PPD/PSD: um partido ou uma barriga de aluguer política?
Pergunta , membro do Conselho de Jurisdição Distrital de Lisboa do PPD/PSD no PÚBLICO a propósito do Projecto de Lei sobre maternidade de substituição/barrigas de aluguer e uso de embriões humanos, para investigação científica: «As questões acima, porque socialmente fracturantes, requerem um amplo debate na sociedade o que não aconteceu com a apresentação dos presentes projectos de Lei. Saliente-se que o PSD não apresentou ao eleitorado, em sede de programa eleitoral, qualquer proposta nesta área e nem o Conselho Nacional ou Congresso deste partido, em qualquer das suas reuniões após as últimas eleições legislativas, discutiu este assunto. E argumentos de telenovela, representações convincentes de indignação e exploração despudorada de bons sentimentos não justificam uma deriva legislativa deste calibre. A iniciativa do BE e do PS tem rastro político, visa dividir o PSD e criar fracturas ao nível da coligação. Alinhar com os partidos da oposição significa andar a reboque de uma minoria expressivamente derrotada nas últimas eleições e servir uma agenda política que não é a do PPD/PSD. A não ser que a ambição política deste partido, depois de um momentâneo juízo em vésperas das eleições europeias, se reduza, nestas matérias, à de se transformar numa barriga de aluguer política do BE e dos sectores mais radicais do partido socialista…?»

É bom ver tanta gente preocupada com o facto do PSD não ter cumprido as suas promessas eleitorais.
Podem começar com as medidas de austeridade que o Passos Coelho afirmava não serem necessárias, continuar com a reforma do Estado e por aí fora.
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O PS é que é a barriga-de-aluguer natural de toda essa cagotaria.
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António Pinheiro Torres à Presidência do PSD.
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Não estou a entender. Se o tema não faz parte do programa do PSD, o normal não seria dar liberdade de voto?
É que embora eu compreenda os argumentos contra, nomeadamente da bloguista, parece-me que querer proibir algo com que não se concorda, porque sim, é um bocadinho totalitário – estatizante.
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Pois eu imaginava que querer criar um caso e torná-lo lei, só por lobby é que era um bocadinho totalitário e anti-democrático.
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> um bocadinho totalitário e anti-democrático
“Não é que haja nada de mal nisso”, como dizem as pessoas tolerantes.
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ehehe
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Não, não é normal. Num sistema eleitoral em que se eleje uma molhada de deputados por distrito eleitoral, só em caso de emergência nacional, como a bancarrota do filósofo, é que os partidos se devem desviar do programa eleitoral proposto aos eeleitores. Se os círculos fossem uninominais, como nos US, aí podia tolerar estas macacadas, porque saberia bem a quem telefonar para lhe dizer exactamente o que pensasse sobre o assunto. E o camarada sabia à partida que se votasse de maneira contrária à minha vontade estaria feito ao bife comigo nas eleições seguintes – nem voto nem dinheiro. Simples, não é?
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Exactamente. Este caso não faz parte do programa eleitoral, pelo que havendo votação porque é que a bancada deverá votar contra ou a favor?
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Não há nada que obrigue o partido lider da coligação a cometer suicídio…
A verdade é que “a iniciativa do BE e do PS (…) visa dividir o PSD e criar fracturas ao nível da coligação.”
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Também não estava no programa quantas quecas é que se pode dar sem intuitos reprodutores. Não estava por uma boa razão, porque é da esfera de cada um. E este assunto não parece muito diferente – é da esfera dos envolvidos. Os outros, se não querem, que não participem.
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A sua axiomática é indigente. Se a questão fosse como diz não precisaria de ser regulamentada, se precisa de ser regulamentada todo o cidadão tem uma palavra a dizer. Raciocínios idiotas como o seu não devem passar em branco nestas paragens, não vá você achar que sabe articular uma ideia completa, o que manifestamente é incapaz. Vá estudar palerma! Em vez de perorar sobre a cópula não reprodutora experimente testar argumentos antes de os manifestar.
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É simples! A proposta de lei é lançada no hemiciclo, se a maioria dos deputados franzir o sobrolho, a lei é chumbada, porque a justiça e a liberdade de cada um viver como quer sem causar mal aos outros não sao para aqui chamadas
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É da esfera de cada um o tanas. Ninguém pode ser condenado a ter duas ou três mães. Deixai de brincar aos liberais com a vida dos outros, das criancinhas que não são tidas nem achadas nestes experimentos obscurantistas, nestas barbaridades medievais.
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O que está subjacente, infelizmente, é que existe uma máfia tranversal a todos os partidos que se ocupa de determinar actos legislativos colocando-os em agenda por pressão de lóbis e que afecta essa mesma agenda à venda/transação de influência e não ao serviço do bem público. Grande parte das orientações comportamentais do nosso corpo legislativo jamais foi sufragada pelo eleitor e não existem, nesse aspecto, partidos inocentes.
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Será que a máfia chinesa tem residência no Casino Estoril,vejam o despedimento coletivo do Casino Estoril nem a justiça abre a boca, mas mais tarde ou mais cedo tudo se descobre.
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