Ide votar ou ficai em casa, ambas são permitidas
Hoje ninguém apela ao voto em Sicrano e Beltrano. Hoje apela-se ao voto, ponto. Sim, o voto abstracto, não o voto concreto. Supondo que Mário Soares apela ao voto, não é ao voto num partido específico, é ao voto abstracto, num partido qualquer, de forma completamente desinteressada, seja ele qual for, nem que num partido conhecido por acções que, por muito menos, levaram à morte do rei D. Carlos.
Ninguém apela ao não-voto. Não se pode: alegadamente é anti-democrático. A abstenção é encarada como um problema, como que se alguém que conscientemente não quer participar na votação esteja a prejudicar a nação unida no objectivo que é a existência do próprio ritual.
Uma democracia madura não tem medo da abstenção. Divirtam-se hoje com os inúmeros apelos que ouvirão ao voto: está tudo bem, não têm que ir votar se não quiserem. A sério, não faz mal. Democracia é também aceitar os que em actos eleitorais não querem participar.

o povo só não é soberano para votar num órgão de soberania chamado magistratura.
felizmente consideram os magistrados tão funcionários públicos como qualquer outros.
de quando em vez acordam
missão comprida
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É um autêntico absurdo.
Hoje os Tribunais tem tanto ou mais poder que um governo eleito democraticamente.
Providências cautelares são diárias.
O TC isolado do mundo por um cordão sanitário decide em causa própria.
Para haver uma nota de apreciação negativa é preciso (bem é uma impossibilidade) porque nunca há.
Prazos é uma palavra desconhecida mas para escreverem qualquer decisão usam-nas em maior quantidade que Os Lusíadas.
Uma desgraça sabendo que o Estado repousa no explêndido funcionamento de três pilares, Saúde, Educação e Justiça.
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Por mim apelo ao voto, esclarecido, seja ele qual for. Sem ressentimentos para com quem não vota…
A melhor forma de não termos usurpadores da legitimidade dos eleitos é eles serem-no com baixa abstenção, mas se a abstenção for de 99% é a vontade de 1% que prevalece, e bem.
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Parece que a fantochada acabou da melhor maneira: os cacholas-de-lista às marradas uns aos outros e depois a virem para a rua a falar sozinhos ou sob uma chuva de apupos e insultos. A jovem democracia portuguesa em grande forma!
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“Uma democracia madura não tem medo da abstenção. …”
Pois é! Quando a abstenção for total passa de madura a podre… Será um caminho ‘natural’ para a sua ‘total’ decomposição. E a legitimidade democrática residirá no facto de todos podermo-nos considerar herdeiros de D. Afonso Henriques.
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“abstenções” historicas:
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Did Portuguese beat Captain Cook to Australia by 250 years? Ancient lead cannon found on beach near Darwin linked to Spanish mine that pre-dates 1770
• Portuguese, 16th-century-style, 107cm-long swivel gun was found in 2010
• Boy, 13, discovered it on a beach about two hours from Darwin
• Researchers say cannon’s lead was mined on Spanish Iberian Peninsula
• Suggests the Portuguese reached Australia before the Dutch and English
Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2637371/Did-Portuguese-beat-Captain-Cook-Australia-250-years-Ancient-lead-cannon-beach-suggests-did.html#ixzz32btyEfgr
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“Supondo que Mário Soares apela ao voto”
O filho dele vai a concurso desta vez ?
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depois de ouvir a vozinha de vigarista do sócrates na rádio fiquei com dúvidas em relação a ir votar amanhã.
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Campanhas eleitorais, uma inutilidade para comer papalvos. Uma única frase servia para todos se apresentarem: Olhem para o que eu fiz e meçam bem como faço ou o que seria capaz de fazer se me dessem rédeas.
Sai uma proposta:
Que o parlamento europeu funcione com delegações dos parlamentos nacionais (de forma continuada ou não) na proporção dos votos recolhidos por cada agremiação politica nas legislativas caseiras. Eleições específicas para o parlamento europeu só se justificariam no caso de ser necessário recorrer a marcianos. Será preciso fazer um desenho?
E outra:
Reformular o conceito de abstenção, não a confundindo com insondáveis razões de ausência nas urnas. Criar um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto. Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha não pode ser obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos. Os nossos deputados, na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Quero lá uma cruzinha para me abster, querendo.
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Obviamente a abstenção serve para a manutenção do poder dos que atualmente o possuem e não me estou a referir a um partido em concreto. Refiro-me ao poder económco que é quem detém efetivamente o poder, alimentando dinastias empresariais e blindando a possibilidade de concorrência.
Uma democracia muito participada pode, se assim o quiser a maioria, originar leis favorecedoras da concorrência e da meritocracia ao alcance de todos. Com o desinteresse da população esta fica entregue à subserviência aos detentores do dinheiro e às suas formas de organização, onde também há votações, mas em que um homem tem número de votos proporcional ao número de acções e não “um homem, um voto”, privilegiando a manutenção do poder em determinados círculos familiares.
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“Uma democracia madura não tem medo da abstenção. …”
Ora aí está uma realidade que os fascistas devem adorar: Uma “democracia” em que cada vez menos cidadãos participam e “jeitosos” dispostos a apelar ao aumento… da não participação.
É o paraíso de quem está com as mão na (nossa) massa. Cidadãos que não reagem, nem pelo voto, ou que, no limite do desepero, acabam a votar nas Le Penes desta vida e no seu papá que deseja que o “monsieur ebola” resolva o problema da imigração africana.
Apelar ao alheamento deve valer alguma recompensa… gaste o que ganha com isso com saúde, VitorCunha!!!
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Quando vejo um comunista a falar de democracia penso logo na Coreia do Norte. O Boaventura SS anda há anos a estudar porque é que em França tantos milhares de votantes nos comunistas “no limite do desespero” se passaram para a FN, mas ainda não conseguiu arranjar uma explicação politicamente correcta para o facto. A CEE (e os nossos impostos) continuam a financiar o trabalho cientifico do cientista referido, porque tem de haver uma explicação cientifica e politicamente correcta, é indispensável, para o caso. Aguardemos pois serenamente…
Essa história (infeliz, concordo) do ebola foi a Alzheimer do papá Le Pen a falar. O homem está quase tão senil como o Mário Soares.
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“Quando vejo um comunista a falar de democracia penso logo na Coreia do Norte.”
Boa, Silveira!!! Não sem alguma surpresa… verifico que, eventualmente… o Silveira pensa. 🙂 🙂
Saudações.
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O camarada Quedas não tem sentido de humor. Deve ser um intaletuál, sei lá, uma cabecinha pensadora, quiçá…
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E o “capo” Silveira consegue consegue, em duas linhas, definir muito bem o sentido de humor que perfilha.
Dispenso esse género de humor suástico, perdão… fantástico! 🙂 🙂
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Esse redutio ad parolum deve funcionar muito bem com o seu público alvo.
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Não se esforce, Silveira! Já vem tarde para ser a primeiro grunho que sabe latim! 🙂
Sobre a minha falta de sentido de humor, devo esclarecer que, no fundo, até gosto do seu espectáculo. Só que, na verdade, um circo em que não há mais nada a não ser um palhaço… é pouco. Tem que ousar acrescentar… pois sei lá… uns equilibristas, uns tigres de bengala (ou leões de muletas, tanto faz!), uns cavalos amestrados… tá a ver?
Mas já que aprecia tanto a nossa latinidade… despeço-me com um atencioso “Vulva mater in dorso!”
Saudações.
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Peço desculpas ao Alexandre Carvalho da Silveira!!! As referências ao circo só se aplicariam no caso de ser uma resposta às suas finas observações sobre humor e tal…
Assim, todo o comentário anterior fica sem efeito, mas a clássica “VULVA MATER IN DORSO”, não só se mantém, como vai inteirinha para o senhor “vitorcunha”.
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Parabéns. Samuel, seu QED ambulante.
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Pois… vitorcunha…
Agora eu ficava aqui a trocar bué de “quod erat demonstrandum” consigo… mas isso era se não tivesse ali uma pilha de “dêvêdês” para rebobinar.
Tenha paciência… compreendo a sua “ofensa”. Fez, objectivamente, um apelo à abstenção nas eleições e depois ai “balhamedeus”, aqui-del-rei que me estão a confundir com os filhos da puta a quem a abstenção ajuda a perpetuar no poder e a encher os bolsos!
Temos pena! 🙂
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Quanto a encher os bolsos, o resultado é este: Samuel Quedas 7000€ – 0€ Vitor Cunha. Portanto, não há necessidade de prolongamento e você obterá o estatuto de Trotsky na foto.
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Eis ao que chegamos em 40 anos de Democracia:
“Somos muito democratas e avessos ao totalitarismo mas demonstramos incapacidade de aceitar os eleitos mormente quando avessos à nossa ideologia e aí arrancamos num desatino de calúnia. Somos muito pluralistas mas não aceitamos quem diverge do nosso mainstream opinativo , reputamos quem diverge e não o dogma. Embora os eleitos sejam eleitores são sempre os piores de todos nós e de pobreza intelectual em pobreza intelectual pululamos em alegres ditames de suposto bem-pensar por oposição a quem não pensa como nós”, enfim…
São esses mesmos nojentinhos que acima incorporo que agitam mais que os outros as bandeiras da maturidade democrática e dos valores humanistas, corja de ressabiados portanto.
Enquanto puderam ter a chance de fazer a diferença engalanaram-se para o festim centralista purgador e castrador da individualidade, e agora que são irremediavelmente atirados para o sotão das memórias deprimentes, insistem no seu estertor supremacista como se esse não fora em si o desrespeito aos valores que dizem defender.
Para mim os políticos que temos (mais ainda os que tem cargos) serão sempre bem melhores que este eleitor modelo que se alguma vez tivesse oportunidade de ocupar um cargo correria a decidir sanitáriamente o que é melhor para mim desde o sal ao parceiro sexual.
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“Eu cá para mim” faço as dele minhas palavras.” A Abstenção, brancos e nulos são uma invenção do capitalismo. Os que não concordam ficam nas mãos dos que votam. É a ditadura perfeita.”
A democracia perfeita era o voto ser obrigatório e só no partido que fosse contra o capitalismo.
ahahahhahahahahha
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Ouve lá ó Quedas: tu és um pobrezinho de espírito, que perfilhas o que de mais hediondo existe em politica: o comunismo! Não venhas para aqui falar de democracia e coisas no género, porque os gabirús como tu odeiam os sistemas democráticos. Tu, e os outros como tu, são tolerados num sistema democrático que vocês rejeitam. Se mandassem neste país estávamos todos, os que não são comunistas, no Campo Pequeno à espera de levar com uma bala na nuca. Tu és igual aos fascistas: és vermelho, agora travestido de azul, mas igualzinho aos nazis. go fock yourself!!!
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Alexandre: não se irrite ,os Portugueses estão zangados com o governo mas não esquecem “as amplas liberdades” os 900 anos de história dão-lhe uma sabedoria muito profunda.
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Eu não estou zangado, quero é que os comunistas se fodam.
Vitor Cunha, excuse my french!
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Vitor: gosta tanto de gráficos, vá preparando um ,sff, com as abstenções em autárquicas desde o 25A,no Domingo, aumente a deste ano.Depois veja se a tendência não é para os 100%, a minha análise diz-me que :estamos a caminho de um absurdo.A minha abstenção vai ser violenta ,onde que eu já ouvi isto?
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A dívida já passou os 100% e há quem queira mais. Não percebo o seu ponto.
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Dívida a 100% seria em 2011. Na saída ‘limpa’, upa, upa!
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Vejo que não quer mais dívida. Parabéns, entrou no clube “queremos défice zero”.
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HOJE É DIA DE RELFEXÃO: dia dedicado aos portugueses mentecaptos
Dia de suspensão da democracia.
Só é bom – porque é sossegado.
Pena não ser todos os fds…
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