O D. Quixote já não vem
8 Fevereiro, 2014
A primeira página do Expresso, sobre o Mirógate (façam o favor de adoptar o termo), faz lembrar que o talento de D. Quixote é transformar moinhos de vento em PPP.

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A primeira página do Expresso, sobre o Mirógate (façam o favor de adoptar o termo), faz lembrar que o talento de D. Quixote é transformar moinhos de vento em PPP.

E esta hen? Do P.S. ?
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Veja aqui. http://economico.sapo.pt/noticias/de-quem-era-a-mala_186689.html
Segundo este artigo de opinião do Diário Económico, « Na verdade, basta consultar o Relatório e Contas de 2012 da sociedade detentora da maior parte das obras, a Parvalorem (assinado já pelo seu actual presidente, o insuspeito Francisco Nogueira Leite, ex-administrador da Tecnoforma), para se perceber que o processo de alienação da colecção Miró apenas teve início a partir do final desse ano. Para que não restem dúvidas e não se insista na mentira, passo a transcrever: “O processo de inventariação e determinação de propriedade e localização das Obras, revelou-se bastante complicado pela sua dispersão física e documental, pelo que só no final do ano 2012, foi possível apresentar um Plano de Atuação relativo ao portfólio (…). Relativamente à coleção Miró, a tomada de posse efetiva da totalidade do portfólio ocorreu apenas no passado mês de Dezembro, pelo que se prevê a curto prazo o INÍCIO do processo de alienação” (cfr. pág. 25, sublinhado nosso). », quem terá razão, o jornal de um militante do PSD, ou o relatório de contas da Parvalorem?
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Bom dia, André.
Como foi esta semana?
As aulas de equitação?
Algum artigo bom do Loff para lermos?
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A semana? Foi boa. Não lhe chega um artigo do DE? Raramente leio o Loff, no género cómico prefiro os seus artigos e os do Ricardo Araújo Pereira (ah, e ver o Sócrates aos domingos). Sim, coloquei-o no mesmo nível que o Sócrates (tirando a parte de que ele tem uma melhor capacidade de argumentação).
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E as aulas de equitação?
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O burro também só vê à frente dos olhos a cenoura pendurada do pau. Uma coisa é a intenção de vender os quadros que vem de 2008, outra coisa são os procedimentos de ordem prática para efectuar a venda. É disso que o Nogueira Leite fala, porque toda a gente sabia que esta colecção existia no (magro) espólio do BPN.
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Então, o processo começa com alguém que não fez qualquer esforço para ele começar, em vez de ter começado com a alienação, ou mesmo com “O processo de inventariação e determinação de propriedade e localização das Obras” que “revelou-se bastante complicado pela sua dispersão física e documental, pelo que só no final do ano 2012, foi possível apresentar um Plano de Atuação relativo ao portfólio”. Ora, no fim do 2012 quem estava no governo? O PSD. No fim de 2011 quem estava no governo? O PSD. Faz todo o sentido que tenha sido o PS a fazer isto, pelo menos quando se quer acreditar na inocência do PSD, custe o que custar.
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OOOOH!… Silveira , eu bem tento tirar-te do meu curral de burros onde te encontras, mas tu não ajudas nada pá!!! mais um caso de “Coprolalia “…
É preciso ter azar…
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Rcas jerico, vives num curral, não tens direito nem a uma cavalariça? pobre burricalho…
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André,estava o PSD sim e então? É mais que evidente que o PS se estivesse no governo tinha feito o mesmo que este governo está a fazer.Só não vê quem não quer.E a intenção de vender já vinha dessa altura
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RR, intenção de vender? Muito provavelmente, se soubessem que a coleção estava de facto na posse do banco, tenho a certeza que existiria a intenção. Se estivesse no poder faria exatamente o mesmo? Obviamente que sim, não tenho o PS em grande conta. Também sei que o PSD defenderia que os quadros não podiam ser vendidos (ademais, como fez quando o PS deixou, há uns anos, vender outros quadros). São os dois partidos iguais? Nitidamente. Simplesmente, foi o PSD que fez isto, sendo natural que tenha de ser o PSD a arcar com as consequências e não o PS. Quanto a ter intenções, eu também adorava partir as pernas a alguns professores para eles não irem dar aulas, mas não o faço, e se alguém o fizer quando eu sair da faculdade, tal não significará que a culpa foi minha.
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Por acontecimento eleitoral não está o PS no governo.Mas o que o Expresso revela é que este processo foi começado pelo governo do PS,havendo movimentos em 2011 para fazer a venda.Só não se vendeu em 2011 porque entretanto houve eleições e o PS saiu do governo.Isto está bem claro e cristalino,e só não vê quem não quer.
Se queres isto resumido numa frase,é assim então: O PS começou a obra,o PSD acaba-a
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http://www.publico.pt/cultura/noticia/venda-das-obras-de-miro-comecou-ainda-no-anterior-governo-1622907
“As negociações da venda das 85 obras de Joan Miró terão começado ainda em 2008, durante o anterior Governo. Porém, tanto o ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, como a ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, negam responsabilidades no processo, apesar de terem visões diferentes.
O semanário Expresso avança neste sábado que há um e-mail em 2008, um mês após a nacionalização do banco, trocado entre os responsáveis da Caixa Geral de Depósitos nomeados para o BPN e as duas maiores leiloeiras internacionais, a Christie’s e a Sotheby’s, para negociar a venda das obras de Miró e que foram herdadas pelo Estado aquando da nacionalização do banco.”
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Tenha cuidado com os e-mails, depois ainda tem de assumir que a ministra das finanças mentiu ao Parlamento. Não fale de e-mails que ainda tem de demitir a ministra das finanças…
Fora de brincadeiras, com responsáveis da CGD estamos a falar de membros de governo, ou de responsáveis da CGD? É que o ministro da finanças não tinha obrigatoriamente de ser informado do que se passava, tal como a atual ministra não tinha de ser informada. A questão que se coloca é que uma vez informado, o governo PSD/CDS-PP não tomou nenhuma iniciativa para que se parasse a venda.
Indo a um jogo de palavras, essa notícia que apresenta estará mais correta que a do Expresso, uma vez que este último diz que a venda começa no anterior governo e o Público diz que terão começado durante o anterior governo (não implicando que esse tivesse conhecimento do que se passava).
Mas como já escrevi várias vezes, não duvido que se o PS estivesse na posição do PSD teria feito o mesmo, simplesmente, neste caso não os podemos culpar. As tentativas de lavar as mãos do PSD saem infrutíferas, da mesma forma que tentar lavar as mãos do PS nas PPP rodoviárias não seria possível. Só não percebo qual a dificuldade de os apoiantes de um partido em saber que o seu partido também erra?
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André,
Segundo a notícia, a própria Gabriela Canavilhas reconhece que a questão da venda dos quadros já vem de 2008, embora ela própria não tivesse sido envolvida no processo. Assim, parece-me claro que a frase “processo de venda dos Mirós começou no Governo PS” (no sentido de “durante o Governo PS”) está correcta.
Quanto ao resto, o PS tem muitíssimo mais para explicar do que as PPP’s rodoviárias (e do que o PSD, diga-se) e membros do anterior Governo terem-se envolvido nesta questão (que nem sequer devia merecer discussão) e irem ao ponto de envolver os tribunais é simplesmente obsceno. Além de que demonstram para além de qualquer margem para dúvidas que a inacreditável estúpidez do PS actual não se limita ao líder.
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A notícia é que o PS e o PSD são praticamente a mesma merdinha?
:O
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Acha?
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Não, a notícia está consideravelmente mal feita, mas não é preciso procurar muito para vermos o PS a ter este tipo de atitudes, pelo que no fundo sim, PS e PSD são a mesma coisa.
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A diferença, e não é pequena, é que o PSD assumiu e assume a venda dos quadros. Já o PS embora quando estava no governo também os quisesse vender, agora vem armar todo este carnaval armado em defensor da “cóltura” indigena, esquecendo-se como é costume do que tinha defendido antes. De resto na linha do que está a acontecer com o fecho de 20 tribunais: o PS defendeu e assinou por baixo, o fecho de quarenta e nove!
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Não houve, há uns anos, uns quadros (esses nem eram propriedade do estado português) que o governo de Sócrates permitiu a venda, e que o PSD defendeu com unhas e dentes que deviam ficar em Portugal? Houve. Parece-me que tanto o PS e o PSD mudam de música quando lhes convém, mas acabam sempre por ter a mesma atitude. Aliás, não é por acaso que há o rotativismo democrático que há em Portugal, quando o PSD ou PS estão na oposição dizem exatamente a mesma coisa, quando estão no governo, faz o mesmo que o outro partido fez. Daí que os portugueses ora vão atrás de um, ora vão atrás de outro.
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Penso que se está a referir à venda da colecção Champalimaud; quando é que o PSD quis impedir a sua venda no estrangeiro, se o processo se iniciou durante o governo de Santana Lopes que autorizou a saída da colecção, e que o governo do Sócrates depois confirmou? quem muda de posição de acordo com a direcção do vento é o PS.
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Pensou mal, o caso é anterior. Eu ainda não era nascido, soube porque há uns tempos tive de ler uns jornais antigos e passei por essa notícia por acaso. Infelizmente não me lembro mesmo do nome dessa coleção, mas é algures no início da década de 80. Quando vi essas notícias ainda nem se falava do Miró, confesso que nem liguei muito.
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Alexandre, é ainda mais curioso verificar que na altura os partidos estavam coligados, eram os tempos da aliança democrática. Perdoe-me mesmo por não me lembrar do nome do caso, mas o senhor é capaz de se lembrar (afinal, ainda houve notícias nos jornais, se bem que nessa altura estas coisas não tivessem tanto mediatismo como agora). Se eu me lembrar da data exata e da publicação eu digo-lhe, mas infelizmente acho que nem aproveitei isso para o trabalho. De qualquer forma está na Fundação Mário Soares, nos Diários de Lisboa on-line, se quiser é uma questão de procurar, está algures nos tempos da AD.
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Esta frase parece ser de muito dificil de interpretaçao….
“Processo de venda dos Miro’s “COMEÇOU” no Governo PS”.
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Esta também: “…pelo que só no final do ano 2012, foi possível apresentar um Plano de Atuação relativo ao portfólio (…). Relativamente à coleção Miró, a tomada de posse efetiva da totalidade do portfólio ocorreu apenas no passado mês de Dezembro, pelo que se prevê a curto prazo o INÍCIO do processo de alienação”. Cada um tem os seus problemas de interpretação…
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O…. “o INÍCIO do processo de alienação” vem depois de… “Processo de venda dos Miro’s “COMEÇOU” no Governo PS”.
Sera’ assim tao dificil entender a Lingua Portuguesa???
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Sim, é extremamente difícil de compreender as diferenças entre sinónimos…
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Pois e’!!! E da’ azo ao chamado “spin”.
Valha-nos Deus….
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Marcelo Correia Ribeiro, jurista da velha guarda, e pessoa de bem com serviço público prestado e reconhecido, com mundo e Biblioteca, dá o tratamento, exacto e merecdo, a esta ópera bufa.
Com nomes e apelidos, como dizem ali ao lado.
No “incursões” – e em belíssimo português.
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Vivemos num país de parôlos, pategos e maneses, que como os burros passam a vida a perseguir a cenoura pendurada do pau. Esta “colecção” Miró, aliás como a do Berardo, é praticamente toda constítuida por 3ªs escolhas, à excepção de quatro ou cinco quadros como muito bem refere MCR, que não faço a minima ideia de quem seja, mas que sabe do que fala. O que ele descreve acerca da doação do seu acervo, é a politica da “cóltura” defendida e levada a cabo pela Canavilhas e quejandos: uma pobreza franciscana.
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Hoje, Gabriela Canavilhas não desmentiu que em 2008 iniciou negociações para a venda da colecção. Mas JSócrates em tempo oportuno, recusou.
Ao invés, o governo do PM PPortas/e do vice-PM PPCoelho parece alimentar o erro enorme de a vender.
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Pelos vistos ninguém leu o artigo a negociação começa com a parvalorem e a christis quer o negocio quase que pede por favor mas no governo ninguém sabia nem há ninguém nem o artigo que diz isso. podem dizer não há duvida que fariam o mesmo mas até lá não há fatos
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Eu tenho o mesmo problema. Nunca arranjo fatos que me sirvam.
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pois na pagina 25 vê-se que é do tempo de quem
Click to access PARVALOREM%20ReC%202012.pdf
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Então: é o roto a falar do esfarrapado?
É natural, durante 365 dias há que falar qualquer coisa. Os anos passam para décadas.
A memória é fraca, as contradições acontecem, andam todos ao “mesmo”…é a vida… 🙂
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No fundo, bem lá no fundo fundão – são todos da TERRA DOS INOCENTES, boa gente…
E compreender é perdoar… 😉
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Ora aqui está mais uma prova de que é indesculpável tamanha incompetência num processo já tão antigo.
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