Eu também tenho ideias para novas leis, posso?
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia está muito preocupada com a dependência de nicotina. Não estão particularmente preocupados com doenças pulmonares que possam advir do uso de cigarros electrónicos, estão preocupados que o consumo de nicotina através de cigarros electrónicos seja porta de entrada para o consumo de cigarros tradicionais. Que diabo interessa a pneumologistas se alguém é dependente de nicotina? Que doenças pulmonares são provocadas se alguém ingere 1mg de nicotina por outra via? Não é suposto o perigo inerente ao consumo de baixas doses de nicotina estar na forma como esta é administrada – através de fumo – e não na nicotina propriamente dita?
O socialismo está entranhado: a expressão está lá: “legislação mais restritiva”.
Sugiro novo plano de ataque: indignação com o consumo de Coca-Cola como porta de entrada para a total dependência de cafeína matinal em embalagem Nespresso ou, ainda pior, chá, daqueles que eles lá no UKIP bebem.
Não espero de médicos uma imposição sobre o que devo ou não fazer. Dito de outra forma: se abortar é uma opção da mulher, consumir nicotina na forma que ela o entender também é. Custa assim tanto descer do pedestal?

O que eu leio na imprensa estrangeira é que sugerem que uma vez que a tolice humana acha razoável fumar, então que se comece a fumar os cigarros electrónicos em vez dos tradicionais.
Desde que não fumem para cima de mim, para mim é indiferente.
Tenho um bocadinho de pena dos fumadores especialmente dos que contraem o cancro e também tenho pena que gastem tanto dinheiro no SNS.
Mas como já contribuíram com os impostos, enfim está ela por ela e ainda criaram postos de trabalho num lado e noutro.
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Fado Alexandrino: és um cretino.
Mas como não gosto de insultar gratuitamente, deixo-te matéria para demorada reflexão (acreditando ingenuamente que serás capaz de, pelo menos, tentar): quanto vais custar ao SNS com a tua (vida e) morte? “Fumar” não acontece com cigarros electrónicos. Pode-se “vaporizar” para cima de ti? Achas que “os fumadores” têm um bocadinho de pena “do cancro” que és, mesmo assim em plena saúde? E do que vais ter, ou seja lá o que for que te vai irremediavelmente remeter à poeira dos tempos?
Não passas de mais uma dejecção a poluir as narinas de quem veio ler este bom post. E tenho um bocadinho de pena de ter sentido o teu cheiro.
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Muito obrigado.
Por norma só muito excepcionalmente respondo a quem me trata por “tu” e para isso a intervenção tem que ter uma qualidade também excepcional.
Não é o caso.
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Como medico desde ha muitos anos conhecedor dos meios de decisao, mas tambem dos interesses ( e desinteresses) de muitos profissionais, encontro uma explicaçao simples:
Por um lado, a saude é uma area muito propicia a exercer uma coisa de que a maioria do humanos gosta: controlar a vida dos outros.
Por outro, ha por esse pais fora um numero elevadissimo de consultas de desabituaçao tabágica , seja nivel dos serviços de pneumologia, seja a nivel dos cuidados primarios, com eficacia mais que duvidosa, mas que justificam muitas horas de trabalho e, frequentemente, o pagamento de carteiras adicionais.
E como sempre acontece quando ha problemas que dão emprego a muita gente, uma eventual solução para esse problema é sempre vista como uma ameaça…
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Bem, eu vou no 8º dia sem fumar. No 8º dia a vaporizar um cigarro electronico. Diga-se que me está a custar pouco.
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Anyway, incomoda-me não saber bem que quantidade de nicotina tem estes e-cigarros. Incomoda-me não haver um ‘infarmed’ que obrigue os produtores de liquidos para e-cigarros a cumprir dosagens correctas e, principalmente, ter confiança nos rotulos.
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As instituições de controlo e fiscalização do estado são importantes, precisamente para estas cenas na área da saúde.
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Rb
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O ponto é que a questão a discutir não passa por ser fumador ou não fumador ou o que anima cada um dos circunstantes “contra” o outro. O ponto é ter uma sociedade justa que trata direitos, deveres e obrigações como tal e tem leis que o sustentem e não princípios deterministas que validem uma das facções. Não se é menos cidadão por fumar ou mais cidadão por não fumar. Partindo do pressuposto que o que me convém não significa o melhor para todos talvez cada um dos altercadores tenha respaldo para aceitar a diferença de opinião e, partindo desse pressuposto essencial, conseguir-se uma discussão séria que encontre compromissos que “não comprometam” ou aniquilem pontos de vista, que permitam a ambos os “grupos” fazer valer direitos sem excessiva imposição de deveres e obrigações sobre os restantes.
Se um grupo de interesse consegue discutir seriamente propostas “Anti-tabágicas” então deve propor à discussão a audição de também pneumologistas mas não só.
Pena é ver que uma tentativa de puxar um assunto leve rápidamente ao extremar de posições sem sustentação crítica e como se vê acima temos quase o eu fumo por oposição ao eu não fumo, agora apliquem esse modelo à discussão da IVG por ex: Eu não abortarei com certeza (nem por afinidade) e não creio que isso torne a minha posição mais válida ou menos válida numa discussão, como contra-parte.
Continuem a cair em maniqueísmo que é a melhor forma de nada discutir.
Pessoalmente acho-me afectado pelas emissões poluentes de carros e aviões, terei o direito de impôr motricidade “electrónica” aos mesmos? Dava jeito mas não seria mas legítimo por isso…
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