Recados Presidenciais (outra vez)*
É bom pagar-se o menor preço possível.
Preferimos, abstrata e naturalmente, os bons negócios e não os maus. Idealmente, teremos sempre a propensão para esticar a corda a ponto de desejarmos, lá no fundo e simultaneamente, sol na eira e chuva no nabal.
Creio que o Governo não escapará a isso. É evidente que todos, sendo “resgatados”, quereríamos manter o mesmo ou maior nível de consumo. Já que não crescemos na última década, ansiaríamos, agora e apesar do dito “resgate”, por taxas de crescimento ao nível da China. Sem se pensar em sustentabilidade, gostaríamos de beneficiar de um Estado Social exemplar, solidário, fornecedor de felicidade individual e tão eficiente que implicasse, apenas, um diminuto esforço fiscal. E, já agora, enquanto devedores, achamos justo ter as mesmas condições de outros – da Grécia – mas sem nos sentirmos gregos. E, sobretudo, sem que os famigerados mercados nos confundam. Ou seja, para situações diferentes, condições iguais, desde que mais convenientes para nós! Uma coisa é desejarmos tudo isso – e até será obrigação do Governo tentar, pelo menos, como ponto de referência da sua atuação, essa “quadratura do círculo” -, porém, outra bem diferente, é a realidade e a dependência perante os credores.
Por isso, tive dúvidas sobre o alcance das declarações de Cavaco Silva, expressas anteontem. Aparentemente, parece óbvio que seria bom beneficiarmos de um alargamento do prazo de pagamento do empréstimo que nos resgatou, sem mais encargos, nem consequências. Idem, idem, de uma redução da enormidade dos juros e taxas que o remuneram. Mas reclamar, sem mais, uma equiparação à Grécia será mesmo o melhor caminho para os nossos interesses? A política europeia é um “jogo de sombras”, sempre em evolução. O Presidente sabe isso. Se pedirmos, nunca ninguém o admitirá; se nos derem (o que quer que seja), é porque politicamente pedimos, sem pedir. Ora, que recado quis Cavaco dar? E para quem? Para a Comissão Europeia, para a Alemanha ou para o Governo? Aparentemente, deu cobertura, anteontem, à narrativa política da oposição (sobretudo, do PS), numa matéria que, por mais declarações de conveniência político-partidária que se produzam, sabemos (Cavaco sabe) que o Governo tem uma diminuta margem de manobra. O que Cavaco quis realmente dizer ou pré-anunciar, para além das coisas óbvias que literalmente disse, em breve, o saberemos (…)
*Grande Porto, hoje, 07.12.12.

Perdão, mas no meio das circunstâncias actuais, eu vejo-me grega, no sentido mais literal de todos os sentidos que damos agora ao “ser” grego.
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O sr. presidente Cavaco Silva, não diz nada. Fala entre linhas mas acomoda-se. Eu praticamente já nem o ouço. Blá… blá… blá… também eu tenho, porque se tivesse o poder que ele tem já tinha demitido o governo. O governo parece uma manta de retalhos, ora fala um, ora fala outro, e cada qual diz o seu contrário. O sr. Primeiro Ministro que veio de Bruxelas e que é igual ou pior, na política, ao outro que veio de Santa Comba Dão, lá vai lixando os portugueses com inconstitucionalidades. A Sra. Merkel não faz nada sem consultar o Tribunal Constitucional lá do sítio. Aqui ignora-se, devido às saudades do Estado Novo. O que é preciso é sermos bem vistos no estrangeiro. Salazar também falava desta casinha portuguesa, do povo obediente dentro do nosso país à beira mar plantado e que dava lições de moral aos subversivos.
Sá Carneiro, sempre disse que queria uma maioria de direita: Presidente da República e Govereno. Pela primeira vez essa maioria aí está. Se ele rescussitasse morria novamente. de tanta incompetência. O senhor Presidente da República tem medo dos portugueses, não aparece e quando aparece é para condecorar, cortar fitas e, de vez em quando, manda uns bitaites que ninguêm liga, inclusivé o governo. Faz lembrar-me um senhor Presidente da República chamado Américo.
Ele é o político com mais poderes em Portugal, mas concerteza não sabe que os tem, porque não os põe em prática. É falarem com o sr. do PSD, que foi vereador da Câmara do Porto, Dr. Paulo Morais, que ele diz como é e ensina muita gente que anda por aí a fazer de conta.
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Quem votou no Cavaco que o ature. Não me vão dizer que não sabiam o que aí vinha. Caramba, ele foi 10 anos primeiro-ministro.
Quanto às declarações, apesar de só Cavaco saber o que vai na sua cabeça (se é que sabe, ou que vai alguma coisa e não apenas vácuo), provavelmente ele está a abrir caminho para um governo de iniciativa presidencial, liderado por uma fação afeta ao presidente do PSD. No fundo, não se trata de fazer o jogo da oposição, trata-se de ser a oposição (e pôr de novo no poder a velha guarda do partido, à qual Cavaco pertence).
O único lado bom dum governo chefiado pela velha guarda é que já têm provas dadas, e mesmo assim, não são tão mais como os ex-jotinhas (desculpem a expressão, queria usá-la há já uns dias).
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” seria bom beneficiarmos de um alargamento do prazo de pagamento do empréstimo que nos resgatou, sem mais encargos, nem consequências. Idem, idem, de uma redução da enormidade dos juros e taxas que o remuneram. Mas reclamar, sem mais, uma equiparação à Grécia …”
O quê?…
Depois de ano e meio de um política que está a arrastar o país para a miséria, a aproximar-nos a passos largos da situação da Grécia, acha que uma pequena correcção dessa trajectória errada, como seja o alargamento do prazo e redução dos juros, é que é “uma equiparação à Grécia”???
Escreveu isto porque é o que pensa, ou alguem lhe pediu para repetir a lenga-lenga do governo?
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Parece que, ao menos em dois indicadores, iremos crescer muito: cuidados paliativos e funerais.
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Parece que, ao menos em dois indicadores, iremos crescer muito: cuidados paliativos e funerais….. numa sexta feira em que o cansaço de uma semana dura já pesa, é uma boa piada.
bom fim de semana!
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Ninguém quer ser como os gregos.
Todos querem ser como os gregos.
Esta é a sempre e eterna posição dos portugas em tudo na vida
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Cavaco é sempre esfíngico e todos perdemos com isso.
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No meio deste imbróglio das condições ‘oferecidas’ (um eufemismo) à Grécia julgo que estamos a colocar o problema ao contrário. Nós não deviamos sentir a necessidade de pedir igualdade de condições ao Eurogrupo. Este é que teria a obrigação de nos ‘oferecer’ (sem eufemismos) condições idênticas às acordadas para outro País sob intervenção.
Na verdade, foi isso que o Sr. Jean-Claude Juncker sentiu – e chegou a anunciá-lo – a ‘sangue frio’. Depois, os credores (os invisíveis mercados que falam alto na Europa) foram para casa pensar e chegaram à conclusão de que haveria margem para ‘esfolar’ mais um milhões de euros a este povo periférico e do sul que, depois de tanta insistência, já assumiu as culpas de perdulário… e indigno de ‘merecer’ mais tempo (maiores maturidades para a dívida) e melhores condições (taxas de juros mais baixas).
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TAP, mai um negócio da China:
http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO077493.html
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Desde há três dias, este governo tem-se revelado “piegas”…
Dois ou três valentes sopros vindos da Europa e retrocede na sua valentia e autoritarismo. Um sopro de Cavaco e abana. Um encosto de PPortas e desequilibra-se.
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Nã… os invertebrados não quebram, segregam o seu próprio muco, ao qual se colam, e lá vão, deslizando naquela baba. Como não têm coluna vertebral, nem fibra rija, o único acidente que lhes pode acontecer é alguém os esmagar com um pé em cima. Espectáculo desagradável. Muita gente acha que é melhor esperar que passem, e limpar depois o rasto peçonhento.
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Para ‘justificar’ a espúria decisão de não tentar adquirir melhores condições nas maturidades dos empréstimos e nas taxas de juros, referentes à nossa dívida externa, o Governo evocou o desgaste que essa pretensão causaria no regresso aos mercados. Por coincidência foi esse o aviso dado, dias antes, por Wolfgang Schäuble, no Parlamento Europeu. O horror à situação grega completou um negro quadro em que a fragmentação europeia e o ‘chacun si governe’, imperam. Recentemente, a Irlanda – apontada como um bom aluno do resgate – anunciou que na peugada da Grécia “precisa de mais tempo”. http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=610119&tm=6&layout=122&visual=61.
Começa a ser notório que o País, com os actuais governantes, ficará de quarentena na solidariedade europeia, na retoma económica e, obviamente, no regresso aos mercados .
Apesar dos esforços de contenção orçamental e das ‘reformas estruturais’ adoptadas como repositoras da competitividade (perdida), mas que a única coisa que fizeram foi colocar os custos do trabalho abaixo da linha de água europeia e continuarmos a ter as empresas sem acesso ao financiamento e impossibilitadas de investir, inovar, enfim, com dramáticos problemas de gestão e de produtividade que ‘infectam’ as perspectivas de desenvolvimento.
De facto, o recente drama que atingiu a Grécia, para os portugueses, só teve uma virtude: exibir à saciedade a desorientação e a inépcia deste Governo. E mostrar que a fórmula do ‘bom aluno’ não conduz – como se verifica na vida – a sucesso garantido nos diferentes desempenhos (social, profissional, cultural, etc.).
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Às vezes falta a peciência para tanta estupidez; ou esperteza saloia, que vai dar no mesmo. Andam os xicoespertos da esquerda a defender que deveriamos ter as mesmas condições da Grécia. Mas só do lado das facilidades, que nem são assim tão obvias, mas ninguém fala das obrigações. Se para termos uma moratória nos juros e um alargamento dos prazos de amortização, (que assim atiram para as futuras gerações o seu pagamento), tivermos de fazer 14000 milhões de cortes na despesa publica em dois anos, (por cá fala-se de 4000 milhões, e veja o xárivári que por aí vai!), e perdermos totalmente o controle do dinheiro da troika e até das receitas próprias do estado, eu agradeço, mas digo que não. Porque os ignorantes que andam a pedir as “mesmas condições da Grécia”, provavelmente não sabem que a partir de agora, todo o dinheiro que era gerido pelo governo grego, passa a ser gerido e movimentado pela troika, através de uma conta criada para o efeito. O ministro das finanças grego manda tanto no dinheiro que lá entra, como eu, que não sou grego, nem ministro das finanças da Grécia.
Os media portugueses na costumeira caixa de ressonância que são da esquerda, ocultaram dos portugueses estes factos. E a maralha, continua a querer “sol na eira e chuva no nabal”!
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