a câmara alta
11 Março, 2014
Estes ajuntamentos de personalidades que, de tempos a tempos, fazem manifestos e pronunciamentos a exigirem coisas, muitas coisas, dos governos em funções têm o inegável mérito de permitir antever o que seria uma câmara alta do nosso parlamento, o célebre senado, no qual teriam lugar, com o dinheiro dos nossos impostos, as eminências pardas do regime, para aconselhar os políticos e iluminar a plebe. A lista das 70 figuretas que hoje assinam este documento não anda muito longe do que seria, neste momento, a composição de um órgão desse género e o seu padrão de intervenção. Um verdadeiro horror a que o legislador constitucional felizmente nos poupou. Uma das poucas coisas bem feitas na Constituição de 76, diga-se em abono da verdade.
9 comentários
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Essa hipótese até foi considerada aquando da redacção da Constituição/76, mas depois de contarem as palavras achou-se que ultrapassava o número razoável para as Constituições. Foi apagada.
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Sobre os manifestos com ajuntamento de personalidades, é coisa impensável em ditaduras.
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Já perguntou ao Vital Moreira ??
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Um pequeno passo para a humanidade, grande para o Rui que começa a ver a luz.
Mas tenho de concordar com o Rui. Se o signatários do manifesto estivessem no senado a esta hora estariam a dormir a sesta e não haveria manifesto nenhum. Assim lá se reunem de quando em vez e, para matar saudades, lá sai um papel bombástico a pensar que ainda têm “canetas” para arrancar com a revolução, que nunca fizeram.
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Acho que aquelas pessoas, ou outras, podem sempre escrever a opinião deles. Essa opinião pode ser contraditada, mas com argumentos sólidos, não com apreciações sobre a identidade de cada um e de todos.
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É igual ó litro…Somos um País pequeno, pequenino, pequenininho, (e pobrezinho…) que se dá ao luxo de ter em funções: 4 Presidentes da República, quase 20 PM, milhares de deputedos, cujo mérito foi endividar a chafarrica em mais de duzentos mil milhões de euros…é obra!…em 40 anos? Chiça!!!!!
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Uma cambada de velhadas ressabiados…
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Stiglitz também se mostra dececionado com o senado americano e com a câmara dos representantes, ambos corroídos por poderosos interesses (O Preço da Desigualdade).
Por cá, não há senado, mas o parlamento apresenta fraquezas de sobra. Apesar disso, tem uma componente forte da classe média, embora razoavelmente domada.
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Não se esqueça que em Roma era o Senado o garante da estabilidade política, de que o nosso governo tanto fala. Aliás, em Roma as decisões não eram exatamente deixadas à plebe e à medida que o regime se vai democratizando, o regime vai entrando em crise, mas os assuntos mais importantes eram sempre deixados àquela elite (por vezes dividida) separada da plebe que tomava decisões a bem da república. Sim, o nosso parlamento atual não tem nenhuma semelhança com isso…
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