Era um par de galhetas…
O único país da União Europeia que proibiu a utilização de galheteiros com azeite foi o Estado português, em 2005.
Tal medida, sem parelo em qualquer outro país do mundo, onde continua o tradicional e saudável hábito de ter doseadores de azeite e vinagre nas mesas dos restaurantes deve a sua origem a uma proposta do CDS-PP em 2004 a que maioria socialista deu o seu acordo.
Para além do ridiculo, da intervenção desnecessária e abusiva do estado, da ausencia de qualquer vantagem para o consumidor, a medida provoca na prática um aumento do desperdicio de embalagens e de azeite, constituindo apenas um bom negócio para os engarrafadores do produto, beneficio esse a que aqueles dois partidos foram então sensíveis.
A União Europeia, numa qualquer obscura comissão com pouco que fazer e tentando mostrar trabalho que a justifique, aprovou uma proposta para estender a proibição de galheteiros a toda a União. Embora seja dificil de encontrar o rasto lógico que justifique a competência da UE para tal proposta legislativa, o certo é que a mesma foi maioritáriamente aprovada.
Mas, conhecida que foi, tornou-se de imediato objecto de constestação e de ridicularização dos orgãos e instituições europeias. No entanto, por uma vez, o Comissário do sector entendeu o que estava em questão e anunciou que vai retirar a proposta.
Claro, o secretário de estado português «lamenta a decisão», pelo que Portugal continuará a ser uma triste excepção e um mau exemplo de intervencionismo.

O princípio da proibição teria sido a higiene, evitando que um mesmo recipiente ande de mão-e-mão por diversos clientes. Mas isso não se passa só com os galheteiros, mas com o ketchup, a mostarda, ou mesmo o sal e a pimenta. Para além dos riscos de fraude, como a mistura do azeite com óleos mais baratos.
Se formos ao pormenor, as cadeiras de um restaurante teriam de ser substituídas depois de um cliente se levantar, para não contaminar o seguinte. Ou no mínimo terem um daqueles acentos que se vão virando com cada cliente, como nos barbeiros.
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A decisão está alargada aos molhos agri-doce nos restaurantes chineses?
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De facto, importante seria introduzir esse hábito da “carta de azeites” e controlar a qualidade do produto servido. Recordemo-nos das falcatruas há uns anos bem frequentes.
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A carta de azeites pode ser mais um acréscimo de custo, made in europe que afasta os clientes dos restaurantes. Mas também se poderá recorrer à “marmita de molhos”, pessoal, que se passaria a transportar junto ao telemóvel, para uso quando necessário…
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Restaurante que se preze, serve a comida com o respectivo molho no prato ou numa molheira.
Se quer azeite que compre uma garrafa, como faz com o vinho.
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E um quilo que sal e pimenta.
E outro de canela, nos pasteis…
O azeite necessário pode reduzir-se a umas gotas. Mas o vinho também se vende a copo…
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Ele há dia assim!
Desde o autor do post até alguns comentadores, a palermice serviu de contágio e propagou-se.
Misturam-se alhos com bugalhos e vá de cada um dizer a idiotice que lhe vem à cabeça.
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Para variar, esta medida defende os consumidores e é um dos poucos setores em que Portugal tem capacidade exportadora, logo também defende os produtores.
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Os produtores foram protegidos por um hipotético aumento da venda do produto que seria conseguido com emblagens individuais. Só que não foi assim aplicado. Substituiu-se o galheteiro por embalagem de marca, que pode ser usada mais do que uma vez, Mais: a falsificação continua a ser possível. De facto, não me parece que seja por aqui que resolvemos o problema.
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A vantagem da medida para os consumidores é boa. Ao menos sabemos que aquilo é mesmo azeite.
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Rb
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Santa inocência…
Esta medida não obedece a nenhuma lógica, a nenhuma precaução sanitária; nem pode impedir toda a espécie de contrafacções, pois estas não dependem das normas legais, mas sim dos limites da imaginação e da ética vigente.
Esta norma, como a esmagadora maioria doutras promulgadas nos últimos anos, obedece a outra lógica, aliás muito discutida e louvada neste mesmo site: o empreendedorismo, acrescentado doutro facto que em Portugal é tabu e noutros países é de declaração obrigatória: interesses privados defendidos por meio de lobbies no parlamento e no governo.
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Colocar num frasco sem rótulo um liquido similar ao azeite e levá-lo para a mesa é o mesmo que servir uma garrafa com tampa inviolável e com um rótulo em que responsabiliza o produtor pelas características?
Já agora como é que coloca a validade num galheteiro?
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Sobre o comentário “a precaução sanitária … não depende de nenhuma norma” é algo que felizmente já não vigora pelo menos desde a idade média!
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os restaurantes que serviam lasanha e canelonis de cavalo , embalados individualmente , rotulados e tal tudo como manda a “lei ” , achavam que serviam vaca aos clientes… se acham que isso impede a falsificação , vou ali e já venho 🙂
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esta medida provocou um aumento na qualidade do azeite servido é bom para o consumidor então é bom para todos o resto é treta.
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“Era um par de galhetas…”
Dois pares, se faz favor. É que eu não sabia que a proposta tinha sido do CDS. Portanto, no mínimo, um para para o PS e outro para o CDS. Só para começar!
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Quem tem boa boca não se importa com a mixórdia.Claro que uma embalagem proteje o consumidor e a trafulhice. Lamento dizer mas muitos se aproveitam para dar a beber azeite adulterado. Porque não substituir o pacote de açúcar por um açucareiro? Cada um mete lá a colher e tira e segue para a mesa do lado. Se soubessem as baldrocas que o azeite leva mudariam e quereriam uma embalagem. Como dizia o outro, eu sei do que falo.
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Os europeus são todos uns porcos, maria ferreira? 😉
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A ideia é boa! A lei é má.
O facto do azeite e outros temperos serem embalados deve ser apenas um motivo de diferenciação. O resto são burrocracias.
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Esta medida era uma garantia para o consumidor que estava a consumir o azeite virgem extra de uma determinada marca, no galheteiro não sabe a marca que está a consumir e muito menos se é azeite, porque muitas vezes é óleo. Esta medida foi defendida pelos países produtores do Sul e vetada pelos países ricos do norte que tudo nos impõe.
E o estranho é que uma medida que defende a produção de um dos poucos produtos que produzimos em Portugal é defendida por uns pancóvios com o argumento de defender a tradição, mas estão som a acabar com a tradição de comer bom azeite Português em detrimento dos óleos, molhos de manteigas e outros molhos estrangeiros.
Foi com estes argumentos que o norte da Europa “deu cabo” da nossa agricultura e pescas e continua a dar cabo de nós.
Já agora acabem com o vinho engarrafado, vinho da casa para todos estes pancóvios, já que é tudo igual.
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Pergunto às Marias e outras pessoas que se preocupam que desconfiam do azeite nos galheteiros, se vão ver que tipo de azeite é usado na cozinha dos restaurantes para cozinhar…
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Só digo uma coisa: o bom senso levado à insanidade chama-se politcamente correcto. Junte-se uma boa negociata e temos ainutilidade da política à portuguesa.
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“… numa qualquer obscura comissão com pouco que fazer e tentando mostrar trabalho que a justifique …” Faz-me lembrar a ASAE (para não falar nem na Inquisição, nem na PIDE). Gente fina, que fica horrorizada por tudo e por nada; e esquecem-se que a maioria dos consumidores não tem tantas peneiras. Eu consumidor, quero ter a liberdade de escolher entre o azeite barato do galheteiro (que ninguém me obriga a beber), e um extra virgem (que ninguém me obriga a pagar).
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Estas a meter agua . O que não combina com o azeite em questão .Os especialistas em azeites da Comissão decidiram opor-se aos 15 votos a favor de galheteiros descartaveis e 9 votos contra dos paises da UE . Não sei bem porque é que eles assim decidiram contra um voto democratico que visava apenas defender a qualidade do aziete produzido no sul da Europa. Torna-se estranho esta atitude dos azeiteiros da Comissão (confesso que não sei que outra coisa chamar a um especialista em azeites ) que normalmente seguem os votos dos paises !!! .
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Não partilho da mesma opinião. Para além de ser nojento acho super plausível a ideia de fraude e riscos de contaminação tal como acontecia com os molhos.
As coisas que já vi fazerem com este tipo de coisas como lamberem o ketchup da embalagem é dos maiores nojos.
Apoio totalmente esta decisão ainda que possa favorecer grandes marcas.
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