Financiamento e independência dos sindicatos
O que é que acontece quando um sindicato em vez de ser financiado pelos seus membros é financiado pelo Estado?
1. Os interesses dos sindicatos tornam-se com o tempo diferentes dos interesses dos trabalhadores. Os sindicatos tornam-se fáceis de controlar por quem controla o financiamento. Sindicatos passam a depender de quem tem poder para legislar ou de quem tem poder para influenciar a legislação. Sindicatos ficam sob controlo dos partidos políticos.
2. Como o sindicato não precisa dos seus membros para prosperar, os trabalhadores são instrumentalizados e os seus interesses ignorados ou usados como pretexto para atingir objectivos partidários. A longo prazo os trabalhadores ficam pior e os sindicalistas ficam melhor.
3. O sindicato tenderá a colocar os interesses dos sindicalistas à frente dos interesses dos sindicalizados.
4. Formar-se-á uma clique de sindicalistas que se eternizam no poder. Esta clique mantém o poder por se mexer bem nas nomenclaturas partidárias e por conseguir financiamentos públicos para o sindicato. O poder e o dinheiro permite a esta clique manter uma rede de militantes que os elege sucessivamente para novos mandatos. Como o sindicato não resolve problema nenhum à maioria dos trabalhadores, estes não se sentem motivados para participar na vida interna dos sindicatos, sendo esta dominada pelos insiders dependentes do financiamento público.
5. Sindicatos tenderão a ser pouco construtivos e a defender reivindicações irrealistas e populistas. A função das reivindicações irrealistas é captar alguma simpatia de curto prazo dos trabalhadores. O sindicato tem interesse em manter o seu estatuto pelo custo mais baixo possível. Mas para o sindicato é indiferente o sucesso dessas reivindicações ou se estas são construtivas. Para o sindicato as consequências de longo prazo são irrelevantes. O sucesso do sindicato não depende do sucesso económico dos trabalhadores a longo prazo.

Qual a proposta seguinte?!…
O não financiamento estatal dos partidos políticos?!…
Deseja-se, pois, pelo caminho rumo a algo de muito simplificado nalgumas cabeças, uma sociedade desvinculada e desarticulada da sustentação responsável e geral de estruturas de equilíbrio e de coesão da própria sociedade…
Parabéns pelo modelo de implosão que vai expondo em peças de «domino effect»…
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Pergunto se os direitos dos trabalhadores são menos direitos por causa do financiamento dos sindicatos.
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JM, se tal for o caso, e uma vez que os sindicatos não tem o poder de impor acções aos seus associados, a capacidade de mobilização prática dos sindicatos (nomeadamente em acções de protesto) baixará a um nível que na prática a impedirá de ser credível. Ou seja, nunca poderá conseguir a adesão de um número suficientemente elevado de membros às suas ações de protesto.
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pois professor pardal
a maior parte dos grevistas não são sindicalizados
logo chamar associados a uns tipos que nunca pagaram tostão a qualquer sindicato
parece-me uma apropriação indevida dos nossos direitos de comer e não protestar
50% das reuniões falharam por falta de comparência do pessoal que foi prá praia
só compareceu o gaijo que fazia greve para tomar café…
é kafkiano né…
fdia 27 vamos à geral?
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Temos três opções:
Privilegiar a discussão de amendoins, escondendo ao mesmo tempo a discussão do caviar.
Privilegiar a discussão do caviar, escondendo ao mesmo tempo a discussão dos amendoins.
Discutir com seriedade, quer o caviar, quer os amendoins, mas não perdendo de vista a diferença de escala entre um e o outro.
Este vídeo sobre o caviar é muito elucidativo.
E ainda não vi o comerciante do caviar desmentir a podridão que vai no comércio deste produto.
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Sindicatos, Associações profissionais, Fundações…!!!Não devem ter financiamento do Estado salvo para eventuais projectos que deverão ser propostos, analisados e se considerados uteis, financiados e devidamente publicitados!
Isto acho eu que pago impostos!
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oh coitadinho
ao menos o observatório do risco ao meio
e o instituto dos lains de alcains servem para cousas úteis
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Os dirigentes dos sindicatos são eleitos pelos sindicalizados.
Se os dirigentes não defenderem os sindicalizados, seja qual for a causa, deixarão de ser eleitos.
Os sindicatos até podem ser financiados pela minha tia da camisola, que os sindicalizados saberão eleger os seus representantes.
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Saberão? talvez ! Mas não sabem! O que tem feito é…uma…vergonha!
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Tem toda a razão! De que outro modo se explica este governo?
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Uma vergonha tão grande, como a dos que têm escolhido os governantes do país.
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e íamos escolher quem 40% de nós nem sequer vota nos malandros
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1 – As estruturas de representação colectiva dos trabalhadores são independentes do Estado, de partidos políticos, de instituições religiosas ou associações de outra natureza, sendo proibidos qualquer ingerência destes na sua organização e gestão, bem como o seu recíproco financiamento.
1 – O empregador deve pôr à disposição dos delegados sindicais que o requeiram um local
apropriado ao exercício das suas funções, no interior da empresa ou na sua proximidade, disponibilizado a título permanente em empresa ou estabelecimento com 150 ou mais trabalhadores.
Isto são partes dos art.º 405º e 464º do Código do Trabalho. Uma leitura prévia evitaria as insinuações que foram feitas neste texto.
Quem financia os sindicatos são as quotas dos seus associados; as direcções dos sindicatos são eleitas pelos seus associados. Os contribuintes não contribuem absolutamente nada para a existência dos sindicatos. O direito a tempos sindicais é indispensável para que haja trabalho sindical e arranjar um estatuto diferente para sindicatos da função pública é um absurdo (a alternativa era acabar com os sindicatos do sector). O argumento de que os sindicalistas não trabalham é também tendencioso – apenas um reduzido número (muito reduzido: 12, se a empresa tiver mais de 10 mil sindicalizados) tem direito a faltas justificadas ilimitadas durante o mandato.
Textos como este virão de cada vez que uma greve for anunciada. É bom sinal.
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Como se justifica cerca de 300 professores no respectivo sindicato estando cerca de 150 a tempo inteiro? É falsa a notícia?
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é …havia 500 em 2008
é quase impossível que 200 se reformassem e não fossem substituidos
150 a tempo inteiro acho bué
a maior parte dos que conheço e conheço uns 50 tem apenas redução de horário
só conheço dois do SPLG com isenção
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vai lá tu fazer melhor, ó seu io, igual ao passos, ignorante quão vaidoso .
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IO:
A maneira como formula a pergunta é bem reveladora da sua ignorância.
Há muitos sindicatos de professores, alguns agregados em 2 federações, a FNE e a FENPROF, e muitos não pertencentes a nenhuma delas.
Portanto, nem a FNE nem a FENPROF são sindicatos, são como a UGT e a CGTP, estruturas sindicais que agregam sindicatos.
O ministério permite que 281 professores estejam destacados nos sindicatos, 125 a tempo inteiro e 156 a tempo parcial (equivalendo a 212,5 professores).
Desses a FENPROF tem 132 (a tempo total e a tempo parcial), por ser o conjunto de sindicatos que tem mais sócios.
Isto faz parte da Lei sindical, acontecendo o mesmo a muitas outras estruturas sociais, como os partidos, que são sustentados pelo Orçamento Geral do Estado.
São os custos da Democracia, se não fosse assim teria outras estruturas que seriam da mesma maneira pagas por todos nós.
O que é legítimo escrutinar é se isto é feito com alguma justiça, alguma equidade, e com transparência.
A ilusão de que é tudo à borla, que cada um se amanha, não passa de ilusão.
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Não se surpreenda, A. Santos.
Quando a noção e conhecimento das sociedades, do seu funcionamento e da estruturação dos seus sistemas é assimilada como um manual de Lego, sujeita-mo-nos a ler/ouvir dislates dos que por aí pululam.
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sujeita mo nos? quem se sujeita?
quem é o mo? ou é momo?
sujeitamo-nos a ler parvoíces, que isto nem a dislate chega
ide meter o diccionário no viegas faxfavore
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sujeitamo-nos a pulular?
ai sujeitamos mo mo nos ai sujeitamo-mo-nos
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http://economico.sapo.pt/noticias/governo-aumenta-subsidio-as-escolas-privadas_128934.html
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E já agora, como teste ao “interesse público” dos Srs. Sindicalistas, importa saber: Quanto e como ganham os Srs. Sindicalistas, nos dias que promovem as greves parciais ou gerais, dos trabalhadores, que dizem representar?.
Mostrem, mostrem lá os vossos recibinhos de ordenados e, talvez tenhamos a surpresa de saber, que até são pagos na base de horas extraordinárias…..
E os burros são eles, os Srs. Sindicalistas?!
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Os dias em que um trabalhador está em greve não são pagos pela empresa. Mas se não sabe isso não percebo o que faz nesta discussão.
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discussão?
não são os monólogos do trabalhador?
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Os Sindicatos são uma empresa? Estamos esclarecidos!
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Não me tinha apercebido de que chamou “sindicalistas” aos funcionários dos sindicatos. Nesse caso aplica-se o mesmo que às empresas: o dia não é pago. O seu interesse público está esclarecido?
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Meu caro, não se faça de “parvo”, já que o que está implícito na minha questão, não são os funcionários dos Sindicatos, que os Dirigentes de cada Sindicato, contratarão consoante as regras laborais vigentes e, as “relações familiares”=”NEPOTISMO”, muito em pratica na classe dos dirigentes da administração pública e política. Sabe muito bem, que falo dos magníficos e quase perenes Dirigentes Sindicais, que sendo funcionários públicos na sua maioria, vivem com regras excecionais- parasitam ? – à custa do OE=Impostos daqueles poucos que realmente pagam, nos quais me incluo
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… ehehe, à custa das quotas dos sindicalizados, voluntária e completamente… e é sempre o mesmo, esse zeca…
http://arrastao.org/2842054.html
e tu quanto ganhas à pala, pá, sem fazer nenhum ?
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Fui co-fundador do SPE/FENPROF na Alemanha e fiquei admirado ao verificar que o Estado alemão não disponibilizava nem pagava tempos lectivos aos meus colegas alemães delegados sindicais enquanto que colegas portugueses eram pagos pelo Estado que lhes dispensava 5 tempos lectivos para os serviços sindicais. O Estado não deveria pagar os serviços dos colegas, isto deveria ser feito através da estrutura sindical que recebe as cotas!
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