«Os “P.I.G.S em festa” é o espetáculo da “alegre inauguração” por um banqueiro deprimido das Festas de Lisboa deste ano, que começam a 1 de junho e trazem à capital um mês de cultura. Durante a apresentação das festas de Lisboa, que decorreu este sábado à noite, o mentor de “Os P.I.G.S em festa”, Leo Bassi, fez uma pequena demonstração do tipo de espetáculo que lisboetas e turistas vão poder assistir, gratuitamente, no Rossio.
“Sou um banqueiro nomeado pela troika para ver se o dinheiro está a ser bem gasto nas festas. Mas para mostrar que os banqueiros também são doces”, disse Leo Bassi, despejando três quilos de mel e um balde de penas por cima de si próprio.
O artista concluiu que “a alegria é mais importante do que a austeridade”.
Sobre o projeto a apresentar no próximo sábado, Leo Bassi diz que “quis devolver a ironia” aos economistas (os que chamaram PIGS – porcos, em inglês, e num acrónimo de Portugal, Itália, Grécia e Espanha – aos países do sul da Europa em dificuldades financeiras) que “nos mergulharam na crise”, mostrando uma “nova vitalidade que nasce debaixo das cinzas”.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, considerou que as “festas também são uma boa maneira de refletir com humor sobre a circunstância que se vivem e um momento de solidariedade com outros povos que também estão a viver experiências parecidas”.»
Esquece o senhor Bassi e quem o contratou para reflectir com «humor sobre a circunstância que se vivem e um momento de solidariedade com outros povos que também estão a viver experiências parecidas» que a reflexão nos vai custar 115.000 euros. O senhor Bassi ironiza com «um banqueiro nomeado pela troika para ver se o dinheiro está a ser bem gasto nas festas.» Não é preciso mandar um banqueiro. Basta colocar um cartaz ao lado dizendo “senhor contribuinte este espectáculo custou-lhe 115.000 euros” e o senhor Bassi veria nascer um banqueiro dentro de cada transeunte. Ou então para o espectáculo ser ser gratuito como diz o jornal, o senhor Bassi e a respectiva Associação Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua que tão diversos contratos celebra pelo país fora punham os 115 mil euros do seu bolsinho e cobravam bilhetes. Para nossa desgraça tivemos de pedir dinheiro para sobreviver e para pagar tanto cravanço!
Obs. E quanto ao facto de a CML conseguir patrocínios para este tipo de espectáculos cabe perguntar pq terão de ser afectados os patrocínios a estes ditos espectáculos e não a outras actividades como a recuperação do património
Nem dá para indignar…estou aparvalhada, O que aliás começa a ser o meu es
tado normal!
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O dos 115.000 euros “Se caracteriza por un estilo provocador con críticas a la derecha política o la religión (especialmente a la Iglesia católica).”
Ou seja, António Costa faz a sua campanha eleitoral e põe a câmara a pagar.
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O espectáculo visto dos bastidores: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/05/mecanismos-de-manipulacao-que-funcionam.html
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As festas e as manifestações na rua não param. Estes governantes ,festeiros,sindicalistas,televisões,parceiros sociais ,peditorios ,maçons, etc etc deviam prestar contas e apresentarem claramente a origem de tanto dinheiro Bom Dia
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Os custos da programação são de 980.000 euros e estão totalmente cobertos pelos muitos patrocínios às festas da cidade que, este ano, totalizam cerca de 1,4 milhões de euros.
No ano passado, segundo afirmou hoje António Costa, as festas de Lisboa foram consideradas um dos melhores festivais do mundo pela editora de guias turísticos Lonely Planet e pela estação televisiva norte-americana CNN.
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Demagogia pura e simples, Helema Matos. Este texto está na mesma linha de raciocínio dos que pensam que a crise seria ultrapassada se todos andassem de bicicleta. É estranho que nada tenha dito sobre os patrocínios dessas festas, porque não é evidente que seja a Câmara a pagar o espetáculo. O alvo das poupanças está longe, muito longe de iniciativas como esta.
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Veja o link. Pago pela CML, por ajuste directo.
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Como sabe, isso não diz coisa alguma, porque nada adianta sobre patrocínios.
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Que falta de senso de humor.
Onde é que anda o Vitinho?
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E quanto foi o seu cachet como consultura para a série da RTP? Que eu saiba a RTP ainda é paga pelo dinheiro dos contribuintes.
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e aí eu sinto-me lesado
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olha uma associação ,quer dizer, é uma das milhares que o sr gaspar ainda não viu ,como respondeu sobre os observatórios .Existem uns 150 e ele só conheçe 3! mas os vencimentos dos desempregados e doentes viu para cortar 6%!Sobre este post ,se o evento se autosustenta ,tudo bem. Mas peço ao edil da capital que tenha o piso da gago coutinho e da almirante reis em condições, antes de dar palhaços e circo aos munícipes.,caso contrário ,já sei a quem mandar a conta quando rebentar um pneu.
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Pois é !
Os palhaços ganham bem… prái 10 000/mês…safa !
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Á atenção dos “empreendedores poupadinhos” que por aqui andam: Cristiano Ronaldo foi adquiridos pelo Real Madrid por cerca de 94 milhões de euros. Já é considerado o investimento mais lucrativo da história do clube: http://portugues.christianpost.com/news/mercado-da-bola-cristiano-ronaldo-e-o-jogador-mais-lucrativo-da-historia-15009/
.
Gastar dinheiro, é uma coisa. Investir, é outra.
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Mais uma coisa: a observação acrescentada pela Helena ao seu post, refere um assunto importante a que também eu considero que se devia dar prioridade: a recuperação do património. Só falta saber se a Helena tem dados concretos sobre a disponibilidade dos patrocinadores para investir nessa área…
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http://design-milk.com/zimoun-creates-a-roar-of-applause-using-wires-and-carboard/
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Vamos lá ver, Helena.
Estive a fazer contas e conclui o seguinte: hoje fui de manhã beber a bica ao café com uns amigos. Paguei a minha bica e a dos amigos. Pelos meus cálculos, a Câmara de Lisboa gasta uma fatia do seu orçamento (numa festa para a cidade e para os turistas que nos trazem dinheiro) numa percentagem inferior às bicas que eu paguei hoje no café em relação ao meu orçamento.
Conclusão: eu não deveria ter pago as bicas. Tanto mais que só dispensei prazer a mim e aos meus amigos e não a toda a comunidade, incluindo turistas.
PS: De resto, sou contra festas em que se destroem bens, seja mel, tomates ou qualquer outro.
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Depois de ler a observação final da Helena (não sei se já lá estava e não tinha lido ou se foi acrescentada depois), fiquei com uma dúvida: quererá a liberal Helena retirar a liberdade aos patrocinadores de patrocinarem aquilo que querem? Eu, pouco liberal, não patrocinaria, mas admito a liberdade dos outros.
——-
A Helena, tão moderada na rádio (ainda há pouco a ouvi na Antena 1 e gostei, não só da maviosa voz, como da ponderação objetiva) transporta para o Blasfémias aquele interessante e provocador venenozito que a minha costela masoquista adora. 😉
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MEUS AMIGOS:
Há patrocinadores . . . mas não os confundemos, por favor, com Mecenas . . .
São parte interessada quase sempre, no processo. Firmas que esperam
retorno redobrado. E essa de trazer turistas de barrete/carapuça para papalvo pagar:
NÓS TODOS.
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Se os patrocinadores patrocinassem directamente este ou aquele espectáculo o dinheiro não passava pela autarquia
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Compreendo-a, Helena. Mas quem vive pela “província” sabe que tanto o comércio como a indústria patrocinam diretamente todas as festas populares, de todas as aldeias, bem como todos os jogos de futebol, colocando publicidade nos cartazes (pelo menos). Eu sei que, por vezes, lhes custa, principalmente neste tempo de crise. Mas é assim porque eles querem e acham importantes essas festas. Eu é que não ligo muito, embora apoie, porque não gosto de foguetes. E acho-os um desperdício. Eu gostava que eles não gostassem, mas eles gostam, infelizmente. Acho que o Estado deveria deveria criar dificuldades legais, licenças caras e responsabilização aos deitadores de foguetes. A Helena não acha? 🙂
E olhe que numa festa em que me “impuseram” a organização (fui “mordomo”, 🙂 )também deitei foguetes. 😦
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Não patrocinam diretamente os espetáculos, mas segundo a notícia o patrocínio é para as festas. A lista está aqui:
http://www.festasdelisboa.com/festas2013/en/patrocinadores/
As empresas patrocinam eventos que publicitam ou potenciam o consumo dos seus produtos. Não davam o mesmo dinheiro (se dessem de todo) para recuperar o património.
A decisão sobre que espetáculos apoiar é uma questão diferente, e aí concordo com o comentário do JCD.
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Espectáculo não gratuito foi num destes dias na Televisão.
O guião era Álvaro Cunhal pai extremoso: em vez da realidade,
um Estalinista duro e puro. Ele era todo sorrisos
para as câmaras, ele abraçava a filha, ele beijava-a, sem desviar
os olhos para que se visse bem de quem se tratava.
PURO *PEDAÇO DE REPORTAGEM* PARA VENDER O PRODUTO.
Indecente . . .
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Licas,
Eu também acho que as televisões privadas deveriam ser proibidas de fazer reportagens sobre pessoas, sejam elas melhores, piores ou assim-assim, em nome do liberalismo. E as públicas também. 😉
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O Drama é bem maior que o apresentado, pois os “*PIGS EM FESTA” com o patrocínio da CML, já foram precedidas por muitas e diversificadas “instalações culturais”, com agendamento perene, como a vetusta Fundação Mário Soares e a oportunista Fundação Saramago, que já se está a revelar um “grande bico”, para o orçamento e, contribuintes pagantes…..
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Fincapé
Depois de me explicar , muito bem, qual o interesse
geral da chegada da filha do dito, então poderemos
começar a discutir a sua noção de *Liberalismo* . Tá bem?
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Agradeço reconhecido pedir-me que lhe explique coisas. Para já começo por lhe explicar que a chegada, partida ou estada de alguém numa reportagem tem o interesse que a liberdade do repórter lhe atribuir no momento.
O mesmo com a escrita, a pintura, a arquitetura ou um simples passeio na avenida na ótica dos seus protagonistas e/ou criadores.
Ah! Mas também existe a liberdade crítica, claro. 😉
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