Fácil e sem custos
«Cerca de 200 carros da PSP do Porto estão nas oficinas à espera de reparação». Há mais de um ano, note-se.
Ora, até há uma forma fácil e sem custos de resolver a questão. «A frota afeta ao Governo é de 444 automóveis e quase 200 estão nos gabinetes ministeriais.»
Não apenas a esmagadora maioria desse pessoal mora na cidade de Lisboa, pelo que o passe da Carris seria suficiente para irem trabalhar, como, mais importante, se há obrigação básica do Estado é a de assegurar a segurança das populações, nomeadamente pelos serviços policiais. Havendo prioridades e os meios escassos, cabe fazer as escolhas apropriadas.
No caso, parece-me evidente que os serviços policiais devem ser dotados das viaturas necessárias ao seu e nosso serviço, as quais não fazem qualquer falta na Presidência do Conselho de Ministros.

Gabriel: tudo bem ,mas olhe que na vida real não dá para andar de transportes públicos em Lisboa. Compra-se o passe e depois eles estão sempre em greve e temos de pagar montes de dinheiro em taxi. Mas pode haver um autocarro para transportar os ministros e os “especialistas” para as diversas actividades em Lisboa.
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se o ministro das finanças andar de metro não chega vivo ao ministério.
a policia podia andar de mota mais vezes, na maior parte dos casos até teria vantagens.
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Parece estar cada vez mais difícil ver um polícia andar a pé.
Já um membro do governo a deslocar-se de autocarro, só fretando o autocarro, para caberem os seguranças.
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A lógica como o direito e a justiça e assim a verdade não servem ao governo de Portugal e sua central de negócios, nem à PSP do Porto e de Lisboa, que em pegando uma viatura é dar-lhe e andar enquanto dure, pior que na tropa que no mato da Guiné , de Angola e Moçambique, até Timor, em que ainda se ensaiava barraco a entreter de oficina, ao tempo que éramos pobres. Depois disso, com a CE e o euro, esse regabofe dado a enriquecer os governos do centrão e clientela, das autarquias às PPP, fundações, institutos e observatórios, tudo que dá a empregar os boys da seita alternativa.
De modo que se precisares de uns carros (modo de dizer) para a PSP, em Portugal, só tens de renovar a frota (és maluco ou quê?), está à vista. Que a PSP, sobretudo as grandes, de Lisboa e Porto, são umas sacrificadas que chegam a fazer serviço de piquete com os carros de pronto socorro, espatifada que se encontra a frota existente a 90 e 99%, uma desgraça. PSP como os Bombeiros e SNS, às tantas. E os mesmos gabinetes dos ministros, não fosse a primazia dada à máquina do Governo, como convém a delapidadores maiores do reino, a quem já se quis impingir, vejam bem, viaturas do calibre dos “clio”, contra o que se insurgiu bravamente Francisco de Assis, o do lobo.
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Concordo plenamente consigo. No entanto vou um pouco mais longe, cada ministério deve ter apenas um carro, o do ministro. Esse carro serviria apenas para as deslocações oficiais, uma vez que, como qualquer trabalhador, espera-se que um ministro se faça deslocar de casa para o trabalho sem custos para o empregador (quanto muito dê-se um subsídio de transporte ao ministro). Quanto aos outros funcionários, contentem-se com os carros pessoais ou com os transportes públicos, como qualquer funcionário. Não me levem a mal, mas se numa empresa privada há a opção de que as pessoas possam usar o carro de serviço na vida pessoal, tudo bem, a empresa é isso mesmo, PRIVADA, no setor público (seja o próprio Estado ou empresas públicas) o dinheiro deve ser poupado por respeito à atual situação, como tal, carros de serviço só para o topo e em deslocações oficiais.
Quanto à PSP, era bom que fossem só 200 carros, infelizmente são muitos mais carros parados por falta de dinheiro. Depois a criminalidade aumenta, os verdadeiros criminosos têm topos de gama do Estado para andar mais a escolta policial.
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“Compra-se o passe e depois eles estão sempre em greve”
Há sempre a possibilidade de se instalar a aplicação para “smartphone” que permite saber quando são os raros dias em que os transportes públicos estão a funcionar. É um descanso!
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Isso seria muito engraçado, essa diminuição das frotas e das mordomias dos ministérios. E experimentem aplicar o mesmo raciocínio à restante AP (Central e Local), com vereadores, directores municipais, e por aí abaixo na estrutura. Lá viriam as resistências do costume: “Ai que estão a estrangular a AP!”
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Talvez o Gabriel não saiba que a maioria do pessoal afecto aos carritos do governo não hesita em solicitar e embolsar o subsídio para transporte para uma hipotética e muito remota probabilidade de uso…
Infelizmente, a maioria dos deputados, ainda que sejam poucos os que usam de facto os transportes públicos, também não hesita em solicitar e embolsar tal subsídio…
É pessoal político deste jaez que dirige Portugal…
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