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Um discurso com 40 anos de atraso

10 Abril, 2014

Ao contrário do JMF acho que os militares devem falar nas cerimónias do 25 de Abril. Para se recuperar o espírito que os animou há 40 anos devem fazer na AR um plenário do MFA  (talvez se possa dispensar a parte do sentarem-se no chão). Assim os militares presentes poderiam tal como há quarenta anos decidir por sua livre iniciativa não o cessar-fogo no Ultramar, como fizeram em Junho de 1974, mas por exemplo o cessar do pagamento da dívida. Naturalmente em 2014 os credores explicariam  tal como fizeram em 1974 o PAIGC e a FRELIMO aos negociadores portugueses que estes não tinham nada a negociar e apenas  a aceitar porque os militares portugueses já os tinham desautorizado. Também poderiam nesse ambiente de plenário evocar o momento em que discutiram o restabelecimento da pena de morte em Portugal, as ocupações, a não intervenção na embaixada de Espanha  e naturalmente as ameaças de confrontos físicos, abraços e choradeiras que animavam esses plenários, o que até permitiria a Vasco Lourenço um grande protagonismo.Como é óbvio as intervenções poderiam ter um prolongamento na rua onde tal como há 39 anos poderiam levar as suas intervenções até  àqueles magnífico momento em que Portugal esteve não à beira de uma guerra civil mas sim de uma guerra entre facções militares a que os líderes políticos civis se colavam.

Dado o carácter didáctico das intervenções ficaríamos elucidados sobre um dos aspectos mais relevantes dos militares de Abril: à excepção de Melo Antunes não tinham discurso. Quererem proferi-lo com 40 anos de atraso mesmo num país pouco pontual é no mínimo grotesco.

36 comentários leave one →
  1. Vitinho's avatar
    Vitinho permalink
    10 Abril, 2014 11:44

    O meu pai foi militar. Em 74 estava no Ultramar. Explicou me as razoes por detrás da motivação dos militares.. Pensa o Povo que a Revoluçao foi pela Liberdade . Em 40 anos nada mudou naquelas cabeças.. E conforme disse o “iluminado” Vasco Lourenço , hoje na TSF, nao vivemos em Democracia, vivemos na ditadura da maioria do parlamento.. Enfim..

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  2. Miguel A. Baptista's avatar
    Miguel A. Baptista permalink
    10 Abril, 2014 11:59

    Os militares do 25 de Abril de facto não tinham discurso e as suas motivações do movimento foram sobretudo corporativistas/ sindicalistas. De facto a excepção era Melo Antunes que tinha cultura, discurso e sabia pensar (e em menor grau Vítor Alves). Salgueiro Maia não tinha discurso mas tinha generosidade. Vasco Lourenço, que foi o Arménio Carlos lá do sítio, é um tipo totalmente acéfalo.

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  3. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    10 Abril, 2014 12:08

    Tare
    Decitare
    Centitare
    Militare

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  4. @!@'s avatar
    @!@ permalink
    10 Abril, 2014 12:24

    Desde o 28 de Maio de 1926 que os militares mandam neste pais, não conseguiram resolver uma guerra, que já levava 13 anos, impossível de controlar quanto mais vencer. Antes do 25 de Abril tinhamos de aturar os discursos bacocos dos presidentes, pelo menos um deles militar e poucos levavam aquilo a sério, até quase que acabaram com a parada da mocidade por falta de voluntários. Querer levar a sério discursos de exaltação da pátria ou do fado português mais valia por em alta voz o discurso do Artur Jorge na cabine do Porto na célebre final de Viena com o Bayern

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  5. josé's avatar
    josé permalink
    10 Abril, 2014 12:32

    O “espírito” por trás da revolução, sempre foi uma história mal contada, que nos últimos 40 anos sempre tem sido escamoteada, porque dá jeito para não estragar a “narrativa revolucionária”.
    Mas a verdade nua e crua, é a de que se tratava de um movimento de oficias do quadro/carreira, que se rebelavam contra as condições equiparadas, que foram dadas ao oficias milicianos, que acabavam de sair das universidades e eram integrados nas Forças Armadas, nomeadamente a de poderem candidatar-se em igualdade de circunstâncias, a novas comissões de serviço na dita guerra ultramarina. E, isso era uma concorrência que eles não queriam tolerar, porque assim se fechavam oportunidades de repetirem comissões no ultramar, que lhes davam benefícios económicos e melhor contagem de tempo para promoções na carreira e demais regalias.
    Por isso desenganem-se todos, porque aqueles senhores NÃO QUERIAM O FIM DA GUERRA. Bem pelo contrário, QUERIAM A SUA PERPETUAÇÃO, garantindo que eles, como oficias de careira/”Xicos”, seriam OS SEUS ETERNOS BENEFICIÁRIOS.
    O que mudou?
    Como foram ultrapassados pelos acontecimentos – pela genuína euforia popular e pelo aproveitamento oportuníssimo da “máquina do PCP” – e vendo que não poderiam obter apoio nos seus propósitos, num golpe de rins de falta de caracter, “juntaram-se” então ao bruá popular, que festejava a iminente queda do regime, mas por motivos que a populaça nem sonhava.
    Porque se soubessem, talvez as perseguições populares que se assistiram aos que eram conotados com a Pide, ter-se-iam virado para aqueles FALSOS HERÓIS.
    É esta farsa, que a Democracia em que nos tentamos tornar, insiste em celebrar???
    TENHAM VERGONHA!!!

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      10 Abril, 2014 14:35

      De um ponto de vista histórico, a génese do 25 de Abril diz bem do carácter da generalidade dos “capitães de Abril”. Ou seja, os sargentos e oficiais milicianos andavam na mata à porrada com os movimentos de libertação, e os sargentos e oficiais do quadro estavam, na sua grande maioria, porque havia raras e honrosas excepções, no ar condicionado. Ir pró mato era uma chatice: para além do desconforto dos mosquitos, rações de combate, beber água de qualidade mais do que duvidosa, dormir semanas a fio debaixo de chuva, havia ainda a possibilidade de levar um tiro, ou rebentar-lhe uma mina debaixo dos pés.
      Por exemplo: na Guiné o Otelo era o palhaço de serviço. Estava lá para passear os convidados do governo provincial. Muitos copos, muitas anedotas, e o resto que deixo à imaginação de cada um. Foi ele que os camaradas de armas escolheram para “estratega do 25 de Abril”.

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      • adelinoferreira45's avatar
        11 Abril, 2014 02:00

        Então as Companhias eram comandadas por capitães (melicianos )? Mas, havia disso? Ó Silveira não fales do que não sabes!!!!

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        11 Abril, 2014 02:55

        Já cá faltava o ferreira45. Então quem é que comandava a maioria das companhias depois de 1970? adivinhaste, eram capitães milicianos, que depois de fazerem a recruta e a especialidade em Mafra, faziam uma coisa que se chamava 3º ciclo, e depois de serem promovidos a alferes eram graduados em capitão, e iam comandar as companhias que se instalavam no mato, mas só essas, porque as outras, as do ar condicionado eram comandadas pelos srs capitães que saiam da Academia.
        Mas ouve lá ó palonso: afinal o que é que esteve na génese do Movimento dos capitães? foi exactamente o facto de muitos desses capitães de aviário, depois de lá comerem o pão que o Diabo amassou, exigirem para eles as mesmas regalias que os capitães saídos da Academia. E o Marcello Caetano concordava, o que levou os srs capitães do ar condicionado a formarem um movimento para defender os seus interesses corporativos. Que depois foi capturado por dentro por militares como o Melo Antunes e o Vasco Gonçalves, que viram ali uma chance de derrubar o regime. Como veio a acontecer.
        De qualquer modo, raramente se via um comandante de companhia a fazer operações no mato, e quando lá se via algum, era miliciano.
        Não precisas de agradecer a lição. É sempre um prazer ensinar alguma coisa a ignorantes como o ferreira45.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        11 Abril, 2014 02:57

        Ó ferreira45, alguma vez foste à tropa? talvez à guerra do Solnado…

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    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      10 Abril, 2014 17:29

      O José tem muita razão. Eu também penso que a verdade histórica deve vir ai de cima e que alguns dos chamados “heróis” do 25 de Abril, não passam de uns oportunistas – veja-se o caso do Otelo, colaborador do antigo regímen (era instrutor da Legião portuguesa), que depois se veio a armar num dos donos do nosso país, perseguindo e prendendo até inocentes. Uma vergonha.

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  6. MJRB's avatar
    10 Abril, 2014 13:55

    Este post de HMatos
    pretende ridicularizar todos os intervenientes no 25 de Abril de 74 e nos dois anos seguintes. Mete-lhe uma luz cintilante Melo Antunes (de acordo, mas houve mais excepções) e “já tá” — o que tivesse surgido sob a batuta de Marcello Caetano é que teria sido salvífico, democrático e progressivo…
    (Óbvio : há e aceita-se todo o tipo de colunistas, investigadores, historiadores. Vivemos numa democracia, embora ocasionalmente enxovalhada, desprezada empecilhada).

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    • Monti's avatar
      Monti permalink
      10 Abril, 2014 15:08

      «Porreiro pá», o estado a que chegou o Estado e Regime Durão-Sócrates. Saia um grande Prémio Cultura política para os dois. A ser entregue pelo Exmo Cavaco from Boliqueime & Exma Reformada Presidente AR.

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      • MJRB's avatar
        10 Abril, 2014 15:34

        São incontáveis os perturbadores da democracia, do Estado e /ou destruidores da sociedade, das finanças e economia.
        Só num país com um povinho alarve, indigente mas contentinho é que muitos desses não têm sido punidos nas eleições ou na justiça.

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    • IO's avatar
      10 Abril, 2014 19:17

      resumindo – foi pena no 25/4 os “heróis” em vez de mudarem o “regime” não terem mudado o povo!

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      • MJRB's avatar
        10 Abril, 2014 19:41

        Foi pena, isso sim, que a maioria do poveco não tenha evoluído suficientemente para entender o que é de facto uma sociedade democrática, participável por ele mesmo através do voto punitivo ou não desta “classe” política.

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      • IO's avatar
        10 Abril, 2014 21:04

        O poveco não evoluiu mas entretanto ouviu falar das maravilhas da vida em Cuba, dos amplas liberdades da ex URSS e da China, da progressista
        Coreia do Norte..etc.,

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  7. fado alexandrino's avatar
    10 Abril, 2014 14:06

    Vasco Lourenço ou outro qualquer “Militar de Abril” deve, digo mais tem de discursar na AR.
    Repare-se, segundo o insuspeito Expresso apenas 51% dos votantes do BE, bem como 50% dos votantes do PCP e naturalmente 43% dos votantes do PS acham que o Estado Novo teve mais coisas negativas do que positivas.
    Quem melhor do que este heróis que nos campos da batalha diariamente arriscavam a pele dos soldados para explicar ao querido povo português que foi um decreto do Caetano (*) que lhes incendiou a alma revolucionária.

    (*) Cf. muito bem explicou o comentador José.

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    • Chico's avatar
      Chico permalink
      11 Abril, 2014 06:54

      Também acho que o Melena e Pá (com garrafão ou sem garrafão) deve discursar no Palramento, senão aquela merda não tem piada nenhuma.

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  8. Jean Marie Le Pen's avatar
    Jean Marie Le Pen permalink
    10 Abril, 2014 14:08

    O que pensarão os militares de Abril desta situação, ontem noticiada pela imprensa?
    Pode dizer-se que na raíz desta situação estão, em parte significativa, aquilo que os militares de Abril (e não só!) costumam designar por “Espirito de Abril” e “Ideário de Abril”? Faz sentido dizer que esta foi uma “Porta Que Abril Abriu”?

    http://www.noticiasaominuto.com/pais/201046/professora-faz-queixa-de-aluno-por-agressao-e-acaba-suspensa

    Uma professora de uma escola em Gondomar foi suspensa e terá de solicitar um atestado de sanidade mental para poder voltar a dar aulas, depois de ter feito queixa à GNR de um aluno que a agrediu. Segundo o Jornal de Notícias, o aluno deu um murro no ombro da professora mas as autoridades arquivaram a queixa devido ao facto de o aluno não ter idade para ser imputável.

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  9. Fernanda's avatar
    10 Abril, 2014 14:23

    Com tanta intervenção didáctica que temos no parlamento, iam agora põr lá o que resta dos militares de Abril de há 40 anos!

    Eu cá convidava a senhora Lagarde e a troika porque, além de ser mais didáctico, a senhora Lagarde é mais sensual do que qualquer militar de Abril.

    Já convidar a senhora Merkel, (eu não diria grotesco porque é muito adjectivo) seria deselegante porque veste-se mal. É uma querida, mas não tem qualquer sex-appeal, tal como o Vasco Lourenço.

    Também sempre gostei do ultramar e acho mau quem teve a iniciativa do cessar-fogo há 40 anos. Sabia-me bem ir passar uma semana de férias ao ultramar, sei lá….

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  10. Fernanda's avatar
    Fernanda permalink
    10 Abril, 2014 14:30

    Devo acrescentar que, para mim, o 25 de Abril que defendo é o original como muito bem sintetizou o jovem Pedro Lomba.

    Também gostava muito que o Pedro Lomba fosse ao parlamento no 25 de Abril.

    É sempre bom ouvir vozes jovens como as do Pedro Lomba que nos fazem fazer as pazes com o 25 de Abril original.

    E depois, o Pedro Lomba é muito mais giro do que os militares de Abril. E muito mais didáctico. Pena os briefings terem acabado porque se aprendia bastante.

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  11. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    10 Abril, 2014 14:41

    Decreto-Lei n.º 353/73 (e posteriormente o 409/73, com pequenas alterações), o qual criava um conjunto de condições que facilitava o ingresso dos oficiais milicianos no Quadro Permanente.

    Esses grandes democratas, Oficiais do quadro permanente, verdadeira coluna vertebral da nação, herdeiros directos de Mouzinho, de Albuquerque, dos diversos condestáveis não aceitaram que os milicianos, esses ranhosos filhos do povo e da classe média, passassem a ter as mesmas regalias no pré e na cagança do aprumo.

    E passou a constar nos livros de história que os capitães de abril fizeram uma revolução em nome do Povo a que eles começaram exactamente por negar a igualdade no Estatuto a que só eles se achavam dignos.

    Estes gajos deveriam ter vergonha na puta da cara quando falam do Golpe de Abril com intuitos generosos e altruístas. Os Capitães da Abril apenas executaram uma “Invasão, invasão” em benefício egoísta e salarial.

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    • IO's avatar
      10 Abril, 2014 19:27

      Porque será, que essa e outras verdades não são contadas, comentadas, ou desmentidas, se for caso disso, pelos nossos historiadores, jornalistas e comentadores televisivos.?
      Não é esta !a verdade a que temos direito?

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  12. BEIRAODOS SETECOSTADOS's avatar
    BEIRAODOS SETECOSTADOS permalink
    10 Abril, 2014 16:10

    Ao Jose, Alexandre Carvalho da Silveira e Anonimo – concordo plenamente com as vossas explicacoes. Fui militar de 1962 a 1966 (furriel miliciano piloto) e toda a gente sabia que ja havia um movimento de capitaes, havia reunioes, etc.etc. A razao foi excelentemente explicada pelos referidos comentadores. Os capitaes nunca seriam a favor da independencia do Ultramar por varias razoes: 1) As comissoes de 2 anos para eles (e familia) era uma especie de ferias; 2)um avanco nas promocoes na carreira com a experiencia adquirida (sentado a secretaria e ar condicionado;; 3) Financeiramente excelente por lhe ser facultada a transferencia para a Metrople de grande parte do ordenado (ate havia un negocio entre militares e civis ja que era dificil transferir dinheiro para Portugal); e, por ultimo 4) O prestigio de pertencer a uma elite e fazer parte de uma classe aparte e superior. Foi a isto que esses “gloriosos” capitaes de Abril nos troxera…Com o tempo tudo isto se ha-de esclarecer melhor…

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    • Fernanda's avatar
      Fernanda permalink
      10 Abril, 2014 20:42

      CONCLUSÃO: a guerra era uma alegria e uma espécie de elevador social. Quando os meus filhos crescerem, vou motivá-los a irem para uma guerra em vez de emigrarem.

      Se morrerem, paciência. Também não se pode ter tudo, certo?

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      • josé's avatar
        josé permalink
        10 Abril, 2014 20:55

        Sim, para o muito celebrado Movimento dos Capitães carreiristas, preservar a guerra ultramarina e manterem-se nela como uma classe à parte, com mais direitos que a ralé dos milicianos, foi o único objetivo que os moveu para o dito levantamento militar.
        O que se passou a seguir, foi pura efabulação, que terá de ser desmistificada, ou nunca seremos uma verdadeira Democracia.

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      • Jean Marie Le Pen's avatar
        Jean Marie Le Pen permalink
        10 Abril, 2014 21:01

        “Se morrerem, paciência. Também não se pode ter tudo, certo?”

        De facto não me parece que o número de oficiais e sargentos do quadro permanente morto em combate na guerra de África tenha sido propriamente elevado.

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      • Fernanda's avatar
        Fernanda permalink
        10 Abril, 2014 21:16

        O meu pai morreu.

        Para mim foi muito. Para si, terá sido um efeito colateral, certo?

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        10 Abril, 2014 22:21

        Fernanda, estou a gostar da sua argumentação; mas serve para quê? para dizer que era contra a guerra no Ultramar? O seu pai morreu, os meus sentimentos; mas morreu de quê? na guerra? e era miliciano ou do quadro?
        Responde a estas perguntas se quiser, mas ajudava-me a perceber o seu ponto.
        Sabe Fernanda, eu estive lá onde ” o sol aquecia mais”. E quando ele estava mais quente, olhava à volta, e só via outros como eu, os milicianos, os que foram para lá obrigados.
        Os “heróis” como o Vasco Lourenço e a maioria dos outros capitães de Abril, passavam as tardes na Messe a jogar “bridge”, e a bebericar scotch, que custava cinco mil réis cada um. A água do Castelo custava 7$50.

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      • fado alexandrino's avatar
        10 Abril, 2014 23:30

        É muito mais fácil os seus filhos morrerem de um acidente de viação que morrerem numa guerra igual à de África.
        Mesmo naquela as mortes por acidentes ou por outras causas foram mais do que as ocorridas em acções militares.
        Eu se fosse a si, á cautela não os deixava sair de casa, e mesmo assim há inúmeros acidentes mortais domésticos.

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      • Tiradentes's avatar
        Tiradentes permalink
        11 Abril, 2014 07:58

        A Fernandinha tem uma concepção “da guerra” de filmes e histórias da carochinha.
        Sim a guerra para uns poucos, normalmente soldados e milicianos sobretudo e meia-dúzia dos do quadro foi ( e será sempre) uma coisa terrível.
        Para a maioria dos oficiais do quatro assim como para uma multidão da sagentada foi uma completa desbunda.
        Além de serem “colocados” em zonas de “guerra activa” que lhes davam 7% a mais de ordenado em cada comissão para o resto da vida incluindo a reforma, e nunca lá terem posto os pés pois eram “deslocados” para as cidades onde faziam vida de autênticos “paxás” a desbunda era feita no aproveitamento pessoal, económico pessoal com uma roubalheira desenfreada de tudo o que era o esforço económico que uma guerra obriga,nomeadamente nas áreas de logística. Ele era nos materiais de construção, nos transportes e combustíveis e inclusive na alimentação.Isto para citar apenas alguns.
        Arriscaria mesmo que mais de metade do esforço de guerra se esvaía directamente para os bolsos dessa gentalha, sem que alguma vez tenham ouvido sequer um tiro, senão na carreira de tiro, onde alguns, bastantes, nas suas “habilidades guerreiras”, nem sequer conseguiam acertar no alvo a 50 metros.
        Vivi, tomei conhecimento,presenciei, verifiquei localmente várias centenas destes casos.Até fiz uma compilação factual de muitos.

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  13. MJRB's avatar
    10 Abril, 2014 19:48

    IO, 19:17,

    Sintetizando, por Almada Negreiros : “O Povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os seus defeitos. Coragem portugueses, só vos faltam as qualidades”.

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  14. MJRB's avatar
    10 Abril, 2014 19:59

    Sobre a não ida dos militares da Associação 25 de Abril ao Parlamento, Vasco Lourenço (P”S” manda ?) não tem razão : foram convidados para assistirem, não para discursarem e, ninguém lhes “retirou” a palavra via convite ; faltou-lhe/s discernimento, porque as suas presenças homenagearia todos os intervenientes (falta de respeito também pelos falecidos), valorizaria as suas acções, enalteceria as causas e objectivos do programa do MFA, transmitiria a consolidação (apesar-de…) da Democracia e da Liberdade.

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