Isto não é um título: é uma tese
24 Maio, 2013
Combate no Afeganistão matou-o em Londres Bem vistas as coisas Lee Rigby o militar recentemente assassinado em Londres é o responsável pela sua própria morte: se ele não tivesse estado seis meses no Afeganistão “num dos períodos mais sangrentos do conflito” explica o pressuroso Expresso certamente que aqueles senhores da faca ou ” alegados extremistas islâmicos” como convém escrever o teriam saudado cordialmente.
19 comentários
leave one →

Sobre quem Lee Rigby foi matar no Afeganistão, não há notícia.
Ou melhor, se calhar até houve, mas não puseram os nomes de quem foi morto. Foram uns 10 ou 20 e se calhar até estavam numa boda de um casamento.
GostarGostar
Há noticia, há. Quase que diária. Mas querer desculpar um terrorista que age motivado (segundo as suas próprias palavras) pela surah 5:33 do Corão com aquilo que se faz no Afeganistão é dizer: “coitados dos muçulmanos; eles nunca, mas nunca, são capazes de romper com as cadeias de ofensa; são animaizinhos instintivos”. E isso é que é ofensivo: se me batem, eu sou sempre, mas sempre, o responsável pelas minhas acções subsequentes. Mas mais doentio é dizer “temos que ser comprensivos com estas acções” e, depois, atacar om epítetos como “racistas” e “xenofobos” aqueles que vêm para a rua protestar com as mesmas.
GostarGostar
As notícias diárias como diz são aquelas que o crivo “democrático” deixa passar. Muita coisa, como sabe, é-nos escondida. Se quisermos saber algo mais, lá teremos de andar atrás da RT, da PressTV ou da ChinaDaily. A não ser que você seja daquelas pessoas que acredita serem os media Ocidentais senhores da verdade absoluta e suprema. Olhe que não são, olhe que não são!
GostarGostar
é evidente que aquilo foi um assassinato brutal. Acontece que estes islamistas são uns animais que, incapazes de se acercarem de quem manda, decapitam soldados que se foram combater foram meros peões.
Neste aspeto a ETA, a ex-ETA, deve ser louvada porque ao menos a ETA, assim como todos os grupso terroristas europeus (exceptuando as brigadas 25 de Abril, que mediocres como eram mataram polícias de rua), iam ás cúpyulas, aos altos responsáveis. Por mais que se possa condenar a sua ação – porque o princípio era justo – não se pode deixar de se olhar à “racionalidade” e “justeza” do método, que responsabilizava os responsáveis, ao contrário destes asquerosos islamistas que inocentes matam por matar, pura e simplesmente para aterrorizar.
GostarGostar
asquerosos islamistas que matam inocentes pura e simplesmente para aterrorizar.
GostarGostar
meros peões? desculpa lá, mas quem está no afeganistão está por vontade própria e pago a peso de ouro. quem vai à guerra dá e leva. não tenho pena absolutamente nenhuma.
GostarGostar
Matar é o verbo.
GostarGostar
Parece que a redacção do Público está a contagiar outras redacções…
“Que se lixe o jornalismo!”
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/03/o-jornaslimo-do-publico-ou-sera.html
GostarGostar
Este título é verdadeiramente surreal. É a inversão de toda a lógica.
GostarGostar
D. Helena: tenha remorsos.
A dor dói a todos.
GostarGostar
Sabem o que é que chateia? Há milhões de muçulmanos naqueles países a sofrer com a guerra (não me digam que todos, ou quase todos, ou grande parte dos habitantes daqueles países são extremistas), enquanto uma minoria extremista dá cabo de tudo o que aqueles países podem ser. E no entanto, só nos preocupamos com o militar que morreu no Reino Unido. É um ato hediondo. É. Mas não há diariamente ataques terroristas nos países muçulmanos? Também há, e matam muito mais gente.
PS: Há muita gente que vem com a conversa de que eles votam nos partidos islâmicos. Boa, e então, muitos europeus também votam nos partidos democratas-cristãos e não é por isso que andamos a destruir um estado laico ou a matar pessoas doutras religiões.
GostarGostar
E quem é a Europa para dizer como é que esses países devem ser? se eu concordo com a sua política? não, em nada! mas estou-me bem a cagar, se o povo se fartar, o povo que faça a revolução, não tem que ser a merda da NATO que tem que se achar moralmente superior que deve dizer como é que esses países devem viver. Também não gosto de monarquias e acho de uma burrice extrema como é que ainda existem monarquias na europa ao fim de 1000 anos. Mas quem sou eu para dizer que tipo de estado devem ser os outros países? ´
A mim é que me importa que no paquistão quem se afirma como ateu é condenado à morte ou que na arabia saudita se é preso por cantar em público. Um dia eles fartam-se.
GostarGostar
De facto não és nada rapaz; devias era voltar para a escola, para uma escola a sério, do Opus Dei… ou da Voz do Operário.
GostarGostar
Meu caro, a Arábia Saudita não é má para a OTAN, é só o maior aliado dos EUA no Médio Oriente. Não seja assim mau para o governo saudita, não se esqueça que se o for, está também a criticar a política externa da principal potência ocidental.
GostarGostar
http://www.youtube.com/watch?v=FuQXAgubqwg
GostarGostar
Cada vez concordo mais com a forma dialogante, compreensiva e pedagógica com que os Russos tratam esses animais…
Pena que os nossos irmãos escandinavos não leiam pela mesma cartilha…
Provável questão de tempo…
GostarGostar
Não há como escamotear a realidade.
GostarGostar
“… se ele não tivesse estado seis meses no Afeganistão… o teriam saudado cordialmente.”
Eu tenho outra tese antiga, que contraria a tese indigente da (a)normalidade garantística europeia: “Se os bandoleiros fossem entregues aos países de origem, nuns casos, ou encerrados em prisões de alta segurança noutros, apenas com os direitos que querem impor aos outros, em vez de andarem toda a vida a ser vigiados – como estes últimos dois e quase todos os terroristas – não matariam ninguém e todos viveríamos mais felizes.
GostarGostar
Tenho seguido esta história com alguma atenção e revela cada vez mais contornos perturbadores sobre a sociedade ocidental pós-moderna.
O mais curioso é que os assassínos do soldado britânico, nasceram e cresceram no UK, nunca puseram os pés no Afeganistão, nem no Iraque. Não sabem do que falam. O mais perturbador é que estiveram a gritar e a pedir às pessoas que filmassem e fotografassem as suas façanhas.
Eu nem sei em que contexto é que isto faz sentido… Mas a reacção é algo que me escapa à compreensão, é o recurso imediato à apologia. É procurar imediatamente uma justificação que coloque o atacante/criminoso no papel de vítima. O mais ridículo é que após este incidente, a preocupação principal das autoridades e dos comentadores é o receio de que as minorias étnicas e/ou religiosas sofrerão retaliação à larga escala por causa das acções do atacante.
Hajá paciência…
GostarGostar