido na violência. – Aqui nada de novo em nenhuma manifestação, ajuntamento, cena de pancada, incidente, confronto… alguma vez foi detido ou incomodado um dos envolvidos. Estes como se sabe possuem o manto da invisibilidade e esfumam-se assim que a polícia intervém ficando em seu lugar um grupo de escoteiros que estava a atravessar velhinhas na passadeira.

A polícia é que tem o dever de proteger os cidadãos. Se há provocadores no meio dos manifestantes, obviamente não cabe aos manifestantes, que não têm nada a ver com eles, tirá-los de lá. Isso era a obrigação da polícia. O que eu não percebo é porque não o fez, tal como já vi acontecer noutras manifestações em ocasiões anteriores. Será que foi para que no dia seguinte a notícia fossem os distúrbios e não o facto da Greve Geral ter sido das maiores de que há memória e um claríssimo NÃO às políticas que o governo tem seguido?
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http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/falha-de-comando-estraga-operacao
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aquela minúscula concentração era de gente pacifista que ia a passar por acaso quando foi agredida pela PSP e pelas pedras da calçada. depois ficaram a ver até chegar a hora de ir comemorar a noite para as docas.
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http://cocanha.blogspot.pt/2012/11/heil-mongalhada-ai-ai.html
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“Afinal se os violentos eram tão poucos…”
Olha que os gorilas do Macedo ainda passava da centena…
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A polícia é que tem o dever de proteger os cidadãos. – mas os cidadãos da manifestação em causa não só não foram molestados pelos violentos como nem sequer pareciam incomodados com os seus actos.
Se há provocadores no meio dos manifestantes, obviamente não cabe aos manifestantes, que não têm nada a ver com eles, tirá-los de lá. Isso era a obrigação da polícia — e COMO DISTINGUE A POLÍCIA OS PROVOCADORES DOS MANIFESTANTES? COMO É ÓBVIO O CONCEITO DE PROVOCADOR SÓ PODE SER DETERMINADO POR QUEM CONVOCOU A MANIFESTAÇÃO. E EM MOMENTO ALGUM OS MANIFESTANTES SE PROCURARAM DISTINGUIR DAQUELES QUE AGORA DIZEM PROVOCADORES
Será que foi para que no dia seguinte a notícia fossem os distúrbios e não o facto da Greve Geral ter sido das maiores de que há memória e um claríssimo NÃO às políticas que o governo tem seguido? – A GREVE GERAL É COMO TODAS AS GREVES GERAIS UMA GREVE PARCIAL DA FUNÇÃO PÚBLICA. TÃO PARCIAL QUE CADA VEZ MAIS OS PIQUETES INCIDEM A SUA ACTUAÇÃO NOS TRANSPORTES.
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Visto
O resultado da desresresponsabilização dos executanates,
derivado do medo dos mandantes.
Do tipo não f… nem saiem de cima: o caso do circo de S. Bento.
Na PSP/Chefia, reina o medo de uma decisão/comportamento no terreno, que desagrade ao MAI.
No MAI à distância do terreno, espera-se que tudo se resolva sem grandes incidentes/complicómetros.
À espera à espera, assim se vai passando o tempo, sem que ninguém se decida,
tudo e todos pendurados em SExa.
No comando da PSP local, prisioneiro da sua autoridade vigiada, o que falhou?
Não ter tido a liberdade, competência ou coragem
de “perante as primeiras pedras”, decidir:
Avanço imediato sobre os pontos de onde surgiram.
Para mais, conto que a PSP conte com especialistas para o efeito.
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É muito fácil distinguir. Os provocadores eram aquele grupo de pessoas relativamente pequeno, que estava a atirar pedras e que se encontrava entre os manifestantes pacíficos e a polícia.
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“Os provocadores eram aquele grupo de pessoas relativamente pequeno, que estava a atirar pedras e que se encontrava entre os manifestantes pacíficos CUJO PACIFISMO NUNCA OS LEVOU A DEMARCAR-SE DO ATIRAR DAS PEDRAS e a polícia.
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Tudo isto porque o sr Borges está a fudalizar o país.
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Oh Sara, não seja ridícula. O simples facto de estar contra a actuação da polícia que levou pedrada mais de uma hora, é a prova mais que evidente que está favor dos delinqüentes que o fizeram. Agora imagine que estava no local da batalha…a sua indiferença era a sua conivência.
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O sr Borges está a tornar o país num feudo seu, depois dá nisto. Está a feudalizá-lo a seu favor. E feudalizor só houve um neste país, foi o Marquês de Pombal, o déspota iluminado, que fudalizou as elítes do seu tempo.
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fudalizar o país.
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Feudalizar ou fodalizar o país?
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Demarcaram-se não só fisicamente, reacção natural de quem tem medo de levar com uma perdrada, como ainda houve quem se aproximasse para os convencer a parar.
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felizmente que os anarquistas / extremistas de esquerda cabem afinal num autocarro de ir passear aos domingos com camisetas do che guevara. Nada que umas bastonadas não resolvam como se viu. Muito pior são os politicos demagogos profissionais e o bispos vermelhos e capitães esclerosados do prec que todos os dias fazem discuros incendiários…e depois não tem nada a ver com aquilo. Esses, tb mereciam umas bastonadas. E já agora, só aqui para nós…..se as TVS não combinassem a transmissão em directo, nem era preciso policia à frente da assembleia.
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O 5º video mais visto na net: a cáfila sindical burguesa a esgotar o vocabulário de insultos numa trabalhadora que ainda paga salários aos seus trabalhadores.
Que saudades do Generalíssimo que tinha mãos nestes grotescos selvagens
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helenafmatos,
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a policia tinha lá – está provado – elementos infiltrados, para além de terem filmado, que, se não eram provocadores/agitadores, estariam lá para identificar e isolar os arruaceiros. Querer que, em ultima análise, fosse o “secretário da CGTP”, ou “a velhota” que estava na paragem da carris na AVE de Carlos a agir é uma posição provocadora da sua parte; aliás, todo o seu post tem esse objectivo, provocar uma discussão que leve a culpar os manifestantes que não tiveram nada a ver com os arruaceiros.
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Continuando neste rosário de espúrias interligações não estará distante o dia em que, por exemplo, quando esta coligação governamental implodir, se responsabilizará os organizadores de manifestações de não terem travado todo o tipo de contestações…quando a ‘situação’ (como gostam de enfatizar) é de emergência (não esquecer de acrescentar ‘nacional’).
Haja noção das proporções, das circunstâncias (do momento) e das responsabilidades e não se misture tudo na ânsia de arranjar culpados para uma situação politica e social explosiva. A confusão entre previsíveis escaramuças e planeadas insurreições serve a quem?
Ao lermos especiosas opiniões e sugestões muitos portugueses não deixarão de interrogar-se acerca da eventual participação de alguns escribas em manifestações, acções de protesto, etc. Se haverá um resquício de consciência acerca dos comportamentos da multidões iradas (zangadas) em movimento?
Ou, mais corriqueiramente se algumas vez estiveram num estádio onde se tenha cometido alguma gritante injustiça contra uma das equipas em confronto?
Finalmente, interessaria saber, se no seguimento do artigo de Rui Ramos (Tolerar a intolerância, in Expresso), estará a ser criado um ‘clima propício’ para excluir da vida política todos aqueles que, por opção ideológica, não assinaram o memorando de entendimento com a troika?
É que se for esse ‘o caminho’ que está a ser preparado poderá – temporariamente – deixar de haver manifestações, greves, protestos, etc. Mas, também, não haverá paz. É esta a escolha.
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A direita reacçionária, está em pânico.
O artigo de opinião dum tal Rui Ramos é bastante esclarecedor, como podem ver no Expresso desta semana.
Este individuo não tem pejo nenhum, em advogar uma ditadura salazarenta para o nosso país, ao levantar o papão do fascismo vermelho, apenas demonstra não estar habituado a viver em democracia.
O seja a democracia só é boa, se o poder estiver nas mãos desta gente, incapaz e mentirosa.
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Helena, o apelar, ou não, à revolta tem a ver com outras coisas extremamente graves cujo “esquecimento” de quem devia atuar e olha para o lado, distorce toda a justiça do apregoado plan0 de ajustamento, como seja, por exemplo, o caso do BPN. Até em países onde a corrupção grassava impunemente, como no Brasil, a justiça já se mostrou no mensalão e não foi meiga. Aqui, já tarda e muito! Comece-se já e talvez as autoridades eclesiásticas e os militares não sem mostrem tanto. É que, como sabe, os sacrifícios que estão a ser exigidos aos extratos mais débeis da população e à classe média já são dramáticos , diria mesmo intoleráveis, se lá por cima não houver sinais de que também estão dispostos a contribuir com qualquer coisinha!
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Estratagema 32 ehehehe
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“Afinal se os violentos eram tão poucos e os não violentos tantos porque não fizeram nada estes últimos para acabar com aquilo?”
Uma batalha campal entre manifestantes? A Helena gosta de ver sangue. O sangue dos outros, claro está.
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À autora do post, repito o que já foi dito acima: que os protestante pacíficos demarcaram-se fisicamente dos ‘mascarados da pedrada’, que houve quem os tentasse demover ao falar com eles ou inclusive ao interpor-se entre eles e o cordão policial, arriscando-se assim a levar pedras sem nenhum auxílio de protecção. Acusa-os de não organizarem um ‘linchamento popular’, á la porta do tribunal, e terem neutralizado os mascarados logo ali? Se a autora estivesse no local, seria capaz de realizar tal manobra eficazmente?
As polícia teve ordens para deixar a violência contra eles decorrer durante duas horas, talvez para encher as televisões de imagens de violência da parte da manifestação?, sei lá. A carga policial é justificada não pelos cocktails molotov, mas pelo crescer de uma situação que eles próprios (o comando) permitiram que crescesse. Então se noutras manifestação e em eventos desportivos a polícia foi capaz de neutralizar elementos individuais, neste caso não foram porquê? Porque não tinham essa ordem. E depois carregam sobre toda uma manifestação de pessoas às quais não se pode, repito, não se pode colocar a culpa dos actos destes mascarados. Se estas pessoas são culpadas, então também a autora deste post o é, e todos os que não estiveram na manifestação o são, porque todos somos potenciais manifestantes, principalmente de uma manifestação inorgânica (sem sindicais nem partidos, apenas movimentos e associações de cidadãos) como era esta em frente ao Parlamento.
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Bem visto, Helena.
Realmente, só podemos concluir que, apesar do desespero que parece atingir tantos portugueses, a violência é provocada apenas por “meia-dúzia” de arruaceiros, que parece ir saltitando de manifestação em manifestação para fazer o seu “número”. É estranho que, sabendo que é assim, quem organiza essas manifestações e que “não tem nada a ver com eles” não faça o mínimo esforço para se demarcar deles logo à partida e evitar “confusões”.
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Por outro lado, talvez não seja assim tão estranho. É que a actuação desses “arruaceiros”, que não têm nada a ver com os organizadores das manifestações, acaba por provocar cargas policiais e há sempre “manifestantes pacíficos” que fazem questão de se deixar ficar no caminho dos polícias e depois se queixam de “violência policial”.
Os “arruaceiros” podem não ter nada a ver com os organizadores das manifestações. Mas não há dúvidas de que lhes prestam um serviço a que estes não se fazem rogados.
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Para onde é que vão viver os nossos governantes quando deixarem de ter polícias a guardar-lhes a porta?
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Os ratazanas que para aqui andam falam muito de democraçia, mas não sabem o que é isso.
acham que a democraçia era a que se praticava nos gulagues.
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Discussões de claques clubistas numa remota , e pedinte, região ibérica.
Entretanto , algures lá longe, alguns ( não muitos ) cavalheiros, gravemente engravatados, decidem o destino
do território – e dos vociferadores…
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Um post sobre a “descida” de impostos de 4% para 3,5% da taxa extraordinaria seria bem vindo. Podia dar-lhe o titulo : a hipocrisia da direita mentirosa!
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Como estou em periodo de descanso faço copia do meu post a um outro artigo de Helena Matos por ter aplicaçao aqui.
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“hehehehe Dei-me ao trabalho de ler todo o artigo d’o Publico……. O escrevinhador aprendeu bem a tecnica da escrita “psico-emotiva” para “motivar” ataques a’ policia, a quem culpa dos disturbios. O facto de que a policia esteve sob ataque constante durante mais de uma hora nao lhe diz nada, nem o material que tem entre as orelhas aceita…… porque e’ um material inutil, morto.
Os videos mostram pelo menos umas centenas de pessoas a assistir a’ cena sem NADA fazer, excepto alguns bravos que tentaram, por palavras, acabar com aquela rebalderia selvagem de ataque com intençao de causar serios danos fisicos aos policias.
Ora, imaginemos que de dentro dessas centenas de pessoas saiam umas dezenas que fisicamente acabavam com o ataque a’ policia, seus concidadaos e compatriotas (talvez ate’ familiares), e evitavam mais estragos ao patrimonio do contribuinte……. Ai’, o escrevinhador teria que arranjar um outro sujeito para culpar mas certamente nunca a policia que, eventualmente, teria de ir salvar os que anteriormente os atacavam. Escreveria entao loas a’ policia…..
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Quem sabe se este nao sera’ um cenario provavel no futuro?”
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Quem anda à chuva molha-se.
Não queriam levar com cacetetes no lombo ficavam em casa.
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O argumento de não terem nada a ver com os “outros” é absolutamente idiota.
Se a Procuradoria não conseguir demonstrar a cumplicidade é por má fé ou incompetência.
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Sobre o guru da CGTP, será uma coincidência estranha, mas agora cada vez que fala em publico acontecem desacatos logo que sai.
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Essa mania de disparar em todas as direcções menos numa…
” Falha de comando estraga operação”
Parece que a carga foi animalesca e se houve comando á altura os meninos quesques que se fartaram de mandar pedras podiam ter sido caçados , um a um. Se calhar não convinha.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/falha-de-comando-estraga-operacao
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Estes tipos que se dizem da esquerda, e que andam por aqui a chatear, estão com medo e têm razão para isso: qualquer dia o povo cansa-se e eles, convenientemente identificados, podem facilmente tonarem-se em bombos de festa. Eles não se dizem arruaceiros, nem apoiantes de arruaceiros, mas quem os vai julgar não são eles, são os outros. E isso pode ser uma porra. ..
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Ainda estão a falar disso?
Que fixação do caraças.
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A grandiosa greve foi minoritaria e bem minoritaria relativamente ao nº de trabalhadores do país. Ao que li 82% nunca fez greve. Este grevistas eram de lisboa , funcionarios publicos , transportadores, professores etc.
Proponho que para dar eficacia á greve que se faça uma greve geral todas as sextas feiras, que os grevistas dos portos continuem até derrubar este governo de direita imcompetente Depois se verá, mas virá melhor certamente e com dinheiro fresco para todos
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Não foi o MAI que esteve no comando da defesa da Assembleia da República?
Não haviam umas dezenas de agentes à cívil infiltrados na manifestação, para quê?
Só a autora do “post” parece não perceber que tudo o que se passou foi encenado, por
duas razões; desvalorizar a greve e o discurso, segunda instigar medo para futuras
manifes… porque dá sempre para o torto e porrada que se farta!
Quais as razões de acinte demonstrado em Cádiz contra o MAI pelo p. ministro a pro-
pósito do Algarve? Será que está para sair a remodelação no des-governo?
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” Estes tipos que se dizem da esquerda, e que andam por aqui a chatear, estão com medo..”
Tiro ao Alvo,
A avaliar pelo rumo das coisas, não é a esquerda que está com medo, tu e mais uns quantos é que tem de cuidar do lombo senão…
Essa de ser da pide hoje e passar a demcrata amanhã, já vi esse filme em qualquer lado. Agora á porrada de criar bicho. Por isso olha o lombo
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Aqui para nós que ninguém nos ouve, foi uma jogada de génio aquela de meter policias infiltrados com a cara tapada a tirar fotografias aos atiradores de calhaus…
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“Os ratazanas que para aqui andam falam muito de democraçia, mas não sabem o que é isso.
acham que a democraçia era a que se praticava nos gulagues.”
Para o serrano, sou português e os únicos gulags que conheci, tinham o nome de Tarrafal, Ajjub, Caxias, Peniche e de São Nicolau.
Mas esses que tanto anseias que voltassem a existir, que tu e tantos como o Rui Ramos sonham em tornar a criar, só depois de fazerem o funeral à democracia.
Já agora jojoratazana, apenas por viver no meio de tantos ratos como tu.
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http://www.youtube.com/watch?v=-iG6bH_Hrec
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Pergunto-lhe se dizer que vai haver violência é o mesmo que incitá-la. Se fôr (e o seu primeiro parágrafo parte dessa premissa), então já houve várias manifestações em que o SIS entregou à presidência e ao conselho de ministros vários relatórios incitadores de violência, uma vez que nesses relatórios referiram que devido ao descontentamento geral da população portuguesa essa violência poderia surgir nas manifestações.
Pessoalmente, apesar de concordar consigo que os manifestantes da CGTP deveriam ter mandado aqueles trogloditas embora (algo que era difícil, visto que a manifestação oficial já terminara e os sindicalistas já não estavam a vigiar os trogloditas), tenho de dizer que eu nunca mexeria um dedo para parar aqueles delinquentes.
Eu explico, apesar de ser totalmente contra a violência (não a uso, e gosto que os outros façam o mesmo), não acho que eles estivessem errados. Infelizmente os polícias estavam na escadaria, no entanto, se lá estivessem os deputados da maioria, eu aplaudiria os manifestantes. No entanto, apedrejar inocentes é um crime. Os polícias são inocentes, por isso, apláudo os atos da polícia. Eles têm de se defender como todas as pessoas.
Mas, se há alguém neste país culpado pela escalada da violência, não é nem a esquerda, nem grande parte da direita, nem os polícias, nem muitos dos manifestantes (exceto os trogloditas supracitados), é o governo que teima em assassinar a população portuguesa, destruindo-lhes todas as oportunidades de sobrevivência (quem tem pessoas doentes na família e pouco dinheiro entende estas palavras). No entanto, espero que o Estado Minímo seja aplicado num ponto: quando os bancos falirem, não há nem um cêntimo do Estado ou das organizações internacionais para os salvar. Nos EUA, 48 estados ficaram sem bancos durante a década de trinta, quantos irão resistir em Portugal neste caso? Estou mortinho por ver.
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“Ora aí estava mais uma razão para os terem impedido de durante duas horas agredirem a polícia.”
Eu penso que este o texto acima e o respetivo extrato que aqui colei é apenas uma forma de incontinência verbal que está a grassar entre correntes liberais e que espero não passam disso mesmo.
Mas são perigosíssimas. Fazer um apelo a que os cidadãos façam o papel da polícia, na presença da polícia, é de uma gravidade extrema.
Esta frase agrava a preocupação que senti a ler o texto de cima: “Nenhum dos detidos esteve envolvido na violência”.
Os bandalhos que são são deixados à solta pelas leis e pela justiça depois negam tudo e dificilmente alguém consegue metê-los na pildra (veja-se a vergonha que são as claques de futebol que partem tudo com a polícia a olhar e fazem-no eternamente). Ora, a polícia pode detê-los em flagrante e tem filmagens que pode usar. Os cidadãos que se atrevessem a pegar nos energúmenos e a entregá-los numa esquadra provavelmente seriam ainda presos por sequestro.
Não sei o que raio se está a passar na cabeça das pessoas, mas tenho receio que o pequeno caminho andado pelo homem (excetuando algumas áreas como a ciência e a tecnologia) esteja ainda por cima em regressão.
Admitir que os cidadãos é que têm obrigação de prender os energúmenos que atiraram pedras a polícias, de frente para os próprios, parece-me o maior apoio que eu já vi às suas atitudes.
PS: Acho completamente inadmissível que a polícia não tenha isolado e prendido os perturbadores da ordem pública no início dos desacatos. Acho igualmente vergonhoso que as consequências mais visíveis do vandalismo seja os cidadãos terem de pagar os estragos. E com este dinheiro dos impostos parece-me que o liberalismo não se importa muito.
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Este post está assim, como dizer, um pouquinho venenoso…. Se a D. Helena realmente pensa, a sério, tudo o que escreveu, será caso para perguntar qual á a sua noção de liberdade/democracia… ?
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Não se percebe, de facto, como aparece muita gente pressurosa a condenar a violência quando apoiam, partidariamente e interesseiramente, os promotores que as causam e, ao mesmo tempo, ‘aplanam’ os caminhos que tem sido seguidos.
A violência não acaba só porque é condenável, em termos humanitários e de civismo. Terminará quando não tiver razão de ser, i. e., quando não se ‘justificar’ politicamente. É difícil conceber que um rápido, brutal e compulsivo ‘empobrecimento’ decorra sem incidentes.
O slogan de que austeridade não tem alternativa e está para durar não será a causa das coisas na medida em que ensombra a esperança e o futuro?
Não estaremos a caminhar para aquela encruzilhada que o pacifista Gandhi enunciou: “Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.”
Hoje, foi com alguma incredulidade que li a entrevista ao DN do ex-presidente centrista e ex-ministro de J. Sócrates, Freitas do Amaral, onde, em outras coisas, afirmou “… não é possível que um Governo e um ministro das Finanças mantenham intacta a credibilidade, quer política, quer técnica, quando estão a manipular os números e não falam verdade aos portugueses“… http://www.portugaldigital.com.br/politica/ver/20073265-freitas-do-amaral-preve-eleicoes-antecipadas-em-portugal-em-2013
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Eu acho que este tipo de manifestações é muito benvindo. O que os tugas mais precisam é de acção. Dá para esquecer os malditos euros que teimam em não aparecer. Mais cabeça partida, menos cabeça partida vai dar ao mesmo.
Bom é a polícia (e não só) irem tirando fotografias para memória futura. No meio daquela rapaziada pode haver um tipo esforçado com muito futuro quando finalmente houver o trabalho voluntário nas minas ou na estiva, no caso deles precisarem de se alimentar que 2013 não vai ser fácil. Os estúpidos dos alemães hesitam em dar-nos alguma coisinha dos seus impostos para tudo correr sobre rodas com corria até o povo se ter enganado nos votos. Eu até via a Angela abraçar efusivamente o grade líder em cada reunião daquelas em que os almoços são de estalo e as conclusões se escoam para o ralo. A certa altura tudo mudou, estou para saber porquê, talvez alguém me possa explicar. Agora ando procupado com o louçã que se foi embora, o jeróimo anda com ar cansado, o arménio passou a dar mais choques que o electricista, aquele génio fadado para grandes voos, o otelo cada vez mais oportuno, o da melena cada vez mais desgrenhado, o mário sempre a esquecer os comprimidos. Onde é que isto vai parar? No café, depois do terceiro cálice de bagaço, já só ouço que vem aí o fássismo. Estou cheio de medo. Só o seguro me poderá salvar. Segundo ele. Eu não estou assim tão certo.
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A Judearia Portuguesa até já recebe instruções telefónicas via Israel…
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http://www.youtube.com/watch?v=-cL7kUOXVsA
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Sobre os bispos “vermelhos” (salvo seja…) já se escreveu o sificiente para não haver dúvidas que são ultra minoria no episcopado…….e nos católicos tugas.
uma espécie de ressabiados por não terem conseguido subir na hierarquia
tb era o k faltava, terem situações de mais responsabilidade
pr falar em bispos e ICAR
notícias que NÃO passam em portugal (se fosse concerto, era 1ª página)….
http://pt.radiovaticana.va/bra/Articolo.asp?c=639988
Vamos lá a ver se o Bono não passa a persona non grata na praça pública portuguesa
é habitual quem se afirma ICAR ser enxovalhado logo pelas máfias maçónicas-corruptos-jacobinas que controlam as redações dos media e da Kultura(!!!)
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ai, realmente, não se entende, é violência sobre os contribuintes, sempre o mesmo desgraçado povo, enquanto eles, tratantes de gapars compdares, feito ao roubo e gamanço, proliferam, e se alguém grita, atira umas pedras, aqui-de-el-rei, porra, que exageram, nisto andamos há décadas, centenas, com os mesmos sempre a roubar-nos e nem agora se vê coisa de jeito, ao menos um gatuno morto, balásio num cu roto e mafioso?
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JDGF,
“É difícil conceber que um rápido, brutal e compulsivo ‘empobrecimento’ decorra sem incidentes.”
Interessante ponto de vista. E digo interessante porque o “empobrecimento” de que fala é na realidade em relação a uma “riqueza” de que o país tem usufruido à conta de dívida (leia-se “de dinheiro dos outros”). Dívida essa que teria que crescer exponencialmente para manter esse nível de vida e que os credores não estão dispostos a continuar a alimentar.
Além de que quem mais clama contra o “empobrecimento” é quem diz que a dívida já não pode ser paga e exige que seja feito o default ao mesmo tempo que reclama por mais despesa pública e redução de impostos, o que significa pedir cada vez mais dinheiro emprestado.
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Concordo que este “empobrecimento” não vai decorrer sem incidentes. A imbecilidade militante dos que exigem que se gaste o que não se tem é a mesma que os leva a exigir a implementação de ideias políticas que são sistematicamente cilindradas nas urnas, acreditando que democracia é impôr essas ideias pela força.
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Assim, o seu ponto de vista é realmente interessante mas apenas do ponto de vista clínico, embora não acredite que existam comprimidos suficientemente fortes para o tratar.
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A propósito de imbecilidade militante, o JDGF já descobriu quanto é que Portugal está a poupar por ter pedido o empréstimo à troika em vez de se continuar a endividar nos mercados ou prefere continuar a acreditar que o dinheiro que Portugal vai pagar à troika de juros desse empréstimo é dinheiro que podia ser poupado?
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A rapaziada das pedras é cópia, mera cópia, toinos da de sociologia que estudam nos ‘intervais’. Os meus preferidos são os badochas da claque da estiva. Esses sim são genuínos, Filhos da puta, olé, olé. Lucky Luciano não tinha gente melhor na waterfront de Nova Iorque.
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o era mais foice a falar dos badocha, é claro, liga aos porcos do bpn e coelho, de certeza, que os que alternam com com ele não ficam atrás, quais seitas de alternância de cevados .
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Joaquim Amado Lopes,
“ …o “empobrecimento” de que fala é na realidade em relação a uma “riqueza” de que o país tem usufruido à conta de dívida (leia-se “de dinheiro dos outros”)“…
Ora bem, sabemos que não foi ‘exactamente o País’ que – abstractamente e dolosamente – usufruiu das virtuais riquezas oriundas de uma descontrolada dívida externa (pública e privada).
O “sistema português” relativo à redistribuição da riqueza (mesmo daquela ilusória subsidiária da dívida) funcionou bem, i. e., com justiça social e económica, para agora ser convocado (todo) o País?
Ou existem muitos cidadãos que nunca tiveram o privilégio de se sentar à mesa do Orçamento (como fez durante anos uma larga trupe de “endividadores”) e, neste momento, são obrigados a comer em ‘antipasto’ a intragável salada de ‘ajustes’ orçamentais?
Não serão estas incontornáveis aberrações que tornam a receita (um “empobrecimento às 3 pancadas”) ‘enormenente’ dolorosa e capaz de provocar convulsões no corpo social?
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SOMBRAS
Tanta fruta, que fartote. É de desconfiar que os arruaceiros não sejam apenas ocasionais e espontâneos a coberto da impunidade de manada. É de temer que tudo seja programado, subrepticiamente encorajado ou simplesmente bem vindo. É que os energúmenos para todos os fretes surgem sempre tão estratégicamente pontuais que sugerem um grupo organizado, comandado ou condescendentemente facilitado a distância remota por alguns que se apresentam como dotados de recomendada cidadania e exemplar porte. É que esta coisa de transferir trabalho sujo para mercenários sem nome, para se sair incólume de qualquer refrega tem longas barbas. Com ou sem domínio sobre os desacatos, no caso de o caldo entornar talvez caíssem máscaras de inocência e saíssem marchas com hinos de triunfal euforia.
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O JAL devia fazer aí uma lista dos “imbecis” que gastaram mais do que tinham.
É que uma maioria de pessoas que conheço, nem o fizeram nem têm crédito bancário.
É evidente, escandaloso e revoltante que se exija à população mais carenciada, a cobertura das derrapagem de quem andou a brincar com o dinheiro dos outros, tirando daí dividendos.
Não é verdade seu desalmado Lopes?
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JDGF,
“Ora bem, sabemos que não foi ‘exactamente o País’ que – abstractamente e dolosamente – usufruiu das virtuais riquezas oriundas de uma descontrolada dívida externa (pública e privada).”
Quem beneficiou directamente da “descontrolada dívida” privada foram os privados. Esta não tem rigorosamente nada a ver com o Orçamento do Estado nem com os políticos. Portanto, é responsabilidade da parte do País que se quis endividar e que vai ter que pagar essas dívidas. Se, como eu, o JDGF não pertence a “essa parte” do País, ainda bem para si e não tem que se preocupar.
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Quanto à “descontrolada dívida” pública, há muito desperdício e muito roubo. Mas mesmo que se reduzisse o desperdício e o roubo a zero (impossível de conseguir), o Estado continuaria a viver acima das nossas possibilidades. E, sem ir consultar o seu “historial”, tenho a impressão de que o JDGF é dos que defende mais Estado (portanto, mais funcionários públicos), mais apoio social e mais investimento público. Além do aumento de impostos (que me parece que não defende), de onde julga que vem o dinheiro para pagar isso?
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E, a propósito, já descobriu quanto é que Portugal está a poupar por ter pedido o empréstimo à troika em vez de se continuar a endividar nos mercados ou prefere continuar a acreditar que o dinheiro que Portugal vai pagar à troika de juros desse empréstimo é dinheiro que podia ser poupado?
Estar-se-á a fazer de desentendido porque sabe que meteu o pé na argola nesta matéria e não tem a honestidade intelectual suficiente para o reconhecer?
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JAL,
…“Se, como eu, o JDGF não pertence a “essa parte” do País, ainda bem para si e não tem que se preocupar”…
Gostaria de partilhar desta sua crença. Mas a evolução, por exemplo, das medidas de recapitalização ou de ‘salvação’ da banca, não afastam preocupações. Não sentiu isso em relação ao BPN?
Quanto aos juros que estamos a pagar à troika também não partilho da sua compreensão. Na verdade, por regras que alguns impuseram em nome de ‘pesadelos antigos’ estamos , por exemplo, a pagar juros médios de 3,6% quando ‘instituições financeiras’ se financiam a < de 1%… Mas entrar por aí seria desmontar o negócio dos resgates (aqui, na Iralnda, na Grécia e o que adiante se verá).
Finalmente, quanto ao papel do Estado muito haveria a discutir. Mas, adiantando, julgo que aquela nova máxima – Menos Estado, melhor Estado – não é um dogma.
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http://m.expresso.sapo.pt/comeca-a-fazer-se-luz-sobre-a-carga-policial-de-14-de-novembro=f767990?skin=ex:m
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Para os doutorados em cargas policiais, incluindo editores da universidade do Blasfemias.
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Em relação à espuma nos cantos da boca – a imagem não é das mais bonitas, mas realmente a Helena Matos consegue ter uma exaltação e uma falta de frieza a analisar os temas sobre os quais escreve que me leva a creditar que o faz com o raciocínio completamente toldado. Se as suas convicções políticas se inclinassem para a esquerda em vez da direita, certamente que teria estado a atirar pedras em frente à AR. Cara Helena, respire fundo e não carregue tanto na tecla “Caps Lock”, é falta de educação.
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Sr. Bispo Torgal e Sr. não sei quê Lourenço !
Com as vossas declarações revolucionárias e irresponsáveis não se sentem culpados desta violência !
Ou agora assobiam para o lado ?
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O nome diz tudo ratazana. Vê-se logo por onde andas.Quanto ao passado,
se te desse o previlégio de me conheçeres, verias que fui um dos que sofreram na pele a ditadura, não quero outras.
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Por vezes tenho dúvidas da sanidade mental de alguns opinadores do Blasfêmias quando publicam disparates destes. Há posts que são e devem ser discutidos, porque são idéias, opiniões, estados de espirito, e como tal sujeitos a escritínio, contraditório, análise. É assim que eu vejo um blogue político. Mas este artigo não tem ponta por onde pegar. Se a Helena defendesse a carga policial com unhas e dentes e segundo a opinião natural do ministro Macedo, tudo bem, quem está de acordo está, quem não está que se acuse.
Agora isto é demasiado patético para ser verdade.
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Quanto a mim há responsáveis bem identificados por esta onda de violência:
– O Tozé Seguro, porque como líder do maior partido da oposição, deveria ter um discurso mais responsável;
– O novo patrão da CGTP, que não olha a meios para atingir os seus fins – Protagonismo e mais sócios para a Intersindical (> n.º de sócios = > volume de receitas = > mordomia do Comité Central);
– Jornalistas em geral e do Público em particular, sedentos de sangue e de violência para as suas reportagens. Mesmo que para tal seja necessário dar um empurrãozinho…
– O Governo da República, porque se põe a jeito…
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JDGF
Quando dizes que Portugal, “por exemplo, a pagar juros médios de 3,6% quando ‘instituições financeiras se financiam a < de 1%…", tu parece que sabes do que estás a falar, mas não é assim. A média dos juros que Portgal está a pagar, na dívida pública, é de 3,85%.
Mas tu não sabes, tudo o indica, que isso resulta de uma coisa que tu não mereces e que é a "confiança"? Tu não sabes que o comportamento do Estado Português, desde há muitos anos, causou desconfiança a quem tem obrigação de bem gerir esses capitais. Tu sabes, mas queres enganar os outros para, certamente, tirares daí vantagem. Ou, então, és estúpido.
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Voltou a delicadeza 🙂
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Tiro ao alvo,
Sobre os juros médios do resgate, primeiro, agradeço a correcção (afinal são ainda mais altos do que tinha memorizado).
Em segundo lugar, quando referia aos empréstimos que compõem o ‘bolo do resgate’ (78.000 M€), aquele que tem condicionado as políticas internas e que condicionam ou têm anulam quaisquer tipos de alternativas, referia-me às taxas de juro referencial do BCE (neste momento a 0,75%). Claro que, quando se trata de transacções financeiras, a questão da confiança coloca-se sempre. Mas quanto ao BCE é um caso particular. Somos membros associados desse Banco. Se a direcção do mesmo não deposita confiança num seu associado é caso para perguntar: o que é que estamos lá a fazer?
Finalmente, é um pouco temerário opinar sobre o que sei (ou não sei). Na verdade, andamos todos a aprender.
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JDGF,
A taxa de juro média que estamos a pagar à troica é de facto 3,60%. A taxa de 3,85%, que referi, é a taxa média da dívida pública, no total.
Convém precisar que, neste momento, o “bolo do resgate” ainda não chegou aos 78 mil milhões e que andará pelos 60 mil milhões, o mesmo é dizer que a maior parte dos juros que pagamos não é à tróica. Até ver…
Sim, eu também concordo que, em falando da dívida pública, “é um pouco temerário opinar sobre o que sei (ou não sei)”, por que, “na verdade, andamos todos a aprender.” Mas não foi o JFGF que falou em taxas negativas? Foi, e foi para justificar, de uma forma enviesada, o ponto de vista que queria defender, a meu ver mal.
Todavia, se é difícil entender tudo isto, parece-me que é fácil entender que as taxas negativas resultam da grande confiança que os investidores têm nessas instituições, ou seja, nesses Estados. E que, ao contrário, as taxas elevadas acontecem por que os investidores não acreditam muito nalgumas instituições e nalguns Estados, como é o nosso que, para quem se interessa minimamente por estas coisas e não se importa de ser politicamente incorrecto, andou muitos anos a viver acima das suas possibilidades, tendo a dívida pública atingido, nos últimos anos, valores criminosa e extraordinariamente elevados, que nos vão dar muitas dores de cabeça e que em muito vão dificultar a vida dos nossos filhos e, quem sabe, netos. E isso, a quem tem dois dedos de testa, é que doí.
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“Mas não foi o JFGF que falou em taxas negativas? Foi”…
Realmente sugeri a viabilidade de taxas menores. Negativas, não! Essas são para os ‘nossos’ credores, p.exº, a Alemanha.
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Caro Tiro ao Alvo, é possível aplicar taxas de 1%, algo que nesta altura, ainda seria mais do que Portugal pode pagar. Não estou a sugerir que Portugal deixe de pagar a dívida, estou a sugerir que pague juros mais baixos. Se os credores não quiserem, não emprestem mais dinheiro. A sorte era nossa, nunca mais contraíamos dívida.
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André, o que estás a propor, não tem pés, nem cabeça. Era bom, era, que Portugal se pudesse financiar à taxa de 1%, ou até 2%, mas os nossos governos, desde há muitos anos, que andaram a fazer asneiras, e agora “ninguém” acredita em nós, nem os portugueses.
Isto, das taxas de juro, passa pela confiança, coisa que desbaratámos. Não foi o Teixeira dos Santos que baixou, unilateralmente, a taxa de juros dos certificados de aforro, traindo os nossos compatriotas que pouparam e que emprestaram ao Estado? E não foi ele que, depois, andou a pagar juros exorbitantes para captar fundos, contraindo mais dívida? Ora, quando se age assim, de que é que estamos à espera?
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