nem seria de esperar
O incontestado e incontestável líder do PS, o Senhor António José Seguro, resolveu dar um puxão de orelhas em público ao contestado e contestável líder da República, o Senhor Aníbal Cavaco Silva. Em causa, uma entrevista que este deu ao Expresso, dizendo algumas coisas que não lhe competiam dizer no exercício das suas funções actuais sobre a saída de Portugal da tutela plena da troika.
O incontestado sentiu necessidade de reforçar a sua incontestável liderança utilizando o contestável como objeto da sua incontestada autoridade. Não o deveria ter feito. Na verdade, não só Cavaco tem alguns anos a mais do que Seguro, e o respeito pelas pessoas mais velhas é um exemplo que deve ser dado pelas personalidades inspiradoras da comunidade, na conta do que ele certamente se tem, como também deve haver alguma deferência por quem fez na vida mais do que nós, no caso o contestado, que antes de entrar na política já cá andava a sustentar a família com cursos, doutoramentos e a ensinar o que nesses anos de estudo aprendera, enquanto que o incontestável fez toda a sua fulgurante carreira nos bancos da Juventude Socialista e, durante e depois, nos da Assembleia da República, o que não é exatamente a mesma coisa, embora também não seja muito diferente.
Mas há ainda um aspecto superior a estes dois que o incontestável deveria ter ponderado antes de puxar as orelhas ao contestado. É que este último, por mais absurdidades que possa dizer, não se representa a si próprio, mas à República, a amantíssima e inspiradora forma política da nação, cuja ética imaculada deve ser para todos exemplar. Ora, ao malhar em Cavaco, Seguro não se limitou a censurar a persona do Professor Aníbal Cavaco Silva. Verdadeiramente, e aos olhos de todos, ele pontapeou a República, pela qual todos os cidadãos e políticos (cidadãos de primeira em contraste com os cidadãos de segunda) devem ter o máximo respeito. Porque, na verdade, ao tratar-se assim, ao mais alto nível de responsabilidade política, os símbolos maiores da comunidade politicamente organizada, é esta que se põe em causa.
Como é evidente, o Dr. António José Seguro nem disso se lembrou, tendo-se limitado a olhar para o Chefe de Estado apenas como mais um actor político, igual ao Paulo, ao Pedro, ao Zé e ao António, que como ele andam à caça de simpatias e de votos para se alçarem e manterem no poder. Um protagonista tão criticável como qualquer outro, portanto, que recebeu apenas de parte da população votante a legitimidade do seu cargo, não o representando a ele nem aos seus, porque eles votaram noutros candidatos, a quem preferiam muito mais do que ao que acabou por ser eleito.
É também por este género de razões, que cada vez mais a Monarquia Constitucional se configura como a forma política mais adequada ao sistema de governo parlamentar. É que aí, o chefe de estado é exclusivamente um símbolo, não é eleito por uma simples parte dos eleitores, não pode intervir politicamente e, por isso, não pode nunca dividir por ser politicamente inexistente. “Limita-se” a ser um símbolo da res publica, que a une pela sua dimensão inteiramente simbólica e pela referência pessoal, e ao qual é devido o respeito necessário ao essencial não avacalhamento das principais instituições de um país, sobretudo daquela que é o símbolo vivo da comunidade.
Esta é uma diferença muito significativa que explica a estabilidade política habitual nos países em que os regimes democráticos parlamentares são enquadrados na forma monárquica, contrastando com a conflitualidade e a instabilidade crónica dos sistemas de governo parlamentares sob a forma republicana.
Obviamente que ao incontestável António Joé Seguro, obcecado como anda com a ideia de não perder o comboio que o levará a sentar-se, juntamente com amigos e compinchas, em São Bento, semelhante coisa não passou pela cabeça. Nem seria de esperar que passasse.

o tótózero passou a tótó menos cinco ou menos dez
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cavaco tope trato-o por cavaco porque é um ser invertebrado e mais baixo que o Actor político Paulo, ao Pedro, ao Zé e ao António, pois nenhum destes inventou historias do arco da velha e fez birrinhas e é o presidente mais cínico que por lá passou
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O interessante na figura to Tó-zero é que ele não é um pára-quedista. Não, ele é o fruto amadurecido de muitos anos do partido e dos mecanismos do partido a que pertence. A grande questão é esta: como é que os partidos em Portugal conseguem produzir estas aberrações simplificadas de político e colocá-las no topo da hierarquia? Significará isso que o resto ainda é pior?
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O Joé Seguro tem razão numa coisa:
“Convinha que, sobre este assunto, que é da maior importância para a vida dos portugueses e do nosso país, houvesse maior prudência nas palavras e de facto os protagonistas se pronunciassem em função de situações concretas”
Como ele não se vê protagonista tem-se permitido a doideira de dizer o que lhe passa pela mona, porque de facto o recato importa a quem é protagonista.
Já agora, alguém sabe quando termina o pagamento desta ajuda financeira? Qual será o motivo de ver alcance deste programa até 2030/2035?
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Mas o Seguro pronuncia-se: ainda há dias foi a Londres dizer que o desemprego continuava a aumentar em Portugal. Mas ontem pediu “maior prudência nas palavras” de atores politicos. Isto vindo da boca de quem andou a dizer que mal chegue ao Governo desfaz lgo a reforma de poupança com os tribunais, o que é excelente para imagem do país e para o crédito.
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Londres, sempre Londres…..
Sera’ um fetiche dos extra-terrestres???
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Enquanto o governo se esforça por mostrar uma segurança que não sente nem existe, Seguro tem de mostrar que se sente inseguro com o andamento da coisas até com o “rei” que foi recriado como Presidente da Republica, uma figura que deveria deixar de existir, talvez tenha razão de existir numa federação de estados. O nosso “rei” está como o de Espanha, desacreditado. É curioso como as “monarquias” ditas constitucionais têm passado por algumas tremideiras. A de Inglaterra teve a sua com aquela história de Diana, agora com a Escócia, a Bélgica ainda está vai não vai, a do Nepal esfumou-se, a do Vaticano devem ter errado no homem para andar a armar tanta confusão, bom mas essa é senatorial. E o Putin, na boa tradição russa, faz figura de urso, mas esse como não pode ser czar faz todos os papeis desde que mande.
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São essas monarquias constitucionais e esses casos que tem para dar de exemplo? Quer fazer idêntico exercício com as repúblicas europeias, começando pelos escândalos franceses, passando pelas ligações mafiosas italianas e terminando nas múmias portuguesas? Olhe que é capaz de ficar a perder…
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Com certeza, perco. O que nos queixamos no funcionamento das republicas é de práticamente funcionarem como monarquias em que o poder está tomado por uma elite que se faz representar pelos partidos.
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Declaração prévia, não gosto nem me interessa o A.J. Seguro!
A minha indignação é pela defesa pouco consistente que o Rui a.
pretende fazer de Cavaco Silva sim, como político a sua acção
pode e deve ser criticada, não estou de acordo com o elogio feito
a um político que teve as melhores condições para desenvolver o
País e, ficou-se no que todos vemos e sentimos, não basta ser o
bom aluno! Como professor o ex ministro Vitor Gaspar deixou bem
claro que … era a sebenta e daí não passava! No seu primeiro
mandato na Presidência foi uma deceção, confirmada pelos roteiros
que assinou! Nunca devia ter dito aos portugueses quando se recan-
didatou que, era um economista e pretendia ajudar a superar a críse,
se tem ajudado, não se nota, cada vez o País está pior!
Melhor Presidente foi o almirante também conhecido por “cabeça de
abóbora” ou mesmo, qualquer um dos outros! Só a idade não é tudo!
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A questão é que o Cavaco está anos-luz do tózero-sempre-zero
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O Tó Zé Seguro é de uma vacuidade que faz arrepiar
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