Anedota do dia
Bombas low cost avançam. Quem não cumprir paga multa até 44.890€
“Numa lógica de equílibrio dos interesses em presença podem, todavia, ser excluídos da obrigação de comercialização de gasolina e gasóleo rodoviários simples [não aditivados ou low cost] os postos de abastecimento que pratiquem regularmente descontos significativos nos preços de venda ao público destes combustíveis” […] , “desde que tais descontos sejam apliváveis à generalidade dos clientes”
A solução da rede de combustíveis low cost insere-se nas categorias “Soluções ‘culto da carga'” e “apostas nas ‘apostas'” do post anterior. Como a ideia inicial é estúpida (forçar parte do mercado a ter uma oferta que essa parte do mercado não quer dar quando a outra parte do mercado já tem essa oferta), introduz-se uma correcção ainda mais estúpida: isentar de oferecer não aditivados quem oferecer “descontos”. Serão produzidas dezenas ou centenas de páginas a definir o que são “descontos”, como se define “generalidade dos clientes”, qual o preço de referência, o que são combustíveis não aditivados, etc, para no fim a gasolina ficar mais cara do que estava antes. Para a semana sai um programa de desburocratização.

Intervencionismo estatista totalitarista.
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Quem diria que JM, afinal, apoia um governo de orientação SOVIÉTICA…
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Ora vejamos o caso da venda de água engarrafada.
Suponhamos que agora todos os comerciantes passam a vender água com sabor a frutos, porque lucram mais, e deixam de vender água. Ainda nos restava a água da torneira lá de casa.
O problema é que não há torneiras em casa para gasolina, ou seja, um serviço público de distribuição de gasolina ao domicílio, o que está fora de questão por causa da burocracia.
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Porque é que quando não tem nada para dizer, não opta por ficar quieto com os dedos?
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O que é que o caro JM sugere, então, num mercado oligarquizado (praticamente um monopólio) para que os consumidores tenham acesso a preços que poderiam ter caso o mercado fosse concorrencial.
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Rb
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Sugiro que o Ricciardi abra uma bomba de gasolina com preços mais baixos.
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Qual é o mercado oligarquizado, praticamente um monopólio? O dos combustíveis nas bombas de gasolina? Como é que acredita numa coisa dessas?
Já repararam que em Portugal, seja qual for o sector económico, há sempre gente a dizer que é um oligopólio e um cartel, mesmo que não faça o mínimo sentido?
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Ora tendo em conta que dos 160 cêntimos que custa a gasolina, 90 vão para o Estado e os restantes 70 para pagar à empresa que extrai o petróleo, à empresa que transporta o petróleo, à empresa que refina o petróleo, à empresa que transporta a gasolina até ao posto de abastecimento junto a sua casa e à empresa que paga os custos para ter esse posto aberto, parece-me que o mais fácil é mesmo que o parasita que não mexe uma palha e leva a maior fatia abdique um pouco dessa fatia.
O Estado quer cada vez uma fatia maior e, simultaneamente, que todos os envolvidos, que pegam no petróleo que está a quilómetros de profundidade na Arábia Saudita e o transforma em gasolina à nossa porta, esmaguem cada vez mais e mais os seus lucros.
O Estado, quem tem o número de funcionários públicos que é (razoavelmente) conhecido, que tem as forças armadas com o rácio de generais por soldado mais elevado do mundo ocidental, que tem o maior rácio de polícias por habitante de toda a Europa, que tem professores a mais, que tem professores a prestar serviço, em exclusivo, para os sindicatos, que permite às autarquias o desbaratar de dinheiro que toda a gente conhece, que tem uma presidência da República com um orçamento mais elevado que a casa real espanhola, que tem um presidente do Banco de Portugal com um ordenado maior que o seu homólogo norte-americano, etc. etc. etc. não consegue cortar nos seus gastos para permitir baixar um pouco da sua grande fatia, mas anda com malabarismos para ver se toda a linha de produção pode cortar mais um pouco, aqui e ali, para mostrar aos portugueses que está preocupado com a situação.
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As rendas que estes operadores vão obtendo em portugal tem de ter um fim. Se não é possivel aumentar a concorrencia por motivos que tem a ver com a dimensão do mercado etc, então alguma coisa tem de ser feita para minimizar os efeitos perversos que um oligopolio produz.
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Rb
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O mercado dos combustíveis refinados é dos mais transparentes e concorrenciais.
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Então, para deflacionar a economia, melhorar os custos de contexto, e ganhar competitividade externa não era necessário mexer nos rendeiros do país. Claro que era. Claro que é. E já.
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Rb
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Depois os rendeiros vão-se embora e o Estado cria a produtividade que eles criavam.
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Qualquer burocracia cresce em poder até ao totalitarismo.
Como as estradas já estão todas feitas, como a canalização já está feita, como a electrificação já está feita, precisam de tiranizar os outros com regras cada vez mais absurdas para justificar o posto.
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Isto é realmente uma anedota………………
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Não sei quem é mais estúpido, se um Governo que avança com “medidas” destas, se quem classifica esse Governo como liberal/neoliberal.
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Acho que isso não vai mexer em nada até porque todas as marcas têm uma marca “premium”: a GALP tem o “gforce”, a BP o “ultimate” e os combustiveis sem serem “premium”.
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Um homem tinha dez filhos. Todos eles trabalhavam e todos eles davam uma parte desse trabalho ao pai. Parte do dinheiro que era dado ao pai servia para os dois maços de tabaco diários, a garrafa do vinho e para o jogo no café. O filho mais velho comprava todos os dias um pão de milho para todos os da casa. O pai, que era pai, fazia a distribuição: mais de metade era para ele, o restante dividia pelos dez. Como ele era obeso e queria uma parte um pouco maior para se saciar, criticou o padeiro por dar um pão daquele tamanho pelo dinheiro que lhe era pago e depois estudava incessantemente maneiras de cortar um pouco mais na parte dos filhos para poder aumentar a dele. Sugeriram-lhe que retirasse uma parte mais pequena aos filhos, fumando apenas um maço por dia, libertando o dinheiro para os filhos poderem comprar um pão maior. Mas ele explicava insistentemente que já não tinha mais margem para cortar.
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Há quem acuse, justificadamente, o Estado de ser paternalista. Mas é um pai muito velhaco e interesseiro.
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