Diferença entre condição de sustentabilidade e condições do pacto orçamental
O Presidente da República, no seu prefácio indicou a necessidade de Portugal atingir um excedente primário anual de cerca de 3 por cento do PIB e um crescimento nominal de 4%. Estas são as condições para cumprir o pacto orçamental. Não são as condições de sustentabilidade da dívida. A dívida é sustentável em condições muito mais moderadas (2,5% de crescimento nominal e excedente primário de 2%).
Ora, nâo se pode argumentar que vamos ter que reestruturar a dívida apenas porque não conseguiremos cumpir o pacto orçamental. Caso ele não venha a ser cumprido, isso será um problema do país, que, ao optar por piores contas, vai passar a ser gerido pelo Conselho Europeu (essa é a principal consequência do pacto orçamental, quem não cumpre passa a ter a política orçamental gerida pelos parceiros europeus). Mas o incumprimento do pacto orçamental não é um problema dos credores. Estes, desde que se cumpram as condições de sustentabilidade da dívida, continuarão a ver assegurados os seus pagamentos, pelo que não verão grandes razões para reestruturar a dívida. Os credores até poderão considerar fazer alguns ajustes aos juros ou aos prazos, mas sempre com contrapartidas de reformas duras contra o despesismo, e no âmbito da governação europeia de paises violadores do pacto orçamental.
Parece haver um consenso de que o pacto orçamental será violado. Mas, se for esse o caso, a consequência não é a reestruturação da dívida para o podermos cumprir com uma baixa da dívida e dos juros, sem esforço nem custos da nossa parte. A consequência é medidas reformistas impostas pelos parceiros europeus para o fazer cumprir.
Prevejo que os próximos 20 anos serão bastante bons para Portugal, dado que vamos deixar de ser governados por políticos portugueses.

Espero bem que sim, 3 falências em 37 anos é suficiente!
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Este post é igual aos milhentos preâmbulos dos vários diplomas oficiais que chegam a ser maiores que o próprio diploma.
O último parágrafo chegava.
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Quanto ao último parágrafo:
FINALMENTE!
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A grande maioria dos subscritores do manifesto dos 70 não faz a minima ideia de que é que está a falar, e ver ontem à noite na TVI24 um historiador mediocre discutir estes assuntos teria sido divertido, se não fosse uma tristeza.
Eles pensam que se a divida for reestruturada voltamos ao bródio socialista de continuar a gastar o dinheiro dos outros.
Entretanto, pelo menos para mim, outra tristeza; parece que as imbecilidades do Pedro Nuno Santos fizeram escola:
http://economico.sapo.pt/noticias/devemos-ter-tirado-o-sono-a-senhora-merkel_189094.html
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Coitadinhos, estes aprendizes de Marcelo têm que continuar a ser relevantes, se não perdem o seu ganha pão! (Ganha pão extra, para além das reformas e subvenções que lhes pagamos).
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Essa do crescimento de 2,5% foi feita com que previsões?Média dos últimos 14 anos? Gostaria de saber? Neste modelo está pressuposto que, este ano já teremos saldo primário de 2% e, nunca mais teremos necessidade de financiamento .Será?
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É verdade o nível da política e dos partidos está no
plano inclinado para baixo mas, lá por fora também
não abundam grandes políticos!
Já não colhe, o dito do tal general romano que disse
existir na Lusitânia um povo que não se governava
nem se deixava governar!
Espera-se que, a próxima ruptura do regime não ve-
nha a ser sangrenta mas, que será necessário usar
vassouras de cabo grosso não tenha dúvidas!
Uma liderança com um verdadeiro e curto programa
que, indique objectivos e, terá a seu favor a grande
maioria dos portugueses as pseudo élites que se cuidem!!!
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“Prevejo que os próximos 20 anos serão bastante bons para Portugal, dado que vamos deixar de ser governados por políticos portugueses.” Abriu concurso para mudar o nome de Portugal? Aceitam sugestões? Vão abrir candidaturas para trabalhar junto do nãogovernoportuguês? Os portugueses vão parar de emigrar ou emigrarão de vez com a nova nomenclatura que se vai dar a Portugal?
Espantoso é que para se cumprir o pacto orçamental seja muito mais dificil pagar a divida
“A dívida é sustentável em condições muito mais moderadas (2,5% de crescimento nominal e excedente primário de 2%)” Porquê então o drama com as contas do Sócrates????
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“Porquê então o drama com as contas do Sócrates????”
Assim se vê quem não tem a mais pequena ideia do que está a falar.
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Para nem sequer entrar no caso de uma catástrofe natural em que não temos possibilidade alguma de nos endividarmos devido ao Sócrates.
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Diga-se passagem que dizer taxativamente (2,5% de crescimento nominal e excedente primário de 2%). é ignorar que o mercado da dívida pode evoluir de muitas maneiras.
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Está a falar de quê????
Que socrático.
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Também concordo que a única coisa boa é estarmos na UE. Impedirá algumas das loucuras dos nossos políticos no futuro.
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