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O estado das coisas

11 Janeiro, 2013

Há quem pense que o corte de 4000 milhões de euros nas funções do Estado são uma alternativa ao aumento de impostos de 2013. Não são. Para se atingirem os objectivos de 2014 é necessário o corte na despesa de 4000 milhões e o aumento de impostos de 2013. Para reverter o aumento de impostos de 2013 será necessário mais do dobro de corte na despesa. Já agora, é necessário atingir os objectivos de 2014 porque sem eles não há nem a normalização financiamento externo (público e privado) nem recuperação económica. Mas não liguem ao que eu digo. Sigam o Pedro Lains, que tem melhores notícias para vos dar: nem corte na despesa nem aumento de impostos.

17 comentários leave one →
  1. zeca marreca's avatar
    zeca marreca permalink
    11 Janeiro, 2013 12:14

    Ó Miranda, pá, tu não andas bem…
    Eu já tenho uma carga superior a 70% do rendimeto (entre SS, IRS, IVA, IMI, ISV etc.), supostamente para pagar saude, segurança e ensino…

    Agora tenho de aguentar isto e pagar a Saude e Ensino (que já pago em boa parte)…

    Com liberais destes… resta-nos o comunismo. Não me vai expoliar mais… e sempre trabalho 8h em vez de 10 a 12 por dia…

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  2. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    11 Janeiro, 2013 12:18

    JM nao está sozinho. JMF hoje no Publico junta-se a 3-4 editores do Blasfemias como a célula mais activa na defesa de um governo que muda de programa de 3 em 3 meses, em funçao das visitas da troika. Esta relatorio do fmi é a TSU fase II e tem destino traçado: caixote de lixo.

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  3. gastão's avatar
    gastão permalink
    11 Janeiro, 2013 12:20

    e eu a pensar que subida de impostos era próprio dos regimes comuno-socialistas… ai os liberais, os liberais! assim também eu

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  4. pedro's avatar
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    11 Janeiro, 2013 12:33

    Dr joão miranda: penso que conheço a situação e deixo uma pergunta . Porque não vai Passos à televisão e explica o que nos aconteceu ,diz o valor das dívidas (empresas,privado e estado) e o valor real do défice/anual.Explica que estando no euro e, sem crescimento, teremos de cortar à volta de 15000 milhões para chegarmos a défice zero e os 4000 milhões ,nem chegam a 1/3.De seguida, apresenta a demissão e apresenta-se a eleições ,em que explica claramente como vai fazer a reestruturação do estado . Relativamente ao Dr Pedro Lains penso que ele defende a renegociação da dívida e outros caminhos que são respeitáveis e que acabaremos por lá chegar com esta governação sem crescimento e com destruição do tecido produtivo.Penso que os credores vão ficar incomodados, mas os caminhos do governo começam a ser estreitos e está sem autoridade para exigir sacrifícios, pois sem cortar na ostentação do governo (frota de carros e especialistas ),ninguém acredita que o nosso estado económico-financeiro é mesmo de catástrofe.

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  5. Duarte's avatar
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    11 Janeiro, 2013 13:34

    Eu tenho uma alternativa melhor à do João Miranda e já testada com resultados garantidos

    Câmaras de Gás para funcionários públicos , professores, médicos, policias e reformados. Tudo sem aumentos de impostos e com caracter permanente.
    Com este corte estrutural na despesa o país endireitava-se.

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  6. Guillaume Tell's avatar
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    11 Janeiro, 2013 14:28

    Proposta de um corte de 5,3 mil milhões de euros:

    – Limitar os vencimentos dos deputados ao salário minímo:
    Poupança: 8.241.394 euros

    – Despedimento de metade dos assessores, técnicos de apoio e assistente operacionais do Parlamento:
    Poupança estimada: 4.900.000 euros

    – Supressão dos abonos variáveis e eventuais:
    Poupança: 4.195.074 euros

    – Supressão das subvenções para encargos de assessoria aos deputados:
    Poupança: 679.136 euros

    Supressão das subvenções políticas:
    Poupança: 63.315.219 euros

    – Corte de metade dos custos com a Representação da República e a Gestão Administrativa:
    Poupança: 6.846.577,5 euros

    – Corte de metade dos custos da administração geral (serviços gerais da administração pública):
    Poupança: 163.700.000 euros

    – Eliminação de serviços e fundos autónomos do Ministério da Economia:
    Poupança: 130.359.940 euros

    – Eliminação de serviços e fundos autónomos do Ministério do Ambiente:
    Poupança: 272.160.486 euros

    – Eliminação de serviços e fundos autónomos do Gabinete do Primeiro-Ministro e Ministério dos Assuntos Parlamentares:
    Poupança: 88.811.880 euros

    – Corte em 10% sobre todos os serviços e fundos autónomos, menos os já citados e os dos Ministérios da Educação, Saúde, Assuntos Sociais e o IEFP:
    Poupança: 1.190.603.198,5 euros

    – Proibir à Segurança Social de distrbuir mais de 1.000 euros por mês e por utente:
    Poupança miníma estimada em relação a 2011: 290.787.000 euros

    – Proibir à Caixa Geral de Aposentação de distribuir mais de 1000 euros por mês por utente:
    Poupança mínima estimada em relação a 2011: 1.655.624.000 euros

    – Limitar subsídio de desemprego a 419,22 euros
    Poupança miníma: 300.000.000 euros

    – Fim dos subsídios económicos no Ministério do Ambiente:
    Poupança: 1.160.900.000 euros

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  7. André's avatar
    André permalink
    11 Janeiro, 2013 14:32

    Não sou especialista, mas entre não pagar os juros e devolver o capital ou não pagar nem juros nem capital, acho que fariamos melhor em optar pela primeira opção. Nós não perdemos tanto dinheiro e os agiotas não perdem o deles. Sejamos honestos, nós nunca vamos conseguir pagar a dívida, com ou sem redução da despesa.

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  8. BorNot2B's avatar
    11 Janeiro, 2013 14:41

    “corte de 4000 milhões de euros nas funções do Estado” (JM)
    Não se trata apenas de cortar nas funções do estado. Trata-se sobretudo de assegurar funções com menos gente. Ou, como diz o relatório, “fazer mais com menos”… Optimizar serviços e processos, eliminar desperdícios, deixar de complicar, ser mais ágil e objectivo… E reduzir pessoal. E reduzir disparidades surrealistas entre trabalhadores estatais e do privado, etc, etc…
    Era por aí que o governo deveria ter começado! Atacar o “monstro”… Não o fez na altura certa. Agora talvez já seja tarde de mais…

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  9. josegcmonteiro's avatar
    11 Janeiro, 2013 15:37

    Acabar com os larápios, voltará a haver fruta no quintal.

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  10. pedro's avatar
    pedro permalink
    11 Janeiro, 2013 15:44

    André: com a situação actual nem para os juros temos dinheiro. O défice do estado é mais ou menos igual aos juros e estão sempre a nascer dívidas ocultas(tipo madeira).O ovo de colombo está entre uma dose aceitável de austeridade e com os fundos europeus investir nos sectores primários e secundários.Se o milagre do crescimento acontecer poderemos pagar juros e ir amortizando a dívida.

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  11. zeca marreca's avatar
    zeca marreca permalink
    11 Janeiro, 2013 16:11

    “com a situação actual nem para os juros temos dinheiro.”

    Sim, parece-me que por este andar: com a situação actual nem para abrir um processo de privatização vamos ter dinheiro. Vai ser só oferecer… tudo….

    Valha-nos o refundador mór, esse Mao da direita libertario-fascizante que é o PPC!

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  12. Wall Streeter's avatar
    Wall Streeter permalink
    11 Janeiro, 2013 17:15

    JM,

    basta de patacoadas.

    Este 4000M€ devem-se à INCOMPETÊNCIA GOVERNATIVA NO OE2012.

    A receita de Gaspar falhou rotundamente e agora alguém que pague a factura.

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  13. Miucha's avatar
    Miucha permalink
    11 Janeiro, 2013 18:06

    Vou parafrasear a máxima da Guta Moura Guedes, essa fabulosa e lindérrima dama, quando Carmona Rodrigues se “fez de Inês” para lhe dar as verbas necessárias lá para as obras altamente culturais a que se dedica na Corte :
    “Havendo BOA-VONTADE, o dinheiro aparece.”
    Cá na terra é mais pedidos à N.S. de Fátima, mas na corte…

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  14. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Janeiro, 2013 18:49

    João Miranda, há uma solução melhor: é aplicar o relatório do FMI sobre o crescimento económico.
    Lá deverão estar previstas as condições económicas do país quando houver 5 ou 6% de desemprego e a respetiva condição das Finanças públicas!
    Estão aqui a dizer-me que não existe tal documento! O quê? Não existe? Não pode ser!
    Então, anda toda a gente a falar nisso, desde o programa do PSD (e as razões porque ganhou as eleições) passando pelo FMI pré-relatório para a liquidação do país, até ao alemão presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e apesar disso não há relatório para o crescimento?
    —–
    Bom, não há relatório para o crescimento, nem a ponta de vergonha. E esta ainda faz mais falta!

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  15. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    11 Janeiro, 2013 19:48

    Mas o relatório FMI não prevê cortes que, se fossem executados na íntegra, somariam cerca de 10.000 milhões de euros?
    Afinal se este Governo prevê (sem explicar porquê nem como) uma redução de despesas do Estado de 4000 milhões porque razão o relatório foi mais além. Se calhar já inclui a 2º. fase dos cortes e ninguém nos disse que vamos passar a vida a ‘refundar’…

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  16. pedro's avatar
    pedro permalink
    11 Janeiro, 2013 20:06

    JDGF: para quê pagar dois estudos se o problema é só um.Governo poupadinho .

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  17. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    12 Janeiro, 2013 01:38

    De acordo com o post e sobretudo com o pedro.
    Quem financia actualmente o Estado fê-lo na condição de se chegar ao défice zero. Não em 2 dias, mas em alguns anos, sempre difíceis de prever, 3 ou 4, talvez mais, sendo que o importante é ir andando.
    Até lá chegarmos a dívida do Estado só aumenta, algo que só nos “toleram” se acharem que estamos a caminhar para eliminar o défice.
    Desde o início é este o “plano”. Primeiro mais intensivo nas receitas extraordinárias, aos poucos substituindo-as por cortes permanentes da despesa. Pois o Estado não vai montar nenhum negócio que de repente dê lucros fabulosos nem descobrir petróleo.
    Mais: os portugueses todos que se queixam da austeridade no fundo o que querem é o mesmo, o défice zero. Para que no futuro não tenham que pagar o que os seus governantes gastaram sem ter – mesmo que uma parte tenha sido gasta nesses portugueses na melhor das hipóteses pode ser visto como um investimento que claramente não deu lucro… ou um empréstimo que agora estamos a pagar de volta.

    Sobre o sr. Lains que acha que a “confiança e o investimento” são consequência do “consumo e do emprego” e que pensa que o cumprimento à rasquinha (e até com ligeiras derrapagens) das metas é “ir além da troika”, só se pode recomendar internamento urgente. Talvez numa das bancadas do parlamento que ainda vivem naquele mundo em que 2+2 serem 4 depende de qual 2 está à esquerda ou à direita. Ou de quem recebe os 4.
    cumps
    Buiça

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