O regresso de Vítor Gaspar
Isto não é bem o texto típico de um blogue, mas enquanto não chega o Observador, aqui fica ele:
Vítor Gaspar foi ministro das Finanças durante pouco mais de dois anos, mas será recordado por muitos mais. É contudo muito cedo para sabermos a imagem que dele prevalecerá. Quando saiu, no início de Julho de 2013, com uma carta que causou enorme estrondo, dir-se-ia um homem derrotado pela sua circunstância, por uma economia afundada na crise e um país zangado e deprimido. Apenas seis meses depois, no começo de 2014, começa a surgir-nos como o mal-amado que, afinal, pode estar por detrás da reviravolta que levou o Financial Times a referir-se a Portugal como o herói improvável e surpreendente da recuperação económica dos países da zona euro. Falta-nos ainda distância para um julgamento frio e rigoroso destes anos, mas quando ele for feito não será possível ignorar Vítor Gaspar por Maria João Avillez, o livro-entrevista onde o ministro se revela e expõe, de forma detalhada, os argumentos que sustentaram as suas opções de política económica.
O que se espera de um livro-depoimento editado apenas sete meses depois de uma demissão controversa e de uma crise política como a que, no Verão do ano passado, quase ia derrubando o Governo? As primeiras referências ao livro na imprensa não deixam lugar a dúvidas: espera-se, esperava-se, intriga e, se possível, algum sangue. Alguma coisa haveria Gaspar de revelar sobre a tensão com Paulo Portas e os bastidores da guerrilha que levaram o então ministro dos Negócios Estrangeiros a também apresentar a sua demissão “irrevogável”. E, de facto, Maria João Avillez fez tudo ao seu alcance, todas as perguntas possíveis e imaginárias, para que o ex-ministro das Finanças dissesse alguma coisa de realmente irrevogável sobre esse período ou sobre as divergências no interior do Governo, mas com pouco êxito. Gaspar ficou-se sempre pela constatação de factos que são do conhecimento público – a crise aberta nos mercados da dívida com a demissão de Portas por contraste com a calma verificada um dia antes, aquando da sua saída; a insistência do primeiro-ministro na posse de Maria Luís Albuquerque, uma sucessão que fora cuidadosamente preparada nos meses anteriores – e fugiu de forma determinada a revelar opiniões particulares – “se eu comentasse as minhas reacções privadas, elas deixariam de o ser”, responde a certa altura a uma pergunta mais insistente sobre as relações com Paulo Portas.
Mas se nas 400 páginas deste volume não encontramos intriga, o que é que encontramos? O que é que torna fácil percorrê-las de fio-a-pavio sem cansaço e sempre com alguma curiosidade? Encontramos Vítor Gaspar, as suas referências, a sua circunstância, os seus limites e, sobretudo, os seus argumentos. Ele está lá como o conhecemos, com as suas pausas, as suas respostas curtas, o seu humor desconcertante, a sua argumentação cerrada, até o seu falar calmo e sincopado que nos ressoa nos ouvidos ar lermos as respostas que vai dando. Ele também está lá nas suas várias peles – o estudante que foi o melhor do curso, o precoce candidato a um doutoramento (que conclui aos 27 anos, o que era raro na época), o professor universitário, o quadro do Banco de Portugal, o negociador de Maastricht em nome do Ministério das Finanças, o alto funcionário do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, por fim o ministro das Finanças. É este último período que mais nos interessa, apesar de os outros capítulos ajudarem a perceber a personagem, as suas opções e também as suas contra-indicações.
O argumento do ajustamento
Antes do mais, uma clarificação: este não é um livro feito para “limpar a imagem” do ex-ministro, pois a entrevistadora nunca deixa de colocar as questões difíceis e de desafiar Gaspar a enfrentar todas as críticas que lhe foram feitas durante a sua passagem pelas Finanças, colocando-se sempre na pele do advogado do Diabo. Também não é, ainda, a obra destinada a recentrar um lugar na História, apesar do entrevistado regressar com frequência a uma referência de indesmentível peso histórico, a do legado político e intelectual de Joaquim Pedro Oliveira Martins, o homem que também passou pelo Ministério das Finanças em tempos de bancarrota (só que a de 1892).
Uma das virtudes desta obra é ajudar a perceber o fio do pensamento que sustentou dois anos de acção no mais poderoso dos Ministérios durante a mais grave das crises. Como todas pessoas inteligentes e que gostam de debater, Vítor Gaspar constrói um argumento de grande solidez interna e que expõe como uma auto-evidência, de um bom senso à prova de qualquer disputa. Vou tentar resumir esse argumento – mesmo sabendo que é um argumento bem mais sofisticado e complexo do que a lógica das “narrativas” para consumo político de curto prazo.
O chão em que assenta o argumento de Gaspar é o chão do euro. Esse é o seu ponto de partida, uma realidade que não contesta mesmo quando reconhece os defeitos de construção da moeda única. Olha-os como uma consequência do que define como “o primado da dimensão nacional da política”. É algo que faz com que, ao mesmo tempo, não sejam possíveis avanços federalistas (Gaspar diz-se um europeísta não-federalista e considera que não haverá federalismo europeu em tempos da sua vida) e obriga os países a serem responsáveis pelas políticas que seguem.
Sucede que, na perspectiva do ex-ministro, Portugal não seguiu nos anos que se seguiram à adesão ao euro as políticas correctas para tornar a sua economia mais competitiva. O resultado foi um crescimento anémico, uma explosão do consumo baseada no crédito fácil, a opção de muitas empresas pelo mercado interno e a incapacidade para equilibrar as contas públicas. Geraram-se assim dois desequilíbrios que geraram duas enormes dívidas: o desequilíbrio das contas externas e o desequilíbrio das contas públicas. Quando a crise estalou e o crédito desapareceu o nosso país estava especialmente mal preparado para resistir à tempestade. A aposta do Governo de então em estímulos à economia que fizeram disparar o défice público agravou ainda mais a situação.
Chegamos aqui aos pontos nevrálgicos do argumento de Vítor Gaspar. Primeiro aconteceu o fecho dos mercados privados da dívida em Maio de 2010. A partir desse momento o Tesouro português deixou de conseguir financiar-se naturalmente e passou a recorrer à banca nacional, que foi financiar-se ao BCE para depois financiar o Estado português. Pelo caminho o financiamento da economia portuguesa quase secou por completo. Quando os bancos deixaram de poder prolongar este sistema, o ministro Teixeira dos Santos forçou o pedido de ajuda externa. Portugal deixara-se colocar entre a espada e a parede.
O ponto seguinte de Gaspar baseia-se numa análise de John Maynard Keynes de acordo com a qual, num processo de ajustamento internacional, “há uma profunda assimetria entre o que podem fazer os países credores e o que podem fazer os devedores”. Essa assimetria explica a alteração do jogo de forças no interior da União Europeia, que se deslocou para o Norte da Europa, e para Berlim em particular, e a pouca margem de manobra dos países mais endividados. Portugal, sem acesso aos mercados da dívida, ficou dependente da boa vontade dos nossos parceiros – e das suas condições, passando a ser “um país de programa”.
É nessa altura que ele chega ao Terreiro do Paço.
Economista, político ou economista/político?
Para Vítor Gaspar os dois caminhos mais radicais para enfrentar a crise – a denúncia/renegociação da dívida ou/e uma saída do euro – conduzir-nos-iam inevitavelmente a uma crise e a uma pobreza muito maiores, pelo que o seu foco foi sempre o de procurar cumprir o memorando, negociando “silenciosamente” o que houvesse a negociar. O ex-ministro percorre de forma bastante detalhada os vários momentos da relação com a troika, insistindo sempre na ideia de que a única forma de conseguir cedências – e houve cedências substanciais nos limites do défice e nos prazos para chegar às metas de Maastricht – era conseguir demonstrar que Portugal conseguia financiar-se autonomamente, mesmo que em montantes limitados. Foi isso que ocorreu em vários momentos, algo que, de acordo com Vítor Gaspar, só foi possível porque houve um grande alinhamento no discurso interno e no discurso externo ao mesmo tempo que se realizavam as reformas previstas no memorando, o que permitiu que Portugal fosse sempre passando nos sucessivos exames regulares.
Há uma poderosa lógica interna na forma como Vítor Gaspar desenvolve este seu argumento e sustenta a estratégia que seguiu – e a verdade é que nunca ninguém conseguiu apresentar uma estratégia alternativa no quadro da permanência no euro –, mas quando procuramos olhá-lo com alguma distância percebemos as limitações desta linha de raciocínio. Na verdade ele é próprio de alguém que procura racionalizar o mundo a partir da economia e, dentro desta, com um olhar muito marcado pela experiência de quem viveu no coração do sistema monetário e financeiro. O país conheceu (e ainda conhece) uma emergência financeira e Vítor Gaspar procurou encontrar a melhor resposta financeira para ela. Neste livro ele deixa poucas brechas por onde possam penetrar os que contestam a sua abordagem, pois explica bem porque é que as metas iniciais não foram cumpridas e mostra como, afinal, conseguiu, sem alarde, “mais tempo e mais dinheiro”.
O problema está noutro plano, e talvez seja redutor dizer que está apenas na política que não houve ao longo de boa parte dos seus dois anos como ministro. O problema está em que ao lado do sólido argumento que desenvolve sobre a melhor forma de enfrentar a quase bancarrota, não se consegue entrever, ao longo das muitas páginas deste volume, qual a sua ideia para o que deve ser o país do pós-troika. Uma parte desse vazio é explicada pela sua recusa racional de seguir modelos fechados, sendo muito significativa a invocação de uma gravura de Goya do Museu do Prado onde se refere que “o sonho da razão produz monstros”. Economista conselheiro de decisores políticos, Gaspar vê-se como alguém que esteve efemeramente emprestado à política para ajudar a resolver problemas concretos, não como um líder político.
Um bom exemplo da ausência de um discurso mais político sobre o futuro é o seu lamento sobre os portugueses não se entenderem sobre o nível de impostos que estão dispostos a pagar para terem o nível de serviço que exigem dos serviços públicos. Trata-se de uma afirmação com sentido político mas a que falta uma outra face, pois Gaspar nunca esclarece onde ele próprio gostaria que se situasse o ponto de equilíbrio entre a intervenção do Estado e a liberdade dos cidadãos. (Talvez significativamente uma das raríssimas omissões no exaustivíssimo questionário de Maria João Avillez, uma rara falha na revisita às medidas que tomou enquanto ministro, é a do episódio do anúncio do “enorme aumento de impostos”.)
Há, porventura, uma outra explicação para a falta de elaboração de Gaspar sobre o sentido que deveriam ter as políticas públicas, uma explicação porventura surpreendente e que está na última página do livro. É quando nos diz que só por equívoco alguém “à direita” poderia aspirar à sua “liderança e competência”. E explica porquê: “Sou um adepto de uma economia de mercado aberta e concorrencial. No entanto, sou um social-democrata.” É a sua última resposta à última pergunta da entrevistadora.
Os limites de um discurso
Não faço parte dos que acham que Portugal percorreria um caminho mais fácil se saísse unilateralmente do euro, em nome da competitividade da economia, ou se denunciasse a dívida pública, proclamando que esta é impagável – pelo contrário. E não duvido que, depois de encostados às cordas por muitos anos de mau governo e de incentivos errados aos agentes económicos, Portugal passaria sempre por um período de grande aflição e de muita austeridade quando o dinheiro se acabasse – e ele acabou-se quando o Estado deixou de ter acesso aos mercados privados da dívida. Também nunca encontrei quem me explicasse que era possível, que era realista, seguir uma estratégia diferente da adoptada por Vítor Gaspar, uma estratégia centrada na recuperação da credibilidade e, através desta, numa renegociação com a troika que acabou por, em dois momentos, nos dar o “mais tempo e mais dinheiro” que, sem terem sido reclamados na praça pública, foram efectivamente conseguidos à mesa das negociações.
O problema desta estratégia é que ela nunca foi “além da troika”, ao contrário da ilusão corrente. Gaspar refere por diversas vezes que as crises devem ser momentos de mudança e de reforma, mas aquilo que em Portugal mudou nem chegou a ser o que estava previsto que mudasse no primeiro dos memorandos de entendimento. O ex-ministro reconhece que, sobretudo por causa das consequências de sucessivos acórdãos do Tribunal Constitucional, se deveria ter começado mais cedo a reformar o Estado, essa tarefa sempre adiada. Na verdade dificilmente ele, que esteve no coração de todos os processos de decisão nos dois anos em que tutelou as Finanças, poderia ser o impulsionador dessas reformas. A clareza com que expõe a estratégia que permitiu a Portugal regressar aos mercados contrasta, ao longo de todo o livro, com as raras frases vagas com que se refere às medidas concretas de uma política reformista.
Maria João Avillez recorda-lhe muitas vezes a falta que a política fez em momentos cruciais da governação, e Vítor Gaspar vai-lhe sempre respondendo dizendo que esse não é o seu terreno. Não o faz para apoucar a actividade política, nem para menorizar os seus actores, antes para se resguardar no lugar do espectador interessado que episodicamente desceu ao relvado num momento de maior dificuldade da sua equipa. Muito se especulou durante o seu mandato sobre o seu gosto, até a sua intuição para a actividade política, mas aquilo que resulta da leitura desta entrevista-maratona não é o retrato de um político disfarçado de civil, antes o de um alto-funcionário que fez política com uma racionalidade implacável e muito poucas cedências aos floreados, às meias palavras, às imprecisões e aos fingimentos que caracterizam o lado florentino da política. Mas não só. Não lhe faltou apenas quem “vendesse” melhor aos portugueses a sua estratégia e a sua austeridade, faltou-lhe o que também não existia em todo o Governo, isto é, a capacidade de lutar com frontalidade por um modelo de Estado menos presente e menos paternalista e por uma cultura cívica menos dependente do amparo tutelar, mas também asfixiante, do Terreiro do Paço. Nem ele, nem o resto do Governo, forem capazes de dizer, e de defender, que depois da troika não teríamos apenas um Estado mais económico porque sujeito a muitos cortes, mas um Estado diferente porque fora capaz de devolver à sociedade mais protagonismo e mais responsabilidade.
Vítor Gaspar por Maria João Avillez dá-nos assim um panorama sobre os últimos dois anos e meio que acaba por ser mais do que o retrato de um economista brilhante que foi capaz de executar com imenso rigor e determinação uma estratégia destinada a libertar-nos da “emergência financeira” e a fazer-nos sair da condição de “país de programa”, mesmo quando isso parecia impossível. Dá-nos também do retrato por omissão de tudo o mais que não foi feito.


Maria João Avillez, com dois ll, está sempre na onda. Há tempo era o Mário Soares. Agora é o rei magro Gaspar. Depois de espremido, pouco deve resultar da leitura deste livro, como é tradição nestas coisas.
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HÁ TEMpo? nem por isso
está-se esgotando
rei magro gostei nã és tapadinhas de todo…
0 Şubat 2014 Perşembe
WELCOME TO THE STANDARD GLOBAL NIGHTMARE NOW WITH MORE UNTERMENSCH
CORTEZ CONQUERED THE UNTERMENSCHEN THA HAVE AZTEC NAMES
OR NAHUATL NAMES
NAMES LIKE AMOXTLI COATL COYOTL AND OTHER NAMES
LIKE XOCOATL THAT GIVE PROTECTION AGAINST BREAKFAST RAIDERS
AND CORTEZ CONQUERED THIS EMPIRE
BY PURE STUPIDITY
CORTEZ NEVER REALIZED THAT THIS CONQUEST IS IMPOSSIBLE
SELF ESTEEM SELF CONFIDENCE
WELL BEING A EGOMANIAC LIKE VASCO DA GAMA
AND BE THE PROUD OWNER OF A MILE LONG IGNORANCE
AND HAVE A IMPENETRABLE FAITH IN THE SELF-CONCEIT D’ELLE PRÓPRIO
SEGUNDO SOARES A SELF-CONCEIT IS SOMETHING OR SOME SOME
THAT DERIVES FROM A VIRTUAL BUBBLE IN THE ID
OR FROM MEGARIPPLES IN THE EGO
TO BE A MORON AND USE ONLY WORDS THAT DON’T RHYME WITH REALITY
ARE THE REQUISITES TO BE A GOOD POLITIC MAN CALLED IN SPANISH
EL CAPACHO……
OPUS…POCUS…..HOCUS ….COPUS,,,,
HORUS ARE US
EXPEDITIONS OF POLITICAL SLAVE TRADERS ARE ON…..
TIME IS MADURO FOR IT
EARTH FALL FROM WITHIN
WE DON’T NEED INVASIONS FROM OUTER SPACE
WE ARE THE ALIENS AMONG US….
Gönderen São reis magros? bolas imaginem o povo…..deve ser rei dum povo ex-tinto:
Etiketler: ORA PASSEM PRA CÁ A PIMENTA OU FURO-OS TODOS DISSE O GAMA..
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http://blog.5dias.net/
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inda num foi no arrastão
e nos outros dois nã travalham canalhas andam a fazer-se à semana dos ingleses
somos gregos carago 8 dias de descanso por semana mai nada
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não é mesmo um texto típico vou já quase a meio e inda num lhe vejo o fim
ou diz-se os fins? tem princípios? e meios ?
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Dou um retrato da Maria João em fato de banho a quem tiver pachorra para ler o post todinho da silva.
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é obra pá é obra depois diste uma pessoa nunca mais comenta nada
é preciso ser um masoquista do carago pra ler iste
quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014
FAÇA VOCÊ MESMO O SEU REI MAGRO SEM MORRER DE TUBERCULOSE NO PROCESSO OU DE FOME QUE TAMBÉM NÃO DÁ JEITEIRA NENHUMA E DÁ UMA VONTADINHA DE COMER UNS COURATOS DO VIZINHO MESMO QUE O GAJO NÃO TENHA VOCAÇÃO PARA SER PORCO
O regresso dO Rei MAGO MAGRO Gaspar
20 Fevereiro, 2014
por JáVENTUDeMaisFarroupilha com esta crise
Isto não é bem o texto típico de um blogue, é mais uma encomenda anti-natalícia feita a metro e se nesta crónica Gaspar é o Mau da Fita imaginem o que este gajo vai fazer ao Baltazar e ao Belchior e à Belle Dominique se ela ou ele quserem cu adoptar ou coadoptar enfim um passe de mágica dessas ou desses….
mas enquanto não chega o Observador, vulgus mirone na reforma ou no desemprego que é terno quando é eterno aqui fica ele: ele quem? perguntará o radical extremista
o Vipar ou Viper no Paraíso De PassoS CoElHo…
ganhaste pá a tortura do socrates até sabe melhor depois duma cousa destas
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Caro Piscoiso, eu li tudo do princípio ao fim e estou aqui à espera do prometido retrato.
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bolas pá gamma gamma és mais masoquista cu povão todo junto
olha que num chegas ao grau 33
tira-se o bitor pra num meter o retrato no vicuña ódespois pranta-se o pointe g e mexe-se bem….. Gaspar foi e portanto já não é ……ministro dumas Finanças muito apostadas em cobrar impostos e pouco em cortar nas despesas e nos consultores das autarquias e doutras mordomias pois durante pouco mais de dois anos esteve à espera de se ir para um emprego melhorzinho, mas será recordado por muitos mais…..todos os que ficarem vivos para votarem nele para presidente da República ou para Xerife, pois ministros das finanças 40 anos depois de baterem as botas ganham eleições na internet….
É contudo muito cedo para sabermos a imagem que dele prevalecerá. se dum tipo com umas olheiras enormes como nunca nenhum ministro tinha tido antes, excepto o Santana Lopes se o acordavam antes das 2 da tarde ou se se levantava pelas 11 da matina sem maquilhagem….
Logo ou era gajo para bunga-bunga ao estilo do Berlusconi ou trabalhava bué ou se calhar as duas cousas e nesse caso era um fenómeno
Quando saiu, no início de Julho de 2013, há quase meio-ano ou se calhar mais que a gente com a crise nem compra calendários
saiu aparentemente com uma carta que causou enorme estrondo, como as cartas do Unabomber dir-se-ia um homem derrotado pela sua circunstância, por uma economia afundada na crise e um país zangado e deprimido.
Apenas seis meses depois, no começo de 2014, começa a surgir-nos como o mal-amado que, afinal, pode estar por detrás da reviravolta que levou o Financial Times a referir-se a Portugal como o herói improvável e surpreendente da recuperação económica dos países da zona euro. ,,,,*a custa de desemprego para o resto da vida, milhares de cafés e lojecas fechadas
dezenas de milhares de casas às moscas e enfim outras boas economicidades muito em conta
o azeite exporta-se bué…..logo o preço aumenta desde os saldos de 2010 com a garrafinha a euro e meio ou mesmo a euro e vinte e cinco em ternas promoções que duravam meses
Falta-nos ainda distância para um julgamento frio e rigoroso destes anos, que vão ter muitos irmãozinhos até 2022 ou até 2033 mas quando ele for feito não será possível ignorar Vítor Gaspar por Maria João Avillez, o livro-entrevista que terá sido enviado para cortes de papel na 2ª edição de 2014 lá para 2016 ou para resmas de papel higiénico se sairmos do euro entretanto
o retrato ? já mais fodidos 1957 vezes diz o poste e desde 1143 dá quase 2 vezes e tal em cada ano
é muito e suspeito que o contador é republicano e laico o que dá 15 vezes por ano
ou por annus
o retrato é o de um túnel muito merdoso
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Ahah, mas o melhor é mesmo a queixa do Und 😉
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Depois da troika?! Ora, ora, depois da troika, já se sabe, com Gaspar ou sem Gaspar, vai continuar o regabofe que nos conduziu a isto. A estrutura está de pé, nada foi mexido. Ou esperam o quê? Milagres? Utopias?
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Belìssimo post. Apenas um reparo: quando Gaspar diz que a “politica não é o seu terreno”, ele deve querer dizer que não se mistura com a fauna que se dedica a fazer politica em Portugal.
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Por isso fez a merda que fez…
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o socras coitado é a vida dele
nã sabe fazer outra cousa
é orfão de pai acho
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Pançudo,
Ouve até ao fim
http://youtu.be/_rmBVXGLGOM
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Vale mais cair em graça do que ser engraçado. E realmente eu até apreciava algum do seu humor. Mas fico embasbacado quando comparo a tolerância (aliás, a defesa) de Gaspar por regressar com autojustificações passados uns poucos meses do abandonado das Finanças, com a intolerância de outros que regressam passado muito mais tempo.
Não sei o que diz Gaspar nas 400 páginas do seu D. Quixote, escrito pela Miguel de Cervantes, Maria João Avilez. Devo dizer que acredito muito pouco que alguém leia o livro inteiro, mas não faltará gente a dizer que sim. Uma e outra coisas fazem-me entender porque é que a “nossa intelectualidade” não faz outras leituras e troçam dos livros de Krugman e de Stiglitz.
Gaspar foi acusado por gregos e irlandeses de funcionar como mais um membro da troika, pelas afirmações públicas que fazia. É necessário um bom pedaço de lata para vir elogiar-se de ter conseguido mais tempo e mais dinheiro, quando renegava essa necessidade.
Enfim, com todo o mérito que terá tecnicamente, com todo o esforço que terá feito, dois anos de governação significam muito pouco.
E o omo continua a lavar mais branco. 😉
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tens um péssimo sentido de humor ó gamma
de resto o 4º cavaleiro do apócalipse também e inda diziam cu gajo era o 4º homem da troika isso tinha sido uma sorte
o omo? bolas outra vez a cu adopção já xateia pá refer end isso
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E aonde é que este senhor Gaspar, está a trabalhar ?
Ou no mínimo, se candidatou para trabalhar ? Segundo noticias, até com o apoio da Sra Merkel, pelo excelente trabalho dele …
Em sabendo aonde, a sua afirmação que não é justo chamar-lhe o 4º elemento da Troika, parece uma das suas melhores piadas.
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Ó GAMMA O HOMEM TRABALHA PRÓS DEUSES
NISSO É melhor cu da saúde que só trabalha com três que são só um como tu…..
czwartek, 20 lutego 2014
O REI MAGRO QUE FAZ MAGRAS AS GORDAS GENTES – GASPAR O 4º HOMEM DA TROIKA? JÁMÉ ….GASPAR É CERTAMENTE O 4º CHAVALO DO APOCALIPSE HÁ ATÉ QUEM DIGA QUE TAMBÉM É OS RESTANTES TRÊS É UM GAJO QUATRO EM UM ASSIS OU ASSAD
PARA EVITAR A BANCARROTA DE SOARES QUE NOS RONDA HÁ DÉCADAS
E AS PÉSSIMAS PIADAS DO REI MAGO DAS FINANÇAS GASPAR
DEVE PROMETER COMPRAR A BÍBLIA DE GASPAR
UMA ESPÉCIE DE LIVRO DO MÓRMON OU DO MORON
PARA POBRES GENTES AINDA COM TROIKOS
NELE SE DESCREVE A MANEIRA COMO GASPAR RECEBE DE DEUS
UM DEUS NÓRDICO EM CADEIRA DE RODINHAS DIZEM AS MÁS LÍNGUAS
AS BOAS DIZEM QUE SE TRATA DE UM DEUS AUTO-TRANSPORTADO
ENFIM RECEBE DE DEUS AS TÁBUAS DE OURO COM A SOLUÇÃO PARA A CRISE
OU SE CALHAR ATÉ ERAM SOLUÇÕES
MAS COMO O OUTRO GAJO ….PERDEU-AS OU METEU-AS NO PREGO
O LIVRO É OMISSO OU HOMEM ISSO NESSA PARTE DA NARRATIVA
E COMO PERDEU O MANUAL DE INSTRUÇÕES
FEZ MAIS COLECTA DE IMPOSTOS
E FÊ-LO À BRUTA AO ESTILO VIKING
INCLUINDO COM VIOLAÇÃO DOS ESTATUTOS DO PSD
E DE ALGUNS MONGES DO MOSTEIRO DA ECONOMIA
ENFIM PARA QUARTO CAVALEIRO DO APOCALIPSE
PODIA TER-NOS CALHADO UM MUITO PIOR
ERA DIFÍCIL MAS PELOS ÚLTIMOS XIX GO VER NOS NADA É IMPOSSÍVEL
ATÉ SOCRATES O GREGO REENCARNOU
PORTUCALE MIRABILIS EST
OU ALERTA ESTÁ UMA DESSAS PUPILICES
Autor: Mea Culpa Mea Maxima Culpa ó king Gaspare Miserere Dominus Meo box
Etykiety: CRYPSIS AND SEARCH IMAGE ARE FUNDAMENTAL IN MAGI, OU É EN MAGII ENFIM UMA SOPA DESSAS
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O autor parece pensar que tudo se passa deve-se à Política.
Se corre bem a razão é da Política.
Pelos vistos não pode ser do resultado das decisões de milhões de pessoas.
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E pior acha que 5% de défice é coisa boa. E termos atado ao pescoço 130% de Dívida Publica Soci@lista – seja soci@lismo de esquerda ou direita.
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Repescando um post de Julho de 2013:
“Lendo a carta de demissão de Gaspar (e para lá da referência às diferentes correntes de opinião dentro do Governo) é possível concluir que, segundo ele, existe uma incompatibilidade entre a “cura” de que o País carece e a Constituição portuguesa, ou seja, há uma relação directa entre a demissão de Gaspar e os chumbos do TC aos Orçamentos por si propostos. Curiosamente (ou talvez não…), nenhum debate nem comentador de serviço explora este ângulo.
O FUTURO dirá se “o ministro que falha todas as previsões” tinha razão… ”
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/07/obrigado-dr-vitor-gaspar.html
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“se eu comentasse as minhas reacções privadas, elas deixariam de o ser”
V. Gaspar
______________________________
Monsieur de La Palisse est mort
Il est mort devant Pavie
Un quart d´heure avant sa mort
Il était encore en vie.
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É tão frívolo e inútil escrever um livro de 400 páginas sobre nada como fazer uma tese de obturamento aos 27 anos. Este é um dado que explica muita coisa. Esta gentalha da economia tem a densidade da lã de vidro, da lã de vidro benfiquista.
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Algo longa mas profunda, apreciei a análise de JMF.
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