Da censura voluntariamente aceite
Diz a Comissão Nacional de Eleições: «os resultados oficiais apenas podem ser divulgados após as 22h em Portugal»
Aí sim? E por obra de quem? Onde está o fundamento legal? Não existe.
A Direcção-geral de Administração Interna (DGAI), que tem a seu cargo a administração eleitoral, emitiu uma nota em que avisava que a “divulgação pública dos resultados do escrutínio provisório, tendo em atenção a hora de fecho das urnas em Itália, só poderá ser efectuada a partir das 22h de Lisboa”(*)
Essa é boa! Então não diz a lei eleitoral que «— O apuramento assim efectuado é imediatamente publicado por edital afixado à porta principal do edifício da assembleia ou da secção de voto, em que se discriminam o número de votos de cada lista, o número de votos em branco e o de votos nulos.» (*)
Ou seja, assim que são apurados os votos estes tem de ser imediatamente afixados. E como tal publicados e dado conhecimento geral. Seria ilegal não o fazer. Assim, se a comunicação social quiser divulgar os dados conhecidos pode naturalmente fazê-lo. Só quem aceite voluntariamente a censura é que vergará abjectamente a espinha e seguirá a «ordem» ilegal.

Num país que vive ao sabor do vento, onde ninguém é responsável nem responsabilizado pelos atropelamentos aos direitos de cidadania, tudo se passa como se nada se passasse. Um pais que adoptou a aberração que é o cartão de cidadão, em substituição do BI, e que nenhuma entidade responsável procura remediar esse erro estrondoso, é um país que vive ao sabor do vento. Logo, qualquer mentecapto, que tem momentaneamente algum poder, decide coisas sem o mínimo de nexo.
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Se lhe apetecer explique-me porque é que o Cartão do Cidadão é uma aberração e o BI não.
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O cartão de cidadão, porque substituiu o BI, nomeia como tal uma criança que só o pode ser quando tiver direitos e deveres. Logo ainda não é um cidadão, mas alguém que deve ser protegido pela república. Chama cidadão a uma cidadã. Obriga um cidadão a ter de renovar o documento de 5 em 5 anos, mesmo depois dos 65, quando com esta idade passava a ter BI vitalício. Imaginem as pessoas de 80 e mais anos, entreva das, ou sem mobilidade, a terem de ir ao registo tratar do documento, pois é necessário para receber reformas ou tratar de qualquer assunto cuja identificação seja necessária, dado o documento caducar. Independentemente de outros erros, não tem data nem lugar de emissão, elemento necessário obrigatório. No meu livro “Crónicas da Lucidez”, da Chiado Editora, dou uma explicação mais alargada. Enfim, na minha opinião, é um aborto que custou muito dinheiro a ser implementado e que nos obriga a pagar com uma excessiva renovação, que custa cara e é abusiva. Obrigado ao Fado Alexandrino por ter pedido explicações. Um abraço lusitano.
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Obrigado.
Respeito a sua opinião, no entanto considero que a emissão do mesmo para todos desde logo quando nascem, proporciona uma inestimável base de dados sem a qualquer nenhum governo pode governar.
A data e o lugar de emissão são irrelevantes e até prejudiciais, há um só país e ninguém tem nada que saber onde eu estava no momento da sua emissão.
A assinatura digital é de uma utilidade (mal aproveitada) inigualável.
O substituir outros três cartões dispensa elogios.
Concordo plenamente que a partir de determinada idade a renovação é um completo disparate.
No melhor pano cai nódoa.
Melhores cumprimentos
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tratados como mentecaptos
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Pensava que se tratando de uma eleição europeia, os resultados oficiais dos países que votavam num mesmo país só poderiam ser dados a conhecer tendo em consideração o horário de fecho das urnas nos demais países. Nós, aqui plantados a ocidente, somos os que menos têm que esperar.
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“Beggars can´t be choosers” – tradução para português corrente : é comer e calar…
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Acho bem.
Suponham que um cidadão de um país que fecha as urnas às 22:00 ( a Moldávia por exemplo) está muito atento aos resultados da Tugulândia e muda o seu voto de acordo com o que soube?
Acham bem?
Nota. A Moldávia que mal sei onde fica foi aqui colocada apenas como exemplo. Não o levem a sério. O comentário também não. A sério é apenas a opinião que a CNE já devia ter desaparecido do mapa no mesmo momento do pacto MFA/Partidos ou do Conselho da Revolução.
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O seu comentário tem toda a razão de ser. Demonstra bem o abusrdo da coisa. Mas nem era preciso demonstrá-lo pois é bem evidente. No entanto, admito que se alguém do CNE o ler o leve a sério!
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