o nevoeiro matinal também é desnecessário
Já tenho suficientes anos de vida para me recordar de muitos salvadores da pátria. Assim, só de relance, ficando-me pela minha família política e deixando para outros os caudilhos da revolução, lembro-me de Sá Carneiro, Ramalho Eanes, Aníbal Cavaco Silva e Durão Barroso. De todos foi esperado que pusessem o país “na ordem”, e lhe trouxessem a prosperidade e abundância que os portugueses parecem sempre acreditar que cai do céu ou do governo, o que é, para este fim, a mesma coisa. Por uma razão ou por outra, não o puseram, nem conseguiram evitar que o país tivesse de chamar o FMI três vezes em trinta anos, para continuar a pagar contas no fim do mês. O sebastianismo, uma espécie de fadinho político a que parece estarmos condenados, é a simples expressão da imaturidade de um povo que espera dos outros aquilo que lhe deveria caber a si. Por essa mesma razão, sempre que vejo e ouço anunciar, entre trombetas ribombantes e exclamações de reverente admiração, qualquer novo messias, fujo, qual diabo da cruz, à espera que Portugal regresse à sua normalidade. E a nossa normalidade, por estes dias, por mais que nos digam, em tom profético, que “nada percebemos do que se está a passar”, são as visitas trimestrais da troika, as contas a pagar no fim do mês, o saldo negativo das contas públicas, a desconfiança dos mercados que nos dão o crédito necessário para continuarmos a viver, a iminência de um novo e pesado resgate, e um estado que asfixia as energias do país por teimar em não se reformar. Para resolver isto não carecemos de um messias, mas de boas contas e de quem as saiba fazer. O nevoeiro matinal também é desnecessário.

A RAIVA NÂO É BOA CONSELHEIRA…
Paciência. Aqui vai.
Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular.
Nesta noite das facas longas, as naifas afiam-se, e os verdugos SEDENTOS DE SANGUE aproximam-se do Rio… Douro é claro…
GostarGostar
Este post de Rui A. permite-me continuar a montar o puzzle Rui Rio-o-temido por alguns militantes e simpatizantes destes P”SD” e C”DS”.
Rui A. afinal teve um lapso –passageiro ?– em relação a Ramalho Eanes.
GostarGostar
E a Durão Barroso, não teve?
GostarGostar
Ramalho Eanes foi muitíssimo mais importante para o país do que por exemplo DBarroso.
GostarGostar
Mas Durão Barroso foi considerado por alguém “salvador da pátria”? Lembro-me bem do que foi considerado, quando fugiu!.
GostarGostar
Impressionante : Rui Rio, sem se mexer nem falar, provoca “sombra”…
GostarGostar
“Assim, só de relance, ficando-me pela minha família política…”
.
Será que quis dizer …”ficando-me pela minha famiglia política”…?
GostarGostar
Também a Rui A., qualquer nevoeiro no Porto deve causar temores do carago !…
GostarGostar
Rui Sebastião do Rio.
GostarGostar
Ainda vou ler um post no blasfémias “da mão atrás dos arbustos”.Teorias da conspiração!Não era o “engenheiro” que dizia isto.
GostarGostar
E vá lá que nem tudo é mau
nesta de Gracilliano Ramos “Vidas Secas”
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/bater-nos-politicos-ja-deu-jogo
GostarGostar
É bem verdade. Não são 500 anos de Sebastianismo. Devem ser mais, mas há 500 anos lá se arranjou a palavra para definir o nosso estado de alma como nação, à custa de um jovem rei.
GostarGostar
Em janeiro de 2014 o PSD vai eleger o seu lider com directas. Vamos a ver se Rui Rio se candidata. Eu aposto que não. Por outro lado já não aposto que o Seguro seja o candidato do PS às legislativas de 2015.
Mas o carnaval está a acabar: dentro de poucos dias a troika vai dar por concluidas as 8ª e 9ª avaliações, e o governo vai apresentar o OGE para 2014 com um defice previsto de 4%. Se as coisas correrem mal, e há dias que ando aqui a falar no assunto, o cheque de 5500 milhões para fazer face às despesas do estado para os proximos meses, vencimentos dos funcionários publicos, reformas e subsidio de Natal incluidos, não vem. Depois quero ver quem é que arranja o dinheiro: talvez algum dos D. Sebastiões que sairam destas eleições autárquicas, quem sabe…
GostarGostar
Então, a “urgente” Reforma do Estado não há maneira de ser parida pelo “irrevogável” ?
Vão aprovar o Orçamento GEstado sem se conhecer a fundamental REstado ?
GostarGostar
O PPortas sente-se cada vez mais decisivo e decisor no Conselho de Ministros…
(Aproveita, Paulo !…)
GostarGostar
Não me lembro de algum “salvador da pátria”. Lembro de uma campanha para fazer de Sá Carneiro uma figura de estado mas isso rápidamente passou ao esquecimento. Lembro de movimentações: o 25 de Abril, o 25 de Novembro, a adesão à CEE, a adesão ao EURO, a Expo, o Europeu, o enfrentamento das crises económicas, que soubemos ultrapassar. Como o Rui não se considera português eu explico-lhe: não estamos à espera de um salvador, nunca estivemos. Acho que nunca leu os Lusíadas, essa obra encomendada por D.Sebastião, e sua perdição, que não percebeu o escrito que trata de um povo que tem de lutar contra as suas elites que teimam em menosprezar a Nação.
Nós sabemos o que se passa, não gostamos é de gente que se quer por em bicos de pé.
Acredite que o lamento.
GostarGostar
Ó, meu amigo, Portugal é o país com governo central mais antigo do mundo. Sempre andamos pendurados em Lisboa e no poder central, em busca das benesses e das sinecuras que praticamente só ele pode dar no nosso país. Acha que me não considero português? Mas porquê? Se é porque a nossa tradição de cidadania é tudo menos liberal, bom, aí, juntamente com o Pedro Arroja, tem razão: a autonomia face ao poder não é uma característica da nossa natureza. Isso mesmo é o que nos ensinam Os Lusíadas, meu caro, o retrato fiel de um povo que é incapaz de ser para além das suas «elites», vulgo, de quem manda. Mas vale a pena ter a ilusão de que, um dia, os portugueses saberão viver por si e para si.
GostarGostar
governo central com as cortes em évora?
bolas nem a universidade em portugal ficou fixa em coimbra nas 1ªs pernadas
mais antigo do mundo é certamente exagero
bate o centralismo filipino numas escassas décadas
e relembrar que até 1640 o governo central era em madrid
e em 180? a 182? ficou no rio…..
chamar a isse governo central
acho que vossência anda na fase desmemoriada
GostarGostar
Que dizer do eixo Lisboa-Porto?
Portugal foi sempre uma coutada dos pequenos poderes, de caudilhos que tratavam da sua vida marimbando-se para o desenvolvimento do pais que dava saltos quando efectivamente o poder central olhava para Portugal como um todo. Tem um bom exemplo no poder autárquico que alguns olham, não como um trampolim para a ascensão ao grande poder, mais como um território seu que têm de controlar a todo o custo (Jardim, Menezes). É esta visão do “liberal” que condena qualquer veleidade do liberalismo se implementar em Portugal, como se pode constatar pelos seus escritos. E é pena, realmente.
GostarGostar
pela minha família política e deixando para outros os caudilhos da revolução.
.
Ja que o Rui A. nao se atreveu ou deixou para outro día isso de outras “familias políticas”…Olhe que que sim, aí houve capitais lá havia os coroneis (em teoria um grao maior de ordem) e tampouco coisa parece ter ido muito para atirar foguetes.
Ordem, ordem, ordem.
Se pelo menos se houvesse reivindicado também o “pugresso”. Claro que haveria problemas com os donos do tal lema e coyright. .)
GostarGostar
Muito bem. Embora a alusão às “boas contas” me tenha causado uma certa azia…
GostarGostar
Rui A. acabou de solicitar a remoção deste governo messiânico…
GostarGostar
Sinceramente não me parece claro que entenda o que é o sebastianismo.
Fora de círculos tecnocráticos e aparelhos partidários ninguém afirmaria que nenhum dos nomes tem carisma suficiente para gerir uma junta de freguesia quando mais ser um herói de proporções míticas. Um fato e uma (parca) audiência não fazem um líder.
GostarGostar
Concordo com a sua análise. Mas será que o bom povo português algum aprenderá a fazer o quem de fazer (passe o pleonasmo) sem ficar à espera que os outros façam? Pelo tempo que já passou, duvido.
GostarGostar
Como por exemplos não sei… referendar mudanças radicais à constituição, tratados europeus de naturezas várias… esse tipo de coisas que nem nos passam pelas mãos? Deve mesmo ter sido um complexo de messias que impediu uma participação mais activa.
GostarGostar
Despido de vestes ideológicas , verifico que BOAS CONTAS (certas ao tostão , pois isto é importante…) só as tivemos com Salazar , e para nosso azar assim não encontramos mais nenhum !!!
GostarGostar