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Síndroma de Estocolmo em passadeira vermelha

24 Outubro, 2013

Uma repórter da SIC fez uma peça sobre o filme Capitão Phillips que termina com esta pérola  “aos 58 anos o verdadeiro capitão Phillps diz não ter sentido qualquer empatia com os piratas. Diz até que foi a vê-los como inimigos que conseguiu sobreviver.”

Mas será que o capitão Phillips devia ter sentido alguma empatia com os piratas? Como sugestão à empática redacção da SIC com tudo o que se diga pirata, insurgente, combatente… aqui ficam estes tópicos:  Alakrana e Ariana  (talvez seja possível deixarem-se raptar pelos empáticos piratas desses sequestros e assim poderão partilhar com o capitão Phillips a sua visão empática enquanto sequestrados)    e já agora um link para  que se perceba melhor como a empática legislação europeia contribuiu para a proliferação dos empáticos piratas

16 comentários leave one →
  1. João Lisboa's avatar
    24 Outubro, 2013 10:12

    Não sejamos tão lineares: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/10/blog-post_6519.html

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  2. Ricardo Monteiro's avatar
    Ricardo Monteiro permalink
    24 Outubro, 2013 10:43

    A Helena não percebeu o que a jornalista quis dizer porque não viu o filme. Que embora baseado numa história verídica, não é 100% factual. Principalmente na parte da empatia com os piratas que o filme retrata. A jornalista diz que essa parte é ficção. Ficção.

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  3. jo's avatar
    24 Outubro, 2013 10:47

    O enunciado apresentado não diz nada, por si só, sobre se quem pergunta acha que o capitão devia ter sentido empatia. Não me diga que pensa que deviam existir perguntas proibidas.
    As leis que se refere no último link são portuguesas, não da União Europeia.
    Parece-me que leu a entrevista de cruz e não fundamenta as críticas.

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  4. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    24 Outubro, 2013 10:53

    a legislação não era de modo algum exclusivamente portuguesa
    Os espanhóis passaram situações ridículas com a sua Marinha a ser confrontada com a ilegalidade das detenções que efectuava. escusado será dizer que os chineses procederam a operações sem qualquer problema e como de costume ninguém perguntou pelos piratas que deixaram automaticamente de ser empáticos

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    • jo's avatar
      24 Outubro, 2013 15:40

      Não me diga que preconiza que as leis se devem cumprir só com os “nossos”.
      Isso não era aproximarmo-nos moralmente da pirataria?
      “Todos os animais são iguais mas uns são mais iguais que outros” – Pensava que era uma máxima estalinista.

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  5. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    24 Outubro, 2013 11:04

    Na mesma linha, ver a sentença de Estrasbutgo, de segunda-feira pretérita, sobre a doutrina Parot .
    Aliaram-se, pura e simplesmente, aos terroristas da ETA.

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  6. Piscoiso's avatar
    24 Outubro, 2013 11:22

    “A empatia é, segundo Hoffman (1981), a resposta afetiva a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação.” – in Wiki.
    Sendo que uma coisa é a pirataria e outra a pessoa na situação de pirata.
    Mas estou à espera do filme, pois aprecio bastante o Greengrass. Os seus filmes do amnésico Bourne vêem-se de um trago.

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  7. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    24 Outubro, 2013 12:14

    já vi o filme e não se pode dizer que Greengrass não tenha colocado uns pozinhos de empatia , embora um “Síndroma de Estocolmo” não tenha sido muito explorado.

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  8. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    24 Outubro, 2013 14:36

    A empatia foi fundada por democracias verdadeiras .
    Estaline, Trostky, Guevara, Castro, Chavez, Mao, Cunhal.
    Todos eram a favor de empatias.
    Daí vem o nome hepático e anti-hepático.
    Os chinocas chegaram ao ponto de facturar a empatia com a bala na nuca.
    Coiasa que não deve ferir is empáticos.

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  9. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    24 Outubro, 2013 15:26

    O que faz falta no Golfo de Aden, é alguém como o Afonso de Albuquerque, que no seculo XVI e em meia duzia de anos, com uma armada de pouco mais de vinte navios, controlou os três estreitos mais importantes do que dão acesso ao Oceano Indico: Ormuz, Malaca e este onde actuam os piratas, o estreito de Aden, acabando simultaneamente quer com a concorrência nos negócios, quer com a pirataria. Por isso é que os actuais piratas da Somália têm um medo de morte dos nossos navios; quando sabem que está um navio da Armada Portuguesa nas imediações, não há piratas para ninguém. Eles ainda se lembram o que é que o velho Albuquerque fazia aos tetravós deles quando os apanhava.

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    • Daniel's avatar
      Daniel permalink
      25 Outubro, 2013 10:48

      Nao se esqueca do Francisco de Almeida. Ele e que foi o teorico do dominio naval. E depois da batalha de Diu (considerada uma das mais importantes da historia), entao sim, o Afonso de Albuquerque pode andar de um lado para o outro a criar o imperio nas Indias.

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  10. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    24 Outubro, 2013 16:19

    Russos e Chineses, felizmente, nunca esqueceram a “arte” de lidar eficazmente com o terrorismo.
    O ADN desses povos é imune ao “polìticamente correcto” – e os sinais dessa “imunidade” já se fazem sentir a nível global. , apesar de , aparentemente ( mas só aparentemente) do Reno para cá se recusarem a admiti-lo…

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