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How old are you?

15 Julho, 2014

Quando no Verão passado escrevi Este País Não é Para Jovens com o José Manuel Fernandes deparei frequentemente com a convicção instalada de que esta crise é uma questão de ricos e pobres. Não é. Vale a pena ler esta análise de Robert Joyce no Finantial Times sobre o fosso crescente entre novos e velhos no Reino Unido

How rich do you feel this morning? The answer will, very likely, depend on how old you are.

The change in the distribution patterns of UK household incomes tells a remarkable story, according to the most recent data available. It is not, for once, a tale of the rich growing richer and the poor growing poorer. It is more one of the old growing richer relative to the young, and the young growing poorer. Since the recession, median income in pensioner households, after housing costs have been paid, has pulled away from median income in working-age households for the first time.

So politicians who focus on a simple “cost of living crisis” are missing some of the really big shifts that are happening. True, household incomes probably stopped falling in 2012-13; and, while we are unlikely to see further detailed data before the country goes to the polls in 2015, we can be pretty sure average incomes will remain well below their 2009 peak. This is not surprising. Total gross domestic product is inching closer to its pre-crisis peak – but that peak was a long time ago and the population has continued to grow. On a per-head basis, we still have a significantly smaller economy than we used to.

Yet, by 2012-13, overall income inequality was substantially lower than it had been before the recession. Indeed, it was back at 1990 levels. Those in work saw big reductions in real earnings. Those out of work were, on the whole, protected by benefits rising in line with prices. Admittedly, there have been offsetting effects. Falling mortgage interest rates have, on average, been of more help to those with higher incomes. And income inequality is likely to rise again as cuts to the social security benefits for those of working age gather pace. But this is not a period that will be remembered for a rise in inequality between rich and poor.

It is more likely to be remembered for the different experiences of old and young. First, note the contrasting impacts on pensioners and those of working age. Not only have median pensioner incomes pulled ahead of those of non-pensioners for the first time; but the official measure of relative pensioner poverty also fell by more than one-quarter between 2007-08 and 2012-13. Today, once housing costs are taken into account, pensioners are less likely to be poor than people of working age. This is an astonishing turnround.

Then note the difference between those in their 20s and those aged 31-59. Employment rates for the former have fallen significantly. Remarkably, by 2013 the employment rate for the latter group was already back at its 2007-08 level. For those over 59, employment was above pre-recession levels.

But the relative fall in employment rates has not been the most dramatic difference between the young and the rest. Median weekly pay fell twice as fast between 2007-08 and 2012-13 for those aged 22-30 as for those aged 31-59. This is partly due to a bigger rise in part-time work among young adults; but, in addition, their hourly wages have fallen much faster than those of older workers. Despite being better educated than any previous generation, twentysomethings today are worse off than those born a decade earlier were at the same age.

The actual impact of all this on living standards seems to have been ameliorated by the fact that about a quarter of 22-30-year-olds live with their parents. Their household incomes have fallen far less than their own personal income because their parents have not suffered the same hit. To the extent that incomes and living standards are shared within these households, this will have helped the younger generation.

There is another trend that looks likely to persist: falling home ownership. People in their mid-20s are now less than half as likely to have bought a home as were previous generations by the same age. Their rates of home ownership are unlikely ever to catch up. Lack of access to generous final-salary pension schemes will also hit the wealth of this younger generation.

The changes in the distribution of resources we are seeing now may be much more subtle than the big rise in inequality we saw in the 1980s. But this growing divergence between the generations may have equally profound long-term consequences.

 

4 comentários leave one →
  1. neotontono's avatar
    neotontono permalink
    15 Julho, 2014 16:50

    o fosso crescente entre novos ricos e os pobres velhos no Reino Unido

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  2. joao lopes's avatar
    joao lopes permalink
    15 Julho, 2014 17:43

    este pais nao é para velhos,grande filme sem duvida,tal como o “lobo de wall street” de martin scorsese,que se adequa que nem uma luva ao caso BES

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  3. jorgegabinete's avatar
    15 Julho, 2014 21:49

    Este país é para parvos lendo os dois comentários anteriores: um lê o inverso do statement e o outro é o statement do invertido (quando não focado na cuequinha tanga do musculoso mancebo fala do BES e do big penis dos outros (já os símios adoptam poses de submissão mais explícitas mas menos indicadoras de uma verdadeira vontade/gozo de serem seviciados e sodomizados- diria Desmond Morris) . Antes desta temática existiu o Generation Gap que sustentava a falta de solidariedade inter-geracional e o afastamento pelas vias da aculturação dos mais jovens e o alheamento tecnológico dos mais velhos, depois aparece a retórica do excessivo esforço de solidariedade inter-geracional que empobrece todos (descobriram um principio matemático: o quociente – resultado da divisão – por um divisor inteiro é sempre menor que o dividendo!). Já a questão essencial é verificar a riqueza promovida pela coexistência geracional num mesmo clã por oposição a núcleos uni-geracionais que não envelhecem mas sim apodrecem na solidão: o empobrecimento multi-geracional por oposição ao enriquecimento uni-geracional refere-se apenas à quantificação de moeda/renda disponível (estúpido cálculo de capitação e não mais) e não a demais confortos que a vida requer (não é lirismo e não chega a ser economia do bem estar, apenas o BigPicture, na minha opinião). O facto de os jovens se emanciparem cada vez mais tarde é tanto sinónimo de dependência e falta de possibilidade de autodeterminação económica como é indiciador de uma crescente riqueza do agregado de acolhimento que hoje permite manutenção de filhos e netos no seio familiar como durante gerações não o permitia, pelo menos em vivência urbana. Por muito que olhemos para trás estaremos sempre caminhando em frente, uns juntos e outros em orgulhosa e triste solidão.

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    • jorgegabinete's avatar
      15 Julho, 2014 22:09

      Não indiferente a esta temática é em Portugal a preocupante diminuição de rácio Jovens/Idosos que intervém nesta mesma equação de modo ambíguamente positivo. No entanto, e de estudos de promoção da natalidade saem as mesmas fórmulas de sempre: copular com dedução ou fornicar sem ela – estupidificante no mínimo e mais um recorrente erro em que este governo se prepara por embarcar também. Se existem questões sociológicas novas associadas à natalidade que não passam pela renda apenas mas cada vez mais pela procura de reconhecimento e promoção social de que servem estímulos económicos aos breeders?
      -Quer-se alargar o apoio à infertilidade até aos 42 anos (e porque não 43, 44, 45?) como se da redução da infertilidade resultasse natalidade relevante. Resta ainda aguardar que o TC, ao abrigo da proporcionalidade, obrigue a que os mesmos apoios se apliquem até à quarta idade.
      -A dedução fiscal por filho aumenta e por essa via se estimula quem quer de uma renda obtida recuperar algo mais. Resta ainda aguardar que o TC, ao abrigo da proporcionalidade, obrigue a que os mesmos apoios se apliquem aos casais sem filhos, e pessoas sós que indiquem estatisticamente sonhar um dia procriar. Porquê esperar pela demonstração de existência de dependentes para bonificar?
      -Ao abrigo do principio da igualdade e da proporcionalidade deve-se ainda permitir a que casais inférteis estimem o numero de filhos desejados e não conseguidos para também deduzirem à colecta.
      – Pena que se excluam dos estímulos todos os que não beneficiam de deduções à colecta de IRS.

      De modo mais sério: 1.se um dos vectores que incrementa a sustentabilidade futura do sistema de pensões é a demografia; 2.se um dos vectores de oposição à natalidade é o constrangimento laboral (seja da entidade empregadora ou da adveniente estagnação profissional): Porque se espera por uma TSU que bonifique os prolíficos? e uma contribuição social igualmente plafonada? Porquê um colégio de especialistas para redundar no lugar comum e não terem visões que ousem? E já agora porque não um ordenado social que substitua abonos, para pais a tempo inteiro que sentem essa vocação? Os avós são bons mas não suficientes, os filhos precisam de crescer com pais presentes e não ser um espaço de agenda dos mesmos. Que não se dêem apoios a avós mas sim a pais. Vivemos no apalermamento de repetir fórmulas de resultados insuficientes como da repetição de dogmas políticos e sociais anacrónicos e muitas vezes fracassados apenas para permanecermos no conforto da ancoragem de crenças. Digo

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