Regulação estatal de blogues
Os blogues são publicações privadas. Seja um blogue individual ou colectivo, a sua criação está disponível a qualquer pessoa ou grupo de pessoas que livremente se organizem para o efeito. Isto é terrível para um estatista: qualquer um pode publicar informação, que até pode estar errada, ou esta ser contracorrente do pensamento consentido pelo politicamente correcto.
Da mesma forma que precisamos de um Ministério da Educação centralizador de programas de ensino e uma Entidade Reguladora para a Comunicação Social protectora do público (“em particular o mais jovem e sensível“1), precisaríamos de uma entidade reguladora de blogues; no entanto, não a temos.
Este é um dos dramas lógicos do socialismo: o fraccionamento da ética centralizadora por tradição geracional. A consequência directa disto é que mantemos estruturas que demonstramos, com o advento de novos meios, não só serem desnecessárias como prejudiciais à regulação natural do (preparem-se, vem aí termo politicamente incorrecto) mercado.
1 Do website da ERC. Estas coisas não se conseguem inventar.

Mais burocracia paga pelo povo explorado, por favor, não!
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Joaquim, admito que fiquei com algum receio de publicar isto e dar ideias a… bem… idiotas.
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Não me diga que é idiota fazer o contraditório do que escreve.
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Idiota é regular blogues. Ou os programas de ensino.
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Já a propaganda comunista que é só a mais bem sucedida campanha de publicidade alguma vez realizada e a mais mortífera exportação europeia pode ser usada para influenciar o “publico mais jovem e sensível”.
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Pois…Nos primódios do transito deveria ser mais ou menos como isto…
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=z4D3kURP8Ps
E já agora peço que esclareça porque é que o Blasfémias pratica a censura????
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As regras de funcionamento das caixas de comentários do Blasfémias estão disponíveis aqui.
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Há regras, há regulação. Obrigado pelo esclarecimento.
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Foi o estado que as criou. De nada.
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Isso insere-se numa discussão mais lata do controlo da net, uma vez que na rede, não é só através dos blogues que se imite opinião.
Os países onde o acesso à net é controlado, são a Arábia Saudita, Birmânia, China, Coreia do Norte, Cuba, Irão, Uzbequistão, Síria, Vietname e provavelmente mais alguns.
Desculpe a indiscrição: Acha que estes países são socialistas?
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Boa parte deles.
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Como? Foi o estado quem criou as regras internas do blasfémias????? O blasfémias está intervencionado pelo estado???? Faz o blasfémias parte dos orgãos do NSA e está a utilizar o programa PRISM????
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Agora é relacionar a informação.
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Um destes dias ainda vão pretender regular o que se escreve nas paredes das casas de banho públicas…
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Sobre o controlo da net, acrescento que há dois tipos principais:
– Controlo do acesso, restringindo as licenças desse mesmo acesso ou ainda bloqueio de sites.
– Controlo de todos os acessos sem que seja feita restrição de licenças ao acesso. Ou seja, toda a gente pode ter net e toda a gente é vigiada, como nos States e outros países com tecnologia e meios capazes.
Julgar que isto é coisa de socialistas, só pode ser obsessão.
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Também ando obcecado com a ideia de existir electromagnetismo e coisas dessas.
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Não me diga que o socialismo é um fenómeno físico, ou mesmo encorpado?
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É um fenómeno, não tenho dúvidas sobre isso.
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O termo “obsecado” que utilizei, poderá não ser o mais correto.
Se calhar é apenas serviço.
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Vou agora mesmo fazer o serviço ao carro.
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Uma certa JSD (quase do tempo de Passos Coelho) sempre fez faísca com essa iminência parda da «análise (o vulto exige, repetidamente, o título de analista!…) política» que emana de Carlos Magno…
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O VC tomará como necessidade factual a regulação, ainda que desejavelmente minimalista, dos blogues.
E que tal regulação (que aqui designou por estatal, quando na realidade deveria designar de legal…) terá que ser um pouco mais que auto-regulação por motivos de objectividade e uniformidade sistemática (e não ideológica), donde tal regulação deve decorrer da prevalência da lei (que não é lei natural nem pessoal…), que como é da democracia resulte de um compromisso condicionado sobretudo entre a garantia do exercício de liberdade efectiva e o cumprimento da lei estipulada por metodologias processuais democraticamente recomendadas e aceites.
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O VC, o que disse, disse no post. O VC não é responsável pela imaginação dos outros.
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As omissões (propositadas?…) sobre o enquadramento legal não decorrem da imaginação…
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Isso, código civil, um documento que devia substituir muitas coisinhas dispersas.
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Sentimos que estamos no bom caminho sempre que o FNV não percebe o que escrevemos.
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