Como saber se uma medida contribui para a reforma do Estado
9 Maio, 2014
O que se segue é um teste para saber se uma medida contribui para a reforma do Estado. Vá somando e subtraindo pontos. Se a medida atingir os 50 pontos é porque contribui para a reforma do Estado.
- Reformados vão ganhar menos e não há aumento de impostos: 30 pontos
- Haverá pessoas a sair da Função Pública por causa da medida: 20 pontos
- Haverá menos pessoas a querer entrar na função Pública por causa da medida:20 pontos
- A medida implica a venda a privados de bens públicos: 10 pontos
- A medida implica externalização de serviços: 10 pontos
- A medida implica liberalização de actividades: 10 pontos
- A medida implica fecho de departametos ou repartições públicas: 20 pontos
- A medida implica fusões de organismos públicos: 5 pontos
- O PCP está contra: 5 pontos
- O Bagão Félix está contra: 5 pontos
- O PS está contra: 10 pontos
- O Presidente da República apareceu em defesa de algum grupo por causa da medida: 10 pontos
- Foi vetado pelo tribunal constitucional: 20 pontos
- A medida implica poupanças imediatas para o Estado: 10 pontos
- A medida não é de aplicação imediata: subtrair 5 pontos por cada ano de espera
- A medida implica internalização de actividades actualmente externalizadas: subtrair 10 pontos
- A medida implica redução da liberdade económica: subtrair 10 pontos
- A medida implica mais regulação de actividades privadas: subtrair 10 pontos
- O nível de lero-lero da medida é elavado:subtrair 10 pontos
- A medida menciona a palavra “qualificações”: subtrair 5 pontos
- A medida menciona “crescimento económico”: subtrair 10 pontos
- A medida menciona “modernização”: subtrair 5 pontos
- A medida menciona “consumos intermédios”: subtrair 5 pontos
- A medida implica a criação de uma comissão, grupo de trabalho etc: subtrair 10 pontos
- A medida implica despesa: subtrair 5 pontos
- A medida está relacionada com novas tecnologias: subtrair 10 pontos
- O Paulo Portas está envolvido: subtrair 10 pontos
- A medida está embrulhada num sound bite (e.g. “menos estado, melhor estado”): subtrair 10 pontos
- Não há ninguém a estrebuchar com a medida: subtrair 50 pontos
13 comentários
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Germany 10 points. Allemagne 10 points. Deutschland 10 punkte.
(…)
Portugal 0 points. Portugal 0 points. Portugal 0 punkte.
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Não sei se está mesmo convencido da impossibilidade da reforma do Estado, mas o modo como coloca o problema quase pode ser um manual do que não é uma reforma do Estado. Redução do montante das pensões: quais e como? Estimulam-se alternativas de poupança reforma, ou tudo continua como está? O Estado garante as mais baixas até a um determinado montante, ou passa tudo para alternativas privadas? Redução de funcionários públicos: onde? Sabe,por exemplo, que um dos problemas das empresas é o tempo que passam a fazer serviços que deviam competir ao Estado? Na saúde, será a mesma coisa reduzir médicos e enfermeiros num hospital central do Porto (Lisboa, Coimbra…), ou numa região do interior? Onde estão os médicos de família? Defendem-se medidas como as tomadas por governos anteriores na agricultura, em que se retiram os técnicos que andavam no terreno, mas mantiveram-se os “directivos”, os de “secretária”? “Poupanças imediatas”, até se conseguiam com a paralização geral do país. Só em combustível era uma poupança enorme!!!
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Cheguei a -105.
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29.Não há ninguém a estrebuchar com a medida: subtrair todos os pontos.
Claro que este último ponto é retórico.
Qualquer medida, até por absurdo a eliminação do IRS, teria logo um grupo contra.
Repare-se na pergunta de hoje no DN.
Governo tem razões para celebrar fim do programa de ajustamento da troika?
A pergunta é estúpida, convenhamos, mas mesmo assim 78% respondem NÂO.
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Conclusão: valha-nos Santa Troika!
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30. A medida implica um estudo de impacto pela consultora J. Miranda & Ass., com graficos para demonstrar que, com o desaparecimento de hospitais e de escolas, os mais pobres vão imediatamente ficar muito mais felizes : 100 pontos.
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Governo que implemente medidas de reforma do Estado que afectem negativamente um grande número de eleitores, irá certamente perder as próximas eleições.
Mas enfim, enquanto lá esteve sempre beneficiou os mais próximos.
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Reformar o estado para o diminuir é uma utopia.
Limitam-se a transferir as gorduras de uma perna para a outra.
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Cheguei a 1.550 pontos negativos.
Mas não há problema vou pedir à troika 2000 positivos.
Acho que tenho todo o direito a isso.
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O “estado”, esse ser supremo que serve apenas para nos azucrinar a vida, é irreformável. Nem o Salazar conseguiu. Os cientistas do comentário politico que inundam os canais da tv, dizem que cortar nos vencimentos e nas pensões dos funcionários publicos não é fazer reforma nenhuma. Eu discordo: perante a impossibilidade prática de reformar o estado, isto é, de acabar com a burocracia que é a razão da sua existência, se tornarem aquilo mais barato para os que andam há séculos a sustentá-lo, já é uma grande reforma.
Corte-se pois nos vencimentos e nas pensões da CGA. E não lhes doam as mãos!
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Como é que gerações e gerações de filósofos políticos não se aperceberam da inutilidade do Estado, tendo a humanidade que esperar por este momento para ser sumamente elucidada sobre o conceito de Estado em modos tão simples e directos!…
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Cortar nas mesadas dos penduras é uma inevitabilidade… Eles bem podem estrebuchar, trocar estes pelos xuxas, mas a vão levar ripada. Ai vão! Vai chegar o tempo que nós, os outros, vamos fazer um “levantamento de rancho” e deixamos de pagar.
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Faz o João Miranda um teste cheio de humor e a rapaziada mais liberal reage de mau humor. Que coisa! Se calhar, é por isso que não sou (muito) liberal. 🙂
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