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Pós-Troika

20 Maio, 2013

No pós-troika o saldo global (sem medidas pontuais) desta tabela terá que passar dos actuais dos actuais -5,8% para -1%. O saldo primário (sem medidas pontuais) terá que ser permanentemente positivo. O Conselho de Pensionistas, que reune logo à tarde, deseja o fim da austeridade. O pós-troika é a austeridade permanente ou, em alternativa, o regresso da troika em poucos anos. Escolham. As gentes dos partidos também andam nervosas, agora que os fundamentos do seu mundinho começa a ruir. A única esperança deste mundinho parece ser o fim da austeridade após as eleições alemãs. Pessoas desesperadas acreditam em tudo, até na inversão da lógica eleitoral. Não. Depois das eleições costuma vir mais austeridade, não menos.

19 comentários leave one →
  1. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    20 Maio, 2013 10:48

    De acordo com uma recente sondagem, 82,5% dos portugueses querem “renegociar ou denunciar” o acordo com a troika. Uma enorme maioria, portanto.
    Até ao fim deste mês de maio, o governo deverá apresentar um orçamento rectificativo. Se eu fosse 1º ministro, e tendo em conta a vontade de tão expressiva maioria, aproveitava esta oportunidade, e devolvia os subsidios de férias e de Natal aos portugueses, baixava as taxas do IRS para os niveis de 2011, baixava o IRC para os 10% para atrair o investimento e o subsquente crescimento económico, e criação de emprego, acabava com todas as sobretaxas, reduzia o IVA para 19%, garantia aos desempregados o subsidio de desemprego por três anos, e a quem não conseguir arranjar emprego depois dos três anos, garantia o RSI igual ao ordenado minimo, que passaria para os 525 euros como quer a inter, não mexia em nada que tenha a ver com reformas, não dispensava funcionários publicos, mantinha os professores com “horário zero”, e agora que já cá temos quase 90% do dinheiro da troika,e conseguimos mais uns anos para lhes pagar, mandava-a lixar. Rua com essa canalha, longe da porta, vão fazer o pão caro para outro lado.
    E a seguir demitia-me, o presidente da Républica convocaria eleições em Julho que seriam ganhas pelo PS com maioria relativa, e o PSD e o CDS (isto é que seria a parte mais dificil), em circunstância nenhuma fariam parte de uma solução de governo. O PS que encontrasse soluções à esquerda, porque os pontos de vista do PS, do PCP, do BE, da CGTP e da UGT, são praticamente coincidentes.
    Teríamos um defice entre os 10% e os 15%, mas o que é isso comparado com a felicidade dos portugueses?

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    • JDGF's avatar
      JDGF permalink
      20 Maio, 2013 16:14

      Há quanto tempo se ‘pinta’ este quadro?

      Já agora, seria bom conhecer um outro quadro: o do defice zero, do desemprego astronómico, da economia ‘amarrada’ às exportações, do colapso do mercado interno, do ‘esmagamento’ salarial, do confisco das reformas e, finalmente, do aumento exponencial da dívida com ‘gloriosas’ idas aos mercados…

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    • Joaquim Amado Lopes's avatar
      Joaquim Amado Lopes permalink
      20 Maio, 2013 16:41

      Um grande exercício de fina ironia (note-se a frase final) ou uma barbaridade inqualificável.
      .
      O pior é que há quem julgue que o que o A C Silveira escreveu faz sentido. Como se não houvesse dívida pública a vencer todos os anos e o “fim da austeridade” não significásse o fecho total da “torneira”, com as inevitáveis consequências:
      – default da República;
      – deficit zero imediato, com redução de TODOS os subsídios e reformas, aumento de impostos, …;
      – fim do investimento externo;
      – confisco das contas bancárias;
      – fim das entradas de divisas dos emigrantes (quem quereria enviar dinheiro para cá?);
      – inflação galopante, com a consequente diminuição progressiva do nível de vida;
      – fim do crédito às empresas;
      – exigência dos fornecedores externos do pagamento das importações no acto da encomenda;
      – e, naturalmente, saída do Euro.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        20 Maio, 2013 16:56

        um dia destes ainda vamos ler nos seus comentários alguma coisa sobre os JUROS de DIVIDA – ou então sobre a necessidade de uma auditoria à divida existente.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        20 Maio, 2013 17:53

        Eu sei que cada um ser livre de escrever o que bem entende o chateia grandemente mas é a vida. Eu também fico chateado por ter que ler as tretas de trolls como o Portela mas pelo menos aceito que a sua liberdade para escrever o que considero parvoíces vale tanto como a minha para escrever o que acho razoável.
        Só posso dizer-lhe: cresça que essa comichão desaparece.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        20 Maio, 2013 18:01

        a mim chateia-me é a vossa hipocrisia, porque disparates todos escrevemos – apesar dos seus virem acompanhados de insultos, que eu não acho razoável, tendo em conta as certezas que tem no que defende…

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        20 Maio, 2013 18:47

        Portela,
        Realmente, tenho pouca paciência para com trolls (como o Portela e o Fincapé, p.e.) e, com muito mais frequência do que gostaria (e muito menos do que os trolls fazem por merecer), excedo-me nos termos.
        No entanto, é perfeitamente óbvio para mim que é isso mesmo que o Portela procura quando escreve repetidamente o que (repito) CONSIDERO parvoíces. Não sei donde vem a sua acusação de hipocrisia mas o seu comportamento continuado, com acusações e comentários despropositados, nem com a maior das boas vontades pode ser considerado de intelectualmente honesto portanto essa acusação vale tanto quanto o papel em que o escreveu.
        .
        Não gosta do que defendo? Está no seu direito. Mas o que escrevo é o que realmente penso. Não me “passeio” por estas caixas de comentários só para provocar outros, como é claramente o seu caso.
        .
        Quanto às minhas “certezas”, valem tanto para mim quanto as suas valem para si e vice-versa. Podemos valorizar coisas diferentes mas a matemática é como o algodão: só engana quando se faz batota.
        De uma coisa não posso ser acusado: de desonestidade intelectual. Posso estar enganado em relação a muitas coisas e ignorar muitas mais mas o que defendo é o que considero correcto de acordo com o que julgo saber e nunca tive o mínimo problema em admirar os meus erros. Não admito é que alguém tenha a pretensão de me obrigar admitir um erro que acredito não ter cometido.
        Assim como não atribuo qualquer mérito a “desafios” vindos de quem, nestas caixas de comentários, nunca demonstrou um resquício de participação construtiva.
        .
        Quer que eu fale sobre os juros da dívida? Lance o tema num post seu ou com um comentário de forma minimamente construtiva e não terei problemas em responder.
        Mas “um dia destes ainda vamos ler nos seus comentários alguma coisa sobre os JUROS de DIVIDA – ou então sobre a necessidade de uma auditoria à divida existente.” é uma provocação que não merece resposta diferente do que a que lhe dei.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        20 Maio, 2013 19:05

        Fica irritado por se dizer que os defensores do governo raramente se pronunciam sobre os Juros da dívida – parte dela duvidosa e é sempre mais rápido e eficiente cortar em reformas e apoios sociais.
        pois eu acho que o caro tem é pouca paciência para quem discorda deste governo e desta política; alguns dos comentadores, apoiantes de Passos&Gaspar, como o caríssimo, mais do que trolls são “yes man”. Estão no seu direito.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        20 Maio, 2013 20:35

        Os “defensores do governo” falam constantemente sobre os juros da dívida quando falam das causas de os juros serem tão altos e da importância em transmitir confiança aos mercados através de políticas de rigor orçamental, de forma a que os juros baixem.
        Assim, não, não fico “irritado por se dizer que os defensores do governo raramente se pronunciam sobre os Juros da dívida” porque essa “acusação” é simplesmente ridícula (tradução: só me posso rir de quem a faz). A acusação é apenas motivada por não concordarem com o que é dito.
        .
        Que parte da dívida é “duvidosa”?
        E, já agora, o que quer dizer “duvidosa”? Que não é devida aos credores?
        Se não é devida, por que razão é assim? Obrigaram-nos a aceitar o dinheiro apesar de nós não o querermos?
        .
        Não me chateio minimamente com “quem discorda deste governo e desta política” até porque sou eu deles e afirmo-o repetidamente. Veja lá que, assumindo ser militante do PSD, até afirmei várias vezes que, neste momento, não votaria nesse partido (embora o PS esteja a fazer tudo para que vote).
        Já não tenho é paciência para quem reclama contra o deficit e a dívida enquanto “exige” mais despesa pública e menos receita e condena este Governo precisamente pelo pouco que tem feito de correcto ou inevitável.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        20 Maio, 2013 20:43

        Diz o Joaquim Amado Lopes:
        “Realmente, tenho pouca paciência para com trolls (como o Portela e o Fincapé, p.e.) e… excedo-me nos termos.”

        “Não me “passeio” por estas caixas de comentários só para provocar outros, como é claramente o seu caso.”

        “De uma coisa não posso ser acusado: de desonestidade intelectual.”
        ——–
        Pela primeira vez, não necessito de responder… para responder.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        21 Maio, 2013 00:06

        Que parte da dívida é “duvidosa”? – pergunta JAL.
        .
        Uma AUDITORIA responderia a essa pergunta e clarificava outras dúvidas.
        Mas isso assustaria os mercados e lá se iria a confiança no PREC II – processo reformista de empobrecimento em curso.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        21 Maio, 2013 00:43

        Fincapé,
        Como afirmei noutro comentário, queria referir-me ao Piscoiso e deixei o meu pedido de desculpas. Mas também afirmei e mantenho que, com alguma regularidade, o Fincapé não se diferencia muito deles.
        E também mantenho o que escrevi e o Fincapé citou.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        21 Maio, 2013 00:55

        Portela,
        Não é bem assim que as coisas devem funcionar: levantar uma suspeita vaga sem a detalhar nem avançar com elementos que a fundamentem e depois exigir que outros façam o trabalho de a confirmar.
        Primeiro esclareça o que quer dizer com “dívida suspeita” e que motivos o levam a acreditar que parte da dívida é “suspeita”. Depois podemos falar na necessidade de uma auditoria.
        .
        Quanto ao “empobrecimento”, nunca chegaremos a acordo sobre se esse termo está a ser utilizado correctamente.
        .
        O Portela acha que comprar casa e carro novos e ir de férias a crédito é enriquecer e que só se empobrece quando o banco ameaça retomar a casa e o carro por se ter deixado de pagar as prestações e se tem que deixar de jantar fora e vender a mobília para se pagar ao menos a prestação da casa.
        Eu acho que alguém que procede assim foi sempre pobre e andou a desbaratar o pouco que tinha e a comprometer o que poderia vir a ter para, durante algum tempo, fingir que estava a enriquecer.
        Concordemos em que discordamos.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        21 Maio, 2013 01:07

        “comprar casa e carro novos e ir de férias a crédito”
        muito bom; tirando a opção de compra versus aluguer – que praticamente nunca existiu – não estou a ver por que querem empobrecer aqueles que nunca foram de férias (a crédito) e que nunca tiveram carro; mas enfim deve haver uma explicação para este saga de perseguição ás pessoas.
        quanto a dúvidas sobre actual dívida era bom que essa Auditoria fosse feita aos últimos 15-20 anos; esteja descansado que não foi só o seu PSD que governou o país! e se o sr se sente confortável não tem que se preocupar.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        21 Maio, 2013 01:14

        Caro Joaquim Amado Lopes, não posso responder pelos outros. Mas, sobre mim, pelo menos engana-se nas intenções. Na verdade, se puder deixar alguma ironia, humor ou qualquer outro colorido nos comentários, deixo. Não gosto de ser demasiado monótono. E procuro não ofender. É verdade que não tenho soluções para muitas questões, nem tenho de ter, e por isso limito-me, muitas vezes, a discordar de soluções apresentadas. Mas acho isso natural. Não estou aqui a governar. Estou a comentar como se estivesse numa tertúlia com amigos.
        Quanto ao resto, esclarecido. Mas já me “queixei” noutro lado. 🙂

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        21 Maio, 2013 04:20

        Portela,
        Deixar de ter o que nunca foi nosso e de que só se usufruiu com promessas que não podemos cumprir não é empobrecer.
        .
        Quanto à sua insistência na auditoria à dívida pública sem especificar o que suspeita lá estar (apesar de lhe ter pedido para o esclarecer) é, claramente, o seu “trollismo” a funcionar. Vai enrolando só para manter a discussão mas sem adiantar nada.
        Pelo que me diz respeito, já dei corda ao seu “trollismo” mais do que ele merece. Fique bem.

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  2. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    20 Maio, 2013 16:43

    João Miranda,
    “O pós-troika é a austeridade permanente ou, em alternativa, o regresso da troika em poucos anos.”
    Escreveu “meses” mal.

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  3. Miguel Miranda's avatar
    Miguel Miranda permalink
    20 Maio, 2013 23:25

    Faz tempo que não visito o Blasfémias! Mas mudou pouco. Continua a haver uns “bichos careta” a defender este pobre governo. Pasme-se!!!

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  4. EW's avatar

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