O António Costa director do Diário Económico, e velho apoiante dos socialistas, diz que o PS já é um partido do poder, porque na oposição dizia uma coisa e agora parece querer dizer outra em relação ao que há a fazer em relação à divida pública:
É claro que o PS tem um problema pela frente que não sabe como é que há-de resolver no caso de ganhar as eleições com maioria absoluta: em 2016 tem de arranjar mais de 17000 milhões para rolar a divida, porque a “almofada” vai desaparecer no final de 2015, e como vai fazer um orçamento despesista para 2016, tem de arranjar mais 7-8000 milhões para o défice.
Como as contas publicas vão fatalmente derrapar, os juros vão por aí a cima, (os juros da dívida grega a 10 anos já vão perto dos 10% no secundário, onde é que pára o BCE e o sr Draghi?), portanto há que inventar estes números para ajudar a tapar o sol com a peneira.
A última sondagem vem estragar os planos de Costa que não é completamente parvo: a última coisa que ele quer é uma maioria absoluta que deixe o PS sózinho no governo com o menino nos braços. Ele quer ganhar as eleições para tentar levar o PSD, com Rio ou sem Rio, mas certamente sem Passos Coelho para o governo.
Mas de acordo com as sondagens, parece que Deus escreve direito por linhas tortas e Costa vai mesmo ter a sua maioriazinha absoluta, e, ou governa com austeridade, ou vai ter de chamar outra vez a troika logo em 2017. Mas sózinho!
Os pequenos mas tenebrosos pelágicos xuxas estão a vir ao de cima.
O Zarco é um deles o ferrugento, outro
Vou rir quando o marajá tiver a pouca vergonha de dar oxigénio ao soisa
Concordo com a generalidade dos comentários e considerando a situação atual em que os estilhaços da falência do BES e da PT (assunto comentado em todo o mundo) começam a chegar à economia e à tesouraria das empresas ,também vaticino novo resgate e a minha dúvida é se ele vai ser com este governo ou com o próximo. Existe um dado positivo, vamos ter algum crescimento (entre 0,5 a 1%) e ultrapassa a minha espectativa que era de estagnação ,mas o governo moribundo nem isso evidencia. Não sou conselheiro do PS mas é evidente que conhecem bem a situação e guardam de Conrado um prudente silêncio. Um governo futuro terá de tentar influenciar três variáveis : Descida nos juros que já vão em 8886mm; interpretar o tratado orçamental com alguma criatividade e reduzir alguma despesa no estado “monstro” para, pelo menos, retirar a sobretaxa e esperar que o capital privado estrangeiro e nacional acreditem que seremos viáveis e um lugar com futuro.
manuel,
A minha dúvida é sobre onde viu esses comentários que relacionam o eventual novo resgate com a falência do BES e da PT. Deve ter andado a ler o Câmara Corporativa ou estar a pensar nos bullet-points que o Largo do Rato distribuiu pelos “comentadores”.
Quanto às “três variáveis” que enuncia, acho que o manuel podia muito bem ser conselheiro do PS, já que o PS não entende nem quer entender os problemas de Portugal, o contexto europeu, de Economia ou sequer o que é do senso comum.
JAL: vá ver o gráfico das taxas de juro a 10 anos de Portugal e da Grécia e basta chegar aos 5 ou 6% para ser preciso novo resgate. A taxa de crescimento ,talvez seja igual à deste ano (0,5 a 1%),no entanto , considero muito complicado ,pois a carga fiscal vai aumentar em 2015. qualquer coisa como, 2066 milhões de euros !Não me interessa nada os partidos ,penso com a minha carteira.
manuel,
Está portanto a dizer que um eventual novo resgate não terá a ver com a PT nem com o BES mas sim com a evolução das taxas de juro. É isso?
Quanto a “pensar com a carteira” (fisiologicamente impossível), suponho que queira dizer que as suas opiniões sobre questões económicas e políticas derivam do impacto que o que esteja em discussão tenha no seu património/rendimento.
Não é propriamente a melhor forma de valorizar as suas opiniões perante os interlocutores.
JAL: tudo está relacionado ,continuamos com défice nas contas do estado ,logo precisamos de financiamento que acresce à dívida já existente . A falência de um banco que valia 20% do mercado terá influências muito grandes e a ministra das finanças ,ainda agora na AR disse que não concordava , e disse que “o único impacto era o empréstimo que tinha feito ao fundo de resolução” ,está novamente a dizer inverdades ou não faz qualquer ideia do que anda a fazer. Recomendo-lhe que oiça as palavras de hoje do 1º Ministro que disse que Portugal continua “muito vulnerável a choques externos” , traduzindo em língua portuguesas ,não estamos livres de novo resgate. Quando digo que penso de acordo com os meus interesses é porque acredito que as civilizações avançam do confronto negociável dos diferentes interesses em causa.
manuel,
*TUDO* o que acontece na economia tem impacto a curto, médio e/ou longo prazo nas contas do Estado. Até uma pequena empresa em Freixo-de-Espada-à-Cinta despedir um funcionário tem impacto nas contas públicas pelos impostos e contribuições para a Segurança Social que deixa de receber e pelo subsídio de desemprego que passa a ter que pagar.
No entanto, esse trabalhador pode até montar o seu próprio negócio e criar alguns postos de trabalho, com o resultado oposto em termos de contas públicas.
A falência de um banco não é a mesma coisa que o despedimento de um funcionário de uma pequena empresa mas o único impacto que o Estado pode avaliar e sobre o qual pode e deve intervir é o impacto directo, as transferências de dinheiro que “tenha que fazer” para esse banco. O resto é o mercado a funcionar como é suposto que funcione.
Neste sentido, o que a Ministra das Finanças disse será correcto, ainda mais porque o BES (ainda?) nem sequer fechou.
O que o Primeiro-Ministro disse é por acaso uma surpresa para alguém?
Uma dívida externa monstra e um deficit público crónico (que o Tribunal Revolucionário impede que seja diminuído) fazem com que Portugal seja muito vulnerável à flutuação das taxas de juro. Isso está mais do que estabelecido (até mesmo para aqueles a quem dá jeito “esquecê-lo” de vez em quando) e é repetido sistematicamente por todo o lado.
Quanto aos “interesses”, defender em primeiro lugar os nossos interesses é muito diferente de as nossas opiniões variarem consoante a nossa situação pessoal.
P.e., defender a rigídez da legislação laboral no sentido de impedir os despedimentos enquanto se é trabalhador dependente e passar a defender a flexibilização quando se passa a ser empresário, defender impostos mais altos para os ricos apenas até nos sair o Euromilhões ou não querer que o Estado pague aos credores de empresas falidas a menos que nós sejamos um desses credores é pura hipocrisia e retira qualquer valor a essas opiniões.
»A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade«
Caramba, e a que estado de bovinidade chegámos!
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Bem, que dizer do seu pseudónimo!
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Que confusão que vai na sua cabeça…
Já percebi que Eça não é consigo.
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O António Costa director do Diário Económico, e velho apoiante dos socialistas, diz que o PS já é um partido do poder, porque na oposição dizia uma coisa e agora parece querer dizer outra em relação ao que há a fazer em relação à divida pública:
http://economico.sapo.pt/noticias/o-ps-voltou-a-ser-um-partido-de-poder_204107.html
É claro que o PS tem um problema pela frente que não sabe como é que há-de resolver no caso de ganhar as eleições com maioria absoluta: em 2016 tem de arranjar mais de 17000 milhões para rolar a divida, porque a “almofada” vai desaparecer no final de 2015, e como vai fazer um orçamento despesista para 2016, tem de arranjar mais 7-8000 milhões para o défice.
Como as contas publicas vão fatalmente derrapar, os juros vão por aí a cima, (os juros da dívida grega a 10 anos já vão perto dos 10% no secundário, onde é que pára o BCE e o sr Draghi?), portanto há que inventar estes números para ajudar a tapar o sol com a peneira.
A última sondagem vem estragar os planos de Costa que não é completamente parvo: a última coisa que ele quer é uma maioria absoluta que deixe o PS sózinho no governo com o menino nos braços. Ele quer ganhar as eleições para tentar levar o PSD, com Rio ou sem Rio, mas certamente sem Passos Coelho para o governo.
Mas de acordo com as sondagens, parece que Deus escreve direito por linhas tortas e Costa vai mesmo ter a sua maioriazinha absoluta, e, ou governa com austeridade, ou vai ter de chamar outra vez a troika logo em 2017. Mas sózinho!
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Em 2017? Em diria mais em Março de 2016, para ajudar a fazer o segundo Orçamento Rectificativo.
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estamos fudidos com o zarolho sem pala no olho.
são todos muito abertos
eles atrás, elas à frente
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Os pequenos mas tenebrosos pelágicos xuxas estão a vir ao de cima.
O Zarco é um deles o ferrugento, outro
Vou rir quando o marajá tiver a pouca vergonha de dar oxigénio ao soisa
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Ainda vamos ver o Costa a pedir o adiamento das eleições para ter a certeza que não tem maioria absoluta… Isto vai ser lindo…
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Concordo com a generalidade dos comentários e considerando a situação atual em que os estilhaços da falência do BES e da PT (assunto comentado em todo o mundo) começam a chegar à economia e à tesouraria das empresas ,também vaticino novo resgate e a minha dúvida é se ele vai ser com este governo ou com o próximo. Existe um dado positivo, vamos ter algum crescimento (entre 0,5 a 1%) e ultrapassa a minha espectativa que era de estagnação ,mas o governo moribundo nem isso evidencia. Não sou conselheiro do PS mas é evidente que conhecem bem a situação e guardam de Conrado um prudente silêncio. Um governo futuro terá de tentar influenciar três variáveis : Descida nos juros que já vão em 8886mm; interpretar o tratado orçamental com alguma criatividade e reduzir alguma despesa no estado “monstro” para, pelo menos, retirar a sobretaxa e esperar que o capital privado estrangeiro e nacional acreditem que seremos viáveis e um lugar com futuro.
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manuel,
A minha dúvida é sobre onde viu esses comentários que relacionam o eventual novo resgate com a falência do BES e da PT. Deve ter andado a ler o Câmara Corporativa ou estar a pensar nos bullet-points que o Largo do Rato distribuiu pelos “comentadores”.
Quanto às “três variáveis” que enuncia, acho que o manuel podia muito bem ser conselheiro do PS, já que o PS não entende nem quer entender os problemas de Portugal, o contexto europeu, de Economia ou sequer o que é do senso comum.
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JAL: vá ver o gráfico das taxas de juro a 10 anos de Portugal e da Grécia e basta chegar aos 5 ou 6% para ser preciso novo resgate. A taxa de crescimento ,talvez seja igual à deste ano (0,5 a 1%),no entanto , considero muito complicado ,pois a carga fiscal vai aumentar em 2015. qualquer coisa como, 2066 milhões de euros !Não me interessa nada os partidos ,penso com a minha carteira.
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manuel,
Está portanto a dizer que um eventual novo resgate não terá a ver com a PT nem com o BES mas sim com a evolução das taxas de juro. É isso?
Quanto a “pensar com a carteira” (fisiologicamente impossível), suponho que queira dizer que as suas opiniões sobre questões económicas e políticas derivam do impacto que o que esteja em discussão tenha no seu património/rendimento.
Não é propriamente a melhor forma de valorizar as suas opiniões perante os interlocutores.
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JAL: tudo está relacionado ,continuamos com défice nas contas do estado ,logo precisamos de financiamento que acresce à dívida já existente . A falência de um banco que valia 20% do mercado terá influências muito grandes e a ministra das finanças ,ainda agora na AR disse que não concordava , e disse que “o único impacto era o empréstimo que tinha feito ao fundo de resolução” ,está novamente a dizer inverdades ou não faz qualquer ideia do que anda a fazer. Recomendo-lhe que oiça as palavras de hoje do 1º Ministro que disse que Portugal continua “muito vulnerável a choques externos” , traduzindo em língua portuguesas ,não estamos livres de novo resgate. Quando digo que penso de acordo com os meus interesses é porque acredito que as civilizações avançam do confronto negociável dos diferentes interesses em causa.
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manuel,
*TUDO* o que acontece na economia tem impacto a curto, médio e/ou longo prazo nas contas do Estado. Até uma pequena empresa em Freixo-de-Espada-à-Cinta despedir um funcionário tem impacto nas contas públicas pelos impostos e contribuições para a Segurança Social que deixa de receber e pelo subsídio de desemprego que passa a ter que pagar.
No entanto, esse trabalhador pode até montar o seu próprio negócio e criar alguns postos de trabalho, com o resultado oposto em termos de contas públicas.
A falência de um banco não é a mesma coisa que o despedimento de um funcionário de uma pequena empresa mas o único impacto que o Estado pode avaliar e sobre o qual pode e deve intervir é o impacto directo, as transferências de dinheiro que “tenha que fazer” para esse banco. O resto é o mercado a funcionar como é suposto que funcione.
Neste sentido, o que a Ministra das Finanças disse será correcto, ainda mais porque o BES (ainda?) nem sequer fechou.
O que o Primeiro-Ministro disse é por acaso uma surpresa para alguém?
Uma dívida externa monstra e um deficit público crónico (que o Tribunal Revolucionário impede que seja diminuído) fazem com que Portugal seja muito vulnerável à flutuação das taxas de juro. Isso está mais do que estabelecido (até mesmo para aqueles a quem dá jeito “esquecê-lo” de vez em quando) e é repetido sistematicamente por todo o lado.
Quanto aos “interesses”, defender em primeiro lugar os nossos interesses é muito diferente de as nossas opiniões variarem consoante a nossa situação pessoal.
P.e., defender a rigídez da legislação laboral no sentido de impedir os despedimentos enquanto se é trabalhador dependente e passar a defender a flexibilização quando se passa a ser empresário, defender impostos mais altos para os ricos apenas até nos sair o Euromilhões ou não querer que o Estado pague aos credores de empresas falidas a menos que nós sejamos um desses credores é pura hipocrisia e retira qualquer valor a essas opiniões.
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