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E a greve dos portos, não teve nenhum impacto?

15 Fevereiro, 2013
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ComExtMercComExtMêsO INE publicou ontem os dados preliminares sobre o PIB de 2012, que apontam para uma queda de 3,2%, abaixo da última estimativa do governo (2,8%), mais um erro clamoroso do Gaspar, obrigado que está, como ninguém antes, a acertar “ao cagagésimo”. No início da semana, haviam sido divulgados os resultados do comércio internacional relativos a Dezembro e às mercadorias. De imediato, apareceram as Cassandras a augurarem o dilúvio e a garantirem que os objectivos para 2013 estavam comprometidos devido ao “descalabro das exportações” do último quadrimestre de 2012, que só não foram catastróficas por causa dos combustíveis e do ouro (há uns meses falavam apenas do ouro, como desacelerou fortemente, passaram a acrescentar os combustíveis…). Então como agora, não vi ninguém a dissecar as razões da queda (marginal) do último quadrimestre, a questionar o impacto que nela terá tido a greve dos portos e a relacioná-la com o PIB de 2012, aquele que é realmente afectado por ela. Embora haja dados positivos na evolução do nosso comércio externo ao longo de 2011, naturalmente omitidos na generalidade:

  • Exportações subiram no ano 5,8% e importações desceram 5,5%;
  • Taxa de cobertura situou-se nos 81%, porventura um record desde os tempos do volfrâmio;
  • Por Sectores / Grupos de Produtos, houve lugar a subidas generalizadas nas exportações, com excepção dos “Veículos Automóveis” (-4,7%) e das “Matérias Têxteis” (-2,7%);
  • Destaque para os “simpáticos” aumentos nos “Combustíveis Minerais” (24,9%), “Óptica e Precisão” (16,9%), “Peles e Couros” (12,2%) e “Máquinas e Aparelhos” (9,5%), tendo este último grupo, que incorpora muita “massa cinzenta”, consolidado a sua posição cimeira na estrutura das nossas exportações, representando 15,1% do total;
  • Em 2012 o défice de mercadorias baixou 34,8% e nos últimos 2 anos 50%, de 21,4 para 10,7 bi; se retirarmos os combustíceis que, não obstante o grande aumento das exportações viram o saldo degradar-se em 5,3%, o défice em 2012 baixaria 67,2%;
  • Se lhe juntarmos o excedente previsível nos serviços (dados ainda não divulgados), o défice da balança comercial talvez fique abaixo de 2 bi;
  • Expectativa de saldo líquido positivo nas balanças de rendimentos e transferências, permitem antecipar, com alguma segurança, um excedente na balança de transacções correntes para 2012;
  • Em suma, teremos terminado o ano sem défice externo, persistindo porém um colossal défice público.

Obviamente que nem tudo são rosas. Com efeito:ExportMês

  • As exportações denotaram no último quadrimestre uma nítida desaceleração: em termos homólogos, verificou-se uma queda de 0,9% face ao crescimento de 9,3% evidenciado no conjunto dos 2 anteriores quadrimestres;
  • Sendo normalmente o último quadrimestre o que apresenta maiores volumes, esta quebra poderá, à partida, indiciar uma inversão de tendência, a que não será alheia a recessão já instalada nos nossos maiores parceiros da Eurozona;
  • Embora se tenha vindo gradualmente a diluir, temos uma elevada concentração nos nossos principais mercados-destino. Só os 2 maiores (Espanha e Alemanha) absorvem quase 35% das nossas exportações, tendo reduzido as suas compras 4,4% em 2012. Para o conjunto dos outros grandes mercados com mais de 1 bi de exportações anuais (França, Angola, Reino Unido, Holanda, Estados Unidos, Itália e Bélgica), as expedições ainda cresceram em 2012, mas denotam uma clara desaceleração;
  • Naqueles mercados, as perspectivas económicas para o corrente ano estão muito longe de ser risonhas. A excepção será Angola mas, para além de ser um mercado de alto risco onde a corrupção campeia, é hiper-sensível à volatilidade dos preços do crude, que dificilmente se sustentarão aos níveis actuais, face ao aumento da oferta que se prevê no mercado global;
  • Acresce ainda que França, Angola, Estados Unidos e Reino Unido, por esta ordem, são os mercados com quem temos melhores saldos comerciais, tendo representado, no seu conjunto, um excedente de 4,5 bi em 2012. Uma contracção da respectiva procura interna, degradará fatalmente o nosso défice externo.

ExportBRICExportOutDiga-se que, numa tentativa para cobrir os riscos inerentes à crise na zona Euro, os nossos exportadores têm vindo paulatinamente a diversificar para mercados extra-UE, como o atestam o forte e sustentado crescimento das exportações para a China, Brasil, Argélia, Marrocos ou Moçambique. Outros mercados existem com elevado potencial e onde se pode fazer melhor, como o Japão, Rússia, Índia, México ou Colômbia. Simplesmente, a penetração em novos mercados é uma tarefa de longo prazo que exige investimentos vultuosos, parcerias locais adequadas e, sobretudo, uma prudente gestão do risco. Mas é um trabalho que tem vindo a ser feito – em 2 anos o peso dos mercados extra-UE no total das exportações aumentou de 25% para 29% – e já se nota uma generalizada melhoria dos saldos comerciais.

ExportUEExportExtraUENestes mercados a desaceleração económica será marginal e nos 2 primeiros quadrimestres as nossas exportações denotavam uma excelente dinâmica. A tal ponto, que a queda sazonal inerente ao mês de Agosto não se fez notar, ao contrário do que aconteceu, como habitualmente, nos mercados europeus. Mas no mês de Setembro, em vez da retoma habitual, verificou-se uma queda acentuada, mais uma vez em contra-ciclo com os mercados europeus, que observaram a recuperação sazonal, embora de forma mais modesta. Ora, é impossível que a greve dos portos, ocorrida ao longo do último quadrimestre, não tivesse afectado de forma significativa as exportações. E o seu impacto verificou-se na quase totalidade nos mercados extra-europeus, para os quais se utiliza exclusivamente o transporte marítimo. Ao nível da UE, para onde as mercadorias viajam maioritariamente de camião, a greve terá afectado as exportações para o Reino Unido e Irlanda, mas os seus efeitos terão sido marginais.

Como quantificar o impacto da greve? Não é tarefa fácil, e só se obterá uma estimativa rigorosa por inquérito às empresas exportadoras. Com a informação disponível, só se conseguirá fazer uma estimativa grosseira tentando transpôr para 2012 a evolução sazonal de anos anteriores e abstraindo de todas as outras variáveis. Transpondo a evolução homóloga para o conjunto do quadrimestre e a evolução em cadeia (mês a mês), chega-se a valores entre 711 e 1.126 milhões respectivamente, o que representa, grosso modo, cerca de 0,4% a 0,7% do PIB em exportações perdidas. Obviamente que a culpa é do Gaspar, que não teve a necessária clarividência para prever a greve dos assalariados mais bem pagos do País…

Os próximos meses, pressupondo ausência de novas greves, tratarão de confirmar ou infirmar esta “estimativa de merceeiro”. Mas posso arriscar desde já uma previsão: as exportações para a UE irão baixar, e para o resto do mundo, retomarão a anterior pujança.

35 comentários leave one →
  1. Lucas Galuxo's avatar
    Lucas Galuxo permalink
    15 Fevereiro, 2013 21:47

    A greve dos portos prejudicou tanto exportações como importações. A devolução do IVA prejudica exportações e favorece importações.
    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas//detalhe/exportadoras_credoras_de_iva_acusam_estado_de_travar_motor_de_crescimento.html

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  2. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    15 Fevereiro, 2013 21:49

    Obviamente que nem tudo são rosas.
    Pois não.
    São laranjas.

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  3. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    15 Fevereiro, 2013 21:55

    Nos portos e nos transportes estão bandos organizados que tudo farão para aniquilar a retoma. Curiosamente os maiores prejudicados serão eles embora só tardiamente se venham a aperceber disso. Há forma de resolver o problema.
    A seu tempo veremos. Há partidos com pouca adesão que utilizam formas selvagens para se afirmar. Enganam-se.
    O tempo não está para brincadeiras.

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  4. J.J Pereira's avatar
    J.J Pereira permalink
    15 Fevereiro, 2013 22:48

    A greve dos portos teve um impacto extremamente positivo – nos resultados dos portos espanhois…

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  5. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    15 Fevereiro, 2013 22:57

    faltou acrescentar que, para além da greve nos portos, a actual crise é devida ao facto de “os maquinistas da CP não cumprirem os serviços mínimos”. Se o ridículo matasse…

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  6. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:04

    Claro que nao teve impacto. Dados de agira do Eurosat mostram uma quebra das exportações dos paises da UE a partir de Julho de 2012

    Chama -se recessão na Europa.

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  7. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:06

    pensei que só tinha sobrado o F C Porto

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  8. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:08

    Ate o Alvaro sabe isso

    Ministro da Economia atribui quebra no PIB português a desempenho da Europa
    Lusa
    20:07 Quinta feira, 14 de fevereiro de 2013

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  9. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:10

    Esta gente ja nao sabe o que inventar. Mas tem um ódio profundamente fascista aos trabalhadores e aos sindicatos.

    Crise na Europa arrasta Alemanha para quebra de 2,5 por cento nas exportações

    As exportações da Alemanha recuaram 2,5% em setembro em comparação com agosto e diminuíram 3,4% relativamente a setembro do ano passado. O desempenho da máquina alemã foi prejudicado principalmente pela quebra de 9,1% das exportações para os países da zona Euro.

    Tambem foi a greve dos estivadores portugueses?

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  10. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:20

    portela, não há que ter medo do ridículo, estive hoje a fazer uma compilação dos vocábulos que uma tal apolónia usou na AR e é de fartar de rir. Além disso os portos fazem lembrar água e aí o portela devia informar-se de como a a água soltou o apetite às empresas e às câmaras, essa conquista de abril de norte a sul do país.
    Não importa de que partido são, é tudo ao molhe a ver quem mais delapida os recursos que são de todos.
    Como vê não sou sectário. Deixe-me ser mais preciso, definir melhor o PARTIDO ÚNICO:
    “PS aventais compridos+Ps alibábás+ PS gatunos boçais+PSD aventais curtos+ gatunos de gravata)= PARTIDO ÚNICO

    Veja como nem na Sicília conseguem fazer melhor:
    “A Câmara Municipal de Barcelos foi condenada pelo Tribunal Arbitral a pagar uma indemnização de 172 milhões de euros à Águas de Barcelos, detida pela AGS, do grupo Somague, e pela ABB – Alexandre Barbosa Borges. Não há direito a recurso e o autarca Miguel Costa Gomes já disse que a decisão “provocará a insolvência do município de Barcelos”.
    Do total, a câmara terá de pagar já 24,6 milhões de euros para reposição do equilíbrio económico da concessão, relativos ao período de 2005 a 2009. De acordo com um comunicado da Águas de Barcelos, o tribunal fixou ainda uma prestação anual de 5,89 milhões de euros, a contar desde de 2010 e até ao termo da concessão, em 2035.

    Esta decisão já era esperada pelo autarca Miguel Costa Gomes, que no ano passado pediu para ser recebido pelos grupos parlamentares dos diversos partidos políticos, para explicar a situação e tentar convencer os deputados a pressionar o governo a autorizar a câmara de Barcelos a contrair um empréstimo de cerca e 150 milhões de euros, por um período de entre 30 a 40 anos.

    Na altura, Miguel Costa Gomes, eleito pelo Partido Socialista, terá exposto a situação, criada pelo anterior executivo, liderado por Fernando Reis, eleito pelo Partido Social Democrata. É que o contrato assinado pelo anterior presidente continha pressupostos muito diferentes da realidade que veio a verificar-se. Por exemplo, segundo o acordo, a câmara estimava um consumo de 168 litros de água por habitante quando esse valor nunca ultrapassou os cerca de 60 litros por habitante. Este facto foi um dos que levou Miguel Costa Ramos a denunciar o contrato e a gestão de Fernando Reis, anterior presidente da câmara, junto do Ministério Público”.

    Agora multiplique por 20, 30 e verá como o partido único ganha sempre.

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  11. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:21

    No filme “À procura de Nemo”, o peixe-palhaço Marlin e a sua amiga Dori perdem-se nas profundezas do oceano. Reina a mais absoluta escur idão. De repente aparece uma luz, uma luzinha, que Marlin e Dori perseguem encantados. “É tão bonita!”, diz Dori. “Estou a sentir-me feliz”, concorda Marlin. Mas a luz é um isco que leva a uma bocarra recheada de mandíbulas ferozes. Quando percebe onde está metido, Marlin diz numa voz sumida antes de fugir do monstro: “Good feeling´s gone”. Assim foi esta semana em Portugal, mais uma do país nas profundezas da crise.

    A luzita apareceu com a primeira operação com sucesso nos mercados de dívida de médio e longo prazo. O regresso aos mercados é um objectivo – precisamos deles para rolar a nossa dívida pública e financiar o nosso Estado. Mas a luz do primeiro ensaio é um isco que nos leva para a boca do ajustamento violento que a Europa impõe. Nos mercados tranquilizados temporariamente pela mão segura do BCE, toda a gente sabe que não vamos pagar tudo o que devemos e todos percebem que serão os credores soberanos europeus que vão perder, em cedências anunciadas às fatias.

    O preço é irmos “ajustando”. Portugal até é parecido com a Dori – azul, pitoresco e com memória fraca – mas, ao contrário da Dori, não tem como fugir das mandíbulas do monstro. A verdadeira fera, desde o início, não são os mercados ou mesmo o FMI, mas o ajustamento imposto pela “Europa”, ou seja, pela Alemanha credora e pelos respectivos satélites. O FMI já teria cedido mais no ritmo, mas o FMI não tem eleitores furiosos com os empréstimos aos preguiçosos do Sul, nem eleições para ganhar em 2013. Qualquer que fosse o governo em Portugal nesta altura teria a mesma tarefa pela frente: continuar a “ajustar” marcar pontos de confiança e trocá-los por cedências.

    Esta semana, depois da luzita dos mercados, revimos os dentes da fera do ajustamento. O good feeling está mesmo gone. Os números do PIB são maus, mas os do desemprego são verdadeiramente assustadores – assustadores pela dimensão que, além de toda a perda que representa, demonstra que nem os “técnicos da troika”, nem do governo conseguem antecipar o efeito das suas políticas no mercado de trabalho. As perguntas que todos fazem é aquela que a Dori e o Marlin fariam: será que vamos escapar disto? E como vamos recuperar as feridas?

    Escapar disto com vida – ou seja, estancar a queda do PIB e o desemprego – depende mais da estabilização das expectativas do que de mais dinheiro. Empresários, portugueses e estrangeiros, precisam de saber com o que contam, aqui e lá fora, antes de investirem. As famílias precisam de saber com o que contam antes de gastarem. Por isso, quanto mais depressa o governo despachar o ajustamento orçamental, melhor. Isto não significa que a troika não ceda – a troika terá que ceder sob pena de perder de vez o país que quer tornar num exemplo. Significa é que tudo o que seja incerteza e atraso inútil prejudica as expectativas. Quanto menos tempo à frente do monstro, melhor. Infelizmente parece que na melhor das hipóteses, entre riscos internos e externos, só mesmo no final do ano poderemos contar com expectativas ancoradas.

    E a seguir? O que os números do desemprego nos levam a pensar é como recuperaremos a seguir. Os motivos para desconfiança são fortes. Portugal, com as suas escassas 100 empresas que valem 50% das exportações e menos de um quarto do emprego, levará muito tempo a conseguir sarar as feridas de um ajustamento que esmagou o mercado interno. Com uma moeda forte, sem política monetária e com uma camisa-de-forças orçamental (que foi assinada de cruz há dias no Parlamento), o caminho será muito lento. No filme, a Dori e o Marlin escapam ilesos e vivem livres no oceano, felizes para sempre – no ajustamento português muitos portugueses ficarão presos no aquário do desemprego e dos baixos salários. Mesmo quando o poder político já estiver a celebrar o “regresso aos mercados” e a “saída da crise”.

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  12. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    15 Fevereiro, 2013 23:25

    Novos desempregados
    nesta hora
    11 Novos desempregados
    no dia de hoje
    625 Novos desempregados
    neste mês
    9 597 Novos desempregados
    neste Ano
    29 462 Novos desempregados
    desde o início do Governo
    388 349 Novos desempregados
    desde o início do plano da Troika
    410 778 Desempregados
    totais
    1 454 137
    PIB não criado pelos
    novos desempregados
    nesta hora
    9,28 € PIB não criado pelos
    novos desempregados
    no dia de hoje
    29 880,96 € PIB não criado pelos
    novos desempregados
    neste mês
    7 041 827,23 € PIB não criado pelos
    novos desempregados
    neste ano
    66 370 457,33 € PIB não criado pelos
    novos desempregados
    desde o início do Governo
    11 531 648 009,76 € PIB não criado pelos
    novos desempregados
    desde o início do plano da Troika
    12 902 113 058,11 €
    PIB não criado pela
    totalidade dos desempregados
    nesta hora
    2 440 621,77 € PIB não criado pela
    totalidade dos desempregados
    no dia de hoje
    138 523 774,99 € PIB não criado pela
    totalidade dos desempregados
    neste mês
    2 126 521 143,73 € PIB não criado pela
    totalidade dos desempregados
    neste ano
    6 615 131 572,44 € PIB não criado pela
    totalidade dos desempregados
    desde o início do Governo
    108 509 639 715,10 € PIB não criado pela
    totalidade dos desempregados
    desde o início do plano da Troika
    116 185 449 698,09 €
    População Activa mais
    Inactivos Disponíveis
    total
    5 714 800

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  13. Aladdin Sane's avatar
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    15 Fevereiro, 2013 23:56

    Se o ridículo matasse, os Duartes e Portelas seriam ectoplasmas.

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  14. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    16 Fevereiro, 2013 00:03

    Claro! claro!

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  15. André Miguel's avatar
    16 Fevereiro, 2013 00:07

    Quanto a Angola, para já, as notícias são animadoras.
    O grande congestionamento que se verifica actualmente no Porto de Luanda já levou o gigante CMA-CGM a aplicar novamente a “congestion surcharge”: http://www.cma-cgm.com.br/site/html/noticia_detalhe.php?id=450
    .
    Os restantes armadores não devem demorar muito…
    As coisas por aqui prometem em 2013.

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  16. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    16 Fevereiro, 2013 00:09

    solução de Passos para sair da crise: “corte permanente de pensões”. Porque não nos lembrámos disto antes? 🙂

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  17. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    16 Fevereiro, 2013 00:12

    No poder, pela força ou pelo embuste

    «Uma sociedade torna-se totalitária quando a respectiva estrutura se torna manifestamente artificial, isto é, quando a respectiva classe dirigente perdeu a sua função mas consegue manter-se agarrada ao poder pela força ou pelo embuste. Uma sociedade assim, por muito tempo que persista, nunca pode dar-se ao luxo de se tornar tolerante ou intelectualmente estável. (…) Porém, para sermos corrompidos pelo totalitarismo, não é obrigatório que vivamos num país totalitário.»

    George Orwell, Livros & Cigarros
    .

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  18. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    16 Fevereiro, 2013 00:19

    Posted 15 Fevereiro, 2013 at 23:56
    eu já tinha percebido pelo teu nick e pela foto que eras um fantasma idiota.

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  19. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    16 Fevereiro, 2013 00:39

    Amanha não se esqueçam . Todos na manif para lutar contra este governo “socialista”

    http://www.youtube.com/watch?v=PqR49bXmo1s&sns=em

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  20. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    16 Fevereiro, 2013 00:51

    Reina a harmonia e a consistência
    Podemos assim ter confiança nesta elites que tão peremptoriamente apontam o caminho aos portugueses.

    António Borges diz que Portugal não precisa de mais austeridade

    O ministro das Finanças garantiu hoje que a austeridade vai durar até 2015. Vítor Gaspar foi à Comissão de Orçamento e Finanças explicar os empréstimos do Estado aos bancos nacionais, mas foi também questionado sobre o corte de quatro mil milhões de euros e confrontado com o falhanço das previsões económicas do Governo.

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  21. Expatriado's avatar
    Expatriado permalink
    16 Fevereiro, 2013 01:01

    Os marcianos com a missao de “residir” no Blasfemias continuam a missao, come hell or high water, que lhes foi determinada pelo CC(CP). Nao desfalecem mas, antes pelo contrario, alimentam-se com alguns comentarios que algumas boas almas lhes fazem a alertar para a propaganda “fora de prazo”.
    .
    Nada a fazer contra o ADN fossilizado que, como dedicados alaos de fila, tentam mostrar como ainda vivo…..
    .
    MUSEU COM ELES!!!!

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  22. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    16 Fevereiro, 2013 01:13

    Para Passos Coelho o País já ultrapassou o momento em que, por selecção natural faliram as empresas mais fracas restando somente as mais economicamente fortes. “Esta selecção natural das empresas que podem melhor sobreviver está feita”.
    .
    porque é que isto me cheira a nazismo moderno?

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  23. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    16 Fevereiro, 2013 08:21

    Porque a sua mente está habituada a pensar como um social-fascista moderno. “Ambos os dois” são versões disfarçadas do mesmo, apesar de se dizerem contrárias.
    Por isso lhe é fácil reconhecer já que se estivesse no poder faria dez vezes pior implementando a selecção natural às pessoas específicamente.
    É olhar-se ao espelho e no fundo no fundo invejar.

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  24. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    16 Fevereiro, 2013 09:55

    Bem, caro LR, se as previsões de Gaspar redundassem em erros favoráveis, a coisa talvez estivesse no bom caminho. Mas não é assim. Os erros são sempre para pior.
    .
    A quebra nas exportações era perfeitamente antecipavel. O crescimento nos paises clientes de Portugal tem sido negativo. Todos eles. Não percebo qual o espanto. Espantoso é efectuar previsões em bases irreais.
    .
    O que correu bem foi o empobrecimento das pessoas e empresas. Aí o gaspar acertou em cheio. Retirou-lhes rendimento e obrigou-as, compulsivamente, por falta de opções, a não comprar. As importações baixaram. As que deviam baixar e as que NÃO deviam baixar. É estranho, mas a importação de materias primas e subsidiarias diminui constantemente; ao mesmo ritmo com que baixa a PRODUção industrial.
    .
    Não vejo bem o que é que os empresários exportadores, como alguma dimensão e capacidade economica, estão a fazer em Portugal. Se não precisam do país, se no país tem impostos elevados, se existem paises com mão-de-obra qualificada mais barata, não percebo porque teimam em continuar. A não ser que o saldo de investimentos seja negativo em Portugal. Olha, pois é, vi agora mesmo: sai mais investimento de Portugal para o estrangeiro do que investimento estrangeiro para Portugal. Exportamos agora investimento. Pelas boas razões, claro.
    .
    No entanto, Gaspar, e as suas previsões não acertam, nem ao cagagésimo, no impacto das suas medidas insensatas. Empobrece as familias para reduzir as importações, ao mesmo tempo as familias deixam de pagar as suas obrigações: fiscais e crediticias. Para valores record históricos.
    .
    Aquele que era o MAIOR problema do país – o endividamento dos privados – está agora na imenencia de colapso total. Porque são os privados que criam riqueza, não é? Ora, se são os privados que criam riqueza, não vejo como empobrece-los seja boa ideia. Empobrece-los e apontar uma arma à cabeça dos empresários e força-los a exportar a qualquer custo. Inclusivamente trocando mercadoria por dinheiro. As margens comerciais estão ridiculamente reduzidas.
    .
    É por isso, pois, que a produção industrial baixa incessantemente, trimestres após trimestre. É por isso que aquilo que devia aumentar – as importações de materias primas e subsidiarias – está a diminuir. É por isso que a capacidade instalada na industria está nos limites. Não pode a industria dar mais sem novo investimento. Mantendo as coisas iguais, as exportações não podem subir mais. Mesmo que exista procura externa (que não vai existir tão cedo). Sem aumentar as importações, as exportações não podem crescer. A não ser que o crescimento das exportações se faça com materias nacionais; agricultura, pescas, agro-industria, cortiça etc. Será isso que tem puxado pelas exportações? NÃO.
    .
    Este governo devia ter começado ao contrario. Repito isto à exaustão. Devia ter começado por cortar a despesa fortemente e em simultaneo ter baixado taxas de imposto. A esta hora estavamos a crercer e os erros de previsão do gaspar eram para melhor. Assim não vamos lá. Dizimamos a economia retirando rendimento à procura atraves de cortes salariais e subidas violentas de Impostos. E agora, que a porra da economia está de rastos, pretende-se dar o golpe de misericordia cortando violentamente despesa. Tudo errado. Tudo ao contrario.
    .
    Ao menos podiam aprender com os exemplos de paises que passarm por isto. Era melhor que os tivessem imitado em vez de ter experimentado.
    .
    But hei, fica esta politica nos anais economicos do FMI como coisas que nunca se devem fazer.
    .
    Rb

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  25. Fala Barato's avatar
    Fala Barato permalink
    16 Fevereiro, 2013 10:04

    89 linhas de macacada para chegar à linha 85 e escrever «a greve dos assalariados mais bem pagos do País»…
    Curiosamente nos portos portugueses só se carregam mercadorias, não se descarregam mercadorias. Haja paciência.

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  26. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    16 Fevereiro, 2013 10:13

    Duarte afinal você reconhece entre dentes:
    “No filme, a Dori e o Marlin escapam ilesos e vivem livres no oceano, felizes para sempre – no ajustamento português muitos portugueses ficarão presos no aquário do desemprego e dos baixos salários. Mesmo quando o poder político já estiver a celebrar o “regresso aos mercados” e a “saída da crise”.
    Quem serão os que vão ficar com salários baixos para sempre?

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  27. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    16 Fevereiro, 2013 10:37

    Ricciardi (09:55) pôs o dedo na ferida.
    Mas os anestesiados continuam com jogos florais.

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  28. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    16 Fevereiro, 2013 11:42

    Um país à deriva

    http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/02/um-pais-deriva.html

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  29. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    16 Fevereiro, 2013 12:11

    Posted 16 Fevereiro, 2013 at 08:21
    .
    não deixas passar uma, principalmente quando te atingem directamente na fronha.

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  30. tric's avatar
  31. Aladdin Sane's avatar
    Aladdin Sane permalink
    16 Fevereiro, 2013 15:33

    P -1

    então é possível que seja menos burro do que dá a entender.

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  32. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    16 Fevereiro, 2013 15:39

    Néscio. O nome a utilizar é néscio. O burro é um animal nobre.

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  33. LR's avatar
    16 Fevereiro, 2013 17:53

    Lucas Galuxo,
    .
    “A greve dos portos prejudicou tanto exportações como importações.”
    .
    Errado. Penaliza muitíssimo mais as exportações. Navio que venha a caminho se não puder aportar no destino, vai descarregar a mercadoria no porto mais próximo e o importador terá de ir lá levantá-la. Para o exportador as coisas são mais complicadas. Se no momento em que vai despachar a mercadoria o porto que utiliza está indisponível, terá de ver disponibilidade em outros portos. Até que arrange um navio para o seu destino, pode decorrer 15 dias a 1 mês, o suficiente para “rebentar” com todos os prazos de entrega e para o cliente anular a encomenda.

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  34. maria ferreira's avatar
    maria ferreira permalink
    16 Fevereiro, 2013 18:18

    Tanta preocupação com pouco mais de 1000 milhões! Só uns reizinhos se podem dar a este luxo.Mas andam prá aí uns tantos a bater palmas a este grande sucesso. Mesmo que o IRS suba para o contribuinte.

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  35. LR's avatar
    17 Fevereiro, 2013 20:36

    Maria Ferreira,
    .
    Acha que mil milhões, qualquer coisa como 0,6% do PIB são trocos? O PIB não teria descido 3,2%, mas 2,6% e de certeza que não se perderiam alguns postos de trabalho. E eu se fosse a si ansiaria sempre pelos maiores sucessos das nossas exportações. Talvez seja a forma de amanhã pagar menos IRS.

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