importa-se de explicar?
28 Novembro, 2012
João Almeida, porta-voz do CDS: “Se há coisa que o passado recente nos mostra claramente, é que a uma má solução, ainda que rejeitada, sucede uma pior”. Por acaso, não está a falar do PEC IV, pois não? É que, dito assim, até parece…
36 comentários
leave one →

O PEC IV nao era uma coisa parecida com esta?
http://quartarepublica.blogspot.pt/2012/11/ja-ninguem-segura-hollande.html
Este tambem tinha “soluçoes”….
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o CDS anda todo taralhouco…
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Ei, ‘pere aí! Lá porque o PEC IV foi rejeitado não significa que fosse melhor que a Troika, porque era. Embora agora também não se faça um grande trabalho, estamos mais empenhados em resolver os problemas do que em ocultá-los.
P.S. O verbo empenhar não ficou muito bem nesta frase, mas juro que não foi nenhuma ironia.
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” Lá porque o PEC IV foi rejeitado não significa que fosse melhor que a Troika”
Eu também sou da sua opinião. Mas, muito francamente, lida e relida a frase do Sr. Deputado, não vejo mais nada que tenha sido “rejeitado num passado recente” e que tenha sido substituído. Mas devo estar a ver mal, razão pela qual pedi ao Sr. Deputado que nos explicasse a que é que se estava a referir.
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Talvez estivesse a dizer que nao se pode continuar a esconder o Sol com uma peneira.
Muitos pensam que ha’ almoços gratis e “surpeendem-se” quando a conta chega. E chegou……
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osted 28 Novembro, 2012 at 13:59 | Permalink
” Lá porque o PEC IV foi rejeitado não significa que fosse melhor que a Troika”
Eu também sou da sua opinião. Mas, muito francamente, lida e relida a frase do Sr. Deputado, não vejo mais nada que tenha sido “rejeitado num passado recente” e que tenha sido substituído. Mas devo estar a ver mal, razão pela qual pedi ao Sr. Deputado que nos explicasse a que é que se estava a referir.
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agradeço k compartilhe connosco a resposta so sr deputado
obrigado
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Terei votado neste deputado?
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Já Prado COELHO dizia o mesmo . COELHO(mas este passado e pedrado – aliás, ex-pedrado, creio…) será pior que Sócrates… Curioso , até é difícil ser pior . Mas , infelizmente , até é … E qual dos dois é mais trapalhão ? E melhor vendedor da banha de cobra ? Quem haveria de dizer que um ex-doce por ser amargo a doce não lhe perdoou , um retardado licenciado(?) naquilo que nada percebe , gestor em evasão fiscal e contraordenações , um fadista falhado que nos vem agora cantar o fado da desgraça, um artista que la Feria está agora arrependido de o ter rejeitado e para mal dos nossos pecados , um grande cantor de opera que até por isso não coube na porta do S. Carlos , quem haveria de dizer que se tornaria num triste e amargo
“aprendiz de ditador” !… Mas até para isto nem jeito tem …
E me perdoem , porque tudo isto se resumia numa celebre frase de Brito Camacho …
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face a um confisco orçamental o voto certo era contra; declarações de voto valem zero em credibilidade política.
um partido de 12% de votos que vale -0,5% de sobretaxa de irs é um partido que vale menos que o monárquico PPM.
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Pode estar a referir-se à TSU e então a sua carta vale como um acto de mea-culpa…
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“Pode estar a referir-se à TSU e então a sua carta vale como um acto de mea-culpa…”
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Muito bem visto, Luís. Depois desta tua achega é que o Sr. Deputado vai ter mesmo de se explicar.
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Nós não podemos ter consideração pelos nossos que se comportam desta maneira . Que falta faz neste partido o Dr Manuel Monteiro e o que se lutou no verão quente para que este partido não fosse varrido do mapa pelos comunas ,para acabar nisto !Parecem todos bonecos de plásticos da loja dos 300.
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Vale aqui olhar com atenção para o binómio ditadura/democracia. Qual o significado de um (muitos) deputado votar a favor e dizer que votou contra? É isto a democracia, pensar que não e votar sim? Ao menos na ditadura vestiam a sua capa e não tentavam enganar ninguém…
Um outro aspecto pode ser a avaliação do preço de uma e outra. E esta, a chamada democracia, custa-nos os olhos da cara e expulsa-nos a juventude mais capacitada, empurrando para as calendas gregas a nossa recuperação económica.
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Chove no molhado.
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Estes deputados do “votar a favor e dizer que é contra” masi não fazem que seguir o exemplo do nosso mais alto magistrado da nação.
O Senhor Presidente da República portuguesa já mais que uma vez fez o equivalente: “discordo, mas promulgo”.
E ainda se sente à vontade para, uns largos tempos depois, se vangloriar de ter discordado.
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O anónimo do portugal profundo acerta em cheio:
“O branqueamento das políticas ruinosas socretinas e do gamanço descarado que o levou a encher offshores,está em curso há muito tempo. Tem a prestimosa colaboração de M.Pinto,do bode Noronha,do ex-PGR e creio que terá tam,bém a da nova PGR,com o concluio da imprensa e tv,dos partidos políticos da esquerda à direita e do presidente do TC.
Quem vê os informativos,vê bater neste governo colaboracionista,mas não vê uma única referência aos autores directos da miséria e bancarrota que conduziram a estas medidas que agravam a qualidade de vida dos portugueses.
Deste modo, a manada eleitoral de novo levará os socialistas corruptos ao poder brevemente. O nome de Sócrates é impronunciável na tv.Muito menos ligando-o ao memorando que está em cumprimento e ao passado recente.
Um observador atento verá as Campos Ferreiras, Judites de Sousa e outras, a fazer jus aos milhares de contos que o lobbie xuxa lhes dá a ganhar”.
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http://www.youtube.com/watch_popup?v=wq_lhlIn1e0
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É verdade que este governo herdou este país na bancarrota. Mas o grande mal deste Governo é não dar o exemplo: os gregos já reduziram vencimentos da alta classe dirigente, os espanhois reduziram a frota ministerial em 53%, cortando os carros pessoais abaixo de Secretário de Estado ( a própria Casa Real pediu para lhe baixarem a sua quota no Orçamento), enquanto cá se rapa despudoradamente por baixo e não há coragem nem vontade de reduzir mordomias lá por cima, nem acabar com as gorduras da administração.
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Pedro C, nem mais.
Agora alguma atenção à carta do polícia:
* * EU, SOU POLÍCIA, ORGULHOSAMENTE!**
… No passado dia 11 de Fevereiro, decorreu um pouco por todo o país, uma marcha/concentração de cidadãos devidamente enquadrados por uma frente sindical, que a plenos pulmões gritavam contra o fantasma do endividamento, a famosa crise e suas maleitas. A mim, foi-me confiada a missão de zelar por estas mesmas pessoas e ao mesmo tempo fazer por que tudo corresse dentro daquilo que tantas vezes se ouve falar, a liberdade democrática.
Acompanhando a malta Tuga, lá fomos indo desaguar na Praça do Povo, outrora conhecida por Praça do Comércio, que cantava, berrava e cuspia umas asneiradas, enquanto pelo canto do olho, alguns davam uma mirada, a uma ou outra menina, enquanto emborcavam uma imperial à pressa, porque não podiam largar o cartaz por muito tempo.*
* Tudo dentro daquilo considerado normal.**
Discursos, apupos, vaias e aplausos, termina a parte oficial.
Eis senão quando, foi-me dada a ordem de recolher o pessoal, visto que o evento estaria na sua fase de rescaldo. Assim, juntei a malta e devidamente formados, deslocámo-nos para a nossa viatura para que pudéssemos trincar uma bucha.Neste reagrupamento, há um gajo que, encoberto pela multidão, grita:**
** Vão trabalhar seus chulos! Parasitas! Filhos da puta!** Fascistas! Cabrões!**
Ignorei e dei ordem para ignorar, fomos à bucha. Devia haver qualquer problema, com a minha sande, porque caiu-me mal!** Eu sei que agora é tarde, mas mesmo assim a esse covarde e outros quepara aí andam, tenho duas ou três coisas para dizer:**
Vão mas é trabalhar!
Aqueles a que chamam chulos, ganham 780€ por mês, trabalham 45** **horas por semana e que se somarmos os gratificados passam para 60,** **pois, 60 horas semanais.**
Os parasitas, trabalham os feriados todos, sim, todos sem direito a** **compensação, as noites e os fins de semana sem direito a quaisquer** subsídios ou pagamento de horas nocturnas, faça chuva ou faça Sol, frio** **ou calor…**
** Os Filhos da puta, depois de saírem de serviço, vão para tribunal com** o bêbado que podia muito bem atropelar a tua família toda quando saíste** **para ir jantar e celebrar uma merda qualquer que te tenha acontecido.**
** Ficam na esquadra a acabar o expediente que segue de manhã para o**
Tribunal, com o bando que assaltou à mão armada, ou com o que roubou, matou, assaltou a farmácia, a ourivesaria, o carro, o puto que vinha da escola, a velha no autocarro, o ‘camone’ no eléctrico e por aí fora, que, por mim, bem podias ser tu, a tua mãe, o teu filho ou o teu irmão, que seriam** **todos tratados de igual forma.**
Os fascistas, chamam o reboque quando não consegues sair com o carro, quando um como tu, abusa da sua liberdade e deixa o carro mesmo na saída da garagem. Entendes este conceito de liberdade?
Penso que sim.
Os chulos abrigam e protegem a mulher, as crianças que levam porrada de um esterco qualquer, só porque lhe apetece e leva-o a tribunal, muitas vezes, na hora de folga.
Os parasitas, entram em casas em chamas, enfrentam armas de fogo, embrulham-se á facada, perseguem a grandes velocidades, lidam com todo o tipo de doenças, inúmeras vezes contagiosas e correm de frente para o ** **perigo, quando todos os outros fogem dali para fora.**
Os chulos saíram do seu seio familiar e social e deslocaram-se, alguns para mais de 400km de casa, deixando tudo para trás, para fazer vida de forma honrada sem pedir nada a ninguém. Sem pedir nada a ninguém, sabes** **o que isso é?**
Os parasitas, vivem num estatuto aprovado há mais de dois anos e regem-se pelo estatuto antigo, não conseguem passar um fim-de-semana inteiro com a** **família, esperam 12 anos por uma promoção (única na carreira de 36 anos) e se** **quiserem algo mais, concorrem 1300 para 50 vagas.**
Aqueles que insultaste, têm família, trabalham duro, são esforçados e honrados****e são só os montes de merda como tu que colocam isso em causa!**
Não! Definitivamente não! Estes mesmos Homens e Mulheres apoiam os idosos que alguém como tu abandonou ao consumo do esquecimento, levam-lhes as ** **compras, mudam-lhes a garrafa do gás e dão-lhes a medicação, apenas em trocade um olhar grato, que justifica tudo.**
** Tu apareces quando tudo acaba, para vir buscar o ouro e ficar com as chaves de casa.**
** E nós é que somos os chulos!**
Aqueles que olhas com desprezo sabem um pouco de tudo, são Padres, Juízes, Médicos,** **Socorristas, Bombeiros, Rambos, Psicólogos, Professores, Mecânicos, e se somares isto** **tudo e mais qualquer coisa tens um Polícia.**
Quando é que vais perceber que só podes falar em liberdade, porque nós existimos?
Quando é que vais entender que tipos como tu são a razão da minha existência, enquanto** **profissional? **
** Se nós não existíssemos, ias à praia? Ao futebol? Jantar fora? Deixavas os teus filhos ir à escola?**
Quer-me parecer que não.
Será que não entendes que ao insultares-me, estás a insultar aquilo que és, um homem livre?
Tudo isto funciona com o combustível que, com certeza encontrarás em abundância num** **qualquer Homem ou Mulher de farda:**
** Abnegação, Generosidade, Espírito de Sacrifício e Altruísmo.**
‘Googla’ estas palavras e saberás a definição e bom seria que aprendesses o conceito.
Já hasteei a minha Bandeira à chuva, já a arreei ao som do clarim, já representei a minha** **Mui Nobre Nação e já chorei a cantar: A Portuguesa!**
Caso não saibas, é o título do nosso hino, conheço muitos Homens e Mulheres que cozeram** **a nossa Bandeira no braço e que fazem de ti uma cabeça de alfinete num mundo de cabeçudos.**
A minha farda é rica em sangue suor e lágrimas, minhas e de tipos como tu, que quando precisam,** **ao ver-me, encontram refúgio e protecção.**
Olha, o meu Pai nunca me deu um carro, nem me pagou a Universidade, mas em contrapartida** **deu-me coisas sem preço, entre elas, o valor de um Não, da Educação, da Humildade e do Espírito** **de Luta.*****
* EU, SOU POLÍCIA, ORGULHOSAMENTE!**
E TU, O QUE É QUE TU JÁ FIZESTE PELO TEU PAÍS?*****
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Uma carta que merece ser lida com todo o respeito .
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Basta ler, não são necessários quaisquer comentários.
A PRAGA DOS MARAJÁS…PORTUGUESES
Ler até ao fim ….. merece a pena …… !!!!
Todos sabem, mas alguns enterram as cabeças na areia……!! Têm vergonha ? Também comem ?
Os portugueses não foram apenas à Índia (1498), onde se estabeleceram durante muitos séculos, absorveram também na sua cultura, os hábitos dos seus marajás.
A monarquia constitucional (1834-1910), colapsou, devido à quantidade de parasitas viviam à custa do Estado e dos seus apêndices, sem nada produzirem.
A primeira república em Portugal (1910-1926), anunciou que iria acabar com o parasitismo dos marajás, mas rapidamente ficou refém de políticos demagogos, incompetentes e corruptos que viviam da parasitagem no Estado.
A Ditadura (1926-1974), a segunda República, pretendeu também acabar com o desperdício e a parasitagem, mas cedo se percebeu que o que fez foi proteger uma elite que vivia na mais completa parasitagem protegida pelo Estado.
A terceira república, que começou em 1974, prometia um virar de página neste domínio. Pura ilusão. Os “marajás”, como dizem os brasileiros, que pululam pelos partidos políticos não tardaram a dominar o aparelho de Estado, apropriando-se de tudo o que podem, conduzindo o país para um contínuo empobrecimento.
O perfil e os hábitos dos marajá, embora revelem alguma variação de marajá para marajá, estão perfeitamente tipificados:
– O Marajá considera as instituições ou empresas públicas como sua propriedade.
– O único a quem tem que prestar contas é a ele próprio.
– O secretismo sobre as finanças do país, da câmara, junta de Freguesia, empresa pública ou municipal, frequentemente em nome do “interesse nacional”, é um princípio sagrado.
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– O Marajá estabelece o seu próprio vencimento, de acordo com a sua suposta dignidade do cargo e presumidos méritos pessoais. Se legalmente não o poder fazer, e não poder mudar a lei, o marajá dedica-se a acumular cargos e mordomias (viaturas oficiais, almoços, viagens, despesas de representação, cartões de crédito, residências oficiais, subsídios de deslocação, integração, reintegração, horas extraordinárias, etc, etc) até perfazer tudo aquilo a que tem direito.
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– O Marajá necessita de uma corte para o servir, e é por isso se faz rodear de assessores, consultores, funcionários para isto e aquilo.
Muitos marajás, instalados por exemplo nas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, transformam grupos populacionais, como os idosos e as crianças, em membros das suas cortes pessoais.
– O Marajá vive da pompa e circunstância, por isso não olha a custos em festas, recepções, prendas, pequenos e grandes luxos, não apenas porque eles são próprios do cargo, mas porque é próprio das suas funções públicas esbanjar recursos em eventos, comemorações e obras para dar animo ao povo.
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Proteção dos Marajás
Os marajás da Assembleia da República ao longo dos anos foram produzindo uma sofisticada legislação que protege os marajás, impedindo que possam ser responsabilizados pelo descalabro que provocam na contas públicas.
Primeiro impediram que se possa conhecer com rigor quantas entidades se alimentam do orçamento do Estado (administrações centrais, regionais e locais, empresas, institutos e fundações públicas), consumindo 51% do PIB.
Depois limitaram a fiscalização pública destas entidades, nomeadamente através do Tribunal de Contas. Num universo estimado de 13.740 entidades que estão sob a jurisdição do Tribunal de Contas, apenas 1.724 apresentaram contas, mas só foram fiscalizadas 418 (Dados DN,8/01/2011). O descontrolo é total.
Por último, produziram uma legislação confere aos políticos portugueses a total impunidade no saque dos recursos do país, e que só em condições excecionais sejam presos.
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Marajás de Portugal
Não faltam marajás em Portugal, o problema é sempre o da sua seleção, tantos são os candidatos para os diferentes categorias. Correndo os risco de sermos acusados de ter cometido graves omissões, daremos alguns exemplos ilustrativos para as várias categorias, privilegiando os insuspeitos marajás.
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Marajás carismáticos
Mário Soares
Apesar da enorme diversidade de estilos, estatutos e meios que dispõem, ou dispuseram, todos possuem uma característica comum: desfrutam ou desfrutaram de uma enorme popularidade junto do seu eleitorado, por mais desmandos que tenham feito. As suas redes clientelares, solidamente criadas, dão-lhes permanentes provas e reconhecimento e apoio. As regras da ética política e da decência, não se lhes aplica. Alguns atingiram o estatuto de total impunidade, colocando-se acima da própria Justiça. Nada os incomoda.
Alberto João Jardim. Líder regional do PSD, critica todos os governos da República por falta de transparência, roubalheira e desvario na gestão da coisa pública. A verdade é que este governador regional da Madeira é o pior exemplo do país nestes domínios.
Isaltino Morais. Antigo militante do PSD, apesar dos vários casos em tribunal e de ter sido condenado por desvios de fundos públicos, continua a ser premiado nas eleições autárquicas com o voto dos munícipes.
Avelino Ferreira Torres. Antigo militante do CDS-PP, como presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses ultrapassou tudo o que seria imaginável de um autarca, sendo sucessivamente condenado pelos tribunais. A população local, imbecilizada, continuou a votar nele.
Marajás camarários
As 308 câmaras de Portugal são um verdadeiro viveiro de marajás. É extremamente difícil A parasitagem está de tal modo instalada e enraizada, que deixou de ser questionada.
Câmara Municipal de Lisboa.
A cidade de Lisboa, entre 1981 e 2008 perdeu 41% da sua população. No entanto neste mesmo período o número de funcionários, dirigentes, assessores, serviços, empresas municipais nunca parou de aumentar. Os custos com viaturas oficiais, deslocações, horas extraordinárias, subsídios, acumulações de vencimentos, prémios, promoções, atribuição de casas camarárias aos próprios funcionários e dirigentes, etc., etc., foi subindo exponencialmente.
Em Janeiro de 2010, as dívidas acumuladas da CML eram de 1,952 mil milhões de euros. Se a estas dívidas somarmos as das 53 freguesias e das dezenas de empresas municipais de Lisboa, é fácil perceber que estamos perante um enorme esbanjamento de dinheiro dos contribuintes capaz de fazer felizes muitos pequenos e grandes marajás.
Apesar da câmara e das empresas municipais estarem falidas, os seus dirigentes municipais nunca deixaram de atribuírem a si próprios prémios pela excelência da sua prestação à frente das mesmas (1).
Este quadro torna-se ainda mais revelador do descalabro que a cidade mergulhou, quando se constata que o atual presidente da CML – António Costa – ao mesmo tempo que recebia uma reforma do Estado, auferia também o vencimento completo de presidente. O líder da oposição, o vereador Pedro Santana Lopes, recebe 2 (duas) reformas do Estado. A CML à semelhança do país é dirigida por políticos que acumulam mordomias e reformas do Estado.
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Câmara Municipal do Alandroal.
Nesta autarquia alentejana, cuja maioria dos seus 6197 habitantes é reformada ou pensionista do Estado, existe um funcionário para 28 habitantes. Apesar da população ter vindo sempre a diminuir, os presidentes da câmara não param de aumentar o número de funcionários, despesas com horas extraordinárias, gratificações, viagens, etc, etc.
As dívidas não pararam também de subir, desde 2001 ao ritmo de 3 milhões por ano, ultrapassando todos o limites legais (2). Os marajás do Alandroal, à sua escala, não olharam a meios para criar uma corte de dependentes.
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Câmara Municipal de Espinho.
Os presidentes das câmaras municipais em Portugal, em vez de resolverem os problemas básicos para os quais as autarquias foram criadas, como verdadeiros marajás, esbanjam o dinheiro dos contribuintes em tudo aquilo que sendo importante, é todavia secundário.
Os exemplos não faltam, mas um dos que fizeram escola foi o da Câmara de Espinho. O Marajá local, em 2000, resolveu dar férias a cerca de 150 idosos do seu concelho no Brasil. Para preparar a visita de tão numeroso grupo, o marajá e outros funcionários camarários, andaram numa roda viva entre Portugal e o Brasil, até que por fim tirou dois meses à conta da autarquia para acompanhar a sua corte no Brasil. O espetáculo conforme consta na imprensa local foi esplendoroso no outro lado do Atlântico.
A partir daqui, outros marajás de câmaras decidiram enviar os seus “velhinhos”, devidamente acompanhados pelo presidente, mais os respetivos vereadores e funcionários camarários, sempre devidamente remunerados, para os cantos mais distantes e exóticos do mundo.
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Os marajás das Câmaras (308), distinguem-se neste capítulo dos marajás das juntas de Freguesia(4.260), cujos passeios com as suas cortes privativas de “idosos” e outros dependentes, em geral, não ultrapassam o território espanhol.
Marajás de empresas públicas
Os marajás da empresas públicas são conhecidos por se lamentarem de ganhar pouco e desfrutarem de mordomias irrisórias. A única forma que encontraram para compensarem a sua escandalosa situação, é mostrarem o seu desprezo pelo dinheiro que dispõem. Eles estão acima das ninharias que preocupam o comum dos mortais.
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CP – Caminhos de Ferro.
O seu presidente ganha a módica quantia de 69.000 euros (2010). Este empresa pública registava, orgulhosamente, o mais elevado de número de chefias em relação ao total de funcionários. A corte de serviçais é impressionante, assim como os números dos prejuízos acumulados. Em 1996, o total de dívidas era de 2,2 mil milhões de euros. Decidiu-se então criar uma nova empresa, a REFER, para repartir as dívidas. Em 2009, o total das dívidas só da CP era de 3,3 mil milhões de euros.
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Refer .
Apesar de recente, os valores desta jovem empresa pública impressionam fazem inveja a qualquer marajá. Embora o seu presidente só ganhe a modesta quantia de 66.000 euros (2010), os números das dívidas acumuladas em poucos anos são próprios um grande marajá. Em 2009, a REFER já tinha uma dívida superior a 5,5 mil milhões de euros.
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RTP.
O seu presidente, recebe a irrisória quantia de 250.000 euros, mas em nada fica a dever a outros marajás em termos de prodigalidade. Em 2009, a dívida acumulada da RTP era superior a 800 milhões de euros.
Prevê-se que nos próximos tempos, devido aos cortes nas receitas publicitárias, espera-se que ultrapasse a confortável posição de mil milhões.
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Águas de Portugal.
Em 2010, o seu presidente (ordenado de 126.000 euros), tornou-se conhecido da opinião pública, por furar a miserável contenção de gastos, promovendo a compra numa assentada de 400 novas viaturas para a corte das Águas de Portugal. Os marajás desta empresa pública, têm mostrado que não aceitam limitações à sua tradicional prodigalidade:
Em 2005, deviam ao bancos apenas 1,2 mil milhões de euros, passando em 2009, para a expressiva quantia de 2,5 mil milhões.
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Metro de Lisboa
O número de estações aumenta a conta gotas, mas o seu presidente (66.000 euros de ordenado), não se pode queixar. A dívida pública desta empresa não tem parado de aumenta, atingido esperando-se que em 2010, atinja os 4 mil milhões de euros, contra os 3,7 mil milhões do ano anterior. Tem sido uma fartote próprio de grandes marajás.
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Metro do Porto
A empresa é recentíssima, contudo o seu presidente (96.000 euros de ordenado), pode apresentar já números que fazem inveja a qualquer marajá: uma dívida de 2,3 mil milhões (2010).
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Metro do Mondego
A empresa foi constituída, em 1996 e até 2011, o único trabalho que realizou foi desmantelar a linha ferroviária que existia. Os prejuízos não param de aumentarem, assim como os seus 7 administradores, para gerirem 5 funcionários!. Em 2010, mais de 60% do orçamento desta empresa pública foi para pagar aos administradores (ordenados, mordomias, automóveis topo de gama, etc., etc. ). Uma das razões desta aberrante organização, está no facto das câmaras municipais locais ter exigido ao governo o direito de nomearem os seus marajás. Todos pretendiam participar no roubo do erário público.
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Estradas de Portugal
Face aos números anteriores, o presidente desta empresa pública, está uma situação desconfortável. Em 2005 a dívida era de apenas 50,5 milhões de euros, uma ninharia. Graças à ação de vários marajás passou para em 2008 para uns animadores 910 milhões de euros, tendo atingido os 1,507 mil milhões de euros em 2009.
Espera-se que em 2010 este valor da dívida seja superior a 2 mil milhões de euros. Atendendo ao reduzido valor inicial da dívida, em 2007, o atual Presidente (Almerindo Marques) quando iniciou as suas funções, sem contar com as mordomias do cargo, só conseguiu um vencimento de 18.000 euros mensais. Desde 2008 o seu vencimento tem vindo a aumentar, acompanhando a subida das dívidas da empresa.
TAP
Os rendimentos do seu presidente (285.000 euros de vencimento), não tem parado de aumentar, assim como a dívida acumulada da empresa: 2, 5 mil milhões de euros (2009). O marijismo no seu melhor.
Parpública
Holding que gere as participações do Estado, desde há décadas que é um típico caso de polícia e imoralidade. Autoriza, por exemplo, prémios a gestores cujas empresas dão prejuízo.
A lista é infindável.
Por incrível que possa parecer, o Estado central não sabe quantas empresas públicas possui.
O Tribunal de Contas, em 2010, calculava que fossem mais de 700 empresas, a esmagadora maioria das quais são verdadeiros buracos sem fundo.
Marajás das Empresas Municipais
As empresas municipais são presentemente o paraíso dos marajás de Portugal Produto das máfias que dominam as Câmaras municipais (308), alimentam todo o tipo de marajás locais, incluindo os partidos políticos.
Ninguém sabe ao certo quantas existem em Portugal, quais as suas funções, quem são os seus gestores, quantos funcionários possuem, nem sequer qual o montante das suas dívidas. O poderoso lóbi das câmaras garante a total opacidade neste domínio.
Apesar disto, o Presidente do Tribunal de Contas, em Novembro de 2010, calculava que existissem mais de 2 mil empresas municipais.
Mostrando-se particularmente preocupado com os montantes das suas dívidas. As futuras gerações vão levar décadas a pagar a roubalheira que já foi feita.
Trata-se de um mundo opaco, onde só a Polícia Judiciária consegue obter alguma informação. De tempos a tempos, alguns dos seus marajás são aborrecidos por terem posto dinheiro das empresas municipais numa conta na Suíça, dado algum a um familiar ou até a amigalhaços do Partido. Tudo coisas menores, que gente sem nível se preocupa..
Marajás das Regiões Autónomas
As duas regiões autónomas de Portugal – a Madeira e os Açores – são presentemente um verdadeiro viveiro de marajás. A maioria deles, sobretudo na Madeira, formaram-se nos movimentos separatistas nascidos logo após o 25 de Abril de 1974. Habituaram-se a reclamar, a gastar e a extorquir tudo o que podem ao “Governo da República”, sumariamente identificado com os “colonialistas” ou “comunistas” do continente.
Estes movimentos não tardaram a assumirem características mafiosas, em regiões cujas populações continuam a apresentar as mais elevadas taxas de insucesso escolar de Portugal.
As “Assembleias Regionais”, ao longo dos anos, foram aprovando um vasto conjunto de medidas compensatórias para os marajás que estão desterrados nas ilhas. Os “custos da insularidade ou ultra-periferia” tem servido de argumento para sacarem importantes recursos financeiros à “República” que depois são esbanjados pelas diversas cortes de mafiosos. O hábito de sacarem já degenerou numa impune roubalheira:
– Os marajás da Madeira, por exemplo, possuem empresas privadas que trabalham diretamente para o governo de que fazem parte. A promiscuidade entre o público e o privado é total. Os governantes e deputados atribuíram-se a próprios regalias que mais ninguém possui em Portugal.
– Os marajás dos Açores, em Dezembro de 2010, resolveram compensar as suas clientelas locais pelas perdas nos vencimentos decretadas pelo Governo da República para fazer face aos elevados níveis de endividamento do país.
Os marajás dos Açores entendem que estão acima de qualquer crise económica, podem continuar a gastar, esbanjar e a endividarem-se sem qualquer controlo. As duas regiões autónomas criaram também uma infinidade de empresas, cujas dívidas estão em total descontrolo.
Ninguém sabe o que se passa neste domínio.
Nos Açores, em 2007, o Tribunal de Contas, denunciava que os gestores das 26 empresas públicas do Governo Regional, receberem salários milionários.
Na Madeira, em 2005, a maioria das 35 empresas públicas do governo regional estavam falidas, mas os seus gestores entregavam-se a uma roubalheira generalizada. Dados atualizados não existem, para que não se saiba a dimensão desta desbunda própria de grandes marajás. O prestígio devido à chamada “casa da democracia” está
Marajás da Assembleia da República pelas ruas da amargura.
Os seus deputados de direita ou de esquerda provocam nojo aos cidadãos, nas palavras de um deputado do PSD (Pacheco Pereira, 2010).
As mordomias e regalias dos políticos portugueses, como a acumulação de reformas vitalícias, são o exemplo mais completo do roubo institucionalizado.
As anedotas que se contam na rua ou circulam na internet sobre os deputados portugueses ilustram a imagem que o parlamento possui junto da população.
Em fins de 2010, num inquérito feito à população portuguesa, cerca de 80% indicava a Assembleia da República e os juízes como os principais responsáveis do descalabro do país (4).
Como foi possível chegar-se a este ponto de descrédito?
A resposta está nas leis que os deputados criarem para alimentarem os marajás de Portugal, incluindo eles próprios.
Marajás dos partidos de esquerda
Partido Comunista Português.
A democracia em Portugal possui singularidades que a distinguem de qualquer outra democracia no mundo. Desde 1976 que o orçamento de Estado mantém um partido político na Assembleia da República que se limita a criticar todos os governos, recusando qualquer entendimento parlamentar ou coligação governamental. É o puro “deita abaixo” !
Recusou desde então qualquer alteração à constituição aprovada nesse ano, e votou contra todos os programas e orçamentos de Estado. A sua única função é destruir toda e qualquer política governamental, denegrir a imagem de todos os membros dos restantes partidos com assento na Assembleia da República e fora dela, e sobretudo impedir qualquer alteração no país.
O discurso do PCP nestes anos resume-se ao seguinte: É preciso distribuir tudo o que Portugal possui ou pode obter através de empréstimos. Os únicos que devem ficar de fora da “boda aos pobres” são os banqueiros e os grandes capitalistas, para que no final possam “pagar a crise”.
Financiados pelo Estado, os “mãos largas” e impolutos marajás do PCP, enquanto esperam por uma pensão do Estado, e se divertem no “bota abaixo” em manifestações de rua ou na Assembleia da República, tornaram-se objetivamente no mais consistente apoio do marajismo português, impedindo qualquer mudança política.
Partido Socialista.
A galeria de marajás deste partido é verdadeiramente notável, havendo todavia épocas de maior produção do que outras.
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António Guterres à frente do Governo (1995-2001) foi, por exemplo, um mãos largas na promoção do Marajismo. António Maria Carrilho ilustra perfeitamente esta situação. Este excelso filósofo, resolveu numa assentada duplicar os organismos com autonomia administrativa no Ministério da Cultura, fazendo disparar de tal formas os custos, que em 2001 teve que pedir a demissão porque já não tinha dinheiro para mandar cantar um cego.
Como recompensa foi escolhido para candidato do PS à CML, tendo perdido as eleições, foi promovido a embaixador de Portugal na UNESCO.
Foi recentemente corrido do lugar (2010), porque resolveu esquecer-se que estava naquele posto para defender os interesses de Portugal, e não o que lhe passava pela sua brilhante cabeça.
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Bloco de Esquerda
De partido de causas passou a partido de fretes ao serviço da Direita.
A esperança de muitos dos seus dirigentes é que algum marajá do PSD ou CDS-PP lhes arranjem uns tachos. Para mostrar a sua vocação ainda incipiente de marajismo, em plena crise económica, aliando-se ao PCP e à Direita votou a favor do aumento do ordenado dos presidentes das juntas de Freguesia. O Governo (minoritário) opôs-se a esta medida, que acabou por ser aprovada.
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Marajás dos Partidos de Direita
PSD.
Estamos perante um partido cuja ideologia é um misto de “pragmatismo”, “demagogia” e “oportunismo político”, cujo principal interesse para os seus militantes reside na possibilidade de virem a obter de cargos no Estado ou nas empresas públicas ou com capital público. Quando estes não existem, o partido cria-os. O PSD foi, por exemplo, o partido que maior número de empresas municipais criou.
Não admira que no PSD se encontrem os maiores marajás que Portugal produziu nas últimas décadas de regime democrático, e que levaram o país à bancarrota em 2011.
CDS-PP
No discurso político é só virtudes, mas os exemplos de rapina e esbanjamento do erário público são dados pelos seus líderes, os quais aparecem envolvidos em escabrosos negócios de Universidades privadas, compras de submarinos, herdades no Alentejo, etc.
Funcionários Especiais Candidatos a Marajás
O Estado Português está repleto de grupo de funcionários que, com o apoio de políticos corruptos e incompetentes, conseguiram estatutos especiais. Alegando estarem ao serviço de instituições especiais, como a Assembleia da República, conseguiram regalias e mordomias que constituem um verdadeiro roubo aos contribuintes. Cada um destes funcionários, independentemente das suas funções, sente-se no direito a ter os mesmos privilégios que qualquer outro marajá que vive do que o Estado saca aos contribuintes.
Marajás dos Bancos Públicos
Banco de Portugal
O santuário dos marajás de Portugal. Em 2007 ficou-se a saber que os seus administradores não apenas fixavam os seus próprios ordenados, mas também todo o tipo de mordomias, nomeadamente avultadas reformas obtidas num curto espaço de tempo. Chegavam ao requinte de fazerem empréstimos a si próprios com o dinheiro do banco público, mas a taxas mais baixas do que as do mercado. O seu presidente Vitor Constâncio, antigo líder do PS, em 2009, ganhava 5 (cinco) vezes mais do que o Presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke. Em todo o mundo só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália eram mais bem pagos.
Caixa Geral de Depósitos.
A Caixa, o principal banco de Portugal, tem sido objeto de um saque permanente por parte dos partidos políticos. Desde 1974 até 2010 deu guarida a 23 ministros ou secretários de Estado. A esmagadora maioria nunca esteve ligada ao sector bancário, o que não os impede de saltarem logo para o topo da hierarquia desta instituição para obterem chorudas reformas e vencimentos. A ex-ministra da Justiça do Governo PSD-CDS, Celeste Cardona (2002-2004), num processo que chocou o país, entrou para administradora da Caixa poucos meses depois de sair do governo.
Marajás das Forças Armadas
Portugal ao longo de séculos sustentou sempre várias guerras, no continente e ilhas, mas também pelo mundo fora. Não admira durante este largo período, os oficiais das forças armadas tenha desfrutado de enormes privilégios. As guerras terminaram, em 1974, e desde então Portugal só participa em ações de paz no âmbito da ONU.
Apesar disto, segundo a Stockolm International Peace Research Institut (www.sipri.org
), Portugal, desde 1989, é o país com mais gastos militares em percentagem do PIB, no conjunto dos países europeus (UE-27, mais Islandia, Noruega e Suíça). É fácil perceber porquê. Um simples exemplo: só o Estado-Maior das Forças Armadas tem 75% de coronéis a mais (Out/2010). As mordomias dos oficiais em Portugal ultrapassam tudo o que é razoável, em qualquer democracia consolidada.
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Marajás Moralistas
No Governo, autarquias, empresas e bancos do Estado ou no Tribunal de Contas, deram exemplos de total esbanjamento de recursos públicos, próprios de grandes marajás.
Acumulam reformas do Estado e outras mordomias, que o comum do cidadãos está privado.
Desfrutando de uma confortável situação económica, sustentada pelos contribuintes, estes marajás apelam agora à contenção das despesas públicas, à redução do consumo por parte da populaça.
Estamos perante a mais tradicional das práticas dos marajás indianos, para quem a abastança faz parte da sua condição, e o Karma da miséria é inerente à populaça.
Cavaco Silva
Os portugueses nos discursos deste presidente, professor de Economia, habituaram-se a OUVIR FALAR EM CONTENÇÃO, combate ao desperdício, rigor das contas públicas, etc. A pratica deste marajá é outra.
Quando foi primeiro-ministro (1985-1995), não fez as reformas que a administração pública carecia, fazendo disparar o défice do Estado.
Preparando o seu futuro como acumulador de reformas do Estado, em 1991, instituiu o subsídio de férias para os reformados …
O BPN, um dos bancos ligados às fraudes que abalaram o mundo desde 2008, tinha como dirigentes vários ministros e secretários de estado de Cavaco Silva. Fosse por que motivos fossem, os seus investimentos neste banco renderam-lhe um lucro 140 por cento. Já depois de se ter descoberto as trafulhices deste banco, manteve no Conselho de Estado um dos responsáveis do BPN (Dias Loureiro).
As ligações de Cavaco Silva a este banco não terminaram nesta negociata entre amigos. Na Aldeia da Coelha, em Albufeira, escolheu para vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes da SLN, a proprietária do BPN. Na génese deste loteamento estão empresas sediados em off-shores (paraísos fiscais).
A escritura do lote do imóvel de luxo de Cavaco Silva, não se encontra no Registo Predial de Albufeira. Inquirido pela imprensa, Cavaco afirma não se recordar em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida “através de um permuta com um construtor civil”, sem acrescentar detalhes (Visão, Janeiro de 2011).
Desde que é presidente, as despesas da Presidência da República atingiram o valor mais alto de sempre. Cavaco Silva, no primeiro mandato na presidência, gastou mais 30% do que o seu antecessor. A RTP, em 2010, comparando o custo da Presidência Portuguesa com o da Casa Real de Espanha, concluiu que a corte republicana gasta mais do dobro do que a corte monárquica espanhola.
Padre Vitor Melicias
Este frade franciscano, conhecido pelo seus arrebatados apelos ao despojamento e à pobreza, como um típico marajá português, só de uma das suas reformas recebe 7.490 euros mensais…
Eduardo Catroga
O aguerrido coordenador do programa do PSD às eleições de Junho de 2011, que acusou tudo o todos de desperdício e ladroagem do erário público. O seu passado político é no mínimo tenebroso. Enquanto Ministro das Finanças de Cavaco Silva (Dez. de 1993 e Out.1995) deixou o país numa desgraça: contribuiu para a destruição do sector das pescas e da agricultura, aniquilou a Siderurgia Nacional. Aumentou o défice público e o desemprego. Quando abandonou o Estado, depois de ter penhorado as retretes do Estádio do F.C. do Porto, deixou o país numa recessão económica. Com apenas 53 anos tratou logo de sacar uma reforma do Estado, a que se seguiram outras reformas, as quais atingem atualmente a quantia de 16.900 euros mensais.
Miguel Macedo
Dirigente do PSD que se destacou pelos seus ataques ao desperdício do erário público, durante o governo do PS. Quando foi nomeado ministro da defesa, tratou logo de acumular o vencimento de ministro com um subsídio de alojamento (1300 euros), sob o pretexto que não tinha uma residência permanente em Lisboa, mas a umas centenas de metros em Algés. (Out.2011). Para tornar mais ridicula esta argumentação, é preciso dizer que como ministro da defesa tem direito a uma residência oficial, com todas as despesas incluídas.
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Marajás Incorformados
Portugal está povoado de uma multidão de funcionários, empresários, artistas e todo o tipo de dependentes, que nunca fizeram nada de útil na vida que justificasse os ordenados, as pensões ou os subsídios que recebem do Estado português. Nada no país está à altura do seu refinado gosto, tudo é mesquinho e detestável. O seu ideal de vida era obterem da populaça uma boa fonte de rendimento, que lhes permitissem viver no estrangeiro, longe dos que os sustentam.
Marajás Independentes
A sociedade portuguesa foi criando ao longo dos tempos, uma série de instituições supostamente independentes do Estado. A sua função é vigiarem o Estado ou aplicarem a lei. Ciosos da sua independência face ao poder político, muitas dos que pululam nestas instituições afirmam-se acima dos problemas comezinhos com que se debate a população portuguesa, vivendo num total desvario próprio de grandes marajás.
Anacom- Autoridade Reguladora da Comunicação Social.
O seu ilustre presidente- Amado da Silva ( 224.000 Euros de vencimento), depois de ter dirigido ao gabinete de Sócrates, deu largas nesta instituição pública à sua veia festiva.
A ANACOM só nas comemorações do seu 20º aniversário gastou a módica quantia 150 mil euros (2010). Em Novembro de 2009, só em em brindes personalizados derreteu mais 31 mil euros, e um mês depois mais 30 mil euros numa festa natalícia. O somatório destas festanças é de tal forma exorbitante, que não foi revelando para não fazer inveja a outros marajás.
ERSE
Entidade Reguladora da Energia, Vítor Santos , 233.857 euros de vencimento, mais mordomias. O caso mais interessante desta Instituição está no facto dos seus presidentes, quando pedem a demissão do cargo têm direito a dois anos de vencimento (2010). Um esquema de verdadeiros marajás: Despedem-se mas ficam a ganhar.
ISP- Instituto dos Seguros de Portugal:
Fernando Nogueira: 247.938 euros de vencimento, mais mordomias..
CMVM: Carlos Tavares: 245.552 euros de vencimento, mais mordomias.
Marajás de Institutos Públicos
Os institutos públicos e organismos públicos equiparados funcionam como territórios privativos de marajás em ascensão ou em repouso forçado. Encontram-se espalhados por todos os sectores da administração pública, muitas vezes onde menos se espera.
No falido Serviço Nacional de Saúde, o Tribunal de Contas descobriu, em 2010, um destes territórios privativos: o “Serviço de Utilização Comum dos Hospitais” (SUCH): Administradores e funcionários atribuíam-se a si próprios prémios por objectivos não atingidos. Entre 2006 e 2008 as remunerações dos dirigentes cresceram 50%. Os prejuízos do SUCH, como é habitual nestes casos, nunca pararam de crescer.
Marajás de Fundações Públicas
As fundações são instituições vocacionadas para a perpetuação de uma memória, a troco de um qualquer beneficio para a população. Em Portugal as fundações, em particular as criadas pelo Estado são instituições para marajás. O importante deixa de ser a suposta função para que foram criadas, para ser a vida dos seus presidentes e das suas cortes privativas.
Guimarães capital da Cultura 2012.
Era suposto que um evento desta natureza, devia ser confiado a uma equipa de pessoas competentes, capazes de o aproveitarem para projetarem a cidade e a região a nível internacional. Puro engano.
Em Guimarães tratou-se desde logo de criar uma Fundação, cuja presidente (Cristina Azevedo) e dois vogais executivos, não tardaram a projetarem-se a si próprios, nomeadamente pelos vencimentos que passaram a auferir, que variam entre os 14.300 e os 12.500 euros/mês, com direito a carros, telemóveis, senhas de presença nas reuniões (entre 300 e 500 euros), etc, etc. (3).
Como se tudo isto não bastasse, esta Fundação tem um vasto Conselho de Administração povoado de pequenos e grandes marajás, entre os quais se destacam: Jorge Sampaio, João B. Serra, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral, Eduardo Lourenço e Manuel Alves Monteiro.
As suas remunerações variam entre os 14.300 euros e os 2.000, para além de receberem senhas de presença (500/300 euros), carro, telemóvel, etc. A Fundação só será extinta em 2020, de modo a continuar a alimentar por muitos anos uma vasta corte de marajás.
A Câmara Municipal de Guimarães e o Ministério da Cultura, povoados de marajás alimentam esta situação, num distrito com uma das mais elevadas taxas de desemprego de Portugal.
Seguindo uma habito típico dos grandes marajás, em Guimarães passaram a multiplicarem-se as encomendas de eventos (espetáculos, exposições, receções e outras diversões) para gozo exclusivo da presidência da Fundação e da sua corte de dependentes. Nada aliás que já não tivesse acontecido em Lisboa Capital da Cultura (1974), Coimbra Capital Nacional da Cultura ou mesmo no Porto.
Guimarães é hoje a mais celebrada Capital dos Marajás de Portugal.
Enquanto tudo isto acontece, Portugal em fins de 2010, aproximava-se alegremente da falência, carecendo de enormes ajudas internacionais para poder pagar as suas dívidas.
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Ups! Ai que lá me fugiu a boca para a verdade!
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Seja como for, um era uma grande merda, a outra é uma merda cagada.
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Não quero estar a incomodar mas vale sempre a pena ter notícias da ” Máfia ” à portuguesa…………
Quando é que Joe Berardo nos devolve o dinheiro?
Nesta terra de Deus, as coisas têm um prazo de validade de iogurte de marca branca. Já ninguém fala de Joe Berardo e das negociatas que envolveram Governo PS, CGD e BCP, mas convém recordar a brincadeira.
Além de apontar para a típica impunidade das personagenzinhas de ‘Lesboa’, a tal brincadeira vai custar-nos dinheiro. Sim, a nossa carteira vai ser chamada ao assunto.
Joe Berardo recebeu da CGD cerca de mil milhões de euros para comprar 5% do BCP, e deu como garantia as próprias acções do BCP. Se tudo corresse bem, Berardo vendia as acções e ficava com o dinheiro. É o que se chama ficar-rico-sem-mexer-uma-palha. Se tudo corresse mal, o prejudicado era a CGD, isto é, o dinheiro dos contribuintes.
Como se sabe, a realidade optou pela segunda via. Acções que valiam mil milhões em 2007 valem hoje um décimo desse valor. Mas, atenção, o esqueminha não acaba aqui. Os 5% comprados com o dinheiro da CGD bastaram para Joe Berardo ajudar a colocar os administradores da CGD, Vara e Santos Ferreira, ao comando do BCP.
Primeira pergunta: num país com tantas leis, não existe por aí uma alínea que considere isto um crime? Esperemos sentados.
Segunda pergunta: quem é que paga a conta final desta OPA chico-esperta? Nós. O empréstimo da troika tem lá uns milhões para o sistema bancário, e as imparidades da CGD estão em níveis gigantescos. Só no ano passado chegaram aos 1,2 mil milhões, e este valor continuará a marcar as imparidades do banco estatal nos próximos anos. Mais cedo ou mais tarde, a CGD realizará aumentos de capital para tapar o buraco, isto é, acabará por receber mais dinheiro dos nossos impostos. Ora, naquele mar de imparidades confirmadas, está já incluído o dinheiro emprestado a Berardo? Se sim, quando é que o sujeito nos devolve o dinheiro?
Mais: já que o Ministério Público não vê na negociata um crime mais explícito, não podemos ver ali um daqueles crimes implícitos, assim ao jeito de gestão danosa?
Os gestores que deram os créditos que geraram semelhante mar de imparidades não deviam ficar impunes. Mas, claro, a impunidade é o nome do meio desta terra de Deus.
E andam vocês preocupados com a sarna da tia Anica do Picoiso!
Chamam-me fássista à vontade e lembrem-se que a nossa democracia é a melhor do mundo.
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Javitudo, aí está uma relação mais que suficiente para calcular a dívida que nos querem fazer pagar. Haverá alguém que acredite que isto ainda se endireita com a classe política que temos?
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Salazar… NOS TEMPOS EM QUE SE ENSINAVA A POUPAR
“Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico; vim a correr atrás dele e poupei oito tostões”
– disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar.
Respondeu Salazar de imediato: “Fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo”.
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A lata da bicharada:
O biltre Teixeira dos Santos defendeu esta quarta-feira que a discussão a ser feita sobre o Estado social deve ter em conta o risco de muito do desemprego actual se poder transformar em desemprego estrutural.
A mulher a dias, à saída dum lavabo antigo sempre porco pergunta: Quem tem medo do debate público informado?
MARIA DE LURDES RODRIGUES 22/11/2012 – 00:01
Nota: João Pedroso, constituído arguido na sequência de negócios com o Ministério da Educação chefiado por Maria de Lurdes Rodrigues, também acusada pelo MP, chegou a redigir ele próprio minutas contratuais no âmbito da ajudicação que o iria beneficiar. A conclusão é da 9.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa do Ministério Público (MP), no âmbito do processo em que, para além do advogado e da ex-ministra, já foram acusados do crime de prevaricação Maria José Matos Morgado, chefe de gabinete da governante, e João da Silva Baptista, nomeado por Maria de Lurdes Rodrigues para secretário-geral do Ministério.
Com a justiça que temos podemos afirmar sem sombra de dúvida que a mulher está inocente, tal como o joão para não falar no mano paulo, a promessa xuxialista adiada para o futuro, esse nem foi preciso ser julgado.
Por mais que se explique, a sombra densa paira sempre sobre os fatos, por mais indesmentíveis que sejam.
Só por isso afundaremos.
Isto não vai lá com explicações.
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É que, dito assim, até parece…
A pior coisa que nos podia acontecer, pese embora a aliança do CDS, em que me incluo, a pior coisa que podia acontecer aos Portugueses, já não há dúvida, há que dizê-lo, este primeiro presunçoso, desonesto e mentiroso, coelhone de seu nome, e o robot de gaspar, também dito das finanças, meus senhores, é o pior dos piores que podia acontecer-nos .
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hoje por hoje, no CDS, o sujeito ainda com alguma credibilidade é Bagão Félix.
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E um “post” sobre a entrevista do aldrabão?!
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a fotografia de um desonesto, mentiroso e acossado 1º ministro:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2915712&page=-1
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A grosseira inconstitucionalidade da tributação sobre pensões
Por António Bagão Félix
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Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no “Guinness Fiscal” por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].
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E não há nenhum pensionista que lhe faça o mesmo que fizeram ao D. Carlos ?
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esse joão almeida é um betinho-cócó habituado a dizer asneira grossa qdo abre a boca
é só rebobinar as gravações de sua exªo deputado…
como porta voz do cds…..creio q é uma máquina de perder votos
mas enfim..resolvam o problema
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notícias do mensalão
claro que as redações dos media rilham os dentes desesperadas por verem um dos seus deuses a ser desmascarado com toda a limpeza e de cima a baixo pela corajosa justiça brzuca
q dá um lição excepcional e notável aos pmonteiros…noronhas……candidas …mizés.. van dunem…..etc
bem, não é uma lição
pq sendo ignorantes crassos, esta cambada ESCONDEU….ABAFOU a corrupção xuxa-sókas-maçónica-coelhone -jacobina-esquerdóide.
ora então:
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/11/28/joao-paulo-cunha-e-condenado-a-9-anos-e-4-meses-de-reclusao/
os maiores amigos políticos do lula condenados a prisão EFETIVA pelo supremo tribunal federal do brasil!!
DIRCEU (chefe de gabinete-casa civil)
GENOÍNO(presidente do PT)
DELOÍNO (ou lá como se xama……) tesoureiro do PT
e ainda:
os camaradas do PTB (partido trabalhista brasileiro)
ahhhh…ganda esquerdalhada
é fartar vilanagem
até a Dilma tá farta deles
onde estão as 1ªs páginas com títulos sonantes?
as 1ºas notícias das TVs e Rádios?
claro
CENSURAM…ESCONDEM…..ABAFAM….
mas a pouco e pouco…o povo.a justiça………..vão vencendo
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O SÁTIRO ? Disse DIRCEU ? Mas afinal o que se passa ? Tenho aqui um jornal brasileiro O JORNAL do COMERCIO que tem uma noticia esquisita !… A TAP vai ser comprada pelo colombiano(?) (amigo do colombiano Alberto da Ponte que recentemente viajou ao Brasil com o Relvas ? ) e ainda pelo Relvas e o seu amigo DIRCEU !!!… Não pode ser verdade ? O PSD não faz destas coisas. Jamais o faria …
Ai se não fossem as off-shores o que seria desta gente ???
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O GIGANTESCO ERRO de Portugal foi impedir o PEC IV. Ainda hoje Alemanha e França não compreendem como pôde Portugal permitir-se tal irrazoabilidade.
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