Limitação de mandatos – 1.º round
20 Março, 2013
Fernando Seara impedido de se candidatar às autárquicas.
Estando longe de ser seguro que a decisão venha a ser confirmada nos múltiplos recursos que, provavelmente, serão apresentados (excepto se os partidos decidirem – num inusitado assomo de bom senso – afastar os candidatos viajantes já anunciados ou a anunciar), esta decisão – a confirmar-se – mostra que as dúvidas sobre o sentido da lei eram justificadas e que, com providências cautelares ou sem elas, algumas candidaturas serão seguramente rejeitadas nos tribunais de primeira instância a quem compete recebê-las, criando à justiça confusões e perdas de tempo que o país bem dispensava.
16 comentários
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Paraquedistas só em Tancos ou Santa Margarida!
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Só conheço o Seara daquele programa de futebol “O Dia Seguinte”, do qual era o personagem mais repugnante.
Como tenho uma tia que mora em Lisboa, fico feliz por ela.
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Independentemente do que fôr decidido após recursos dos candidatos-legislativamente-trafulhas(!), a melhor sentença seria dada pelos eleitores : Candidato que se vale duma trafulhice na Lei, pura e simplesmente não deveria colher votos. Não merece ser eleito ! Não pode ter rédea solta !
Mas, sabe-se que percentagem elevada dos eleitores até inveja –ou são– vígaros, precisam do “favorsinho”, da cunha, ou bovionizados, votam “no partido” sem ajuizarem candidatos…
Três exemplos, melhor, exemplares-tipo : Costa das Caldas candidata-se a Loures ; Menezes de Gaia candidata-se ao Porto e Seara de Sintra candidata-se a Lisboa. Estes tipos não têm vergonha ? Pensam que o Estado de direito é deles, só para eles & para os seus sócios e lacaios ? A justiça é manobrável ? Rasuram a democracia ? Não têm profisionalmente mais nada para fazer após o “serviço público” ?
Não se sentem, esses três e tantos outros, protagonistas dum peculiar banditismo ?
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Até é de estar grato: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/03/blog-post_2096.html
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tomando como título o post abaixo, certos autarcas são imperadoresecos locais e regionais. Com a reverência dos imbecis eleitores fiéis e dependentes.
O multiusos Seara (que tem a mania que é um “homem de estado”, poses estudadas e fátuas não lhe faltam), não terá o meu voto, para nada. Detesto políticos, candidatos vaidosos. E incompetentes. O que vai naquela cabeça : “candidato-me à CMLisboa; ganho ; tenho o apoio de Benfiquistas(*) ; sou mais importante do que qualquer ministro-segundo-escalão ; cumpro 1 mandato, após o qual tenho a idade e apoio suficientes para me candidatar à presidência da República !…”
(*) António Costa também é Benfiquista, mas o “careca do Benfica” (assim se autodesignou em 2009) continua a fazer conta com o ovo no cú da galinha…
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Ai, eu não entendo o que o PSD e nem o PS entende, que diga um tribunal que na lógica deles o Seara e o Menezes, como assim o Relvas e o Coelho, podiam andar eternamente a concorrer, se o quisessem, a todo o lado…
E ninguém viu isto antes, cum carago ?
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“De” ou “da”, são diferentes. Claro como o cristal. Mas para oportunistas, vígaros e bandidos, “vai dar ao mesmo”.
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Nova versão do caixeiro-viajante:
“Presidente- de-Câmara-Viajante”
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Para ajudar à confusão, e se efectivamente a lei se aplica para mandatos em diferentes câmaras, então o candidato Jorge Pulido Valente à CM de Beja também poderia ser impedide de se candidatar pois já cumpriu 3 mandatos consecutivos (2 em Mértola em 2001 e 2005 e um em Beja desde 2009).
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cdascgil,
Tal como muito bem os designou Carlos Dias, tem no exemplar de Beja mais um “presidente-de-câmara-viajante”.
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Isto é a prova acabada da total incompetência dos senhores legisladores. Imagino como serão as calinadas que dão nos assuntos mais complexos. Uma lei incidente sobre um tema desta especificidade e simplicidade tem de ser clarividente e deveria, obviamente, conter uma alínea com meia dúzia de palavras expressamente dedicadas ao tema, explicitando se se aplica à mesma câmara ou a todas. No fundo é outro caso de vírgulas e o retrato do futuro de chacha que nos espera. A nossa AR transformou-se numa aberração que já nem dá conta do ridículo.
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Para a maioria da atual classe política esta decisão foi boa. Podem chafurdar mais uns meses no lamaçal que criaram. E eles não vivem sem isso.
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A questão é política, com esta decisão o Seabra começa a perder…, e quem mal começa, tarde ou nunca se endireita. É essa a mensagem que foi conseguida.
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É atentatório da mais simples boa-fé que alguns dos que participaram na feitura da lei, sabendo qual o significado, expectativa e pretensão social de tal lei à época, apareçam agora como bonecos de plasticina amnésicos pensando tomar uma vez mais os cidadãos por tolos.
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