Não alimentar o ogre
27 Agosto, 2013
A maranha do síndrome de privação messiânica conseguiu, uma vez mais, mobilizar a plebe para a batalha do “bem” e da moral colectiva, como descreve Henrique Monteiro. O que faz telejornais darem préstimo à rústica insolência transcende o âmbito deste post. O que constato é que endemoninhar o Presidente da República permite abrir flancos (“eu até nem gosto dele, mas…”) que bipolarizam sobre o carácter de Cavaco Silva, permitindo a anexação do “bem” pelos minoritários caceteiros em carência do seu redentor.
Dar-lhes resposta é alimentar o ogre. “É uma cabala, uma campanha negra“.
16 comentários
leave one →

a caixa de comentários já está liberal ou hoje é feriado outra vez ?
GostarGostar
No fim das contas há “frontalidades” (como da soberba, da ignorância, da estupidez, do ego, e outras coisas mais) e frontalidade de que, lamentavelmente, cavaco não é adepto de todo.
GostarGostar
Já que falamos de carácter… Em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura. O 1º ministro era o Monstro do Bolo Rei de Boliqueime.
GostarGostar
se algum grunho o fizer, eu condeno.
GostarGostar
“Perante a morte de um amigo e colega…o Presidente da República manda publicar na página oficial da Presidência uma nota de condolências.”
——–
Perante a morte em prol de um serviço público, como foi o caso dos bombeiros, o PR preferiu fazê-lo em segredo.
——–
Parece que finalmente estou a perceber a polémica.
GostarGostar
Inteiramente de acordo com o Fincapé. A frase transcrita demonstra bem que a verdadeira confusão de conceitos está nas cabeças de Henrique Monteiro e do autor da postagem.
A página oficial da presidência não é uma página pessoal de Cavaco Silva.
Numa página pessoal, ele poderia manifestar condolências pela morte de um amigo, por mais anónimo que fosse, ou de quem ele quisesse.
Numa página institucional, o critério de publicação tem de ser também institucional. Segundo este critério, a amizade pessoal ou a afinidade profissional é irrelevante, ao contrário da morte de bombeiros enquanto combatiam incêndios.
Sendo assim, o artigo de Henrique Monteiro é um equívoco, do princípio ao fim.
GostarGostar
Estou totalmente de acordo consigo!
GostarGostar
piada é os “liberais” a citarem HMonteiro-Expresso, amigo do peito uma vez em 500 posts 🙂
GostarGostar
Cavaco é lenha que arde sem se ver.
GostarGostar
🙂
GostarGostar
Vou partilhar.
GostarGostar
.`
Outras camadas ? Da Omérica dizem isto:
.
= Hungary Sheds Bankers’ Shackles
.
GostarGostar
Eu até acho que Cavaco teve uma atitude correta. Deu privacidade aos bombeiros e às suas famílias, não se aproveitando da morte de seres humanos para fazer política. Esteve bem.
E quanto ao António Borges foi coerente. Ele manda publicar uma nota de condolências. Eles eram amigos, colegas de partido e, acima de tudo, António Borges estava a fazer aquilo que Cavaco sempre defendeu: vender não interessa como o património português a estrangeiros, principalmente chineses e brasileiros.
Ou seja, Cavaco colocou a coerência acima de tudo. A quem ajuda a salvar o país, preferiu ser respeitoso e dar privacidade, a quem destrói o país, mostrou o seu apoio (como já fez ao governo, que tem os mesmos efeitos práticos) e mostrou-se triste com a sua morte. Não percebo onde está a estranheza no comportamento de Cavaco…
GostarGostar
Tem vergonha, rapaz. Respeita, se queres ser respeitado!
GostarGostar
Disse alguma coisa de errado? Ou por alguém estar morto (e no caso de Cavaco, moribundo) deve-se passar a ter boas opiniões sobre as pessoas? Isso não é respeito, é hipocrisia, e sinceramente não quero que sejam hipócritas em relação a mim quando morrer.
GostarGostar
Não é muito diferente o que os ogres fazem daquilo que é feito pelos que escrevem em blogs, se formos realmente correctos. Ambos emitem opiniões na Internet para quem quiser ler, sem grande reflexo na vida real do País.
GostarGostar