Filmes nomeados para Oscar analisados por um camarada
2 Março, 2014
Hoje é noite de Oscars e, como vi todos os filmes, apresento-vos um resumo de cada um pela mente do militante do PCP.
- American Hustle
- A história do abuso policial exercido por um polícia corrupto e motivado pelo lucro, a opressão que este exerce sobre uma família de trabalhadores e a imoralidade sobre o elemento feminino objectificado por decotes que evidenciam a violência de género.
- Captain Phillips
- História que ridiculariza a luta do oprimido e a revolução que este inicia contra o opressor neoliberal. O grande capital que se julga propriedade ilegal do navio acaba por vencer neste filme de propaganda contra a luta do povo livre da Somália que continua a contribuiur para um mundo mais justo.
- Dallas Buyers Club
- História que pretende enaltecer a fuga ao fisco e o enriquecimento ilícito através da exploração do homem-pelo-homem de um bandalho que vende medicamentos que são direito adquirido pelo SNS.
- Gravity
- Propaganda anti-URSS, que culpa a Mãe-Rússia pela destruição de todos os satélites do planeta, mostrando o abuso americano que envia pessoas para o espaço em calções pretos e pouco mais.
- Her
- Um filme que analisa o fenómeno explicado pelo doutor Marinho Pinto no último Prós e Contras, o da homotecnofobia que pessoas homotecnológicas sofrem apesar de não terem culpa de estar apaixonadas pelo seu sistema operativo.
- Philomena
- Uma história que mostra que a igreja católica é a fonte de todos os males do mundo mas completamente arruinada pela facilidade com que a personagem principal perdoa pessoas, a cabra, em vez de fazer o que lhe compete que é rebentar com todas essas instituições opressoras e fomentar a implantação de um estado laico e socialista.
- Nebraska
- Um filme sobre um homem que procura o seu direito adquirido a um milhão de dólares e cujo princípio da confiança é traído pela exploração do grande capital não-regulado e a sua capacidade para enganar as pessoas.
- 12 Years a Slave
- Um filme que alerta para os perigos do neoliberalismo quando este ainda não tinha a violência e a opressão dos nossos dias, com falsos recibos verdes e o despedimento ilegal de trabalhadores sujeitos a salários indignos como o salário mínimo nacional.
- The Wolf of Wall Street
- Um filme que mostra que a especulação financeira é o primeiro passo para uma vida de deboche e dependência de drogas.
23 comentários
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Eh, Eh … excelente.
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Tirar as “medidas” tem o reverso. Pode ser ao metro, se for em polegadas tem-se de fazer uns cálculos a dedo, em pés está mesmo a dizer, em arrobas até se podem aquilatar o numero de onças que entram em cada fita. Ocorre-me a cena dos espelhos da “Dama de Xangai” vá-se lá saber porquê.
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Well, ainda não vi nenhum desses filmes.
O que posso dizer é que esses resumos se passam na cabeça do autor do texto.
Mas tenho conhecimento de alguns, designadamente o “Her” de Spike Jonze, que esteve casado quatro anos com a Sofia Coppola.
Quanto à paixoneta do personagem principal pelo sistema operativo, não esquecer que este tem a voz de Scarlett Johansson .
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Resumindo o resumo: nem tudo o visionado dessas merdas de filmes candidatos do Oscar desta noite foi tempo perdido pelo VC…
Ainda deu para poder (no minimo) articular um bom post.:)
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Obrigado pela gargalhada num domingo chuvoso
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Grande exercício de imaginação (ou talvez realidade virtual).
Aposto que o meu favorito (também vi todos) que é o Nebraska não vai ganhar nada.
Impressionante como é que o August – Osage County (família destruída por causas políticas onde a Mãe é do Tea Party e as filhas uma é liberal, outra conservadora e outra abstémia) nem sequer está nomeado.
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Confesso que o meu preferido é o Nebraska. Mas estou habituado a estar do lado minoritário.
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Nebraska, segundo a crítica, conta a história de um D. Quixote do Midwest americano.
Há alguns por aqui, lutando contra moinhos de vento.
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Aparentemente a crítica tem os mesmos problemas cognitivos que os defensores do PEC 4.
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Estive a ver um video na Time com Bruce Dern a posar com um boné do Chelsea.
Deve ser adepto de Mourinho.
Deve ganhar o Oscar.
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Deu um certo gosto ver que o Vítor consegue penetrar na mente de um militante do PCP. Tenho como teoria (minha, claro!) que uns pequenos ajustes na mente de um comunista radical dará um bom liberal radical (a Zita Seabra parece comprovar a minha teoria que, aliás, já estava consolidada antes do caso pastelaria Suiça). Só não sei se o contrário também é verdadeiro. O Vítor poderá ser a espoleta que me faltava para provocar a faísca necessária ao progresso no avanço da (minha) teoria.
E o facto de ter conseguido ver “O Lobo de Wall Street” até ao fim dá-me força e coragem para avançar.
Já agora, Vítor, sabe que no final do filme, quando o “Lobo” é apresentado a uma plateia para fazer aquelas “coisecas” motivacionais, o “apresentador” é o verdadeiro “Lobo” e autor do livro, Jordan Belfort?
PS: Já agora, a Margot Robbie é montes de gira, não é?
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Pode vê-la em tamanho quase natural e ao natural no meu blog, passe a publicidade.
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Claro que vou ver. Obrigado.
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Ponha o link directo, fado.
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Obrigado, aí vai.
http://fado-alexandrino.blogspot.pt/2014/01/aprender-vender-canetas.html
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Já tinha encontrado. Contém imagens do filme. Mais uma prova de que os mercados não são tudo na vida. 😉
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Começando pelo mais importante, Fincapé, a Margot Robbie é a poesia que comprova a existência do Homem de que o Sampaio da Nóvoa falava. Eu, como simples ultramontano de gostos simples, ainda quero bater no indivíduo da revista (Vanity Fair? Não me lembro) que disse que a Amy Adams era feia.
Quanto ao trafulha do Wolf, faz-me lembrar o sistema que premeia figuras como Paulo Campos. Dificilmente encontra alguém, de qualquer latitude espectral política, ache que o crony capitalism é algo de positivo, por muito que se alimentem dele.
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Mesmo que não tenha começado pelo mais importante, começou muito bem. E concordo que há críticos que mereciam umas “palmadas no rabo”. 🙂
Mas discordo da ideia de que o pozinho de farinha com que simbolizou o “crony capitalism” seja o mais significativo. Nem hierarquicamente passou de secretário.
Espreite para dentro do saco. 😉
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Um post caluniador e provocador com objectivos escudos: um militante do PCP não vai ao cinema
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errata: leia-se “escusos” e não “escudos”
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O filme Her levanta de facto uma questão fracturante: para quando a regulação estatal do casamento de pessoas com máquinas? Ou até com bonecas insufláveis? Não à discriminação!
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Vitor não acertou.
“12 anos escravo” foi o filme que ganhou e nem está referido.
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Lindo!!!
E o Óscar vai para…
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