Solução final para sem-abrigo
Seguro quer acabar com os sem-abrigo. A ideia é extremamente simples: “criar condições de modo a que os portugueses que vivem na rua deixem de o fazer”, acrescentando que o objectivo a alcançar é fazer com que “(quem) não queira estar na rua tenha um tecto”.

Casernas comunais em Majdanek
Bem… Já vi pessoas que consideram esta proposta um passo em frente no socialismo nacional: conjuntos de casernas erguidas por grandes socialistas, assegurando equidade total aos seus habitantes numa comuna fraterna onde o trabalho não falta.
Pessoalmente, considero que Seguro não pode ir tão longe: não há dinheiro nem para mandar um Tordo cantar. O que me ocorre, já que Seguro garante não prometer nada que não possa cumprir, é um projecto conjunto de povoamento do interior aliado a tecto para os sem-abrigo. Por exemplo, qualquer sem-abrigo que certifique que dorme ao relento (como prova documental basta uma world press photo), passaria a ser elegível para a atribuição de uma casa desocupada no interior. Todos sairiam a ganhar: o sem-abrigo passaria a ter tecto, o Estado passaria a cobrar IMI por edifícios actualmente isentos.

Casa do projecto-piloto “solução final para sem-abrigo que permite colecta de IMI”

Esta solução final é – MAIS UM DELÍRIO – de DEMAGOGIA PURA!
Sempre que o PS está na oposição entra num desvario de ofertas popularuchas inacreditáveis. O pior é que anos mais tarde tem que entrar um governo que vem com a obrigação de arrumar e limpar a casa; depois os portugueses têm que pagar pela necessidade de arrumar e limpar a casa.
As promessas eleitoralistas do PS fazem-me lembrar as promessas realizadas nas eleições das associações de estudantes, quando estas começaram a realizar-se nas escolas secundárias (há bem uma trintena de anos). O difícil era a demagogia começar; depois não havia limites: começavam uns a prometer cafés à borla, depois eram as bolas e chuteiras de futebol, por fim chegava-se às piscinas olímpicas e pistas de skate… É igual.
Após as eleições nunca mais se ouvia falar nos eleitos, senão na festa de final do ano escolar em que vinham espetar-nos com umas rifas cujos prémios nunca se sabia a quem saiam.
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E vem aí mais uma sem-tacho…. quer dizer, mais uma sem-abrigo a caminho…..
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=102704
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Há um site que tenta compilar a não-aguentabilidade impressa: Isto não se aguenta.
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Não conhecia. Muito bom.
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Site engraçado. Só vi o Seguro a chorar com uma gaja a quem “cortaram” € 1000.
Como é possível alguém “engolir” esta palhaçada?
Em 2015 vamos ter aquilo que realmente merecemos. Não merecemos mais. Mesmo.
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Parte I
Seguro não tem culpa.
É um razoável actor e vai fazendo o seu papel declamando aquilo que decorou.
Quem tem culpa são os jornalistas que recebem estas inanidades e não se atrevem a fazer uma única pergunta objectiva, aliás tão fácil.
Onde, como, com que dinheiro?
Afinal são três, entusiasmei-me.
Parte II
Edite Estrela julgava que tinha ali um cargo vitalício depois de dezenas de anos de cargos públicos.
Foi perdendo a carinha laroca.
Agora perdeu o lugar, a casa, a vista para lago, o meminho que mija, uma tragédia.
Espanta-me sempre as pessoas que perante estes cataclismos em vez de chorar escrevem no facebook.
Bem vinda ao mundo real.
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Resolver o problema só das dormidas é fácil. Basta autorizar a utilização de um Albergue no estado de embriagado, de drogado, sem tomar banho, acompanhado do parceiro/a sexual, a entrar e a sair à hora que apetece, sem hora de recolher, de silêncio ou de luz apagada, etc.
O problema dos Sem-abrigo está muito para lá da questão da dormida nos papelões que incomoda tanto o Tó Zero. É um problema, em última análise, de liberdade individual e de recusa de sujeição às regras da caridade religiosa – de vários credos – ou das regras do assistencialismo social.
Ainda por cima, a rede de cuidados oficiais e voluntários que são prestados aos Sem-abrigo – distribuição de refeições, balneários, distribuição de roupa e calçado, cuidados médicos ao “domicílio” – atinge um nível tão eficaz que acaba por tornar praticável, quase-normal, uma forma de vida que deveria ser marginal e excentrica.
Repare-se que um cidadão “entelhado” para ir ao médico tem que se inscrever, aguardar pela consulta e deslocar-se ao Centro de Saúde. Ao Sem-abrigo, o Médico Voluntário da Comunidade Vida e Paz aparece-lhe na carrinha da ronda fazendo serviço domiciliário no seu condomínio de cartão.
Ainda por cima, em função da agenda política ou religiosa, o Sem-abrigo sente-se mimado uma dúzia de vezes por ano. Há meses atrás em Lisboa, eram 800 voluntários para acudir a 940 sem-abrigo. Quase um voluntário por Cliente.
Tó Zero não entende que a maior parte dos Sem-abrigo de Lisboa prefere dormir na rua, porque só assim realiza a sua opção de liberdade, conforme a define em egoista perspectiva. E estas pessoas só deixarão de ser Sem-abrigo pela força policial e pela prisão.
Eu próprio estou a considerar as poupanças consideráveis que faria na minha vida de contribuinte se enveredasse por uma carreira de Sem-Abrigo. E o fisco que me viesse penhorar o papelão por eu já não estar a contribuir para a multi-pensão do Jarreta Bagão..
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Não sei se Seguro iria fazer o que diz. Mas que custa ‘dois tostões’ e a Situação irracionalmente arma este pé de vento todo apenas porque se sente picada nos ‘pergaminhos’, lá isso é verdade.
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A propósito da lenga-lenga dos autoconvencidos; mais por largo no ‘olho do furação’ uma alfinetada (tem que ser em estrangeiro porque é onde eles ajoelham cá é arrogancia de invalidos como os gozam os estranjas):
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-Democracy vs. Oligarchy
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At these town meetings I listen to what my constituents have to say, answer questions and give a rundown of what I’m working on and what’s going on in Washington.
This process – an elected official meeting with ordinary citizens – is called “democracy.”
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If present trends continue, elections will not be decided by one-person, one-vote, but by a small number of very wealthy families who spend huge amounts of money supporting candidates or by public state nomenkaturas who protect their interests.
This process – a handful of the wealthiest people in our country controlling the political process – is called “oligarchy.”
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http://www.presstv.ir/detail/2014/04/02/356901/democracy-vs-oligarchy/
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Vamos criar um processo paralelo ao RSI?! Quem diz que abrigar sem-abrigo custa dois tostões está a confundir stock com fluxo, como de costume. Depois de aprovar esta medida “barata” não teríamos aumento exponencial de “supostos sem-abrigo”, ora essa! Tentar re-socializar e reinserir sem-abrigo? Sem dúvida. Quem está no terreno poderia ter mais alternativas a propor em cada caso, agora criar um programa centralista para supostamente tratar do problema é mais do já visto, expedientes de susbsidiação do parasitismo, de destinatários e de staff a arregimentar para esse efeito.
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Ai temos um Seguro a prometer mundos e fundos. Portugueses! Preparem-se porque brevemente isto sera leite e mel – todo mundo ira viver bem. Eu ja ando a procura de residencia a beira mar e em zona de sossego e clima ameno.
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Cuidado!!!
Segundo o Público “mar pode inundar zonas urbanas da Vagueira e da Caparica até 2100” o que vale é que nessa data já só serão 2 milhões e vai haver lugares secos em barda para escolher.
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Só a extrema estupidez permite que um artolas qualquer utilize este meio para brincar com a miséria!!!
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Verdade, Zé da Póvoa. Por isso mesmo, vou tratar de evitar que continue a brincar miseravelmente.
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Afinal a solução para os sem abrigo é simples!
Basta criar condições para os tirar da rua e fazer com que (quem) não queira estar na rua tenha um tecto!
Simples!
Como é que nunca ninguém se lembrou disto antes?
Como?
A grande Tozé, ainda bem que temos um politico como tu!
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Ser fotografado (vestido ou desnudo) para o projeto troika torna as pessoas elegíveis para essa medida?
(Por falar nisso, ainda só vão em 31% do total pretendido. A solidariedade já passou por aqui.)
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Agora o António Costa terá de ripostar com a estratégia para acabar com o lixo nas ruas de Lisboa.
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