Rejeição keynesiana brasileira
18 Junho, 2013
No Brasil, movimentos de protesto nas maiores cidades marcam a rejeição das políticas de obras públicas. Sendo sabido que o propósito da construção de estádios é o multiplicador keynesiano gerador de crescimento, conclui-se que brasileiros em protesto rejeitam a premissa socialista. Portanto, estamos a assistir a manifestações neoultraliberais em terras de Vera Cruz.
18 comentários
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É. É exatamente isso.
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O que tem sido noticiado como um simples protesto contra o aumento de transportes públicos é na realidade a exigência maiores investimentos públicos em equipamentos sociais mas também Educação e Saúde e a manifestação desagrado perante o insucesso da luta contra as desigualdades e a corrupção.
Os ‘neoultraliberais’, no Brasil (e por cá), apareceram a tentar cavalgar esta onda de insatisfação. O esquema é conhecido: promessas de não aumentar o preços serviços e de investir desenvolver na Educação e na Saúde pública, etc., i. e., todo um ‘festival keynesiano‘.
Se por este caminho conseguissem ‘ir ao pote’, de imediato, declarariam uma situação de ‘emergência financeira’ ditada pelos ‘mercados’, começariam os ‘ajustamentos’ e a velha história de que existe sempre um povo que vive acima das suas possibilidades, i. e., o desfiar da ‘bíblia de Chicago’.
Não vai ser fácil, daqui para a frente, (re)vender o ‘dejá vu’. Nem Brasil, nem por cá!
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Subscrevo na íntegra. Simples de ver.
Contudo, a tentativa de desvirtuamento é marca patenteada pelos nossos neos…
Por outro lado, insisto em perguntar: Chamar alguém de palerma pode e asno não? O Sr. JMiranda que responda.
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Por outro lado, insisto em perguntar: Chamar alguém de palerma pode e asno não? O Sr. JMiranda que responda.
Apesar de eu não ser o Sr. JMiranda, faço a pergunta: que história é essa?
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Ora, ora… no mirífico “arco da governação” local, haverá sempre quem se babe com a hipótese de um Euro/Mundial de bola… http://lishbuna.blogspot.pt/2013/06/blog-post_18.html
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Ora vamos lá ver.
E quantos eram os manifestantes por metro quadrado?
Sem esses dados não falo de manifs.
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Se o Serra estivesse no Planalto seriam certamente menos que uma reunião de condomínio.
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Errado, VCunha. O Brasil nada em dinheiro e não consegue ou não quer responder às necessidades básicas das pessoas. O descalabro com as obras de estádios é uma parte do problema, com a corrupção endémica a agravar a factura. Isto não tem nada de keynesiano nem de socialismo. É roubo puro e duro e matéria do foro criminal. Aquilo é um barril de pólvora e o aumento das tarifas dos transportes foi apenas o rastilho. Apesar de reconhecidamente as políticas de Lula terem tirado muita gente da miséria, o Brasil continua a ser um dos países onde as desigualdades mais se acentuam, embora seja um dos mais ricos países do mundo. Onde é que está aqui o socialismo? No passaporte da Dilma?
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Isto é o “mercado” a funcionar, isto é, as pessoas, individualmente e no seu conjunto.
O Estado tem de ficar a saber que os excessos têm sempre a outra face da moeda. Mais tarde ou mais cedo os desequilíbrios de certas políticas de uma só tendência serão contrabalançadas pelo seu oposto.
Os inebriados socialistas, tão apologistas de políticas Keynesianas, ficaram deslumbrados e ofuscados, com tal “poder” que agora começam a provar o “fel” de tanta arrogância.
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Caros, o Vitor Cunha está a brincar convosco.
Não se trata de criticar Keynes, pois a política brasileira não tem nada a ver com Kenynes.
Trata-se de criticar o Socialismo puro e duro, intervencionista, Estatista, que promete uma sociedade igualitária, mas que entrega uma sociedade em que uns (os amigos do governo) são mais iguais do que outros.
Compreendo que é difícil ser liberal: exige uma tremenda dose de cinísmo. Mas a vida real é cruel, que é que se há de fazer.
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Por cá, os “socialistas puros e duros, intervencionistas, estatistas que prometem a sociedade igualitária”, foram Cavaco silva, Ferreira do Amaral (o das obras públicas), Dias loureiro?
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Isso é suposto tocar-me? Tanto esses como outros (sabe bem quais) são Estatistas.
Eles auto intitulam-se Estadistas, e eu fico com arrepios e levo a mão à carteira sempre que ouço um dos comentadores agitprop da praça a afirmar, com os pulmões cheios, “Já não há Estadistas como antigamente!”.
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Fazer provocação com base na demagogia é um desporto acessível a qualquer um.
Na verdade os protestos no Brasil têm como bandeira o aumento do investimento na economia social e a denúncia das posições de direita que Dilma a qual, tal como Lula, sai mais “barata” aos magnatas brasileiros do que se tivessem de lá colocar um candidato saído das suas fileiras.
Na pessoa de Dilma e Blatter, vaiou-se o neoconservadorismo travestido de liberalismo que continua a imperar. A política da rotunda e do estádio de futebol reverteu sempre a favor de quem? Se quer encontrar os criminosos procure as motivações. Veja para lá das máscaras de ocasião que eles permutam entre si para enganar o pagode.
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Errata: “nada a haver”
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hoje no Le Monde:
“Je suis venu parce que je veux que le Brésil se réveille. Ce n’est pas seulement contre la hausse des transports, mais pour l’éducation et la santé”, expliquait ainsi Diyo Coelho, 20 ans, qui défilait avec un groupe d’amis à Sao Paulo, une fleur blanche à la main. “Viens, viens, viens dans la rue, viens !”, scandaient à Rio les manifestants en milieu d’après-midi, tandis que du haut des tours de bureaux du centre-ville, des employés jetaient une pluie de morceaux de papier blanc en geste de soutien. “Je suis ici pour montrer que le Brésil n’est
pas seulement le pays du football et de la fête. Ici, nous avons d’autres préoccupations, comme le manque d’investissements dans des choses réellement importantes comme la santé et l’éducation”, justifiait pour sa part Daiana Venancio, 24 ans, diplômée en droit.
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ou talvez uma ‘siria’ ou uma ‘turquia’ ou ‘uma primavera àrabe’ e há tantos invejosos de fora do sucesso …..
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o tempo dirá. Mas à cautela a Dilma talvez devesse antecipar-se com uns bilhetes mais baratuchos nos transportes publicos para fazer rebentar as castanhas na boca …..
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Não me move keynesianismos nem chicagos boys ou seja lá o que for. Apenas o orgulho dum Ppor um Pais de Lingua Portuguesa ter conseguido ser tão bem sucedido e estar à beira duma autentica catstrofe que se julgava só aparecer lá pelas bandas àrabes do norte de africa ou dos medios orientes ou dos das ásias …
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Haja esperança para uqe o Brasil não se deixe cair em caos qpar empobrecer e regressar a passados que não merece.
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Exactamente o contrário. Os brasileiros foram à rua por mais Estado Social e menos negociatas neoliberais com a FIFA.
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São contra o TGV. Percebido.
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