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Os trabalhadores e a oligarquia sindical

2 Outubro, 2013

Em França, a cadeia Monoprix pretendia que as suas lojas estivessem abertas até às 22h. Para o efeito fez um acordo com os seus trabalhadores:  des majorations de 25 à 35 % des salaires, des repos compensateurs supplémentaires ainsi que des mesures sur la sécurité ou la mobilité des salariés concernés, qui sont tous volontaires. 

A proposta foi aprovada maioritariamente pelos trabalhadores. Mas não só Tribunal de Versalhes considerou o acordo de empresa não válido como o sindicato CGT exerceu o seu direito de oposição maioritária. Logo o Monoprix vai passar a fechar às 21.

36 comentários leave one →
  1. YHWH's avatar
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    2 Outubro, 2013 09:16

    Tudo legal, pois.

    E no entanto não são poucos os que parecem não compreender que o alcance das leis (democraticamente ratificadas e instauradas) visa horizontes bem mais largos do que aqueles afectos ao horizonte e empirismo pessoais…

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    • neotonto's avatar
      neotonto permalink
      2 Outubro, 2013 09:27

      A HM esquenceu involuntariamente este paragrafo e por isso nao se entende bem a polémica montada…
      ,

      Contactée par l’AFP, la CGT a défendu sa position. “Le travail de nuit nuit”, a déclaré Stéphane Fustec, de la CGT Commerce. “On a un refus de travailler la nuit exprimé majoritairement par les salariés”, a-t-il argué.

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      • Helena Matos's avatar
        Helena Matos permalink
        2 Outubro, 2013 10:27

        “On a un refus de travailler la nuit exprimé majoritairement par les salariés” – Não a maioiria no Monoprix

        “Le travail de nuit nuit – Mas qual noite? Certamete que o desemprego é mais prejudicial, Pela mesma ordem de ideias não haverá televisão nem jornais

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      • YHWH's avatar
        YHWH permalink
        2 Outubro, 2013 11:23

        A Helena revela óbvios problemas de relação com a abstracção da lei…

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  2. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    2 Outubro, 2013 10:33

    A França também leva um belo funeral. Quem os viu e quem os vê. Mas há uma data para o inicio da decadência: 1981, ano em que os socialistas chegaram ao poder. A partir daí, a França nunca mais foi a mesma. Depois de 22 anos de progresso e desenvolvimento social e económico, em 1981 a França entrou num processo de estagnação e decadência de onde nunca mais vai sair. O responsavel tem um nome: François Miterrand.

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    • YHWH's avatar
      YHWH permalink
      2 Outubro, 2013 11:23

      Mais um mitólogo de serviço…

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        2 Outubro, 2013 11:27

        É mais facil um burro passar pelo buraco de uma agulha, do que uma sigla debitar uma ideia…

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      • YHWH's avatar
        YHWH permalink
        2 Outubro, 2013 11:57

        Também já compreendemos que tem bastante dificuldade em detectar ideias implícitas…

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  3. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    2 Outubro, 2013 10:44

    A solução que a Helena parece defender, é acabar com as leis, já que os governantes não conseguem arranjar alternativas. Sem leis, sem tribunais… isso é que era poupar. Já agora, liberalizava-se o uso de porte de arma (eis um nicho de mercado) e só era preciso saber o que se fazia com tanto advogado (o que se afigura de alguma dificuldade…).

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    • Helena Matos's avatar
      Helena Matos permalink
      2 Outubro, 2013 10:45

      Eu sei que o francês não é uma língua muito aprendida hoje mas onde é que nas notícias sobre os horários de trabalho no Monoprix se fala de armas?

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        2 Outubro, 2013 10:48

        Helena:
        É o seu comentário peca pelo português, não o meu pelo francês. Não disse que se falava de armas. Disse que a sua conclusão, levada às últimas consequências, dá no “salve-se quem puder”.

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  4. Luís Marques's avatar
    Luís Marques permalink
    2 Outubro, 2013 11:08

    Eu tenho uma empresa e chego a acordo com os meus empregados para alargar o horário em mais uma hora, em vez de fechar às 21 fecho às 22. O tribunal e a central sindical acham que o acordo não vale e nada feito. Em seguida acabam as leis e vamos todos comprar armas. Brilhante, nem o Mário Soares.
    Grande Trinta e três

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    • YHWH's avatar
      YHWH permalink
      2 Outubro, 2013 11:27

      Como deve saber, a lei, exceptuando indicação contrária, tem prioridade sobre acordos que não se cinjam ao enquadramento explicitado pela lei ou articulação de leis.

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    • Trinta e três's avatar
      Trinta e três permalink
      2 Outubro, 2013 11:29

      Luís Marques:
      Uma boa história tem que ser um pouco mais trabalhada. Comecemos pelas armas e pela ausência de leis e tribunais (constitucionais ou outros). Resolvemos tudo ao tiro- é a lei da selva. Ora, esse parece ser o objetivo dos que vêm para aqui criticar a recusa dos tribunais em permitir medidas ILEGAIS. Além de fingirem não perceber a função dos tribunais, fingem também esquecer que, por enquanto, as leis são democraticamente aprovadas. Por enquanto…

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  5. Ricardo Monteiro's avatar
    Ricardo Monteiro permalink
    2 Outubro, 2013 11:26

    Assim sem pensar muito, acho que uma empresa que não cumpre as leis em vigor entra em concorrência desleal com as que cumprem. Se calhar devia pensar mais…

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    • YHWH's avatar
      YHWH permalink
      2 Outubro, 2013 11:29

      Por vezes surge-me a suspeita que alguns bloggers ditos de referência não compreendem cabalmente a existência da lei e dos seus efeitos implícitos.

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    • Trinta e três's avatar
      Trinta e três permalink
      2 Outubro, 2013 11:31

      Isso não passou pela cabeça da Helena.

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  6. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    2 Outubro, 2013 11:33

    São “as leis em vigor” que estão a levar a Europa para o beco sem saída em que se meteu. Aqui não está em causa o cumprimento da Lei; o que está em causa é que estes acordos feitos directamente entre empregados e empregadores rebentam com o poder divino dos sindicatos e de quem os controla.
    O que ditou a saída do Carvalho da Silva da CGTP e do PCP, foi não ter conseguido evitar o acordo de empresa na AutoEuropa. Ele bem tentou lá entrar, mas o Chora não deixou.

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    • Trinta e três's avatar
      Trinta e três permalink
      2 Outubro, 2013 11:37

      Errado! O que está em causa no exemplo da Helena, é a ilegalidade.

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  7. Helena Matos's avatar
    Helena Matos permalink
    2 Outubro, 2013 11:33

    A) um acordo de empresa está desprovido de legitimidade?
    B) Um acordo de empresa é menos legítimo que a negociação colectiva? Porquê?
    C) Se o Monoprix abrir até às 22h os seus concorrente não podem tb fazê-lo? Qual a deslealdade?

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    • Trinta e três's avatar
      Trinta e três permalink
      2 Outubro, 2013 11:37

      Qualquer acordo só é válido se tiver suporte legal. Ponto.

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    • neotonto's avatar
      neotonto permalink
      2 Outubro, 2013 11:39

      Esta Helena é insaciavel…
      Ja nao chega com ter as tendas dos chineses abertas até a meia noite..)

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      • neotonto's avatar
        neotonto permalink
        2 Outubro, 2013 11:40

        tendas = lojas
        Glup

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    • jo's avatar
      2 Outubro, 2013 11:50

      Se o Monoprix abrir até Às 22h os outros supermercados terão de o fazer também, apesar de os seus trabalhadores não o pretenderem. Seguidamente os trabalhadores do Monprix irão abrir até às 24h e o processo recomeça.

      Ao instituir uma concorrência sem regras num mercado de trabalho com muito desemprego acabamos por aceitar de tudo. O argumento que é melhor que estar desempregado não serve. É o argumento com que se justifica o trabalho infantil (os nossos pais foram trabalhar aos 12 anos porque era melhor do que morrer de fome), o assédio no local de trabalho (é melhor fazer um “jeito” ao chefe do que estar desempregado) e uma série de outras tropelias.

      Repare que a longo prazo perdemos todos. Ao diminuirmos os impostos sobre o capital e ao diminuirmos os salários acabamos por cortar tanto nas receitas do Estado que este deixa de poder cumprir as suas funções.

      Se gosta de impostos baixos, desregulamentação total do trabalho e um Estado mínimo não necessita de estar à espera da transformação de Portugal, basta-lhe emigrar para o Sudão ou para o interior do Afeganistão.

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    • Ricardo Monteiro's avatar
      Ricardo Monteiro permalink
      2 Outubro, 2013 11:52

      As leis do estado são um “contrato” entre todos os cidadãos,empresas, etc. a sua prevalência sobre os acordos, contratos ou afins, particulares são a base de qualquer civilização equilibrada e a sua maior força.

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    • YHWH's avatar
      YHWH permalink
      2 Outubro, 2013 11:59

      Sugiro-lhe o estudo da legislação laboral antes de se abalançar em questões de filosofia do direito…

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  8. Helena Matos's avatar
    Helena Matos permalink
    2 Outubro, 2013 11:40

    Os acordos de empresa estão previstos na legislação. O que está em causa é a possibilidade de um sindicato o vetar. É essa legitimidade que neste momento se discute em França. As legitimidades não são imutáveis. Nesse caso tornam-se privilégios.

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    • Ricardo Monteiro's avatar
      Ricardo Monteiro permalink
      2 Outubro, 2013 11:58

      Se falarmos em termos filosóficos nada é imutável, mas em termos “reais” a afirmação : “As legitimidades não são imutáveis. Nesse caso tornam-se privilégios.” não tem nenhum suporte. É bonita, mas na realidade quer dizer o quê?

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  9. Harmódio's avatar
    2 Outubro, 2013 12:32

    O “voluntário” tem significados diferentes conforme o nível a que se está… ainda me lembro dos super portugueses também “voluntariamente” alterarem horários. Ou seja quem não cede vai para turnos indesejáveis ou para a rua. A única diferença aqui é mesmo a existência de um sindicato que se conseguiu opor protegendo os associados e os que não o são também.

    Tem o se quê de originalidade falar na grande distribuição e ver oligarquias na sindicalização e não no resto. A isto é que se chama dar novos significados aos termos até que o original seja indecifrável.

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  10. Carlos Medina Ribeiro's avatar
    2 Outubro, 2013 12:38

    Em tempos, num grande estabelecimento de Genève, pude ver vários cartazes que diziam: «Assina o baixo-assinado a favor do aumento do horário de trabalho». O mais espantoso é que era assinado pela Comissão de Trabalhadores!

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  11. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    2 Outubro, 2013 13:00

    A culpa é de quem se organiza em estruturas sindicais para defender interesses comuns, das leis que não estão feitas a gosto, dos tribunais que defendem essas leis, da comunicação social que está dominada por comunistas, dos socialistas e social-democratas que não são mais que comunistas encapotados porque até partilham o prefixo.
    A culpa é dos outros, sempre dos outros.
    Porque “nós” carregamos o fardo da verdade e não a conseguimos fazer singrar.
    Nem sequer mentindo.
    É fodida, a democracia…

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    • Harmódio's avatar
      2 Outubro, 2013 13:03

      “Porque “nós” carregamos o fardo da verdade e não a conseguimos fazer singrar.”

      Quase que se ouve um amém virtual da congregação.

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  12. André's avatar
    André permalink
    2 Outubro, 2013 20:32

    Se o objetivo da Helena era apresentar os sindicatos como maus e as empresas como bons, só se esqueceu de um pormenor: em Portugal a empresa obrigaria a trabalhar mais horas e nem receberiam o salário mínimo nacional (como são lojas, desculpavam-se com part-times de seis horas por dia, seis dias por semana, como faz o Continente). Essa Helena, é a realidade em Portugal, realidade de que a Helena se esquece demasiado facilmente enquanto procura notícias que favoreçam os seus pontos de vista (geralmente só encontrando notícias em França, porque será?).

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  13. @!@'s avatar

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