tem de ir a ministro
22 Outubro, 2014
Alguém que consegue dar aulas simultâneamente em 104 sítios é, necessariamente, um poço de sabedoria, um portento de inteligência, de capacidade de trabalho e agilidade profissional. Sendo professor e com tamanhas qualidades, deverá ir, no mínimo, a Ministro da Educação. Até para substituir o que ainda por lá está, visivelmente cansado e a necessitar de descanso.
30 comentários
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Caro Rui
Os casos de candidatos colocados em dezenas de escolas num concurso nacional é bem a expressão do desastre em que se tornou a escola pública. Tudo isso é fruto dos entendimentos com os sindicatos feitos por fracos governantes que assim compram a simpatia sindical. O mais caricato é que os docentes colocados em dezenas de escolas têm um mês para renunciar, sem penalização, ao lugar. Claro que, nessas circunstâncias, é preciso colocar um substituto e, no entretanto, os alunos ficam sem aulas. O interesse dos alunos na escola pública é um pequeno transtorno esquecido na voragem dos direitos dos professores. Eu que não acredito nas virtudes da escola pública quero crer que quantos mais casos destes vierem a público melhor para o país. Os pais têm de se convencer que vale a pena pagar a educação quando ela é de qualidade e no Estado ela não existe.
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Tudo isto por usar uma plataforma informática ?
Uso de uma simple folha Excel recomenda-se. So se o for acompanhada da correspondente moderacao…
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Estamos seguros que tudo isto nao foi feito assim a proposito?
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Talvez não seja mas não estou seguro mas acredito também no ‘follow the money”. Aritmetica, ao que informados divulgam por aí:
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de 15/10 até hoje 22/10, mais dum mês, 2.000 profs que faltam x mais dum mês sem inrente despesa x Y à hora dará Z de dinheirinho que o Estado ‘não perde’
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na novilingua em curso ‘o Estado perde tanto’ e nós a julgarmos que o Estado estava a reembolsar os Cidadãos do que os obrigou a perder. E a diferença faz a sua diferença: simplesmente primeiro existou o Estado ou os Cidadãos ? Um País, uma Nação, uma Sociedade é o Estado ou são os Cidadãos ? O Estado é a Empresa acima de todas as Empresas dos Cidadãos ? etc etc
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O mais grave de tudo isto é que a responsabilidade não faz parte da organização social desta sociedade. Toda esta gente devia ser demitida, de imediato, logo que o problema sucedeu.
Mas o compadrio está de tal forma disseminado na organização do poder, que tudo se encobre, porque os rabos de palha são o apanágio de toda esta gente. Com um sistema de ensino a funcionar desta maneira e sem justiça confiável, só falta alguém passar uma certidão de óbito a este país.
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Os governantes, tal como os juízes, são irresponsáveis. Podem fazer todas as tropelias e malfeitorias que entenderem que nunca serão responsabilizados. De resto, já assim era no tempo dos faraós, dos assírios, dos caldeus, etc.., que só se interessavam em cobrar impostos e tributos. A política não evoluiu senão para pior, mais refinada, mais sofisticada, mais maquiavélica. Não há nada de bom a esperar dos políticos.
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O tal professor concorreu para centenas de lugares.
Como já estava servido, não se deu ao trabalho de anular os restantes pedidos (sim pedidos, que ele tinha pedido).
Entretanto é colocado em 104.
Conclusão dos media, a culpa é do Governo.
Já vi várias notícias, percebo que este ministro é agora o cabrito que está no espeto, mas ninguém se lembrou de criticar o responsável que foi o tal professor que à primeira dificuldade se borrifou para os incómodos que iria causar aos colegas e a centenas de alunos.
O sistema centralizado de colocação de professores terá sempre erros, mas se as colocações passarem para a alçada das escolas ou dos municípios vai ser um fartote de filhos do presidente da junta a passarem à frente de candidatos muito mais qualificados, como é hábito.
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Porque é que não são as escolas a contratar os professores que faltam? Em Portugal andamos sempre “a bailar com a mais feia”, porque não somos capazes de resolver problemas como este, que nem deviam existir.
Vivemos no 3º mundo, e não há governo que acabe com este regabofe.
A propósito: o Nogeira já se pronunciou sobre a agressão de que uma colega dele foi vítima ou também tem medo dos ciganos?
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Na minha opinião, o ideal de serem as escolas a contratar esbarra com o drama da cunha, e traria muito mais injustiças.
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Trata-se apenas duma linha de instrução de software (if … then ..) que qualquer principiante em linguagens de software sabe. Estranha é a razão porque engenheiros informáticos e profssionais na coisa falhassem no mais basico em programação informática. De tão elementar que é, o erro profissional de incompetencia informatica surge estranhissimo sem intenção para que assim fosse mesmo.
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Você tem uma imaginação delirante. Só é pena não saber do que fala. Em qualquer sistema de colocação de candidatos, ordenado por um conjunto de critérios que, neste caso, é indiferente, vai do candidato para a vaga. A partir do momento em que é colocado NUMA das vagas, deixa de contar para as vagas seguintes. O que se passou, foi incompetência pura ou, pelas teorias da conspiração que já circulam, uma forma de acabar com os concursos nacionais de colocação destes profissionais.
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Por não saber do que falo, é que fiz uma pergunta. Mas você como bom “almeida” que deve ser sabe de tudo e um par de botas. Deve ser por andar agarrado à vassoura…
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A partir do momento em que “aceita” a vaga.
Neste caso havia um bug qualquer e ele aceitou (nisso não se deixou atrapalhar pelas dificuldades), e a seguir não se deu ao trabalho de informar que já não queria os outros. Preferiu ir para os jornais lançar a palhaçada.
Como é evidente julgar que isso foi erro do ministro, do secretario de estado ou mesmo do director geral é absoluta estupidez.
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Lamento desiludi-lo, Alexandre Silveira, mas o comentário era e é para o Churchill.
Churchill:
O candidato não tem que declarar coisa alguma, a não ser a aceitação da vaga (uma única) em que é colocado de acordo com a sua posição na lista de candidatos. Em circunstância alguma ele é colocado noutra vaga. Se o processo de colocação não está assim organizado, então a incompetência do ministério da Educação ( ou dir. Geral, ou lá o que é) ainda é maior.
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Se o Almeida se der ao trabalho de ler vê que eu reconheço que deve t existido um bug na programação.
Só quem nunca programou nada é que tem a certeza absoluta de tudo na ponta da língua. Os outros têm sempre alguma cautela.
Agora que a culpa dos bugs não é do ministro isso já não tenho qualquer duvida.
Por outro lado a fenfrop e estes professores/animadores de telejornal gostam mesmo é de palhaçada isso é evidente.
Pessoas normais descobriam um erro e informavam os serviços competentes, provavelmente dirigidos por colegas, em vez de avisarem os boys da SIC.
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Se o Churchill se der ao trabalho de ler o que escreveu, verá que não disse nada do que acaba de dizer. As suas certezas eram todas e quanto a experiências inventadas em mundo virtual… Opto pelas do mundo real.
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Ainda não consegui perceber se esta falha é dos serviços do Ministério ou é das empresas que o governo contrata em pareceres , consultoria e outros serviços ?
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Acho que a falha que está na origem de toda a bagunça que este ano rebentou no Ministério da Educação é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates. Nuno Crato, coitado, nem sabe de nada, não quer saber e tem inveja de quem sabe!!!
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Isso é verdade, mas o chefe duma equipa é (deve ser) sempre o responsável.
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Por vezes não se vê o que é óbvio. Que melhor ministro da Educação poderia o governo arranjar que o Sr. Doutor Relvas… Num ano, os jovens faziam o básico, no segundo o secundário e no terceiro o superior. Era rápido e económico. Ganhavam os alunos que em três anos livravam-se da maçada de continuar no ensino. Ganhava o ministério pois haveria menos gastos, porque os anos escolares eram menos e até poderiam fechar algumas Universidades já que a rotatividade de alunos era maior. Ganhava o país pois ficaria com uma fornada de novos Doutores com a qualidade comprovada do putativo futuro ministro.
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Para quê demorar um ano para cada coisa? 🙂
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Maior artista foi a Isabelinha Alçada, que fez um mestrado manhoso de poucos meses em Boston e ao regressar a Portugal pediu, e foi-lhe concedido, o equiparamento a mestrado. Mas disto não quiseram falar as bocas dos jornalistas.
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Deixem-me por favor explicar uma coisa.
Colocar professores ou fazer a escala de pilotos e pessoal de cabine para a American Airlines que tem 900 aviões voa para 273 destinos e lida com dezenas de milhares de funcionários (só os dos aviões) com milhares de excepções é exactamente a mesma coisa.
No caso deles funciona bem porque o programa informático é seguro e não há qualquer Nogueira a sabotar seja o que for.
Perguntem-lhes como se faz, melhor importem 30 americanos e no ano de 2015 as colocações são feitas em Agostos e enviadas por UPS para casa de cada um.
Trust me
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Não podemos absolver o governo com o Nogueira. O ministro tem de dizer se foram os serviços do Ministério ou uma empresa externa a fazer o serviço. Este governo vai embora e o Nogueira e o “monstro” do ministério da educação fica aí a devorar milhões de euros e as escolas públicas(para os filhos dos outros) transformadas em antros de delinquentes que nem para lavar carros na Europa servem.
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Se este episódio dá tanto pano para mangas, então tudo vai bem e parabéns a Crato
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Tude se pode explicar como sendo uma face da conspiração global do Sócrates…
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Mas ninguém percebe a manha do artista. A criatura triste está a dar aulas nós Açores, que tem o seu próprio método de colocação de professores. Arranjou lá um horário completo, talvez com a bendita cunha, mas como está bem colocado na lista e não quer perder o lugar no concurso nacional, manteve se no concurso. Se precisasse, teria aceitado a colocação e já não havia bug no sistema. Mas como não precisa, nem quer saber. E ainda manda recadinho, pede para o esquecerem no concurso, mas só ate ao próximo ano, porque aí pode ser que lhe caia a sorte grande no no concurso, e aí já volta. Cambada, e como eles tantos, que se queixam tanto que vão dar aulas para aqui e acolá, mas não desistem, pois assim que entram no sistema é só deixar andar…
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E o MEC é gerido por professores, e o concurso é assim porque eles querem. O Crato, coitado, é como todos os ministros dos últimos anos, boneco para arder, que o fumo assim esconde os outros.
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O Almeida explicou acima como funciona o sistema de colocação de professores (funcionamento esse que impediria que acontecesse o que pelos vistos acontece frequentemente) para acabar a dizer que “Se o processo de colocação não está assim organizado…” (ou seja, não sabe) pelo que peço a quem saiba realmente como funciona que esclareça:
O sistema actual de colocação de professores inclui a possibilidade de professores serem colocados em mais do que uma escola, tendo os professores que dizer depois que colocações não aceitam?
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Desculpem-me senhores e senhoras mas estao todos errados: a culpa disto tudo e do Salazar e do “fassismo”. Ainda nao perceberam?
E simples – foi Salazar o politico que comecou a construir escolas e formar professores. Se ele nao tivesse feito isso nao haveria hoje escolas, professores e colocacoes. E simples!
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