mais uma fronteira
Como pode um assunto desta magnitude – a co-adopção de crianças por casais homossexuais, que vai hoje a votos no parlamento, e que é um primeiro e imenso passo, reconheça-se frontalmente, para a adopção plena – passar sem qualquer vestígio de debate ou polémica na sociedade portuguesa? Ainda há pouco assistimos a um país considerado muito mais liberal em matéria de costumes sexuais, a França, dividir-se profunda e violentamente por causa da aprovação do casamento homossexual e, por cá, ninguém com responsabilidades políticas se pronuncia sobre este assunto, nem o traz ao debate público? Por outro lado, o PSD e o CDS deram liberdade de voto aos seus deputados, como se as preferências pessoais e a morais de cada um deles devessem prevalecer sobre os valores morais e sociais em que certamente a esmagadora maioria dos seus eleitores julgava ter votado? Sem ir sequer ao mérito da questão, pergunto: quem representa, em Portugal, os valores democráticos conservadores? Ninguém? É à balda e cada um faz e vota consoante os seus apetites? Ok. Ficamos a saber que os costumes são mais uma fronteira que o «democrata-cristão» Paulo Portas e o seu partido podem facilmente ultrapassar.

Já agora, a lei aprovada em França (e que motivou os protestos) inclui a adopção plena, pelo que vai bastante além da lei Portuguesa actual. Se calhar a diferença de atitudes está justamente no facto de num país se estar a assistir a uma abordagem gradual, enquanto noutro se passou de 8 para 80?
GostarGostar
A co-adopção passou “sem qualquer vestígio de debate ou polémica na sociedade portuguesa”, por uma razão muito simples:
Deixem-se de mariquices!!!
Os Portugueses têm coisas muito mais graves em que pensar!
Nós aqui a lutar por não faltar o básico à família e os panilas dos deputados do BE e afins, que vivem à grande à custa do herário público, a discutir o sexo dos anjos???!!!
A taça está cheia e começa a não dar mais para engolir…
GostarGostar
Parece-me alguém também quer adoptar, mas não quer alienar os seus eleitores.
GostarGostar
Não vejo grande diferença entre a co-adopção e a adopção plena. Vai dar ao mesmo.
GostarGostar
Restringe, apena, o universos de crianças a adoptar por este tipo de casais. Mas é um primeiro passo para que se possa em breve dizer que «se deu bem com estas, poderá dar com todas» e tornar o regime universal.
GostarGostar
Apenas dificulta. A lei permite a adopção por homossexuais solteiros. A co-adopção permite que 2 homossexuais adoptem se um deles adoptar primeiro como solteiro.
GostarGostar
Imagine-se o deboche! Qualquer dia, ainda tornam obrigatória a adopção de liberais por casais gay! Com um bocado de sorte você ainda poderá ser adoptado por um casal de bichonas, daquelas de plumas, purpurina e peruca, aquelas que só existem nas novelas rascas e na sua cabecinha.
GostarGostar
Não sabia. Apenas li o que vem nos jornais. Então, é muito mais sério.
GostarGostar
Pelos vistos o Rui julgava que alguém para adoptar uma criança teria de provar que não é homossexual.
GostarGostar
LOL!!!
GostarGostar
definição dos neoliberias: “putas na economia, polícias nos costumes”
GostarGostar
Esse é, histórica e tradicionalmente, o «Calcanhar de Aquiles» deste liberais de pacotilha e às três pancadas.
Na vez de o sucederem integralmente, sobremaneira na muito vasta e fundamental perspectiva filosófica sobre os conceitos e contextos, eles teimam em ser falsos liberais, liberais em «part-time» e em «off-shore».
É que ser liberal a sério é para muito poucos…
GostarGostar
Auto intitulam-se liberais para esconder a sua faceta utra conservadora.
GostarGostar
O par homossexual deve primeiro, antes de adoptar, tentar fazer os filhos!
GostarGostar
Lápis de museu, pois…
GostarGostar
É como aqueles casais heterosexuais que tentam, tentam e a gaja tem a madre seca.
GostarGostar
Nao ha debate publico? So pode ser distraçao de quem tem horror aos temas lançados pela esquerda e normalmente mortos à nascença pelos mais reaças conservadores com o argumento de que sao “fracturantes”. Ha demasiados tabus, demasiados “joaos cesares da neves” …
GostarGostar
Tabu é perguntar onde é que a esquerda vai buscar o dinheiro para pagar as pensões…
E o Portela responder que são os mercados.
R.
GostarGostar
já te atendo.
GostarGostar
Essa é impagável.
As pensões foram previamente descontadas, e cabe ao Estado devolvê-las com a devida capitalização dos montantes entregues à guarda e uso do Estado.
GostarGostar
A CGA não é um sistema puro de capitalização. Nem a SS.
Achar o contrário é conversa de surdos.
R.
GostarGostar
Não tem a ver com a CGA ou afins serem ou não serem modelos de capitalização (que o são naturalmente, pois o Estado trata de capitalizar os fundos de pensões…)..
Tem a ver, isso sim, que os proprietários de tal capital obrigatoriamente entregue ao Estado, poderiam ter obtido capitalização desses seus montantes caso não se vissem forçados a abdicar deles para o Estado por exigência legal.
GostarGostar
Eu não quero o dinheiro do Estado … só quero o que descontei ao longo da minha vida profissional (mais os juros, claro!).
GostarGostar
Co-adopção?!…
Será que quis dizer cu-adoção?
GostarGostar
Deixe lá as suas necessidades para o recato íntimo…
GostarGostar
Agora é que vossemecê lixou o 3.14159265359 !
GostarGostar
Parlamento: Aprovada co-adopção por casais do mesmo sexo (Renascença)
Ao contrário do que era previsto, ainda que as contas estivessem muito confusas, o Parlamento aprovou esta sexta-feira o projecto de lei do Partido Socialista que defende a co-adopção de crianças por parte de casais homossexuais.
GostarGostar
Também achei curioso estes projetos de lei estarem metidos na gaveta até ontem, sendo que hoje são (ou já foram) votados. Gosto pouco de cobardias políticas, mas já não é a primeira vez que a AR e os partidos a praticam.
Hoje no fórum da TSF alguém dizia que conhece uma pessoa adulta que foi criada desde criança por duas lésbicas e ainda hoje se sente revoltada.
Alguns dos comentários seguintes fizeram de conta que isto não foi dito, reafirmando o interesse das crianças. Pessoalmente, duvido que em qualquer tipo de adoção esteja apenas o interesse das crianças: isto é, duvido que alguém pense “vou adotar apenas porque é do interesse da criança, já que eu não tenho interesse na adoção”.
Nas situações que colidem com fatores culturais ou de costumes e morais, deveria haver mais cuidado para que os supostos avanços não tenham depois recuos traumatizantes. Hoje não há razão nenhuma para que não se saiba os efeitos destas medidas nas crianças, uma vez que é delas que se fala, afirmando o seu suposto interesse.
Havendo tantas instituições que zelaram por crianças, alguém já se lembrou de inquirir o que elas teriam preferido, dada a experiência que tiveram?
Não é possível fazer estudos científicos e isentos em relação a experiências de crianças adotadas por pares homossexuais?
Numa época em que se fazem estudos sobre o esmagamento de insetos nos para-brisas dos carros é estranho que tal não se faça. Quanto aos estudos já realizados normalmente são considerados tendenciosos por uns e por outros de acordo com o interesse dos resultados.
GostarGostar
Há por aí estudos pouco divulgados com amostras de parceiros homossexuais.
Com estudos ou sem estudos sou da opinião que ninguém tira um pai e uma mãe a uma criança. Seja o Estado ou seja um casal.
O resto é fagulha.
R.
GostarGostar
A sua opinião parece-me legítima. Em cima, mostrei uma opinião idêntica e até fundamentada. Infelizmente, há assuntos em que a discussão só é legítima entre os grupos que pensam da mesma forma. Mas as questões que eu coloquei assentavam na falta de discussão do tema, na cobardia política de uma classe que ronda a indigência e na possibilidade não aproveitada de ter em consideração estudos que comprovassem onde reside, afinal, o interesse das crianças.
Não concordo que sejam lóbis de interesses a definir o verdadeiro interesse das crianças. Nem na economia, nem nestas questões.
GostarGostar
Também me parece ser essa a estratégia dos lobbys em questão. “Homofobizar” tudo o que mexe.
No entanto também não deixo de reparar nos pobres argumentos que os contras vão divulgando. Por exemplo aqui no Declínio e Queda: http://www.mercatornet.com/articles/view/same_sex_adoption_is_not_a_game.
Gostava de ver francamente fatos e estudos fortes. Porque sei que os há. Em tempos a discussão esteve acesa no Delito de Opinião. Foram-se perdendo.
R.
GostarGostar
http://pediatrics.aappublications.org/content/109/2/339.full
pode ser que seja um princípio.
GostarGostar
Não discuto o mérito da questão, caro Fincapé, que daria, aliás, pano para muitas mangas. Apenas e só a forma velada como uma coisa desta importância foi aprovada, perante a indiferença da maioria da sociedade portuguesa e dos partidos políticos que deveriam, pelo menos, ter debatido publicamente o assunto.
GostarGostar
Eu sei, caro Rui. Mas quis alargar a minha opinião.
GostarGostar
mais uma vez a politica dos interesses progressistas à frente dos interesses das crianças. Com um país amorfo e sem valores, é fácil aprovar estas leis politicamente corretas. Um país sem espinha mas com muitas espinhas para engolir no futuro que agora semeamos. Venha a eutanásia a seguir……
GostarGostar
Acho que a eutanásia não tem nada a ver com isto. Só há eutanásia se o interessado assim o pretender e se tiver quem com ele colabore.
GostarGostar
«(…) Venha a eutanásia a seguir…»
Naturalmente, ou também tem algum tabú infantil sobre a possibilidade de eutanásia optada pelo próprio?!…
GostarGostar
Qual é o problema de legalizar a eutanásia?
Eu espero bem poder ter a LIBERDADE PARA ESCOLHER quando morro.
Entendo que as palavras que escrevi em maiusculas incomodem conservadores totalitários, mas se assim é, assumam-se, SAIAM DO ARMÁRIO!
GostarGostar
Leia Fernando Pessoa e siga o seu conselho: se quer morrer, mate-se!
GostarGostar
Eu, até ver não votei nem fui chamado a votar ou dar opinião sobre o assunto.
E se por acaso o meu filho tiver de ser adotado, como é?
R.
GostarGostar
Projeto de Lei n.º 278/XII
Consagra a possibilidade de co-adoção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo
sexo e procede à 23.ª alteração ao Código do Registo Civil
Nos últimos anos tem-se tornado cada vez mais claro o aumento do número de casais do
mesmo sexo, casados ou unidos de facto, que constituem família e cujos filhos, biológicos
ou adotados, crescem num contexto familiar desprovido de proteção jurídica adequada.
Com vista a dar uma resposta clara ao problema, o presente projeto de lei destina-se a
oferecer um quadro jurídico mais seguro a situações residuais não solucionadas por
institutos conhecidos como o da adoção.
Não se trata, portanto, para já, de revisitar temas como o do alargamento do instituto da
adoção a todas as pessoas, solução que, a bem da verdade, tudo incluiria, mas de atender a
um olhar pragmático que as realidades familiares já existentes nos exigem.
Conscientes de que a adoção singular já é permitida, independentemente da orientação
sexual do adotante, mas já não a adoção conjunta por um casal do mesmo sexo, vedada
pelo artigo 3º da Lei nº 9/2010, de 31 de Maio e pelo artigo 7º da lei 7/2001, de 11 de
Maio, politicamente não é possível pôr termo a todos os resquícios de discriminações
fundadas no preconceito quanto à homossexualidade.
Para muitos ainda não é líquido, por mais que a realidade e os estudos sobre a matéria
demonstrem o contrário, que decorre, sem especificidade justificante que o excecione, do
princípio da justiça, do princípio da igualdade, do direito ao livre desenvolvimento da
personalidade, do direito à parentalidade e do superior interesse da criança a atribuição em
matéria familiar e parental às famílias homoparentais de todos os direitos das demais.
Se os proponentes nunca se afastaram destes princípios, consideram que certamente não
escapará a qualquer reflexão, que atravessará todas as ideologias, a aprovação de um projeto
que pretende acautelar o futuro, o bem-estar e a segurança no imprevisto de crianças que já nasceram, já existem, já vivem os seus dias em famílias homoparentais, sendo no entanto
biologicamente ou por adoção ligadas pelo vínculo do parentesco a apenas um dos
elementos do casal.
Todos conhecem estas famílias, famílias em que alguém adota singularmente, casando mais
tarde ou vivendo em união de facto, sendo este cônjuge ou este unido de facto, na
realidade, tão pai ou tão mãe de facto e nos afetos como quem detém o vínculo jurídico da
parentalidade.
Do que se trata, com este projeto de lei, é de prevenir um colapso injusto, emocionalmente
irreparável e insustentável do ponto de vista do superior interesse da criança.
Do que se trata é de dar solução – insiste-se – a casos reais já consumados.
Está em causa evitar, por exemplo, situações conhecidas e dolorosas de descrever pela sua
crueldade: basta imaginar uma criança, educada por dois homens casados, até aos 10 anos
de idade, morrendo nessa data o pai biológico num acidente.
Aquela criança, que não distingue a nenhum nível qualquer dos pais, não tem, no entanto, o
mais ténue vínculo jurídico com o, para si, pai sobrevivente. Pode mesmo vir a ser
arrancada dos seus braços pela família do pai falecido, mesmo que não tenha tido qualquer
contacto com ela ao longo da sua vida.
É justo perguntar: como é que o Direito não impede, pelo menos, esta cegueira perante o
que já existe? A resposta passa por permitir que, havendo um casal casado ou unido de
facto do mesmo sexo e sendo um dos elementos do casal progenitor de uma criança possa,
por sentença judicial, permitir-se a co-adoção por parte do membro do casal não
progenitor. A co-adoção é irrevogável, desde que outra parentalidade, claro, não esteja
estabelecida.
Trata-se de passar do singular para o plural, de reconhecer que a realidade é muito mais
rica do que qualquer ficção baseada num modelo único: eis um passo fundamental para que
todos possamos viver melhor.Não há, pois, que paralisar perante as perguntas habituais: como vai ser educada uma
criança por um homem gay? Num casal de pessoas do mesmo sexo, quem faz “de pai” e
“de mãe”? Como é que uma criança reage se o pai ou a mãe for transexual? Como podem
duas mulheres lésbicas criar bem um rapaz?
Todas estas questões, e muitas outras, já foram enfrentadas — e bem enfrentadas — por
milhões de famílias de pessoas LGBT, ao longo dos tempos e um pouco por todo o
mundo. E, baseadas em toda a investigação científica existente, as academias de
profissionais das mais diversas áreas (como a Pediatria, Medicina, Psicologia e Serviço
Social, entre outras) mais respeitadas mundialmente, afirmam, sem margem para dúvida,
que as crianças criadas por pessoas LGBT ou por casais de pessoas LGBT têm um
desenvolvimento emocional e social em tudo semelhante ao das crianças que integram as
restantes famílias.
Mas, voltando ao ponto fundamental, nada melhor do que responder a todas estas questões
com a realidade: vidas concretas de casais, pais, mães e crianças. Em suma, famílias. Muitas
vezes há quem se esqueça de que as pessoas LGBT são pessoas. Partilham as mesmas
vontades básicas que os fazem seres humanos: amar e ser amado, cuidar das suas famílias.
De facto, estamos a pensar no que já existe e o que já existe não é a família, mas famílias:
aquela expressão não passa de um pretenso ideal-tipo que nada tem de ideal: ainda ninguém
conseguiu provar que um determinado formato de família gera mais bem-estar nos seus
elementos do que outro. E nada tem de típico: dados estatísticos, por menos informação
desagregada que contenham, comprovam a diversidade das estruturas familiares atuais.
Mas, na verdade, não precisamos de números para constatar o óbvio: basta olhar para cada
um de nós e para as pessoas que conhecemos para comprovar a diversidade das famílias.
Cada um de nós tem a sua própria ideia de família, resultante diretamente da experiência de
vida pessoal. Mas há um mínimo denominador comum a quase todas estas noções e um
deles é o pretendido por este projeto: o do refúgio e da segurança que esperamos receber e
dar no nosso núcleo familiar.
Faça-se um teste à coerência do nosso sistema jurídico à luz do princípio da justiça e das
realidades familiares já existentes: num casal de sexo diferente recém-casado, por exemplo, o cônjuge – mesmo que conheça o filho há um mês – pode co-adotar, caso a criança só
esteja legalmente registada no nome da mãe. Mas numa família em que duas mães
planearam e levaram a bom termo a gravidez, a criança não tem, nem pode ter em Portugal,
um vínculo legal de qualquer espécie à mãe não biológica. Isto não faz sentido. Salta aos
olhos.
O projeto que apresentamos faz apenas isto: introduz coerência valorativa no sistema
jurídico português, reconhecendo as famílias diversas com crianças cujos interesses
superiores não estão acautelados; permite a co-adoção por parte do cônjuge ou unido de
facto do pai ou mãe da criança, desde que não exista outra parentalidade anteriormente
estabelecida.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais, os Deputados abaixo-assinados
apresentam o seguinte projeto de lei:
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei estabelece o regime jurídico da co-adoção por parte dos cônjuges e unidos de
facto, nos casais do mesmo sexo.
Artigo 2.º
Requisitos da co-adoção
1 – Quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto,
exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação
ou adoção, pode o cônjuge ou o unido de facto co-adotar o referido menor.
2 – Só pode requerer a co-adoção dos filhos do cônjuge ou unido de facto quem tiver mais
de 25 anos.
3 – Não pode ser requerida a co-adoção se existir um segundo vínculo de filiação
estabelecido em relação ao menor.
4 – É necessário o consentimento para a co-adoção do menor que seja maior de 12 anos.
5 – As regras sobre adoção do filho do cônjuge previstas no Código Civil são
subsidiariamente aplicáveis à co-adoção.Artigo 3.º
(Constituição)
A co-adoção constitui-se por sentença judicial.
Artigo 4.º
(Efeitos)
1 – O cônjuge ou unido de facto co-adotante é considerado, para todos os efeitos legais,
como pai ou mãe da criança.
2 – A sentença que decretar a co-adoção produz os efeitos previstos no artigo 1986.º do
Código Civil aplicando-se, nomeadamente, os que resultam do Capítulo II do Título III do
Livro IV do Código Civil.
Artigo 5.º
(Irrevogabilidade da co-adoção)
A co-adoção não é revogável, nem sequer por acordo dos interessados.
Artigo 6.º
(Nome)
O apelido do cônjuge ou unido de facto co-adotante pode ser acrescentado aos do menor,
sendo aplicável, com as necessárias adaptações, o artigo 1875.º do Código Civil.
Artigo 7.º
Alteração ao Código do Registo Civil
É alterado o artigo 1.º do Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 131/95,
de 6 de Junho, alterado pelos Decretos-Leis n.os 36/97, de 31 de Janeiro, 120/98, de 8 de
Maio, 375-A/99, de 20 de Setembro, 228/2001, de 20 de Agosto, 273/2001, de 13 de
Outubro, 323/2001, de 17 de Dezembro, 113/2002, de 20 de Abril, 194/2003, de 23 de
Agosto, e 53/2004, de 18 de Março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de Agosto, pelo DecretoLei n.º 324/2007, de 28 de Setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de Outubro, e pelos
Decretos-Leis n.os 247-B/2008, de 30 de Dezembro, e 100/2009, de 11 de Maio, e pelas
Leis n.os 29/2009, de 29 de Junho, 103/2009, de 11 de Setembro e 7/2011, de 15 de
Março, passam a ter a redação seguinte: “Artigo 1.º
[…]
1 – O registo civil é obrigatório e tem por objeto os seguintes factos:
a) […]
b) […]
c) […]
d) A co-adoção;
e) (Anterior alínea d)
f) (Anterior alínea e)
g) (Anterior alínea f)
h) (Anterior alínea g)
i) (Anterior alínea h)
j) (Anterior alínea i)
l) (Anterior alínea j)
m) (Anterior alínea l)
n) (Anterior alínea m)
o) (Anterior alínea n)
p) (Anterior alínea o)
q) (Anterior alínea p)
r) (Anterior alínea q)
2 – […]
Artigo 69.º
1 – Ao assento de nascimento são especialmente averbados:
a) […]
b) […]
c) […]
d) […]
e) A co-adoção;
f) (Anterior alínea e)g) (Anterior alínea f)
h) (Anterior alínea g)
i) (Anterior alínea h)
j) (Anterior alínea i)
l) (Anterior alínea j)
m) (Anterior alínea l)
n) (Anterior alínea m)
o) (Anterior alínea n)
p) (Anterior alínea o)
q) (Anterior alínea p)
r) (Anterior alínea q)
s) (Anterior alínea r)
2 – […]
3 – […]
4 – […]”
Artigo 8.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte ao da sua
publicação.
Os Deputados e as Deputadas,
(Isabel Moreira)
(Pedro Delgado Alves)
(Elza Pais)(Maria Antónia Almeida Santos)
(Jorge Lacão)
(Pedro Nuno Santos)
(Duarte Cordeiro)
(Inês de Medeiros)
(Rui Pedro Duarte)
(Ana Catarina Mendes)
(Sérgio Sousa Pinto)
GostarGostar
«A proposta do PS para a co-adoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo foi aprovada hoje no Parlamento, com 99 votos a favor, 94 votos contra e 9 abstenções.
Após a aprovação, as galerias irromperam em gritos de celebração e palmas, com muitas pessoas em lágrimas. A deputada socialista Isabel Moreira, uma das primeiras subscritoras da proposta, conjuntamente com Pedro Delgado Alves, mostrou-se muito emocionada.
Apesar da proposta ser da autoria do PS, houve 16 deputados do PSD a votá-la favoravelmente, já que o partido deu liberdade de voto à bancada, tal como no PS, aliás, ontem se registaram três abstenções, entre as quais a de Pedro Silva Pereira. No CDS-PP não houve votos a favor, mas registaram-se três abstenções.
O diploma do PS sobre co-adoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo pretende estender o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adotante) ao cônjuge que ainda não o possui em relação à criança.
Propostas do BE e d’ Os Verdes rejeitadas
Logo depois, foi votada a proposta do Bloco de Esquerda, que foi rejeitada, com 108 votos contra, 69 votos a favor e 25 abstenções.
O diploma apresentado pelo BE diferia do diploma do PS porque eliminava a impossibilidade legal de adoção por casais do mesmo sexo e alterava o Código do Registo Civil, tendo em conta a procriação medicamente assistida, a adoção e o apadrinhamento civil por casais do mesmo sexo.
Do mesmo modo, a proposta d’ Os Verdes que pretendia alargar as famílias com capacidade de adoção também foi rejeitada.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/parlamento-aprova-coadocao-por-casais-homossexuais=f807709#ixzz2TYR4pi8a»
GostarGostar
Nesta estória dos gays, o que tenho medo é que se passe do tolerado para o obrigatório.
Falando a sério, ouvi hoje dois homens, a fazerem ambos de pai de uma criança, a falarem do “filho” adoptado pelo dois com o mesmo entusiasmo que um amigo meu fala do seu cão.
E, mais uma vez, confirmei o que, para mim, entendo ser regra: esta agente não age para defender os superiores interesses da criança, esta gente age por egoísmo.
GostarGostar
«do direito à parentalidade»
Está até na Lei. O direito à parentalidade.
A partir do momento que se cria um direito para os pais, para mim e na minha forma de ver a questão está-se a colocar o interesse da criança em segundo plano.
R.
GostarGostar
Sim, compreendo, há pais que são violadores, pedófilos, etc, e que mantém o direito de ser pais.
Mas custa-me misturar as coisas:
– um criminoso só o é se cometer um crime, não por estatuto (tipo irmãos Metralha)
– um criminoso será punido/corrigido pelo crime que cometer, mesmo que seja um crime contra o próprio filho;
– não deixará de ser pai desse filho, nem que fique impedido de se aproximar dele até ao fim da vida -> é lhe retirada a tutela das crianças;
– quando se retira a tutela das crianças a pais abusadores, está-se a defender o interesse da criança.
GostarGostar
…mas também há o absurdo da entrega da tutela da criança a “pais” presumidamente abusadores , alegando estar-se a defender os interesses da criança !!!
GostarGostar
Teve sorte em eles ainda dedicarem ao petiz o entusiasmo que um amigo seu dedica ao cão…
Há muitos pais que dão tratamento de cão e abaixo de cão aos filhos…
GostarGostar
YHWH o tema é gasto. Mastigado.
Não duvido que muitos casais homossexuais tratassem melhor a criança que um casal hetero. A questão nem é essa.
Contudo não posso deixar de torcer o nariz ao “direito à adoção” pela parte dos pais. E nem é o conservadorismo a falar.
Trabalhei de perto com monitores nos lares da Casa Pia e tenho larga experiência (+ de 20 anos) a lidar com crianças sem famílias estruturadas.
Não tenho nenhum tipo de homofobia. Mas custa-me aceitar o argumento do “direito à adoção” pelos pais.
R.
GostarGostar
Os LGBT deviam poder adoptar filhos nos precisos termos em que o casal da Prelada, no Porto, conseguiu; havia registo civil, mas a PJ, como diz o compadre alentejano … nã lobrigou o magano !
GostarGostar
“…os valores morais e sociais em que certamente a esmagadora maioria dos seus eleitores julgava ter votado?” o rui a. baseia-se em quê (para além da sua opinião) para dizer isto?
a liberdade em matéria de costumes não pode ser um património exclusivo da esquerda. parece-me aliás lógico que um partido que assume como princípios fundamentais a liberdade e a responsabilidade individuais não restrinja a sua aplicação aos domínios económico e social.
GostarGostar
O Rui A. ainda está em choque. Deixe-o recuperar.
Como se os canônes morais fossem agora do âmbito da política partidária.
E a seguir o que tentará: justificar no contexto político para uma moral integral: a teocracia?!…
GostarGostar
Deixe lá, por aqui são conservadores. Mesmo no Insurgente (supostamente liberais) há quem se Insurja contra liberdades individuais.
Liberais de pacotilha, é o que são!
GostarGostar
Como é possível esta tragédia ter sido aprovada por 99 deputedos contra 94 , tendo os restantes 23 ficado em casa !!! Como é possível este despudor de se considerarem representantes de um Povo ? É com este mal cheiroso PS que temos o País que temos …
Deu agora a TV uma reportagem : 2 gays , medico e jornalista , adoptaram um rapaz que na Escola diz que tem dois pais !!! Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és .Neto de avô gago é gago . É a natureza . Bin Laden tinha razão ? Estamos perante a exponencial gay !!! E que responde ele quando for adulto ? Se ele queria ser gay ? Neste caso até não é de nascença … nem “doença contagiosa” .
P.S
Qual é a diferença entre um gay ir a uma loja de um Centro Comercial comprar um cachorro , ou ir à Misericórdia adoptar um rapaz – contra natura -não existe afecto de pai , e muito menos de mãe !!! nem tem a dignidade de um afecto canino !!!
GostarGostar
A medicação está atrasada?!…
GostarGostar
um cérebro era capaz de te dar jeito 🙂
GostarGostar
MAIS 2 na exponencial gay !!!
GostarGostar
Corrigindo “eu não gostava”. Desculpem.
GostarGostar
Eu também vi a reportagem na TV, dizendo um deles que usaram a artimanha de se candidatarem ambos à adopção, ludibriando assim as autoridades encarregadas de decidir nesta delicadíssima matéria.
Um não gostava de ter um pai (ou uma mãe) que procedesse desta maneira pulha.
GostarGostar
Mas que merda é esta? Eu votei CDS mas não votei em valores “morais” coisíssima nenhuma, quero que os “valores morais” da nossa direita patusca (valores de merda, literalmente) se sodomizem por toda a eternidade.
Garanto-lhe que confio mais em certos casais gay que conheço que em muitos outros, hetero, catolicissimos e blasfemo-liberalíssimos que também conheço!
GostarGostar
Naturalmente.
Mas observe que há por aí muita gente (supostamente imputável…) a quem agora ocorre fazer uma relação de dependência estrita e necessária entre política partidária e moral sexual…
Um doce!…
GostarGostar
Pois é. Enganou-se no voto, ou não entende sequer do que está a tentar falar. E não misture religião com o tema em apreço, apesar de ter sido você que votou num partido “democrata-cristão”. Acha que essa designação não tem qualquer valor ou conteúdo, ou pensa que é apenas um rótulo para os fãs e seguidores do Dr. Paulo Portas?
GostarGostar
Quanto ao voto nesse partideco, tem toda a razão. Já a minha mãezinha dizia que quem tem duas caras, uma pública e outra privada, e leva um vida dupla não merece grande confiança… e mais não digo.
GostarGostar
O Ricardo Guerra podia acabar assim: cala-te boca!
GostarGostar
Meu Caro, na campanha não entendeu que o Liberal é o Passos Coelho?
Até uma boa parte do PSD têm pavor dos ‘progressismos’ desta equipa.
O CDS nunca enganou ninguém: Democrata Cristão, um eufemismo para HIPOCRISIA.
GostarGostar
bem , aprovada a lei , grande surpresa ! diz o Público , tão inocentes ,.. 🙂 já têm agora assuntozinho fracturante para distrair o people do país a morrer. . não se acredita que sejam é tão cínicos.
GostarGostar
O que eu acha muitíssima graça, é a indignação dos valores ditos conservadores em matéria de sexualidade e derivados, versus o vazio moral em termos de valores humanistas, quando se fala em condições dignas, sociais e profissionais, da vida quotidiana da população de um país. Ou o desemprego não é um assunto fracturante????
GostarGostar
Von, não me venha com essa dos valores ditos conservadores. Essa conversa é para adormecer criancinhas. Não misture alhos com bugalhos.
GostarGostar
Não se mistura quando não convém!!!
GostarGostar
também me parece que a direita dita liberal negligência bastante a matéria dos costumes.
ainda esta semana votou em massa contra uma proposta , quanto a mim sensata, do bloco de esquerda sobre a possibilidade de se poder plantar cannabis para consumo próprio.
Eu nada tenho a ver com a esquerda, mas sinto-me pouco representado pela direita portuguesa no que toca a defender as minhas liberdades individuais, só pensa nelas ou qdo sou empresário e quero abrir uma empresa ou qdo sou empregado e quero estagiar gratuitamente.
claro que isto é uma generalização, mas creio ser a imagem que passa.
outro aspecto, relativamente a esta matéria o Rui A. , bloguer que mto aprecio ler, refere num comentário “Mas é um primeiro passo para que se possa em breve dizer que «se deu bem com estas, poderá dar com todas» e tornar o regime universal.”
então, mas se der certo, devemos ficar satisfeitos com a lei e não incomodados. o avanço assim será legítimo.
GostarGostar
Joaquim, se só agora entendeu o que se passa (totalitários de direita conservadora disfarçados de liberais), bem vindo ao clube dos que se sentem pouco representados.
O Insurgente é um bocadinho menos conservador do que o Blasfémias, mas mesmo assim ainda tem muito de hipocrisia quanto a costumes (embora alguns insurgentes defendam a liberalização total das drogas, etc).
Quanto ao espectro político actual, sabe porque é que Passos Coelho é tão odiado por uma grande parte do PSD?
Porque é um perigoso liberal, divorciado, com casamento interracial, provavelmente consumiu drogas quando era jovem e não revogou a lei do aborto, entre outras permissividades em termos de costumes,
GostarGostar
Até a criança adoptada pode perguntar curiosa: Esta noite quem vai fazer
de papá na cama: é o Francisco ou o Rabéu?
GostarGostar
Fraturante, fraturante é partidos como o Stalinista ou Maoista
ter estatuto de Democratas iguais aos outros que defendem que
uma vez no Governo possam ser arriados por Eleições Livres.
Só basta ver a História ou ler os Jornais para se aperceberem
dos que fazem tudo, legal ou ilegal para se eternizarem no Poder. . .
E depois classificam as Democracias em *Burguesas* e em *Avançadas*
diabolizando as primeiras.
GostarGostar
“Ás vezes m’espanto, outras m’avergonho” – Sá de Miranda (poeta – Séc. XVI)
GostarGostar
Esta direita, ou pelo menos o governo , nas pessoa do 1º Ministro é realmente mais liberal que certa esquerda, aliás é conhecida a posição sobre estas matérias de Pedro P. Coelho…
Em oposição , por exemplo à posição de certos defensores da liberdade :Casamento gay: Sócrates impõe disciplina de voto contra adopção
Publicado em 2010-01-06
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1463266
GostarGostar
“Como pode um assunto desta magnitude […] passar sem qualquer vestígio de debate ou polémica na sociedade portuguesa?”
É o espelho do país centralizado que temos, meia dúzia de iluminados na capital, com acesso à estrutura do poder central e o apoio da comunicação social, podem impor ao resto do País a sua concepção de sociedade a vários níveis…
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html
GostarGostar
Parabéns, Rui A. Escrever sem polegar oponível não é para todos
GostarGostar
Enquanto os portugueses trabalham e sofrem na condição a que os políticos os levaram, a CAMBADA passa o tempo a aprovar sem discussão nem mandato, a adopção de crianças por f…. e p…….. E quando a criança perguntar à f…, “mamã, tu hoje dormes com a tia”? ou perguntar ao pai “papá, mas a minha mamã tem barba e bigode com o pai do Francisco”?!..
Os prostitutos do Parlamento que respondam a esta criança.
GostarGostar