Os paradoxos abundam nas cabeças intoxicadas pela propaganda.
A propósito, deixe-me postar um provérbio árabe:
“Enquanto não tiveres conhecido o inferno, o paraíso não será bastante bom para ti”
Uma verdade de la palisse! na muge mesmo! mas… explicará tudo?
«Milhões e milhões de euros depois, a que há que juntar os milhares de técnicos, funcionários, edifícios, infra-estruturas, estudos, teses, investigações, políticas, programas e reformas vêm dizer-nos que a culpa dos maus resultados escolares é do contexto socio-económico?”
A esquerda não deverá pensar nisto? onde está a eficácia e a eficiência?
Por outro lado veja-se a questão dos rankings, se por um lado tiveram o mérito de lançar a competividade, que até está a ser desleal, por outro tiveram efeitos perversos,como por exemplo nas escolas privadas, que defeniram fácilmente a sua estratégia, anulando matrículas dos alunos mais fracos, que passaram a ir como externos, convidando alguns a sair!
A direita não deverá pensar nisto? ou quer formar guetos? exército de marginalizados do sirtema?
Na educação ou se faz um consenso nacional, ou então andaremos sempre neste especie de masoquismo auto destrutivo!
RCAS: na MUGE? tu não aprendes, rapaz. É na mouche, M-O-U-C-H-E!
Pra falares de “educação”, primeiro tens de aprender a falar e a escrever. Talvez as novas oportunidades, já que burro velho não aprende linguas…
Não é “pra”, caro Alexandre, é “para” ou “p’ra”. E “línguas” leva acento no “i”. Como é que o meu amigo escreveu “mijinha”, ou coisa parecida, aqui há tempo? 😉
Depende do uso que dê à língua, Fincapé: se for “picoté”, leva acento no “e”; se for “roulement” ou “suction”, não leva acento nenhum; se for “toute la langue”, os seus preciosismos deixam de fazer sentido…
A “mijinha” vem a propósito de quê?
Aqui há dias escreveu um termo que me escapa de uma forma esquisita. Lembro-me que tinha a ver com “mijinha”, se bem me lembro. Mas não era para criticar o Alexandre. Era mais para defender o RCAS. 🙂
Isso se estiver a falar da primeira classe! Ou nem isso!
Gostava de o ver ensinar técnicas laboratoriais sem equipamento de laboratório, ou educação física sem campos nem materiais, electrotecnia sem fios, etc.
Ou numa outra realidade, ter os alunos confortáveis numa sala com 35 e espaço para 25.
.
Como é evidente, não estou a falar de luxo, mas de condições apropriadas.
Silveira:
Saiste debaixo do chaparro, onde lá tens estado à um tempinho, para contradizeres o quê?
um erro! ok ! a mim não me vês fazer isso, sabes porquê? é pobreza de espirito, tipo cagão, vaidoso, que é o teu caso e não só…percebes? não? é normal!
mas ficaste-te por aí… não gostaste das “jogadas ” que se fazem a coberto do ensino privado, foi?
Churchill:
Nos Tempos Sócráticos, apostou-se na ciência, triplicando o I&D, lembra-de do Mariano Gago?
Agora leia: Escola pública Rafael Bordalo Pinheiro, Caldas da Rainha
Foram lá investidos dez milhões de euros. A velha escola, deu lugar a uma escola moderna, com espaço para as artes, oficinas de mecânica automóvel, salas com computadores. Os velhos laboratórios, deram lugar a 4 laboratórios novos, e a uma sala de preparação laboratorial!
Nos tempos… da “FESTA!” o que você tem agora é a “Desfesta” dos novos bárbaros!…
Coma-os se quiser, porque para mim são intragáveis!
Por isto e muito mais é que eu sou Sócrático! PONTO!
PS – Quem faz a boa ou má Escola são os seus professores e alunos. La Palisse!
Na muge RCAS. Não sou cagão ao ponto de me pôr aqui a escrever palavras que não existem.
Com esse paleio de xicoesperto suburbano logo vi que tinhas sido feito nas Caldas… e de encomenda. I&D é alguma marca de gazosa? O Zorrinho acha que sim.
Este post parte de uma premissa: o insucesso da escola publica, que nao tem qualquer razao de ser, basta analisar os nossos indicadores de educacao dos ultimos 30 anos. (desculpem mas nao tenho acentos neste teclado)
Este texto da Helena é um passeio meio anarca pelo sistema educativo… universal. Depois do tem sido dito sobre os sindicalistas, não seria de pedir que eles voltasse a dar aulas, mas sim que nunca mais dessem aulas para que tudo corresse melhor.
Depois, parece transmitir a ideia de que gasta uma determinada quantia de dinheiro em “a que há que juntar os milhares de técnicos, funcionários, edifícios, infra-estruturas, estudos, teses, investigações, políticas, programas e reformas”, ficam os problemas resolvidos de vez. O que poderia significar que o “capitalês” americano não tem em casa problema nenhum. Que se saiba, Portugal ainda é o país mais desigual da Europa e assim será eternamente porque a subjugação dos governos aos princípios liberais nunca permitirá outra situação. Ora, como se sabe, os orçamentos para a Educação, tal como para outras pastas, são anuais. O o orçamento para a Educação português até já é abaixo da média europeia.
Por outro lado, parece-me que a Helena pretende dizer que os pobres da Índia têm os bons resultados dos ricos. Nunca fui à Índia, mas se fosse pouco poderia ver sobre o assunto. Assim, tenho de me guiar pelo que leio e vejo em documentário: o analfabetismo na Índia ainda é assustador. Provavelmente será sempre: da Wikipédia “…a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição…”; do jornal abaixo: “A Índia apresentava em 2006 a mais elevada taxa de analfabetismo (34,9% da população de pessoas com 15 anos ou mais de idade) dos Brics”. http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=811139
Como a Helena sabe, mas os liberais costumam esconder este e outros dados, senão teriam dificuldade em defender o liberalês, os resultados das escolas são também proporcionais ao número de horas de explicações. Na Coreia do Sul os alunos têm quase uma outra escola em explicações depois da escola oficial; em Portugal, os alunos com mais poder económico recorrem a uma intensidade de explicações que os outros não podem pagar. Isto é coisa que aprecio dos meus amigos, dos meus vizinhos, das pessoas que conheço que dão explicações…
De resto, o que a Helena pretende dizer sobre as classes mais desfavorecidas terem as mesmas possibilidades de obter sucesso que as mais ricas é a mesma coisa que dizer que elas têm as mesmas possibilidades de comprar os livros que gostariam de ler, comprar a casa que gostariam de ter junto às escolas que gostariam de frequentar e talvez mesmo comprara a roupa da marca dos mais ricos e até passar férias nos mesmos destinos exóticos.
Mas a Helena termina bem: …”os alunos vão repetir anos e os trajectos das suas famílias sobretudo se estes forem marcados pela pobreza e pela exclusão.” Depois do tal passeio anarca cá veio ter ter ao essencial. Irão mesmo, Helena. A+proveitando o que alguém disse sobre a reprodução social, embora com outras palavras: alguém acredita que as fracas elites portuguesas pretendem dar as mesmas possibilidades educativas aos outros para eles lhes passarem à frente? 😉
Presumi que o Joaquim se dirigia a mim. Se calhar sou pretensioso. Mas olhe que não há lá porrada nenhuma. Infelizmente não revi o texto e há alguma gralhas (e uma ou outra falta de palavras) que tornam mais difícil a leitura. De resto, tenho uma certa simpatia pela Helena, apesar de discordar da maioria das coisas que escreve. Mas isso não é defeito, é feitio. Até porque sou eu que tenho razão. 😉
Caro Amigo e colega neste percurso do navio sem rumo.
Obrigado por se aperceber da minha existência, o que alegra um pouco, num mar tão encapelado onde tenho muita dificuldade em nadar porque as minhas braçadas não resistem. O meu curto comentário não foi explicitamente dedicado a si, mas a um grupo enorme que acha que a Helena é o pandeiro da festa. Eu julgo que ela é algo masoquista e isso faz-lhe bem que acaba por ser o centro da atenção. Quanto à afirmação que tem sempre razão, felicito-o por tal, contudo eu sou mais cartesiano e navego na dúvida permanente. O melhor do mundo para si e continue na luta.
Caro Joaquim,
É pena estes meios não transportarem os nossos sorrisos quando escrevemos determinadas frases. Certamente vê-lo-ia na frase “Até porque sou eu que tenho razão.” Ponho muitas vezes “smiles” exatamente para tentar fazer sorrir, nem que seja ironicamente, as palavras. Tal como o meu Amigo, sou uma pessoa cheia de dúvidas, embora nas questões sociais tenha algumas “certezas minhas”. Não tem de agradecer por me aperceber do seu comentário. Apercebo-me e leio normalmente os que vai escrevendo. Eu tenho o hábito de voltar mais tarde aos comentários que coloquei porque parece-me de mau tom não responder a quem me interpela.
Quanto à Helena, acho-a uma simpatia, de voz doce, mas enganada politicamente. 🙂
O melhor do mundo também para si e, se me permite, um abraço.
A ideia de almoçarmos todos, em conjunto e num determinado dia, não é dispicienda. Para já proponho que se organize uma Comissão de Honra, porque todos somos gente honrada, e se peça um subsídio ou um patrocínio, que vem a dar no mesmo. Talvez o Ministério da Saúde e Amizade, possa colocar uma verba no Orçamento, para o convívio, já que outras acções menos socializantes têm tido o patrocínio dos Governos. Que diabo, a vaca já não dá leite, mas, ainda que moribunda, ainda está viva!
Realmente eu não amadureci a ideia e peguei no assunto após a sugestão do sr. Carlos Reis. A coisa devia partir da criação de um Observatório ou de uma Fundação e depois a Comissão vinha na sequência. É que devemos ser modernos e estar actualizados. Apresento as minhas desculpas, porque falhei, mas apresento a rectificação. Um abraço à rapaziada blasfema que é de uma paciência infinita.
O que é isso de reflectir seriamente?
Ouvir o bigodes da Fenprof e repetir como os papagaios?
.
É que o texto dela pode levar a discussão, mas faz sentido.
A D. Helena gosta de surfar sobre os assuntos do dia!
Hoje esteve o ministro cratino a debitar numeros e per-
centagens na A.R. daí, é de bom tom escrever sobre a
Educação, como se fosse um tema de arremesso parti-
dário … esse tem sido o mal! Veja-se a grande obra em
curso, até se criaram provas para aferir o Inglês !?!
Cabe aos profes fazerem um “mea culpa” por se ter che-
gado a tão baixo nível nas escolas públicas!!!
A Helena Matos falha em perceber que os maus resultados escolares, são também das privadas. A diferença entre privados-públicos, não é tão grande assim. Já o foi dito.
E algumas dessas obras que diz desnecessárias, são adjudicadas aos grandes interresses, que você depois defende que ainda lhes dêem cheeques ensino.
Quanto aos programas escolares, ou as baldas de algumas públicas , culpar sempre a esquerda, não é factual. Com tantos neo-liberais por aí, será que não há nenhum(a) a “comandar” os programas escolares”? Duvido.
Duvido que a educação e os programas escolares, sejam o último reduto não neo-liberal.
Parece que há quem festeje com os últimos dados sobre a educação, que são realmente maus no sector públicos, mas também no sector privado, apesar de este apresentar resultados comparativamente melhores.
A educação é um problema demasiado sério para ser tratado como um clube de futebol, apesar de que em Portugal assim parece ser pelas diferentes medidas que os diferentes ministros foram tomando cada qual a querer deixar a sua marca. A verdade é que não há politica educativa, não há estratégia, muito menos estudo. Há pessoas que elaboram comentários, como o actual ministro que se fartou de escrever e comentar sobre a educação e está a entregar o ensino ao privado.
Para curiosidade deixo este longo artigo que vale bem a pena consultar.
Helena, só há uma forma das pessoas se libertarem do seu contexto sócio-económico: ter bons salários. Desde o PREC (e não estou a falar só dos governos do Vasco Gonçalves, mas também do último governo provisório, já do Pinheiro de Azevedo) nenhum governo se preocupou com isso (sim, incluo os governos do Partido Socialista). Enquanto isso estiver assim, há de ter das populações com menos sucesso escolar da Europa.
Moral da história: a Helena era mais uma das crentes na conversa da “mobilidade social” pela escolarização. Olhe que desde os idos de 70 que há estudos (pouco do agrado dos fanáticos do “eduquês” e do “cratês”) que mostram a falsidade da coisa.
Os paradoxos abundam nas cabeças intoxicadas pela propaganda.
A propósito, deixe-me postar um provérbio árabe:
“Enquanto não tiveres conhecido o inferno, o paraíso não será bastante bom para ti”
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Quem faz a boa ou má Escola são os seus professores e alunos.
Há boas escolas, dentro da maior precariedade de meios, e más, com ótimos equipamentos.
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Uma verdade de la palisse! na muge mesmo! mas… explicará tudo?
«Milhões e milhões de euros depois, a que há que juntar os milhares de técnicos, funcionários, edifícios, infra-estruturas, estudos, teses, investigações, políticas, programas e reformas vêm dizer-nos que a culpa dos maus resultados escolares é do contexto socio-económico?”
A esquerda não deverá pensar nisto? onde está a eficácia e a eficiência?
Por outro lado veja-se a questão dos rankings, se por um lado tiveram o mérito de lançar a competividade, que até está a ser desleal, por outro tiveram efeitos perversos,como por exemplo nas escolas privadas, que defeniram fácilmente a sua estratégia, anulando matrículas dos alunos mais fracos, que passaram a ir como externos, convidando alguns a sair!
A direita não deverá pensar nisto? ou quer formar guetos? exército de marginalizados do sirtema?
Na educação ou se faz um consenso nacional, ou então andaremos sempre neste especie de masoquismo auto destrutivo!
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RCAS: na MUGE? tu não aprendes, rapaz. É na mouche, M-O-U-C-H-E!
Pra falares de “educação”, primeiro tens de aprender a falar e a escrever. Talvez as novas oportunidades, já que burro velho não aprende linguas…
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Não é “pra”, caro Alexandre, é “para” ou “p’ra”. E “línguas” leva acento no “i”. Como é que o meu amigo escreveu “mijinha”, ou coisa parecida, aqui há tempo? 😉
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Depende do uso que dê à língua, Fincapé: se for “picoté”, leva acento no “e”; se for “roulement” ou “suction”, não leva acento nenhum; se for “toute la langue”, os seus preciosismos deixam de fazer sentido…
A “mijinha” vem a propósito de quê?
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Aqui há dias escreveu um termo que me escapa de uma forma esquisita. Lembro-me que tinha a ver com “mijinha”, se bem me lembro. Mas não era para criticar o Alexandre. Era mais para defender o RCAS. 🙂
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Isso se estiver a falar da primeira classe! Ou nem isso!
Gostava de o ver ensinar técnicas laboratoriais sem equipamento de laboratório, ou educação física sem campos nem materiais, electrotecnia sem fios, etc.
Ou numa outra realidade, ter os alunos confortáveis numa sala com 35 e espaço para 25.
.
Como é evidente, não estou a falar de luxo, mas de condições apropriadas.
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Silveira:
Saiste debaixo do chaparro, onde lá tens estado à um tempinho, para contradizeres o quê?
um erro! ok ! a mim não me vês fazer isso, sabes porquê? é pobreza de espirito, tipo cagão, vaidoso, que é o teu caso e não só…percebes? não? é normal!
mas ficaste-te por aí… não gostaste das “jogadas ” que se fazem a coberto do ensino privado, foi?
Churchill:
Nos Tempos Sócráticos, apostou-se na ciência, triplicando o I&D, lembra-de do Mariano Gago?
Agora leia: Escola pública Rafael Bordalo Pinheiro, Caldas da Rainha
Foram lá investidos dez milhões de euros. A velha escola, deu lugar a uma escola moderna, com espaço para as artes, oficinas de mecânica automóvel, salas com computadores. Os velhos laboratórios, deram lugar a 4 laboratórios novos, e a uma sala de preparação laboratorial!
Nos tempos… da “FESTA!” o que você tem agora é a “Desfesta” dos novos bárbaros!…
Coma-os se quiser, porque para mim são intragáveis!
Por isto e muito mais é que eu sou Sócrático! PONTO!
PS – Quem faz a boa ou má Escola são os seus professores e alunos. La Palisse!
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Na muge RCAS. Não sou cagão ao ponto de me pôr aqui a escrever palavras que não existem.
Com esse paleio de xicoesperto suburbano logo vi que tinhas sido feito nas Caldas… e de encomenda. I&D é alguma marca de gazosa? O Zorrinho acha que sim.
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Está a ver, Alexandre? “Gasosa” escreve-se assim. 😉
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Silveira “INTELIGENTE”… que eu saiba, com este meu paleio de chico esperto, suburbano e das Caldas, que eu saiba…
I&D significa:
A sigla I&D corresponde a Investigação e Desenvolvimento!
PS- Desculpa se estou errado, mas olha vou fazer os possiveis para ir tentando…
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rcas, não tens emenda…
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Fincapé, gazosa só se escreve com “s”, se eu quiser escrever com “s”. Eu prefiro escrever com “z”. É uma questão de feitio, entende?
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Não se abespinhe, Alexandre. Afinal, você é que anda a martirizar o RCAS. Que feitiozinho quando é corrigido, Apre! 🙂
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Este post parte de uma premissa: o insucesso da escola publica, que nao tem qualquer razao de ser, basta analisar os nossos indicadores de educacao dos ultimos 30 anos. (desculpem mas nao tenho acentos neste teclado)
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Este texto da Helena é um passeio meio anarca pelo sistema educativo… universal. Depois do tem sido dito sobre os sindicalistas, não seria de pedir que eles voltasse a dar aulas, mas sim que nunca mais dessem aulas para que tudo corresse melhor.
Depois, parece transmitir a ideia de que gasta uma determinada quantia de dinheiro em “a que há que juntar os milhares de técnicos, funcionários, edifícios, infra-estruturas, estudos, teses, investigações, políticas, programas e reformas”, ficam os problemas resolvidos de vez. O que poderia significar que o “capitalês” americano não tem em casa problema nenhum. Que se saiba, Portugal ainda é o país mais desigual da Europa e assim será eternamente porque a subjugação dos governos aos princípios liberais nunca permitirá outra situação. Ora, como se sabe, os orçamentos para a Educação, tal como para outras pastas, são anuais. O o orçamento para a Educação português até já é abaixo da média europeia.
Por outro lado, parece-me que a Helena pretende dizer que os pobres da Índia têm os bons resultados dos ricos. Nunca fui à Índia, mas se fosse pouco poderia ver sobre o assunto. Assim, tenho de me guiar pelo que leio e vejo em documentário: o analfabetismo na Índia ainda é assustador. Provavelmente será sempre: da Wikipédia “…a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição…”; do jornal abaixo: “A Índia apresentava em 2006 a mais elevada taxa de analfabetismo (34,9% da população de pessoas com 15 anos ou mais de idade) dos Brics”.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=811139
Como a Helena sabe, mas os liberais costumam esconder este e outros dados, senão teriam dificuldade em defender o liberalês, os resultados das escolas são também proporcionais ao número de horas de explicações. Na Coreia do Sul os alunos têm quase uma outra escola em explicações depois da escola oficial; em Portugal, os alunos com mais poder económico recorrem a uma intensidade de explicações que os outros não podem pagar. Isto é coisa que aprecio dos meus amigos, dos meus vizinhos, das pessoas que conheço que dão explicações…
De resto, o que a Helena pretende dizer sobre as classes mais desfavorecidas terem as mesmas possibilidades de obter sucesso que as mais ricas é a mesma coisa que dizer que elas têm as mesmas possibilidades de comprar os livros que gostariam de ler, comprar a casa que gostariam de ter junto às escolas que gostariam de frequentar e talvez mesmo comprara a roupa da marca dos mais ricos e até passar férias nos mesmos destinos exóticos.
Mas a Helena termina bem: …”os alunos vão repetir anos e os trajectos das suas famílias sobretudo se estes forem marcados pela pobreza e pela exclusão.” Depois do tal passeio anarca cá veio ter ter ao essencial. Irão mesmo, Helena. A+proveitando o que alguém disse sobre a reprodução social, embora com outras palavras: alguém acredita que as fracas elites portuguesas pretendem dar as mesmas possibilidades educativas aos outros para eles lhes passarem à frente? 😉
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Quando a Helena se fartar de levar porrada vão bater em quem?
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Presumi que o Joaquim se dirigia a mim. Se calhar sou pretensioso. Mas olhe que não há lá porrada nenhuma. Infelizmente não revi o texto e há alguma gralhas (e uma ou outra falta de palavras) que tornam mais difícil a leitura. De resto, tenho uma certa simpatia pela Helena, apesar de discordar da maioria das coisas que escreve. Mas isso não é defeito, é feitio. Até porque sou eu que tenho razão. 😉
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Caro Amigo e colega neste percurso do navio sem rumo.
Obrigado por se aperceber da minha existência, o que alegra um pouco, num mar tão encapelado onde tenho muita dificuldade em nadar porque as minhas braçadas não resistem. O meu curto comentário não foi explicitamente dedicado a si, mas a um grupo enorme que acha que a Helena é o pandeiro da festa. Eu julgo que ela é algo masoquista e isso faz-lhe bem que acaba por ser o centro da atenção. Quanto à afirmação que tem sempre razão, felicito-o por tal, contudo eu sou mais cartesiano e navego na dúvida permanente. O melhor do mundo para si e continue na luta.
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Caro Joaquim,
É pena estes meios não transportarem os nossos sorrisos quando escrevemos determinadas frases. Certamente vê-lo-ia na frase “Até porque sou eu que tenho razão.” Ponho muitas vezes “smiles” exatamente para tentar fazer sorrir, nem que seja ironicamente, as palavras. Tal como o meu Amigo, sou uma pessoa cheia de dúvidas, embora nas questões sociais tenha algumas “certezas minhas”. Não tem de agradecer por me aperceber do seu comentário. Apercebo-me e leio normalmente os que vai escrevendo. Eu tenho o hábito de voltar mais tarde aos comentários que coloquei porque parece-me de mau tom não responder a quem me interpela.
Quanto à Helena, acho-a uma simpatia, de voz doce, mas enganada politicamente. 🙂
O melhor do mundo também para si e, se me permite, um abraço.
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Organise-se um almoço dos blasfemos!
Só para ver os belos sorrisos.
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A ideia de almoçarmos todos, em conjunto e num determinado dia, não é dispicienda. Para já proponho que se organize uma Comissão de Honra, porque todos somos gente honrada, e se peça um subsídio ou um patrocínio, que vem a dar no mesmo. Talvez o Ministério da Saúde e Amizade, possa colocar uma verba no Orçamento, para o convívio, já que outras acções menos socializantes têm tido o patrocínio dos Governos. Que diabo, a vaca já não dá leite, mas, ainda que moribunda, ainda está viva!
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Ó sr Joaquim: uma comissão? mais uma?
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Realmente eu não amadureci a ideia e peguei no assunto após a sugestão do sr. Carlos Reis. A coisa devia partir da criação de um Observatório ou de uma Fundação e depois a Comissão vinha na sequência. É que devemos ser modernos e estar actualizados. Apresento as minhas desculpas, porque falhei, mas apresento a rectificação. Um abraço à rapaziada blasfema que é de uma paciência infinita.
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À boa maneira socialista, proponho a criação de uma comissão para proceder à organização de um almoço Blasfemo….
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A Helena deveria reflectir seriamente sobre o sistema educativo antes de debitar estados de alma.
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O que é isso de reflectir seriamente?
Ouvir o bigodes da Fenprof e repetir como os papagaios?
.
É que o texto dela pode levar a discussão, mas faz sentido.
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A D. Helena gosta de surfar sobre os assuntos do dia!
Hoje esteve o ministro cratino a debitar numeros e per-
centagens na A.R. daí, é de bom tom escrever sobre a
Educação, como se fosse um tema de arremesso parti-
dário … esse tem sido o mal! Veja-se a grande obra em
curso, até se criaram provas para aferir o Inglês !?!
Cabe aos profes fazerem um “mea culpa” por se ter che-
gado a tão baixo nível nas escolas públicas!!!
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A Helena Matos falha em perceber que os maus resultados escolares, são também das privadas. A diferença entre privados-públicos, não é tão grande assim. Já o foi dito.
E algumas dessas obras que diz desnecessárias, são adjudicadas aos grandes interresses, que você depois defende que ainda lhes dêem cheeques ensino.
Quanto aos programas escolares, ou as baldas de algumas públicas , culpar sempre a esquerda, não é factual. Com tantos neo-liberais por aí, será que não há nenhum(a) a “comandar” os programas escolares”? Duvido.
Duvido que a educação e os programas escolares, sejam o último reduto não neo-liberal.
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Parece que há quem festeje com os últimos dados sobre a educação, que são realmente maus no sector públicos, mas também no sector privado, apesar de este apresentar resultados comparativamente melhores.
A educação é um problema demasiado sério para ser tratado como um clube de futebol, apesar de que em Portugal assim parece ser pelas diferentes medidas que os diferentes ministros foram tomando cada qual a querer deixar a sua marca. A verdade é que não há politica educativa, não há estratégia, muito menos estudo. Há pessoas que elaboram comentários, como o actual ministro que se fartou de escrever e comentar sobre a educação e está a entregar o ensino ao privado.
Para curiosidade deixo este longo artigo que vale bem a pena consultar.
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Alexandre Carvalho da Silveira
Depois do que escreveu sobre o RCAS e da gaZosa, ficava-lhe bem
meter umas férias, por um periodo nunca menos de 60 dias.
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Helena, só há uma forma das pessoas se libertarem do seu contexto sócio-económico: ter bons salários. Desde o PREC (e não estou a falar só dos governos do Vasco Gonçalves, mas também do último governo provisório, já do Pinheiro de Azevedo) nenhum governo se preocupou com isso (sim, incluo os governos do Partido Socialista). Enquanto isso estiver assim, há de ter das populações com menos sucesso escolar da Europa.
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Moral da história: a Helena era mais uma das crentes na conversa da “mobilidade social” pela escolarização. Olhe que desde os idos de 70 que há estudos (pouco do agrado dos fanáticos do “eduquês” e do “cratês”) que mostram a falsidade da coisa.
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