chavez
5 Março, 2013
Morto Hugo Chavez, fica por saber se o país que deixa – incomparavelmente mais miserável e extremado do que antes de si – conseguirá manter os restos ténues da democracia que já foi, realizando eleições livres no prazo constitucionalmente previsto, ou se prosseguirá na via autoritária, procurando, por todos os meios (o último foi mesmo a própria doença de Chávez), impedir as eleições e perpetuar, no poder, o chavismo sem o seu criador. Para já, o exército desceu à rua, o que não augura nada de bom. Paz à alma de Chavez, pois então, mas paz à vida dos venezuelanos, sobretudo.
37 comentários
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Com o populismo Chavista não há duvida que a Venezuela ficou incomparavelmente mais miserável. Só a taxa de pobreza passou para o dobro. Esta agora nos 120%.
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O porquê do ódio a Chávez
Ignacio Ramonet e Jean-Luc Mélenchon assinam este texto demolidor acerca da campanha mediática contra Hugo Chávez, escrito nas vésperas das eleições presidenciais de outubro passado.
ARTIGO | 6 OUTUBRO, 2012 – 10:36
Um líder político deve ser valorizado por seus atos, não por rumores veiculados contra ele. Os candidatos fazem promessas para ser eleitos: poucos são aqueles que, uma vez no poder, cumprem tais promessas. Desde o início, a proposta eleitoral de Chávez foi muito clara: trabalhar em benefício dos pobres, ou seja – naquele momento – a maioria dos venezuelanos. E cumpriu sua palavra.
Por isso, este é o momento de recordar o que está verdadeiramente em jogo nesta eleição, agora que o povo venezuelano é convocado a votar. A Venezuela é um país muito rico, pelos fabulosos tesouros de seu subsolo, em particular o petróleo. Mas quase toda essa riqueza estava nas mãos da elite política e das empresas transnacionais. Até 1999, o povo só recebia migalhas. Os governos que se alternavam, social-democratas ou democrata-cristãos, corruptos e submetidos aos mercados, privatizavam indiscriminadamente. Mais da metade dos venezuelanos vivia abaixo da linha de pobreza (70,8% em 1996).
Chávez fez a vontade política prevalecer. Domesticou os mercados, deteve a ofensiva neoliberal e posteriormente, graças ao envolvimento popular, fez o Estado se reapropriar dos setores estratégicos da economia. Recuperou a soberania nacional. E com ela, avançou na redistribuição da riqueza, a favor dos serviços públicos e dos esquecidos. Políticas sociais, investimento público, nacionalizações, reforma agrária, quase pleno-emprego, salário mínimo, imperativos ecológicos, acesso à moradia, direito à saúde, à educação, à aposentadoria… Chávez também se dedicou à construção de um Estado moderno. Colocou em marcha uma ambiciosa política de planeamento do uso do território: estradas, ferrovias, portos, represas, gasodutos, oleodutos.
Na política externa, apostou na integração latino-americana e privilegiou os eixos sul-sul, ao mesmo tempo que impunha aos Estados Unidos uma relação baseada no respeito mútuo… O impulso da Venezuela desencadeou uma verdadeira onda de revoluções progressistas na América Latina, convertendo este continente em um exemplo de resistência das esquerdas frente aos estragos causados pelo neoliberalismo.
Tal furacão de mudanças inverteu as estruturas tradicionais do poder e trouxe a refundação de uma sociedade que até então havia sido hierárquica, vertical e elitista. Isso só podia desencadear o ódio das classes dominantes, convencidas de serem donas legítimas do país. São essas classes burguesas que, com seus amigos protetores e Washington, vivem financiando as grandes campanhas de difamação contra Chávez. Até chegaram a organizar – junto com os grandes meios de comunicação lhes que pertencem – um golpe de Estado, em 11 de abril de 2002.
Estas campanhas continuam hoje em dia e certos setores políticos e mediáticos encarregam-se de fazer coro com elas. Assumindo – lamentavelmente – a repetição de pontos de vista como se demonstrasse que estão corretos, as mentes simples acabam por acreditar que Hugo Chávez está a implantar um “regime ditatorial no qual não há liberdade de expressão”.
Mas os factos são teimosos. Alguém viu um “regime ditatorial” estender os limites da democracia em vez de restringi-los? E conceder o direito de voto a milhões de pessoas até então excluídas? As eleições na Venezuela só aconteciam a cada quatro anos, Chávez organizou mais de uma por ano (catorze, em treze anos), em condições de legalidade democrática, reconhecidas pela ONU, pela União Europeia, pela OEA, pelo Centro Carter, etc. Chávez demonstrou que é possível construir o socialismo em liberdade e democracia. E ainda converte esse caráter democrático numa condição para o processo de transformação social. Chávez provou o seu respeito à vontade do povo, abandonando uma reforma constitucional rejeitada pelos eleitores em um referendo em 2007. Não é por acaso que a Fundação para o Avanço Democrático [Foundation for Democratic Advancement] (FDA), do Canadá, num estudo publicado em 2011, colocou a Venezuela em primeiro lugar na lista dos países que respeitam a justiça eleitoral.
O governo de Hugo Chávez dedica 43,2% do orçamento a políticas sociais. Resultado: a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O analfabetismo foi erradicado. O número de professores, multiplicado por cinco (de 65 mil a 350 mil). O país apresenta o maior coeficiente de Gini (que mede a desigualdade) da América Latina. Num relatório de janeiro de 2012, a Comissão Económica para América Latina e Caribe (Cepal, uma agência da ONU) estabelece que a Venezuela é o país sul americano que alcançou (junto com o Equador), entre 1996 e 2010, a maior redução da taxa de pobreza. Finalmente, o instituto norte americano de pesquisa Gallup coloca o país de Hugo Chávez como a sexta nação “mais feliz do mundo”.
O mais escandaloso, na atual campanha difamatória, é a pretensão de que a liberdade de expressão esteja restrita na Venezuela. A verdade é que o setor privado, contrário a Chávez, controla amplamente os meios de comunicação. Qualquer um pode comprovar isso. De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a parte da audiência dos canais públicos não passa de 5,4%, enquanto a dos canais privados supera 61%… O mesmo cenário repete-se nos meios radiofónicos. E 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo que os jornais diários mais influentes – El Universal e El Nacional – são abertamente contrários ao governo.
Nada é perfeito, naturalmente, na Venezuela bolivariana – e onde existe um regime perfeito? Mas nada justifica essas campanhas de mentiras e ódio. A nova Venezuela é a ponta da lança da onda democrática que, na América Latina, varreu os regimes oligárquicos de nove países, logo depois da queda do Muro de Berlim, quando alguns previram o “fim da história” e o “choque de civilizações” como únicos horizontes para a humanidade.
A Venezuela bolivariana é uma fonte de inspiração da qual nos nutrimos, sem fechar os olhos e sem inocência. Com orgulho, no entanto, de estar do lado bom da barricada e de reservar os nossos ataques ao poder imperial dos Estados Unidos, aos seus aliados do Oriente Médio, tão firmemente protegidos, e a qualquer situação onde reinem o dinheiro e os privilégios. Por que Chávez desperta tanto rancor em seus adversários? Sem dúvida, porque, assim como fez Bolívar, soube emancipar o seu povo da resignação. E abrir o apetite pelo impossível.
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a ser verdade esta citação não se percebem certos ódios:
(…) De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a parte da audiência dos canais públicos não passa de 5,4%, enquanto a dos canais privados supera 61%… O mesmo cenário repete-se nos meios radiofónicos. E 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo que os jornais diários mais influentes – El Universal e El Nacional – são abertamente contrários ao governo. (…)
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Com as correções devidas, aqui fica o comentário que deixei num post abaixo.
Tenho dificuldade em avaliar regimes se não conseguir estabelecer comparações. As ditaduras de direita na América latina foram tão más, tão más, que nem sei o que diga de Chavez. Como se sabe, tentaram depô-lo à força. Se tivessem conseguido, a Venezuela estaria melhor ou pior?
Mas posso ser mais direto: não apreciava o estilo, nem a parte amalucada de Chavez. Preferia que ele tivesse sido um dirigente sereno, que fizesse grande parte daquilo que fez bem (e fez muita coisa boa, na educação e não só) e não tivesse enveredado por truculências, alterações à constituição para poder perdurar e outras maluqueiras. Se em muitos aspetos tivesse agido de outra maneira, com grande sentido democrático, designadamente sabendo sair de cena, certamente teria sido um líder com bastante significado passado, presente e futuro.
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_____abertamente contrários ao Governo: e quem com uma ponta de
sentido de Justiça o não é? Quando ele (por Indiologia) faz promulgar leis
que estende até ao infinito a recondução a Presidente da Rep~ublica ( a tal
Boliveriana de que ele é o parteiro? A propaganda que promove, à Nazi-Estalinista, nem
o Gobbels o igualaria . . .
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Esta gente nao presta . Mente com todos os dentes que tem na boca.
Segundo a ONU, o índice de Gini (que mede a desigualdade) da Venezuela é de 0,41, o melhor da América Latina (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). A taxa de pobreza urbana no país passou de 49% em 1999 para 29% em 2010. Noticia BBC brasil
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Não ficam, de longe, mais miseráveis, muito pelo contrário. Mais extremados sem dúvida. Veremos se há coronéis ou as pazes com o “grande satã” americano… ou ambos.
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Duarte
Posted 5 Março, 2013 at 23:43 | Permalink
O porquê do ódio a Chávez
_________
Desculpem-me: EU TENHO ÓDIO A DITADORES …
Que querem?
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Pena que os relatórios de desenvolvimento humano da ONU desmintam o seu post. Na verdade, Chavez foi o lider sul americano que mais reduziu o fosso entre ricos e pobres na AL , na última década.
Mais, a venezuela bateu aos ponstos vários países europeus, nessa matéria, incluindo obviamente o progressivo Portugal de Passos Coelho/Gaspar
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Incomparavelmente mais miserável? Tenha juízo, Rui. Pode-se não gostar de muita coisa na personagem – eu não gostava – mas com ele todos os índices de desenvolvimento melhoraram – pobreza, analfabetismo, desigualdade social.
http://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.NAHC/countries/VE?display=graph
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A referência do falecido era bolívar, um genocida que iniciou os seus crimes na Venezuela, e seguiu para Bogotá e Cartagena das Índias. Traficante de armas e escravos / as, assassino, violador, ditador, mercenário sanguinário, dono de uma história rica em sangue e abusos de poder, dele emanava um fedor que nem um frasco de água de colónia que usava diariamente chegava para disfarçar.
o duarte pode porém consolar-se, não há só más notícias:
O jornal Vedomosti, revela que praticamente a metade dos russos consideram que Stalin teve um papel importante na história do país. Para 9%, sua actuação foi ‘’incontestavelmente positiva’’, e para 40%, ela pode ser considerada ‘’positiva.’’ E se o duarte afinal tivesse razão? O stalin era tão bom rapaz e um grande democrata, matou milhões ainda mais que hitler, mas no fundo não foi por mal, foi só para democratizar a rússia, né!
A natureza de alguns humanos é insondável.
Vejam o inginheiro, grande amigo do falecido, será que tem tempo de suspender o seu intenso labor na octopharma para ir ao enterro com o seu amigo cunha ribeiro, membro da Comissão de Análise de Propostas no concurso público para a compra centralizada de derivados do plasma humano, na qual a Octapharma ganhou vendas? São milhões pá!
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Terao alguma coisa parecida com isto?
.
http://www.youtube.com/watch?v=OFgxEYDMG0M&list=PLA2533666F30176D2
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Ou antes…. assim.
http://www.youtube.com/watch?v=OFgxEYDMG0M
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“incomparavelmente mais miserável”
.
rui a.
tendo em conta os números conhecidos, parece que vai ter que fazer apelo às suas fontes…
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Javitudo,
acha mesmo que Chavez era exatamente aquilo que diz sobre Simón Bolívar?
Acha que vale a pena ir buscar à nossa história de há duzentos anos figuras por nós hoje consideradas, mas que cometeram as piores façanhas?
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“Segundo a ONU, o índice de Gini (que mede a desigualdade) da Venezuela é de 0,41, o melhor da América Latina (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). A taxa de pobreza urbana no país passou de 49% em 1999 para 29% em 2010.” Noticia BBC brasil
O demagogo rui.a. que mente à descarada, não saber de verdade para nada. E assim a Helena Matos, mentidera de servício como el .
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Nao prestam . Uns Mentem , deturpam , tem mau caracter., outros sao ignorantes e mentem , deturpam.
Uma coisa é debater, divergir ideologicamente . Outra coisa é a má fé, o mau caracter, o odio de classe .
Tristes .
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“Na verdade, Chavez foi o lider sul americano que mais reduziu o fosso entre ricos e pobres na AL , na última década.”, ou seja, como qualquer comuna que se preze, nivelou POR BAIXO. Em vez de citarem discursos e artigos dessas nulidades do Ramonet e do Mélenchon, porque não falam com alguém que tenha família na Venezuela? Pode ser que vos digam a verdade sobre o que se passou lá todos estes anos e sobre a liberdade de informação dos canais “privados” que conseguiram manter-se no ar após a cassação de licenças de emissão a quem não cumpria a vontade do querido líder. Já agora perguntem a quem vive lá como está o estado das prateleiras dos supermercados depois da destruição maciça dos recursos agrícolas. Só resta uma coisa por dizer: Ha muerto un cerdo! Que la tierra le sea pesada!
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Hugo Chávez es un demonio. ¿Por qué? Porque alfabetizó a 2 millones de venezolanos que no sabían leer ni escribir, aunque vivían en un país que tiene la riqueza natural más importante del mundo, que es el petróleo. Yo viví en ese país algunos años y conocí muy bien lo que era. La llaman la “Venezuela Saudita” por el petróleo. Tenían 2 millones de niños que no podían ir a las escuelas porque no tenían documentos. Ahí llegó un gobierno, ese gobierno diabólico, demoníaco, que hace cosas elementales, como decir “Los niños deben ser aceptados en las escuelas con o sin documentos”. Y ahí se cayó el mundo: eso es una prueba de que Chávez es un malvado malvadísimo. Ya que tiene esa riqueza, y gracias a que por la guerra de Iraq el petróleo se cotiza muy alto, él quiere aprovechar eso con fines solidarios. Quiere ayudar a los países suramericanos, principalmente Cuba. Cuba manda médicos, él paga con petróleo. Pero esos médicos también fueron fuente de escándalos. Están diciendo que los médicos venezolanos estaban furiosos por la presencia de esos intrusos trabajando en esos barrios pobres. En la época en que yo vivía allá como corresponsal de Prensa Latina, nunca vi un médico. Ahora sí hay médicos. La presencia de los médicos cubanos es otra evidencia de que Chávez está en la Tierra de visita, porque pertenece al infierno. Entonces, cuando se lee las noticias, se debe traducir todo. El demonismo tiene ese origen, para justificar la máquina diabólica de la muerte.»
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Pronto, a Venezuela esta’ nas maos do condutor.
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Não diga vc. disparates, Sérgio. Vá a Caracas e encontrará as mais miseráveis favelas do mundo, só comparáveis às de alguns países africanos. Isto num dos países mais ricos em petróleo, claro. Um grande desenvolvimentista, esse seu Chaves!
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Bem, se a demagogia dos Mélenchons é justificativa para as ideologias coxas do totalitarismo comunista de Chávez, que tal um artigo da Human Rights Watch que diz o contrário? Ou agora a HRW já não serve como fonte, só quando é a favor de esquerdóides e jihadis?
http://www.hrw.org/news/2013/03/05/venezuela-chavez-s-authoritarian-legacy
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rui, vamos lá ver, eu não disse que a pobreza tinha sido erradicada; contestei a sua ideia de um país “incomparavelmente mais miserável”. Não está, os dados estatísticos independentes mostram o contrário, que muita pobreza foi erradicada. Viu o link que deixei? Fico à espera que mostre quais os dados que suportam a sua afirmação, para além da sua constatação na cidade de Caracas. Nos EUA também há muitos bairros miseráveis, em muitas cidades. É um país miserável?
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Caro Rui A., será que pode deixar um link para as suas fontes que sustentam a sua afirmação que “incomparavelmente mais miserável”. Penso que isto resolvia as dúvidas. Caso contrário, tem de editar o texto, a bem da honestidade.
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Nem todos os dados melhoraram. A violência urbana de Caracas aumentou muito nos últimos anos, tornando-a uma das cidades mais perigosas do Mundo, o que é um mau indício socio-económico.
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Sérgio,
.
Vamos lá, então, trocar links. Importa-se de passar os olhos por este: http://www.hrw.org/news/2013/03/05/venezuela-chavez-s-authoritarian-legacy, da HWR, aqui deixado acima por um leitor?
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Sobre a miséria na Venezuela, e começando pela Capital Caracas, sabia que só a Petare é três vezes a Rocinha?… É extraordinário, não é?
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Por último, não pense que, apesar de desconsiderar fortemente a acção política de Chavez, não o considero ao nível dos seus congéneres, nem sequer dos manos Castro, da ilha-prisão de Cuba. O Miguel Castelo Branco escreveu um post interessante no Combustões, sobre o personagem, que subscrevo quase integralmente: http://combustoes.blogspot.com.br/2013/03/hugo-nao-foi-um-ditador.html. Era capaz de lhe mudar o título para «Hugo não chegou a ser um ditador».
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Calendario das greves dos transportes
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http://hagreve.com/
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Uma vez mais, repito: Chávez era um autoritário, claro, que modificou as leis para se prolongar no poder – no entanto as eleições sempre foram livres e observadas por organismos internacionais que as validaram sem margem para dúvidas. E também cometeu alguns atropelos à liberdade de imprensa, etc. etc. Mas a questão não é essa, é a sua afirmação de que o país ficou mais miserável com ele. Não ficou, antes pelo contrário.
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«Mas a questão não é essa, é a sua afirmação de que o país ficou mais miserável com ele. Não ficou, antes pelo contrário.»
Houve um comentador que já lhe respondeu no seu post, no Arrastão, com dados económicos conclusivos. Por outro lado, a extrema miséria cresceu, como pode ver pelas favelas de que já lhe falei. Ao contrário do Brasil, por exemplo, onde se tem feito um bom trabalho para as reduzir e humanizar. Isto com um governo da federação que é de esquerda e este, da Dilma, fortemente socialista. Como vê, não me custa reconhecer as evidências.
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Rui, confesso que não gosto de Hugo Chavez (aquele homem era um autêntico palhaço), mas discordo em relação ao desenvolvimento da Venezuela e em relação à democracia.
O desenvolvimento foi, ainda que ténue, melhor do que era com os governos de direita que antes estiveram na Venezuela. Não nos podemos esquecer que naquele país muita gente vivia (e muitos ainda vivem) em bairros de lata, mas que houve a criação de postos de trabalho e que, finalmente, algum do capital venezuelano reverte para a generalidade da população, coisa que não acontecia.
Em relação à falta de democracia, se não me engano eles vivem num regime presidencialista, onde o presidente executa quase o papel de chefe de governo. Tendo isso em atenção, nós também não somos um estado democrático, afinal, o chefe de governo não tem limitação de mandatos (só o presidente da república é que tem). Se a falta de democracia é não haver limitação de mandatos para que as pessoas votem sempre no mesmo (mas votem), então muitos países no mundo ocidental não são democratas.
Quanto ao exército, esperemos que ele saia rapidamente das ruas e deixe os políticos organizar as eleições em paz (muito provavelmente o partido de Chavez vencerá as eleições, com ou sem Chavez).
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Esta gente nao presta . Mente com todos os dentes que tem na boca.
…
Há mentiras que se aguentam por si mesmas. Ai ,se aguentam. Ja nem precisar de ser provadas. Aguentam, aguentam…
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Não diga vc. disparates, Sérgio. Vá a Caracas e encontrará as mais miseráveis favelas do mundo, só comparáveis às de alguns países africanos.
…
As de Brasil, nao, nao, Sr. Impossivel. E todas estas favelas vieram e fizeramse todas depois do Chavez. E que…
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Os Portelas, assim como os Duartes, julgam-se donos da verdade e só acreditam naquilo que “confirma” essa verdade. Além disso, julgam-se seres sobredotados, os únicos com o passo certo. Deve ser uma infelicidade.
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Rui a. A única coisa que consegue é repetir e repetir que existem grandes favelas em Caracas e que uma delas tem o triplo do tamanho da Rocinha. Esquece que no Rio não há só a Rocinha e que tem o maior aglomerado de favelas da América do Sul, tanto em tamanho como em população. Não é verdade que as favelas se reduziram no Rio. As favelas não desaparecem em vinte ou trinta ou cinquenta anos, o que se pode fazer é melhorar a condição dos habitantes das favelas, através de cuidados de saúde, educação e infraestruturas. Não se importa então, de provar o que diz, isto é que a Venezuela está mais miserável, se não for pedir muito? É, ou não verdade, que a mortalidade infantil se reduziu muito na Venezuela? Esse é, ou não, um índice de redução da miséria? Pode responder a isto?
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Não vale a pena, rui. Os dados económicos indesmentíveis de que está a falar são aqueles sobre a inflação? Deve estar a brincar. Eu falo de diminuição de desigualdades, de pobreza, de analfabetismo e até de crescimento do PIB, um dos mais acelerados da América Latina, e para rebater isto tem a inflação, o principal indicador de que a Venezuela nunca deixou de controlar a política monetária, precisamente uma das maneiras de corrigir desiquilíbrios sociais com menos custos, curiosamente aquilo que não podemos fazer por cá? Estamos conversados.
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Quanto a isso da miséria crescente, olhem para este gráfico e vejam se não reparam numa tendência ali visível a partir de 2000…
http://hdrstats.undp.org/en/countries/profiles/ven.html
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“mais miserável”???!!!
Como é isso possível, se a Venezuela nos últimos anos tem crescido a taxas de 6% ao ano?
O Rui não lê nem sequer uma publicação liberal, como o Economist, para saber isso?
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