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Em que ficamos?

5 Agosto, 2014

30 Jun 2014O PCP defendeu hoje uma intervenção do Estado junto do grupo Espírito Santo, que pode passar pela nacionalização, considerando que a “situação é insustentável”, com a acumulação de “casos” do banco.(…) Em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, foi questionado sobre a defesa da nacionalização do BES e respondeu que essa é “uma solução”. 

4 de Agosto de 2014: O PCP e o Bloco de Esquerda (BE) acusam o Governo de estar a recapitalizar o BES com dinheiro público. Comunistas receiam que os portugueses sejam chamados a pagar os prejuízos do Grupo Espírito Santo (afirmou Agostinho Lopes,)

O PCP que em Junho queria nacionalizar o BES é o mesmo que agora receia que os os portugueses sejam chamados a pagar os prejuízos do Grupo Espírito Santo?

No fim do seu texto no Observador o JMF escreve O desconcerto das reacções da extrema-esquerda, com particular destaque para o destrambelhamento de Catarina Martins, é um sinal de que a solução acabou por surpreender mesmo os que sabem sempre tudo até antes de tudo acontecer. É fácil e tentador chamar invocar o destrambelhamento para referir as declarações de Catarina Martins – a forma como reagiu aos resultados das eleições europeias é de antologia! – mas na verdade ninguém a toma muito a sério mas tanto quanto recordo Catarina Martins nunca defendeu a nacionalização do BES. Já o mesmo não se passa com o PCP cuja sucessão de declarações sobre o caso BES está muito para lá do destrambelhamento.

6 comentários leave one →
  1. vortex's avatar
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    5 Agosto, 2014 11:45

    De tudo ficam três coisas:
    A certeza de que estamos sempre começando
    A certeza de que é preciso continuar
    E a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminarmos.
    Devemos fazer da interrupção um caminho novo,
    Da queda uma dança
    Do medo uma escada
    Do sonho uma ponte
    Da procura um encontro”

    Fernando Sabino

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  2. paasa's avatar
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    5 Agosto, 2014 12:55

    Aquilo que foi feito não foi uma nacionalização como o PCP pretendia. O que foi feito foi uma privatização com dinheiros públicos. Nacionalização a sério significa que o controlo do banco fica nas mãos do estado. No final, todos vamos ficar a arder em 4,5 mil milhões, pelo menos.

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  3. tamal's avatar
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    5 Agosto, 2014 13:04

    Coisa é certa, os amigos dos governos fazem o que bem querem, fartam-se de roubar de toda a maneira, não pagam chavo e nunca vão para a cadeia .

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  4. André's avatar
    André permalink
    5 Agosto, 2014 14:35

    Se calhar o PCP quereria, sendo um partido comunista, que o dinheiro do estado fosse aplicado e que o estado se tornasse proprietário do BES.No fundo, o PCP queria aumentar o setor empresarial do estado, acrescentando-lhe o segundo maior banco do país. Não queria que o estado colocasse dinheiro numa empresa e continuar a não a controlar. No fundo, o PCP mantém a sua posição a favor da nacionalização.

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  5. gastão's avatar
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    5 Agosto, 2014 15:19

    De facto ninguém toma a sério Catarina Martins tal como ninguém toma a sério o Zé Manel e Helena Matos porque ninguém toma a sério os extremistas, sejam eles de esquerda ou de direita.

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  6. murphy's avatar
    murphy permalink
    5 Agosto, 2014 17:11

    Ainda mais extraordinário que o “síndroma da indignação crónica” que grande parte da esquerda (mais ou menos extremista) revela, é constatar a cobertura mediática em torno do caso bes que, não raras vezes, fez acompanhar as sua reportagens “jornalísticas” apenas das reações políticas do pcp e do be…

    Mas não é apenas o pcp que deixou de acreditar em nacionalizações “para defender os contribuintes”…

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2014/07/bpn-vs-bes-teixeira-dos-santos-vs.html

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