400
A não haver erro na notícia ou na comunicação feita pelo senhor vice-primeiro ministro, o governo prepara um conjunto de investimentos que, totalizando a irrisória quantia de 400 milhões de euros, resultará na criação de 400 pujantes novos postos de trabalho. Admitindo que os quatrocentos contemplados não sejam todos Zeinais Bavas ou Antónios Mexias, existe uma certa discrepância entre o dinheiro investido, o resultado anunciado e o entusiasmo exibido pelo governo. Não obstante, quatrocentos novos postos de trabalho, mesmo que nos custem um milhão de euros cada, são sempre de louvar. Até por representarem um inequívoco triunfo da economia planeada pelo governo sobre a iniciativa privada, desmentindo assim todos quantos insistem na peregrina ideia de que governo e estado desbaratam os recursos por si confiscados aos cidadãos e às suas empresas.

A notícia já mereceu uma serie de comentários que mostram muito bem a queda dos portugueses para achincalhar tudo.
Vamos só supor que se monta uma fabriqueta qualquer cujas máquinas custam 400 milhões e que vai empregar quatrocentas pessoas.
Será inteligente considerar que cada posto de trabalho custou um milhão?
Pelo post e pelos comentários, a resposta é sim.
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“Vamos só supor”.
.
Hoje nao estamos para so supor. Andamos com a imaginacao trop fatigue’
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Se esta notícia fosse com um gajo qualquer do PS em fato de ministro, o Fado atirava balázios em todas as direcções. Como não é…
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E a resposta sim é a verdadeira. Os postos de trabalho custaram 400 milhões.
Pagos por todos porque na Democracia Socialista a Liberdade não existe a não ser para votar em Partidos Socialistas…
Existe Socialismo para o Povo, para as Empresas, para os Artistas, para os Cientistas etc…
Todos nós que pagámos não ficamos como accionistas da empresa.
E muitos vão elogiar isto quando 15 minutos depois criticam a promiscuidade politica -empresas.
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Novos investimentos e novos empregos são sempre boas noticias. Mas convenhamos que é ridiculo um vice-1º ministro fazer anúncios como este. Depois tem de ouvir os mabecos que fazem comentários como os que adornam a noticia do DN.
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Facto: o investimento é privado
Facto: o investimento é contratualizado com estado pelo enquadramento no QCA e pelos benefícios fiscais
Facto: O que interessa num investimento é o retorno, que resulta em acréscimo do P.I.B. e não o custo por posto de trabalho criado, que raio de rácio é esse? Deve ser o rácio utilizado pelo estilo de governação cessado em meados de 2011 🙂
Lamento informar mas na minha óptica e se isto fosse uma batalha naval o tiro do rui a. seria: água!
Porque é que uma boa notícia tem de ser transformada em algo mau? para que se possa maldizer este governo a toda a vírgula? Deve ser religião ou então fado mas poderia ser diferente rui a.
Cumprimentos
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Bom, não tenho o domínio pleno dos factos que você enuncia, como, aliás, frisei no começo do post, tendo mesmo admitido que a notícia pudesse estar errada. Mas o que é facto é que nela se lê que este «pacote de investimentos (…) foi aprovado no último conselho de ministros”. O facto do senhor vice-primeiro-ministro protagonizar a notícia, também leva a crer que o papel do governo não terá sido o de mero repasse de fundos comunitários para empresas privadas. Se assim foi, erro meu, lamento. Ou do senhor vice-primeiro-ministro, que se terá posto em bicos de pé sem necessidade disso…
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🙂 Peace
Por mim não lamente o erro que sempre posso mandar uns mimos, desportivamente…
Não tenho posse dos factos mas tresli noutro contexto (mais favorável) e confesso que relendo o teaser (não notícia) do DN e depois o conteúdo do dinheiro vivo (ou qualquer coisa) não dá para perceber porque se escreve desse modo…
Não vejo grande motivo para o alarde do vice mas o melhor da notícia (a que eu conheço) é existir uma empresa de logística para a exploração de hidrocarbonetos a estabelecer uma base por estas bandas, algo bom pode estar para acontecer…
Afinal nem tudo é mausinho, mesmo com o vice a estragar qualquer boleia para o táxi, eheh
Saudações blasfemas 😉
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Sem dúvida, caro Jorge, nem tudo são más notícias e acho até que ultimamente têm andado melhores do que há uns tempos. Esperemos que assim continue, embora tenha grandes dúvidas. Mas espero estar enganado.
Saudações cordiais,
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O tiro de jorgegabinete é certeiro e eu só acrescentaria uma adenda. É que ao dar benefícios fiscais a estes “investimentos”, quem realmente os paga (os benefícios) são “os outros”. Ou seja, o governo não está a dar nada. Está apenas a dizer a quem paga impostos que vai ter que pagar pelo que lhe é justamente devido, mais toda a tralha de isenções e benefícios que são distribuidos a partir do mui-neo-liberal-pró-soviético pardieiro central. Essa é que é a história. O Doutor Portas é formado em direitop por isso não percebe estas aritméticas… Se não fossem estas jogadas de matraquilhos, obviamente que estes temas nunca precisariam de ir ao conselho de ministros, o que lhes faria grande abalo porque estas abébias dão good press…
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No tempo do engº estes investimentos eram anunciados com incentivos, isenções e agilidades. O investimento era privado, mas quem entrava com a massa era a CGD que depois – directamente ou através da transferência de tóxicos para o BPN – ia necessitar de aumentos de capital, leia-se de dinheiro com origem no IVA. Era assim com a Pesca Nova, com o Roncão do Alqueva, ou lá como se chamava a vigarice turistica.
E desta vez ? O investimento é mesmo privado ou é empréstimo bancário agilizado pela cunha política e no fim paga o IVA ?
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António Costa tem uma terceira via (onde é que eu já ouvi isto?) em alternativa ao corte na despesa publica ou ao aumento de impostos, “que é aumentar a riqueza”!!!!
Como é que ninguém se lembrou de uma coisas destas? Temos homem, e ainda por cima cheio de ideias inovadoras.
Vou ficar à espera que ele explique como é que tenciona “aumentar a riqueza”…
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Pois é Alexandre,o homem é uma abécula,sem nada nem ideias.Mas como não me revejo nos 2 partidos,estou á vontade para dizer que ele apenas igual a aquilo que Pedro Passos Coelho e os restantes lideres do PSD foram quando estava na oposição;sem ideias,sem alternativas ao governo de então,apenas cavalgando a onda do momento que sem muito esforço o pote ia ser deles :).
Não há nada que separe o seu PSD do PS,Same shit
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era bom que dissessem as areas para eu tambem alinhar.ao fim de 3 anos a roubar os portugueses (há quem goste de levar no lombo) com 400 milhoes de euros,vão criar 400 postos de trabalho. o governo como anda a repescar medidas do governo socrates,não me admira nada que seja mais uma!
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A informação é escassa, mas admitindo o rácio 1 milhão / posto de trabalho que decorre do anunciado investimento, já se trata de uma considerável melhoria em relação aos rácios de outros tempos:
“Aprovados apoios para a modernização das refinarias de Sines e de Matosinhos:
O investimento em causa ascende a 1059 milhões de euros e deve permitir criar 150 postos de trabalho e alargar a capacidade de refinação da Petrogal.”
Ora, “7 X 6…é fazer a conta”… dá 7 milhão / posto de trabalho. Estávamos em 2008, quando o governo de então optou por subsidiar a ampliação das refinarias da Galp, em vez de apoiar a construção de raiz de uma nova refinaria. Fosse outra a opção e talvez existisse hoje alguma concorrência no mercado dos combustíveis…
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2014/04/lei-da-causa-e-efeito-o-mercado-dos.html
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Já percebi que para si uma refinaria e um lagar de azeite são mais ou menos a coisa. Pois!!! Tiro na água. Não são. Se quizer posso-lhe dar uns bons sites para consultar, mas pode começar pelo Wikipedia — “Oil Refinery”… E por favor, não escreva coisas destas “optou por subsidiar a ampliação das refinarias da Galp, em vez de apoiar a construção de raiz de uma nova refinaria. Fosse outra a opção e talvez existisse hoje alguma concorrência no mercado dos combustíveis” — este tipo de comentarios são para a caixa do DN ou no site d’A Bola,
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Duarte, já percebi que é um especialista em substâncias refinadas.
O comentário tinha apenas o propósito de recordar que este ímpeto dos governos para “criar empregos” é recorrente… (já agora, pessoalmente, acho que é uma das principais causas de sermos uma economia pouco competitiva e com pouca concorrência)
E, sim, com a mudança de governo ocorrida em 2005, existiu uma alteração na opção política em relação ao assunto da refinaria (prometo que vou investigar como foi com os lagares de azeite)…
http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=631186&page=-1
“Em Sines, o local escolhido pelos investidores para a instalação da nova refinaria, a terceira do País, poderá vir a criar cerca de 800 novos postos de trabalho. Mas durante a fase de construção empregará muito mais gente, garantiu ao DN fonte governamental. “Será um dos maiores projectos industriais feitos no País”, adiantou a mesma fonte, “e envolve um investimento superior ao da Autoeuropa”.”
Cumprimentos.
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Peço desde já desculpa pelo uso da lingua inglesa, mas aqui vai:
KPMG GLOBAL ENERGY INSTITUTE
The Future of the European Refining Industry – June 2012
European refiners are on a different path to the one they have been used to for the past 50 years. The European refining industry has gone through numerous cycles, but this time many of the changes are likely to prove permanent and we expect the current trends of falling demand, rising imports, increasing European legislation, growing competition from emerging markets and eroding margins to continue.
(…) cost pressures will continue; over-supply and competition will remain fierce; and the European carbon tax will continue to tilt the playing field in favour of overseas refiners that are subject to less regulation. The industry has seen a number of plant closures in recent years and more may well follow – as demonstrated recently by the announced closure of the Coryton refinery in the UK. The survivors will have to be leaner, more efficient and more able to adapt to changing market needs. A strong focus now on building and maintaining their relative competitive advantages is vital to help ensure their survival today and profitability in the future‘‘
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O objectivo dum investimento não é criar empregos. O objectivo é aumentar a riqueza(bens ou serviços que os consumidores pretendam).
O EMPREGO criado é um meio para obter um fim.
Caso fosse possivel produzir sem custos quem é que precisava de emprego?
Rui Silva
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Ninguém faz investimentos para criar postos de trabalho.
Isso é um mito socio-comunista.
O investimento só se faz exclusivamente para ganhar dinheiro.
A criação de postos de trabalho no processo de investimento é uma consequência inultrapassável.
O processo que cria empregos através de dinheiro alheio chama-se golpada e não investimento.
Não me surpreende que, à semelhança dos seus camaradas de partido (Freitas, Basílio, Adriano & Cª) ainda vejamos o PP (P Portas) a abraçar o PS.
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BINGO!
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“ninguem faz investimentos para criar trabalho….mito socio-comunista…ganhar dinheiro,bla,bal,bla” -voce disse tudo,voce em poucas palavras defeniu este governo,os “famosos” mercados e o proprio negocio(tipo apostas no casino) das bolsas de valores.parabens ,mas ja tinha percebido porque os ricos sao cada vez mais ricos,e porque ha cada vez mais sem abrigos ou gente posta fora de casa,do emprego,etc.parabens pelo seu comentario frio,egoista e ate um pouco…tonto.
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Caro João Lopes,
Quando se está aqui a “condenar” este governo por andar a “torrar” dinheiro a “criar” emprego após o ter destruído, você (não duvido com a melhor da boa fé mas naife) vem completamente fora de tom, criticar estes comentários como se estes estivessem a apoiar este mesmo governo. Será apenas falta de interpretação da língua portuguesa ou outro qualquer problema ?
Rui Silva
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Caro rui silva,critiquei e critico o comentario de carlos conde,nomeadamente a tres primeiras frases.pode-me chamar “naife” ,”comuna” ou apanhado do clima,mas a dinheiro pelo dinheiro e nada mais que dinheiro,para “condomios privados”,ferias em “cancun”,viagens a las vegas ou “trapinhos” das lojas da av. da liberdade sao futilidades que estao a destruir a nossa(a sua e a minha) vida.mas gastar 8 euros para ouvir o manu dibango no castelo de sao jorge,isso sim é vida saudavel.Apareça.
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“dinheiro,para “condomios privados”,ferias em “cancun”,viagens a las vegas ou “trapinhos” das lojas da av. da liberdade” são os sonhos da dita classe média, que agora até o PC defende.
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