Se bem me lembro
11 Abril, 2014
do que vaticinaram os sábios, os ilminados, os senadores, os solidários, os que sentiam as dores da revolta e da pobreza alheias…. por esta Abril de 2014 nós estaríamos na mais negra miséria, o programa teria falhado, havera já um segundo resgate… TEndo em conta a diferença entre a realidade e a ficção espera-se no mínimo uma reflexãozinha. Porque não correram as coisas como garantidamente sabiam que ia acontecer?
20 comentários
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Descobrimos que não há miséria em Portugal? Obrigado Helena! O País está um paraíso e a senhora conseguiu descobrir isso! :O
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onde está isso escrito? A técnica que usa é velha e há 40 anos teve sucesseo. Agora é tarde
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Agora é mais grave…..antigamente qualquer analfabeto podia ser induzido por essas técnicas. Agora todo o analfabruto soletra uma coisa e lê outra, ou pensa que lê……se é que pensam…..
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Técnica bastante antiga mesmo, incrível como há gente que ainda a usa, crendo que consegue fazer passar uma “mensagem” bafienta, retrógada, a roçar a atrasadice mental…
A mesma linha ideológica que nos trouxe à situação presente.
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Pela terceira vez em 40 anos!…
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Cara Helena,
Não tenha pressa, pois hoje mesmo sairá mais um brilhante relatório da OCA a desmascarar o embuste da realidade em que vivemos e a reivindicar activamente a devolução e reposição da ficção que nos seria justamente devida nestes 40 anos de Abril.
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*iluminados *pobreza *por este abril *haverá
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Ou há miséria ou não há e pelos vistos, para a Helena, não há e a Troika deu-nos os “Amanhãs que cantam”
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D. Helena, as fraldas deles cheiram tão mal…
http://blakefm.com/baby-suiting-has-taken-over-the-internet-with-cuteness-pics/
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Espere até depois das eleições. Até lá vivemos no maior dos paraísos graças ao governo e à troika. Depois lá vamos outra vez cair na realidade.
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Além do governo e da troika esqueceu-se do sócrates, do paraíso do sócrates… a realidade continua.
O maior cego é aquele que não quer ver.
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Como esta gente descobriu a miséria que nunca tinha havido. Mais 0.8 que em 2005 é de arrepiar. Mais, é de arrepiar porque em 2005 tínhamos saído daquela fase fantástica do Portugal desenvolvido que tinha começado na Expo 98 passado pelo ínicio dos programas Polis, passando pelas SCUTS, Porto capital Europeia,culminando no Euro 2004. Aquilo era só riqueza a ser dividida e distribuída por todos os recantos…… da leira à beira mar plantada.
Está bem, em 2005 não havia resgate, não havia troika, não havia miséria era tudo lindo demais.
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Arrepia-me, não me ocorre outro termo, ouvir falar de MISÉRIA em Portugal. Miséria? mas as pessoas hoje sabem de que é que estão a falar quando atiram para o ar que há miséria em Portugal?
Vivo na província, e lembro-me muito bem da miséria em que viviam tantas famílias, morando em casebres com chão de terra, apenas com uma ou duas divisões e tendo na maior parte dos casos de criar sete, dez, quinze filhos, e muitas vezes não tinham mais para lhes dar de comer do que umas côdeas fervidas em água temperada com coentros e sal, a fingir que era uma açorda, e andavam descalços e esfarrapados. Isso é que era miséria.
Ou num registo mais recente, aconselho aos que andam com a miséria na ponta da língua, que troquem as habituais viagens às Caraíbas por uma viagenzinha a África, ou a alguns países da América do Sul, para verem ao vivo de que é que estão a falar.
Há pobres em Portugal? há, sim senhor, há demasiados pobres até, mas as dificuldades com que vivem, não tem nada a ver com miséria.
Mais útil do que falar de pobreza e dos pobres, é arranjar maneira de os pobres poderem um dia deixar de o ser. Mas essa conversa é muito mais complicada, e está em Portugal sujeita à mais ignóbil demagogia.
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Quando me lembro daquela reportagem da RTP em janeiro a entrevistar a jovem professora com 2 filhinhos de cerca de 10 anitos sobre os cortes salariais de 2014 que traziam tanta miséria que a jovem mãe foi obrigada perante as camaras da RTP,e com um ar pungente de pré-anúncio de fome e miséria, a prevenir os filhinhos de que “a visita à disney não podia ser”…
Desculpe, mas a Drª Helena por vezes é cruel: sabe lá o que é ter que dizer a dois filhos que “este ano a Disney não pode ser”.
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O programa destinava-se a reduzir a dívida e o défice. Ambos estão muito piores do que o que foi previsto.
Entretanto, apesar dos salários terem diminuído, o desemprego aumentou. As bolsas de miséria levaram a que todos os apoios alimentares de emergência tivessem de ser reforçados, o número de falências pessoais e de empresas disparou. O número de governantes envolvidos em escândalos económicos mantém-se ou aumentou, sem ninguém ser sancionado.
A menos que o objetivo deste governo seja o de conseguir que os seus governados vivam pior, não consigo vislumbrar o tal sucesso que apregoa.
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estão??’
O défice de 2010 e 2011 a rondar quase os 10%
A divida também? porque não incluía as PPPs? nem as dividas consolidadas do sector empresarial do estado?
É simples varra tudo para debaixo do tapete como se fazia antes e até encontra superavit.
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Portanto, falar sobre o post também não é consigo.
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Que saudades do paraíso, não é?
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Ainda nao ha miseria em Portugal. Como outro comentador ja disse atras seria aconselhavel ver (com olhos de ver) o que se passa em muitos outros paises, alguns a uma hora de distancia do nosso Algarve. Espere pelos concertos que brevemente vao comecar pelo Pais todo, o Algarve (segundo as ultimas noticias) esta esgotado para a Pascoa), depois vira o verao e la vao para os resorts das Caraibas, etc…Onde esta a miseria que nao a vejo. No entanto vi miseria no Portugal de 1960.
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É triste como a miséria alheia, que existe e sempre existirá, serve para que alguns chicos espertos reclamem da diminuição de mordomias.
Também cresci no interior e vi pessoas a pedir um bocado de pão para comer à noite, vi crianças e adultos com roupas onde a superfície rasgada era muito superior á superfície por rasgar, vi pessoas a morar em casas que nem para animais eram aceitáveis.
Aceito que essas pessoas não estavam completamente na miséria porque sabiam que trabalhando ganhavam a vida e tinham vontade de trabalhar (às vezes não tinham onde).
Miséria é uns idiotas repetirem, anos a fio, que a pobreza desses tempos era motivada pelo regime e que a democracia proporcionou criação de riqueza (mas nunca mencionam as três vezes na falência).
É certo que melhoraram as condições de vida sobretudo pela diminuição de recursos disponibilizados para a guerra colonial (essa sim, era um erro crasso).
É verdade que há muita miséria neste país.
E muitos pobres também.
Mas não são os mesmos.
Os pobre são pessoas que por diversos motivos não conseguem recursos para uma vida com conforto.
Miséria é que em consequência do golpe de estado, que virou revolução, se tenha tornado verdade a crença em direitos inalienáveis mesmo sem fazer nada por isso.
Miséria é haver uma geração, ou mais, que não sabe como ganhar a vida porque os seus educadores lhes ensinaram a gastar o dinheiro, que acham ter direito, mas que não existe.
Miséria é haver uma comunicação social que repete os mesmos chavões e lugares comuns sem se preocupar com informação de rigor.
Usa e abusa do tempo de antena a reformados de luxo que reclamam dos cortes das pensões e das fundações…
Miséria é a estupidez e a desonestidade intelectual.
Por isso há tanta miséria neste País
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