Da auto-crítica socrática
29 Setembro, 2014

É com alguma admiração que vejo José Pacheco Pereira parafrasear Weber com “a maioria das acções de um politico tem o efeito exactamente contrário do que era pretendido” e, em simultâneo e no mesmo artigo, revelar ter existido “um encontro secreto entre o secretário-geral da UGT e o primeiro-ministro”.
Se o efeito pretendido por Pacheco Pereira é demonstrar conhecer as entranhas da negociação política, o efeito obtido é precisamente mostrar que, para o autor, o salário mínimo é apenas uma mera conveniência para arremesso político.
Não é necessariamente o socratismo que está de volta: o que está de volta é a disponibilidade do PSD para o socratismo.
17 comentários
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JPPereira foi um descarado apoiante e promotor de ACosta no Quadratura.
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A SIC e a SICN não tiveram pudor algum em promover ACosta — se excepatuarmos raros jornalistas. Praticamente a todos os comentadores “residentes” só lhes faltou exibirem um pin ou autocolante.
Disseram-me que no Eixo do Mal, à excepção de LPedro Nunes, a coisa foi indecente e ultrajante para com AJSeguro. Portanto, a ClaraFAlves(obviamente porque P”S”), o PMarques Lopes(futuro garantido na SIC-do-irmão-de-Costa) e o DOliveira(idem), mais tarde ou mais cedo podem também ser chamados ao “convívio” do toni carreira da política tuga.
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Quase todas as opiniões ali produzidas têm pés de barro. É tudo muito simples, fácil e evidente para aquela gente, excepto para o Pedro Nunes, que vai mantendo alguma lucidez, regada com humor. São asneiras, simplificações infantiloides e distorções umas atrás das outras, numa autêntica conversa de tasca.
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Pacheco Pereira passou definitivamente para o club da escumalha do comentário politico. A bajulação e subserviência com que trata António Costa na Quadratura do Circulo, chega a ser repugnante. O Lobo Xavier bem se torce na cadeira, mas ele adoptou aquele estilo “Eixo-do-Mal”, anda a competir com o Marques Lopes no campeonato da tontice, e não há nada a fazer.
JotaPêPê, quem te viu e quem te vê…
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Ontem, os comentários dele em off sobre o videoclip Wall dos Pink Floyd no Contraponto foi algo esotérico.
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Deve ter acabado por entrar para a seita da corja aventalada e a vela foi tão fundo que lhe bateu nos neurónios, por debaixo (como é que esse canalha se pode ter tornado apoiante do bosta – ou sequer lavar-lhe a imagem sentando-se todas as semanas com ele à mesa – com tudo o que se conhece do papel do bosta no encobrimento da casa pia?).
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Anatomia de um palerma entre os Beatniks e a Nova Esquerda Orgásmica ou o ressurgimento de uma Butt Generation.
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“A SIC e a SICN não tiveram pudor algum em promover ACosta — se excepatuarmos raros jornalistas.”
Quanto mais rápido as pessoas perceberam que o Jornalismo não é nada mais que Projectos Políticos melhor.
Todos os Jornais, TV’s so existem porque têm como objectivo um determinado Projecto Político.
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E quando mais depressa as pessoas perceberem que o Jornalismo existe para Sobrevalorizar a Política melhor.
O Jornalismo primeiro que defender esta ou aquela corrente, existe para nos fazer crer que é na Política que está solução para os males do mundo.
Ora como é óbvio mais política só pode dar Socialismo.
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Hoje o Público (curioso não vi ninguém apontar isto) arredonda a percentagem do Costa para 70%.
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Mais uma para as notícias da censura jornalista.
http://news.yahoo.com/public-versus-private-swiss-mull-health-system-shift-073917245.html
Swiss voters on Sunday rejected a plan for a seismic shift from the country’s all-private health insurance system to a state-run scheme.
Referendum results showed that almost 62 percent of voters had shot down a reform pushed by left-leaning parties which say the current private system is busting the budgets of ordinary residents.
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Aguardam-se para breve as prestações de contas da campanha; será a primeira demonstração de seriedade e rigor de um Costa para PM e de um Seguro contra os interesses instalados, por outro lado não se espera que JPP pugne nesse sentido.
Aguarda-se com curiosidade que na AM de Lisboa seja pedida uma sindicância aos mais recentes ajustes da CML e um levantamento dos atrasos no pagamento a fornecedores.
Já agora espera-se que na ressaca desta orgásmica evolução alguém se aperceba que o momento é histórico não pelas primárias (até podiam ser estados gerais) mas porque, tivemos mais de cem mil almas que entregaram o voto à ausência de estratégia e de mínimas linhas de actuação, pois só assim se podia hegemonizar a preferência de tanto polarizado.
Estou curioso em perceber como vão os interesses de tanta clientela da cultura, dessa verdadeira cultura independente e que não se vende (porque ninguém a compra), como convivem esses interesses mediante uma mínima definição sem ser uns contra os outros. Quando começar a mínima definição do Costa pelo Costa logo se verão os deserdados, enganados e espoliados a berrar.
Contrariando o JMF e outros: este episódio das primárias é um epi-fenómeno e pena é que não se enterrem por ora muitas opinações numa cápsula do tempo, bastariam dez anos para soarem ridículas. Daqui a dez anos Seguro é menos que história do PS como Constâncio o foi e lembrar-nos-emos tanto destas primárias como nos lembramos agora dos estados gerais.
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Quanto às contas de campanha: alguém deveria colocar um relógio na Praça de Espanha indicando “Já passaram … dias sem conhecermos as contas das campanhas”
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Praça de Espanha.
Muito bem indicada.
O projecto de urbanização da mesma já teve centenas de variações desde 1974 e ainda não há um completo.
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Eu acho que o dr. José Pacheco Pereira (é impressão minha – não o conheço e nunca estive com ele) ainda não esqueceu os tempos em que a dra. Manuela Ferreira Leite perguntava, na campanha para as legislativas de 2009, ao eng.(?) José Sócrates: “diga onde é que vai buscar o dinheiro”. Do tempo em que era (com grande elevação democrática) chamada por muitos de “a velha”. Ora nesses tempos o dr. Pedro Passos Coelho, se estamos lembrados e justiça seja feita, soava a eco do eng.(?) José Sócrates.
Essa lealdade,que dura até hoje, às pessoas e a esse projecto até abonam a favor do dr. Pacheco Pereira e julgo ser o motivo pelo qual diz o que diz do dr. Passos Coelho.
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Mais ou menos isso. Melhor : mais do que menos isso.
Mas JPP também pensa e age por si.
(Mas esteve mal no descarado apoio a ACosta).
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De acordo. É independente (excepto no seu ódio de estimação), inteligente e presentemente gosto mais de o ouvir do que, por exemplo, a própria Manuela Ferreira Leite (e Bagão Félix e …)
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