duas respostas
António José Seguro teve o seu momento privilegiado para se afirmar como líder do PS e da oposição ao governo de Passos Coelho. Deu-lha o Presidente da República no ano passado, quando desafiou o PS para um entendimento de fundo com o governo, em torno das graves questões e problemas que apoquentavam o país. Sentindo-se pressionado pelo PS histórico e pelo regresso de José Sócrates, Seguro deixou-se ir a reboque e respondeu ao Presidente e ao país apenas em função daquilo que ele pensava que o interior do PS queria ouvir. Recusou negociar com o governo as questões que mais preocupavam os portugueses, limitou-se a produzir sound bites de rejeição inflamada de todas as propostas e medidas do governo, e não cuidou de apresentar aos portugueses políticas alternativas que os convencessem. Ora, as pessoas, por mais condicionadas que estejam pela dura realidade dos factos, não perdem a noção das coisas e já se não limitam a aderir pavlovianamente a meras reações inflamadas de puro recorte propagandístico. Se António José Seguro se tivesse sentado à mesa com o governo, teria dado uma imagem de responsabilidade ao país, tinha posto o PS que o criticava no devido lugar e arranjado fundamentos sólidos para não aceitar a maioria das propostas que o governo sugerisse. Comportando-se como se comportou, demonstrou a sua fragilidade como líder do partido e a sua vacuidade como candidato a primeiro-ministro. Ontem, o país deu-lhe a primeira resposta sobre o que pensa da sua liderança. O PS dar-lhe-á a seguinte.

Muito bem.
Este personagem pede eleições com a facilidade com que o comum dos mortais pede um café. Ainda ontem as pediu sendo incapaz de olhar para os resultados que tinha diante dos olhos e concluir que com resultados idênticos só formaria governo com os adversários do actual governo com quem não quer dialogar! Política para esta gente é jogo de bastidores, é politiquice
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Pois, se o presidente da República, tivesse atendido aos
problemas provocados pela maior críse (2008) e, não se
empenhasse em provocar a queda do Governo socialista
talvez se tivesse evitado a vinda da troika!
Por outro lado, se o presidente tivesse recomendado ao
governo do seu partido para chamar o PS durante as ava-
liações da troika e, se respeitasse o memorando inicial não
havia razão para que o compromisso não fosse achado!
O presidente da República só esta preocupado com o seu
retrato na História e, usa de dualidade de critérios em mui-
tos assuntos da governação … logo, não é fácil cair no logro!
Declaração de interesses; Não gosto, nem vejo qualidades
no A. J. Seguro para Primeiro Ministro de Portugal !!!
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Penso justamente o contrário quanto à atuação de Seguro. É que nos primeiros tempos ele deu a ideia de querer servir de muleta ao governo e ao PR apoiando medidas de cortes cegos sempre sobre os mesmos: reformados, pensionistas e funcionários públicos. O governo, com a anuência total do PR, foi alterando, a seu bel-prazer, as condições aprovadas inicialmente no acordo com a troika internacional, sem dar qualquer cavaco a Seguro. O próprio Passos Coelho, em entrevista televisiva, deixou expresso que não precisava do apoio do PS para nada.
Seguro só mudou a sua atitude quando recebeu uns abanões de Soares, de Costa e de outros, mas mostrou-se sempre muito titubeante e pouco assertivo. O PS precisa de um líder forte que não receie desafiar a troika interna (Passos, Cavaco e Portas) e que ponha na praça pública, sem temores, a desfaçatez de muitas decisões que visam unicamente entregar empresas rentáveis aos “compadres” internacionais a troco de tuta-e-meia e de eventuais lugares no futuro próximo, altamente compensadores. Veja-se os exemplos, entre outros, de Vítor Gaspar e de José Luís Arnaut . Tanto o FMI como a Goldman Sachs souberam retribuir os favores prestados!
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Ironia das ironias. Seguro numa mesma entrevista consegue defender que a moção de censura do PCP não passa de um frete ao governo, mas mesmo assim vai votar a favor. E dá-se ao desplante de pedir legislativas antecipadas quando sondagens preveem um empate técnico se ocorrerem um dias destes. Mais espantoso ainda quando nas europeias agora realizadas teve uma votação que o deixou nas ruas da amargura. Quem o mandou vir que o ature.
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