Em 2000 era assim
No Verão de 2000 as associações de pais e muitos paizinhos de Guimarães acharam intolerável e discriminatório que os seus filhinhos aos quais tinham arranjado uns atestados oportunos tivessem mesmo de fazer a prova:
O problema surgiu em Junho, na altura das provas globais, quando cerca de 200 alunos das escolas secundárias Francisco de Holanda e Martins Sarmento, ambas em Guimarães, justificaram a sua falta às provas apresentando atestados médicos, na maioria alegando cansaço e «stress». Por enquanto o bastonário ainda não estabeleceu um padrão, relativamente à proveniência dos atestados, apesar de já ter identificado atestados de médicos dentistas. Esta questão foi colocada à Ordem há cerca de duas semanas pelos responsáveis do Ministério da Educação, refere o bastonário. Neste momento, o braço-de-ferro entre os encarregados de educação e alunos e os serviços do Ministério da Educação está longe de ter terminado. A Direcção Regional de Educação do Norte sublinhou que os alunos tinham que ser avaliados, nem que fosse em Setembro, tendo sido acusada de «prepotência» pelos pais, que pediram a demissão do director, Jorge Martins. Em meados de Julho, a Secretaria de Estado da Educação emitiu um despacho criando um regime de excepção para estas duas escolas, prevendo uma terceira chamada, que deverá ocorrer em Setembro. Os encarregados de educação prometeram levar o caso até aos tribunais e vieram na passada semana a Lisboa, entregar uma queixa na Provedoria de Justiça. Os pais continuam a exigir que seja atribuída a nota do terceiro período, «de acordo com a lei» e entregaram no Tribunal Administrativo do Porto um pedido de suspensão da decisão da Secretaria de Estado.

Custou-lhe muito, Helena, elogiar o governo de Guterres? 😉
Alguns dos doentinhos aldrabões desse tempo já devem andar a assessorar o governo, não? 😉
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Não entendo. A Helena a atacar os “privados” e a defender a escola pública?
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Numa situação dessas o ministério só devia ter feito uma coisa. Os atestados que fossem comprovados reais teriam a oportunidade de fazer o exame mas tarde, os outros, tinham o ano chumbado. Nem era preciso terceira fase em setembro, resolvia-se tudo em meados de agosto. No ano seguinte, os pais já não inventavam atestados e mandavam os filhos estudar.
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Estes jovens de Guimarães, a estas horas já fazem parte da “geração mais bem preparada que Portugal alguma vez teve”. Não tenho duvidas nenhumas!
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Aproveito para concordar com AC Silveira.
Posso não ter mais nenhuma oportunidade. 🙂
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