não há outro
Um chefe de estado eleito em sufrágio universal nunca será um «presidente de todos os portugueses». Um chefe de estado eleito em sufrágio restrito, por um colégio de raiz parlamentar e de representatividade regional, pouco ou nada mandará e será inevitavelmente um fraco produto de acordos entre oligarquias. Qualquer um deles terá sempre uma opinião política que nunca será consensual e que em momentos de crise optará necessariamente pela opinião de uns em detrimento da opinião dos outros: tem que decidir e decidir é escolher. Se a ideia é ter um chefe de estado politicamente neutro, inibido de ter opiniões políticas, e que seja um puro símbolo de unidade nacional, porque constitucionalmente impedido de agir politicamente e de tomar decisões, então, a solução é evidente: um rei constitucional. Não há outro.

A questão não é entre um avôzinho presidente ou um simpático avôzinho Rei. A grande questão é entre o lamaçal parlamentar que nos deu 35 anos desta coisa ou um presidencialismo forte limitado por um parlamento reforçado de poderes e responsável perante os eleitores. Essa é que me parece ser a verdadeira escolha.
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O Rui A. pretende mesmo que se leve a sério essa sua proposta de tese 1.0?!…
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Que tal uma estátua de pedra, imparcial e politicamente neutra?
Sugiro, pela sua antiguidade e significado ancestral, a porca de Murça.
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Caro Rui A.,
Perfeitamente de acordo! Vou ofender algumas “virgens puras”, mas sou e sempre fui monárquico e nunca votei nas presidenciais. O republicanismo deu cabo deste país e sempre será considerado um regime contra natura para a pátria que amo.
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Nunca dei conta do presidente do regime laranja ter opinioes, ainda mais politicas.
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Já percebemos, para o Portela só o saudoso e amado Álvaro Barreirinhas é que tinha opiniões, e todas óptimas como se veio a provar nos vários cantos do mundo redondo.
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O teu tipo de argumentos é familiar…com outros nicks. Nao enganas!
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Rui
Na mouche, é precisamente isso que sugerem os comentários pós discurso.
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Na altura das declarações do PR sobre a sua mísera reforma, vi logo que a partir dalí ou resignaria ou então seria sempre em plano inclinado: preso por ter cão e preso por não ter cão. Mesmo quem lhe bate palmas,in caso o governo sente-se incómodo por ter de suportar o cadáver por embalsamar.
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…estranha sensação: lembrou-me Salazar !…
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Rui a., grande lata!
Então um presidente tem obrigatoriamente de ter opiniões, mas o rei não. O rei é um parvinho sem cabeça que vive sem fazer nada e que não pensa nada. Grande defesa da monarquia.
Ouça, o presidente pode e deve pensar, simplesmente, em vez de defender publicamente uns em prol de outros, deve ficar calado e pedir simplesmente que os partidos façam a sua obrigação, discutam na assembleia aquilo que tem de ser feito. O presidente também deve servir simplesmente para fazer uma triagem do que está certo e errado e, sinceramente, prefiro escolher a pessoa que faz essa triagem do que tê-la no lugar por nascimento, mesmo que seja um atrasado mental.
.
PS: Já agora, esse rei tinha ou não poder moderador?
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Os comentários que ouvimos sobre o discurso do Presidente da Républica no 25/4, vindos dos partidos da esquerda ou de comentadores nos media, foram a maior e mais vergonhosa tentativa de condicionar a actuação de um presidente da républica no Portugal democrático.
Para a esquerda, o Soares chefe da oposição no 2º mandato, ou o titubeante Sampaio que a mando do Costa e do Ferro Rodrigues defenestrou um governo apoiado por uma maioria parlamentar, para abrir caminho a um governo do partido dele, é que são bons exemplos a seguir.
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E o Cavaco não está amenas a promover um governo incompetente do partido dele?
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apenas
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A minha ideia de um bom presidente é o de ser árbitro sem ser Capela.
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O Rui a. vai nu!
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Depois vêm com a desculpa de que outros presidentes já fizeram o mesmo.
É como a minha tia Armandina, que não queria pagar a multa de estacionamento proibido porque o senhor Damásio da mercearia, na semana passada, também lá tinha o dele.
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E tem toda a razão, a tia claro!
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Giorgio Napolitano, 87 anos, eleito presidente de Itália pelos partidos com assento no Parlamento, apesar de ser um Presidente constitucional não deixou de fazer um grande discurso. O Rei D.Carlos, era práticamente um rei constitucional e foi morto.
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Talvez a frase “presidente de todos os portugueses” seja excessiva (acho que foi Soares o primeiro a exprimi-la).
Por exemplo, eu, republicano convicto, sinto-me mais “súbdito” da Kate Midlletone, que nem rainha é, do que de Cavaco Silva. 😉
Assim, talvez bastasse a cada eleito nas presidenciais assumir que era “Presidente da República”. E, de seguida, cumprir o que está na Constituição, coisa que faz parte do “juramento” da tomada de posse.
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Passando ao lado da provocação colocaria uma questão.
Os reis ‘constitucionais’ serão mesmo neutros?
Por exemplo: Constantino da Grécia ‘reinou’ desse modo?
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Mesmo numa monarquia constitucional, com um sistema parlamentar puro, existe sempre um contrapeso ao poder do governo que, no caso do RU ,é a Camara dos Lordes. Composta por membros hereditários e por outros que o são por inerencia, essa Camara tem mais poder do que se supõe, e não faltam exemplos recentes de diplomas que, após serem aprovados nos Comuns, não passam ou são profundamente alterados nos Lordes.
Noutros países é um Senado a desempenhar o papel ,sendo que os seus membros são eleitos sim, mas por um periodo suficientemente dilatado ,(normalmente é um septanato), que garanta a sua independencia das conjuncturas politicas de momento.
Em Portugal é ao Presidente que a Constituição reserva essa função e quiz o destino que os Portugueses elegessem consecutivamente dois péssimos Chefes de Estado.
O primeiro, Sampaio, ao dissolver uma Assembleia apoiada numa maioria, e por motivos que hoje se percebem ser claramente triviais, fez o que não passou de um mero frete partidário,exorbitando assim os seus poderes.
O segundo, Cavaco , ao fazer uma leitura chamada “minimalista” da sua função, não traiu
menos a confiança que os eleitores nele depositaram.
A situação dramática que se vive exigiria um governo com uma legitimidade democrática refrescada, capaz então sim de gerar consensos. Foi o que foi feito na Grécia, (por duas vezes), e agora em Itália, e são conhecidas as dificuldades que ambos países passaram
para a criação de Governos maioritários, dificuldades essas porém mil vezes preferiveis a não haver uma saída democrática e constitucional para a crise.
A Cavaco, ao furtar-se ao cumprimento dos seus deveres, fica guardada a exautoração da História, e aos Portugueses restará o lamento pela sua má fortuna de que falou Camões.
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Portela Menos 1 HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
27 Abril, 2013 12:09
O teu tipo de argumentos é familiar…com outros nicks. Nao enganas!
________________________
Claríssimo: O Portela Menos 1 julga que assim, não respondendo,
fica resguardado (isento) de argumentar.
Ora os Marcianos têm um técnica de transmissão de pensamento
absolutamente diferente da dos Terráqueos. Através de piscar os olhos,
fungar, ou aplicar-nos o costumado : leia , instrua-se.
Só que . . .
Subliminar: Marx, Engels, Lenine . . .
NÃO HÁ PACHORRA . .
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antes que te chame idiota, qual foi mesmo a pergunta que me fizeram e eu não respondi?
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@!@ HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
27 Abril, 2013 12:51
Giorgio Napolitano, 87 anos, eleito presidente de Itália pelos partidos com assento no Parlamento, apesar de ser um Presidente constitucional não deixou de fazer um grande discurso. O Rei D.Carlos, era práticamente um rei constitucional e foi morto.
_______________________
GRANDES, mesmo grandes discursos fazia o Fidel e mais tarde o
Chávez, ______________________duravam HORAS!
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Presidentes? Tivemos que chegue disso, só na III república… Viva El-Rei, viva Portugal!
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A marcianada vai adorar este artigo
.
http://oinsurgente.org/2013/04/27/ha-muita-gente-a-necessitar-de-licoes-de-democracia/
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(…) Mas em caso nenhum, excepto ruptura da coligação, o PR deve provocar eleições antecipadas. Por respeito pela democracia, para que a esquerda aprenda a lição de que não manda mais no regime do que os eleitores e, já agora, por respeito ao meu voto, e ao de tantos outros, num dos partidos da coligação governamental (eu posso criticar o governo, mas não admito ao PR que torne irrelevante esse meu voto). Foi para isto, também eu, que votei em Cavaco Silva em 2011 (…)
.
A senhora que escreveu tens as suas razões mas um votante no PS teria escrito/dito o mesmo, no caso da retirada do tapete a Sócrates por parte de Cavaco em 2011. Isto para concluir que todos os votos – em todos os partidos, representados ou não na AR, são – ou deveriam ser – de igual valor.
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Os marcianos e outros extra-terrestres vao dizer o “diabo da breca” disto….
.
http://oinsurgente.org/2013/04/27/eleicoes-na-islandia-a-previsivel-derrota-da-esquerda-e-vitoria-dos-partidos-contra-a-adesao-a-ue/
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Churchill HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
27 Abril, 2013 09:28
Já percebemos, para o Portela só o saudoso e amado Álvaro Barreirinhas é que tinha opiniões, e todas óptimas como se veio a provar nos vários cantos do mundo redondo.
_________________________
A pergunta, estúpido, é se só A. Cunhal é que . . .
(espero que as reticências te não atrapalhe o raciocínio, porventura)
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afinal és mesmo um idiota chapado! para além de fazeres o papel de troll, achas-te no direito de considerares uma afirmação (parva) … uma pergunta!!! porque não te atiras ao rio? aproveita e leva o expatriado e o rogério.
dass, que paciência que eu tenho com os neo-salazaristas no blasfémias 🙂
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E eu queria que um marciano soubesse que existem perguntas indirectas,
não necessitando assim de ponto de interrogação . . .
Como poderia gente de tal formação prescindir da *porra* quando se vê
encurralada/denunciada . . .
E a *porra* foi o tal neo-salazarista que nunca fui em toda a minha vida. jamais . . .
O que nunca poderemos esquecer é a História: Houve um momento (1975)
em que Álvaro Cunhal acreditou que tinha chegado o objectivo de uma vida . . .
Então, dei graças à Geografia__ que nos pôs suficientemente distante do Muro de Berlim.
Porque de outra forma Lisboa seria igual, sem tirar nem pôr, outra Praga – 1968/1969 .
Lembram-se? Quando as lagartas dos tanques Soviéticos fartaram-se de fabricar *hamburgueres* dos naturais da Checoslováquia revoltada.
Álvaro Cunhal recuou, é facto, mas deve ter roído os punhos de impotência . . .
Mas os camaradas cá estão a fazer um inferno da tal odiada República Burguesa/Capitalista
que não lhes liga *pêva* . . .
Aqui, no Blasfémias, a entrada é livre, cumprindo-se a Democracia.
Tentem-no fazer num blogue *deles* . . . Ficariam eternamente perante o dístico:
**** o seu comentário está em apreciação para publicação **** eternamente
tal como os marcianos que teorizam e praticam que a liberdade de expressão se
limita àqueles que se exprimem com louvaminhas ao M-L-ismo.
( e o sol brilhará para todos nós . . .).
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O resultado final para “animar” a marcianada e outros extra-terrestres
.
http://oinsurgente.org/2013/04/28/os-islandeses-passaram-de-bestiais-a-bestas/#more-104249
.
Dentro de 2 meses vao começar a pedir “eleiçoes antecipadas” na Islandia……
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Não é preciso ter uma cátedra em Ciência Política para se percepcionar o conjunto de alarvidades proferidas, e as graves consequências delas implicitamente sugeridas e decorrentes, no discurso de 25 de Abril de Cavaco Silva, ao arrepio dos fundamentos essenciais da Democracia.
Já não exijo deste presidente a mínima sofisticação ou sapiência. Somente decência, essencialmente cívica, e em mínimos!…
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Vamos avivar a memoria dos marcianos….
.
http://expresso.sapo.pt/o-cunhal-de-que-o-pcp-nunca-fala=f780855
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Ainda chegaremos a essa escolha consensual, ainda que passem décadas.
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